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Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito no Médio Oriente

Israel e Líbano prolongaram cessar-fogo por três semanas. Trump avisa que "tempo está a esgotar-se" para o Irão

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Israel e Líbano prolongaram cessar-fogo por três semanas. Trump avisa que "tempo está a esgotar-se" para o Irão

Israel e Líbano decidiram na última noite prolongar o cessar-fogo por mais três semanas. A decisão resultou de uma nova ronda de conversações. Para o Irão, não há negociações à vista, com os Estados Unidos a aumentar a presença militar. Acompanhamos aqui o evoluir da situação no Médio Oriente.

Mariana Ribeiro Soares, Ana Sofia Rodrigues - RTP /

Cenário de destruição no Líbano Zohra Bensemra - Reuters

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Momento-Chave
Cristina Sambado - RTP /

EUA desenvolvem planos para atacar as defesas iranianas no Estreito de Ormuz caso o cessar-fogo falhe

As autoridades militares norte-americanas estão a desenvolver novos planos para atacar as capacidades do Irão no Estreito de Ormuz caso o atual cessar-fogo com o Irão seja quebrado.

Reuters

Segundo a CNN, que cita várias fontes familiarizadas com o assunto, as opções, entre vários tipos de alvos em consideração, incluem ataques com foco específico em "ataques dinâmicos" às capacidades iranianas em torno do Estreito de Ormuz, sul do Golfo Pérsico e Golfo de Omã.

As fontes descrevem potenciais ataques contra pequenas lanchas rápidas, navios lança-minas e outros ativos assimétricos que ajudaram Teerão a bloquear eficazmente estas vias navegáveis estratégicas e a utilizá-las como instrumento de pressão sobre os EUA.

O bloqueio causou enormes repercussões na economia global, ameaçando minar os esforços do presidente Donald Trump para reduzir a inflação nos EUA e ocorreu apesar do cessar-fogo que suspendeu os ataques americanos desde 7 de Abril.

Embora os militares tenham como alvo a Marinha iraniana, grande parte do primeiro mês de bombardeamentos concentrou-se em alvos distantes do estreito, o que permitiria aos militares americanos atacar mais adentro do próprio Irão. Os novos planos preveem uma campanha de bombardeamento muito mais concentrada em torno de vias navegáveis estratégicas.

A CNN já tinha avançado que, uma grande percentagem dos mísseis de defesa costeira do país permanece intacta. O Irão possui também inúmeras embarcações de pequena dimensão que poderão ser utilizadas como plataformas para lançar ataques contra navios, complicando os esforços dos EUA para reabrir o estreito.

Os ataques militares em redor do estreito, por si só, dificilmente reabrirão a via navegável de imediato, disseram à CNN várias fontes, incluindo um corretor de navios de alto nível.

“A menos que se possa provar inequivocamente que 100 por cento da capacidade militar do Irão foi destruída ou que haja quase a certeza de que os EUA podem mitigar o risco com a sua capacidade, tudo se resumirá ao quão disposto [Trump] está a aceitar o risco e a começar a enviar navios através do estreito”, disse uma fonte familiarizada com o planeamento militar.

Os militares norte-americanos também poderiam cumprir a ameaça anterior de Trump de atacar alvos de dupla utilização e infraestruturas, incluindo instalações energéticas, num esforço para forçar o Irão a entrar na mesa das negociações, disseram as fontes à CNN. Trump afirmou que os EUA retomariam as operações de combate na ausência de uma solução diplomática para a guerra.

Atacar alvos de infraestruturas representaria uma escalada controversa no conflito, alertaram alguns responsáveis americanos, atuais e antigos.

Outra opção desenvolvida pelos planeadores militares é visar os líderes militares iranianos e outros “obstrutores” dentro do regime, que, segundo as autoridades norte-americanas, estão a prejudicar ativamente as negociações, observou uma das fontes. Isto inclui Ahmad Vahidi, que atua como Comandante-Chefe da Guarda Revolucionária Islâmica, disse a fonte.

Devido à segurança das operações, não discutimos movimentos futuros ou hipotéticos”, disse um responsável do Departamento de Defesa quando questionado sobre o planeamento de alvos. “As Forças Armadas dos EUA continuam a fornecer opções ao presidente, e todas as opções permanecem em aberto.”

Trump tem afirmado repetidamente que o regime iraniano está “fragmentado” depois de operações conjuntas entre os EUA e Israel terem resultado na morte de vários altos funcionários, incluindo o líder supremo do país. Numa publicação nas redes sociais, na quinta-feira, Trump apontou uma aparente divisão entre a Guarda Revolucionária Islâmica e os membros do governo que estavam em negociações com os EUA como um dos obstáculos a um acordo diplomático.

O Irão está a ter muita dificuldade em descobrir quem é o seu líder! Simplesmente não sabem! A luta interna entre os ‘linha dura’, que têm vindo a sofrer derrotas FEIAS no campo de batalha, e os ‘moderados’, que não são nada moderados (mas estão a ganhar respeito!), é uma LOUCURA!”, escreveu Trump.

 

Ataques adicionais dos EUA provavelmente também teriam como alvo as capacidades militares remanescentes do Irão, incluindo mísseis, lançadores e instalações de produção que não foram destruídos na onda inicial de ataques EUA-Israel ou que podem ter sido transferidos para novas posições estratégicas desde o início do cessar-fogo, acrescentaram as fontes.

A CNN acrescenta que, “metade dos lançadores de mísseis do Irão e milhares de drones de ataque unidirecionais sobreviveram à campanha de bombardeamento dos EUA, segundo uma avaliação dos serviços de informação norte-americanos.

Na semana passada, o secretário da Defesa Pete Hegseth reconheceu, durante uma conferência de imprensa, que o Irão transferiu alguns dos seus ativos militares remanescentes para novos locais durante o cessar-fogo e ameaçou atingir esses alvos caso o Irão se recuse a aceitar um acordo.

O inquilino da Casa Branca parece receoso de reiniciar a guerra com o Irão e prefere uma resolução diplomática para o conflito. Ao mesmo tempo, várias fontes reconheceram que a prorrogação do cessar-fogo decretada por Trump não é “indefinida” e que as forças armadas norte-americanas estão prontas para retomar os ataques, caso seja necessário.

Trump continua a manifestar frustração com a recusa do Irão em reabrir o Estreito de Ormuz, que foi efetivamente fechado à navegação internacional em resposta à primeira vaga de ataques conjuntos entre os EUA e Israel.


A Administração Trump subestimou a disponibilidade do Irão para fechar o estreito antes de iniciar a guerra – uma medida que provavelmente poderia ter sido “evitada” se os EUA tivessem posicionado recursos militares nas proximidades desde o início, para dissuadir ou responder a uma possível ação de Teerão, de acordo com duas fontes familiarizadas com o planeamento inicial da guerra.

A incapacidade de impedir o Irão de fechar eficazmente o estreito durante os primeiros dias da guerra acabou por conduzir ao atual impasse entre os dois países, uma vez que os navios petroleiros, na sua maioria, continuam relutantes em arriscar a travessia do estreito por temerem ataques.

A Marinha dos EUA tem atualmente 19 navios no Médio Oriente, incluindo dois porta-aviões, e sete navios no Oceano Índico, disse um responsável norte-americano na quinta-feira.

As forças armadas dos EUA começaram a impor um bloqueio aos portos iranianos, utilizando grande parte desta força, a 13 de abril, e redirecionaram pelo menos 33 navios até quinta-feira.

As forças norte-americanas também abordaram pelo menos três navios, incluindo dois no Oceano Índico, a aproximadamente 3.200 quilómetros do Golfo Pérsico. A abordagem mais recente ocorreu na madrugada de quarta-feira, quando as forças norte-americanas se aproximaram de um "navio apátrida sancionado" que transportava petróleo do Irão no Oceano Índico, segundo o Departamento de Defesa.
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RTP /

Agência Internacional de Energia alerta sobre efeitos na produção de gás

A Agência Internacional de Energia alertou hoje que as consequências da guerra no Médio Oriente na produção de gás natural liquefeito (GNL) vão fazer-se sentir durante os próximos dois anos.

Na mesma linha, a Agência Internacional de Energia frisou que o mercado de GNL "vai manter-se restrito" em 2026 e 2027, por causa da guerra que começou no dia 28 de fevereiro.

Os Estados Unidos e Israel bombardearam o Irão e, apesar do cessar-fogo em vigor, os constrangimentos no estreito de Ormuz condicionaram o transporte de gás e crude provocando efeitos a nível global.

Num relatório publicado hoje, a Agência Internacional de Energia, estimou que os danos nas infraestruturas de liquefação de gás do Qatar, em particular, vão agravar-se.

Mesmo assim, a empresa QatarEnergy anunciou hoje que exportou o primeiro carregamento de gás natural liquefeito no quadro da parceria com a ExxonMobil e a Golden Pass LNG, do Texas, Estados Unidos.

Em comunicado, a QatarEnergy referiu que o carregamento decorreu com segurança.

(Lusa)
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Momento-Chave
RTP /

Pentágono sugere expulsão de Espanha da NATO e outras punições para aliados

Um e-mail interno do Pentágono, ao qual a Reuters teve acesso, faz uma lista de punições para aliados da NATO que não apoiam as operações norte-americanas na guerra contra o Irão.

Entre as opções está a suspensão de Espanha da NATO e a revisão da posição norte-americana sobre a reivindicação britânica das ilhas Malvinas, disse um responsável norte-americano à Reuters.

O e-mail expressa frustração com a aparente relutância ou recusa de alguns aliados em conceder aos EUA o acesso às suas bases, “o mínimo absoluto para a NATO”.

Questionado sobre o e-mail, o secretário de imprensa do Pentágono, Kingsley Wilson, respondeu: “Como disse o presidente Trump, apesar de tudo o que os Estados Unidos fizeram pelos nossos aliados da NATO, eles não estiveram lá para nós”.

“O Departamento de Guerra irá assegurar que o presidente tem opções viáveis para assegurar que os nossos aliados já não são um tigre de papel e, em vez disso, fazem a sua parte. Não temos mais comentários a fazer sobre quaisquer deliberações internas nesse sentido”, acrescentou.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, já respondeu ao alegado e-mail, sublinhando que Espanha é “um parceiro leal” da aliança e que cumpre as suas “responsabilidades”, sempre “dentro da estrutura do direito internacional”.
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Momento-Chave
RTP /

Sánchez diz que guerra no Médio Oriente mostrou "fracasso da força bruta"

O presidente do Governo espanhol considerou hoje que a guerra no Médio Oriente mostrou o "fracasso da força bruta" e a necessidade de se respeitar o direito internacional, salientando que a "lei do mais forte tornou o mundo mais fraco".

"A crise provocada no Médio Oriente por esta guerra ilegal só veio mostrar o fracasso da força bruta, a exigência de se respeitar o direito internacional, a ordem multilateral e a necessidade de ser salvaguardada e reforçada", afirmou Pedro Sánchez em declarações aos jornalistas à chegada à cimeira informal dos chefes de Estado e de Governo da União Europeia (UE), em Nicósia.

Para Pedro Sánchez, o que se está a ver no Médio Oriente é que "a lei do mais forte tornou o mundo mais fraco".

"É uma situação onde não se sabe exatamente qual é o objetivo da guerra e onde também não há confiança entre as partes para se conseguir chegar a um acordo a curto prazo. E isso a que é que leva? A sofrimento, a perdas de milhares de vidas, a centenas de milhares de deslocados, por exemplo no Líbano, e ao enfraquecimento da ordem internacional", afirmou.

O chefe do executivo espanhol destacou ainda que a situação no Médio Oriente está a ter consequências económicas graves para a Europa, salientando que, desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, a União Europeia (UE) já gastou "mais 24 mil milhões de euros" do que o habitual em importações de combustíveis fósseis.

"Ou seja, 500 milhões de euros por dia", resumiu, salientando que "a medida menos cara e que salva mais vidas" para resolver esta situação é que "a guerra acabe o quanto antes".

"E por isso é que apelamos às partes para que se sentem, dialoguem e cheguem a acordo o quanto antes", afirmou.

Nestas declarações aos jornalistas, Pedro Sánchez lamentou ainda que, na reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da UE de segunda-feira, o bloco não tenha aprovado a suspensão do acordo de associação com Israel que tinha sido proposta por Espanha.

O presidente do executivo espanhol disse não perceber que a UE esteja "unida, como deve estar, a apoiar um povo que está a ser submetido a uma tentativa de invasão e de questionamento sobre a sua soberania territorial", referindo-se à Ucrânia, mas não faça o mesmo no Médio Oriente.

"Isso leva a um enfraquecimento das posições da UE, da nossa legitimidade, pelo menos a nível político, e da nossa credibilidade na hora de defender causas tão justas como a da Ucrânia", referiu.

Os líderes da UE estão hoje reunidos em Nicósia para o segundo dia de uma cimeira informal em Chipre, que vai começar com uma discussão sobre o financiamento do orçamento da EU para o período entre 2028 e 2034.

À hora de almoço, está previsto um dos momentos mais simbólicos desta cimeira: um encontro com os líderes do Líbano, Egito e Síria, do príncipe herdeiro da Jordânia e do secretário-geral do Conselho de Cooperação do Golfo.

(Lusa)
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RTP Antena 1 /

Bruxelas quer um sistema europeu de energia mais seguro e mais resiliente

Num período em que a crise energética veio potenciar a valorização do produto energia, a União Europeia pretende que a energia seja mais segura e mais resiliente. Para isso, o sistema de energia precisa ser mais igual nos 27 países da União.

Foto: Matthew Henry - Unsplash

É uma dificuldade que há muito se discute em Bruxelas: a de encontrar uma forma de governo da energia mais eficaz, com politicas alinhadas entre todos os países.
Marta Pacheco - RTP Antena 1

O objetivo é também conseguir uma distribuição mais justa da energia no espaço europeu, em que os custos sejam iguais para todos e os benefícios também.

A Fundação Francisco Manuel dos Santos em conjunto com a Brookings Institution lança esta sexta-feira um estudo sobre estas questões, que ganharam novo relevo com a crise do Médio Oriente.
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Lusa /

Bruxelas vai apresentar plano de resposta se Estado-membro for atacado

A Comissão Europeia comprometeu-se, durante a cimeira informal dos líderes da UE em Chipre, a apresentar um plano que define como é que o bloco deve responder em caso de agressão a um Estado-membro, indicou o Presidente de Chipre.

Em declarações hoje aos jornalistas à chegada ao segundo dia da cimeira informal de chefes de Estado e de Governo da União Europeia (UE), em Nicósia, Nikos Christodoulides foi questionado sobre o que é que os líderes acordaram quanto ao artigo 42.7 dos tratados, que consagra o princípio de defesa mútua em caso de agressão a um Estado-membro, e que discutiram esta quinta-feira à noite.

"O que concordámos ontem [quinta-feira] à noite é que a Comissão vai preparar um plano sobre como responderemos caso um Estado-membro ative o artigo 42.7. Há várias questões para as quais precisamos de ter uma resposta", afirmou.

O Presidente de Chipre disse que, por exemplo, se França decidir ativar o artigo 42.7, é preciso perceber "qual é que vai ser o primeiro Estado-membro a responder" e que meios é que poderão ser mobilizados.

"Todas essas questões vão estar no plano [da Comissão] para que se perceba qual é o plano operacional caso um Estado-membro decida ativar o artigo 42.7", referiu.

Questionado se ficou contente com essa discussão, Christodoulides respondeu: "Muito contente".

"Fico muito contente que todos os Estados-membros -- seja os que pertencem à NATO, seja os que não pertencem -- vejam a necessidade de ter um plano operacional", disse.

O artigo 42.7, que consagra o princípio de defesa coletiva em caso de agressão a um Estado-membro, só foi ativado uma vez na história da UE: pela França, em 2016, após os atentados terroristas em Paris.

No entanto, após os ataques atribuídos ao Irão que visaram Chipre no início de março, Nikos Christodoulides tem insistido que é necessário que os Estados-membros da UE "deem substância" a esse artigo.

O Presidente de Chipre, país que não pertence à NATO, tem designadamente apelado a que os Estados-membros estabeleçam procedimentos operacionais claros caso esse artigo seja ativado.

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Momento-Chave
Lusa /

Israel ataca Líbano horas depois do anúncio de Trump do prolongamento da trégua

O exército de Israel lançou hoje um ataque contra o Líbano, após ter detetado vários disparos de lança-foguetes, poucas horas após Donald Trump ter anunciado o prolongamento do cessar-fogo por três semanas.

As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) disseram que os disparos de lança-foguetes vindos do Líbano atingiram a aldeia fronteiriça de Shtula, no norte do país.

A mensagem, publicada na plataforma Telegram, não clarifica se o alegado ataque ocorreu antes ou depois do anúncio do Presidente dos Estados Unidos.

Na quinta-feira, Donald Trump adiantou que Israel e o Líbano concordaram em prolongar o cessar-fogo por três semanas, após negociações que decorreram na Casa Branca.

O exército israelita acrescentou que foi neutralizado um "outro lança-mísseis carregado e pronto a disparar" que "representava uma ameaça para os soldados das IDF e para o Estado de Israel".

O embaixador de Israel junto da Organização das Nações Unidas (ONU), Danny Danon, admitiu, em entrevista à emissora norte-americana CNN, que o cessar-fogo alargado com o Líbano "não é a 100%".

"O Governo libanês não tem controlo sobre o Hezbollah, e o Hezbollah está a lançar foguetes para tentar sabotar o cessar-fogo. Israel, temos de retaliar. Sempre que vemos uma ameaça, agimos", disse Danon na quinta-feira.

Horas antes, o grupo pró-Irão Hezbollah revelou que disparou foguetes contra o norte de Israel e o exército israelita reivindicou um ataque contra infraestruturas da milícia xiita no sul do Líbano, que matou três militantes.

Ainda assim, Danon declarou que "a situação está significativamente melhor. Não é perfeita, mas espero que o exército libanês seja capaz de implementar e fazer cumprir este cessar-fogo", acrescentou.

Após o prolongamento do cessar-fogo inicial de 10 dias, que entrou em vigor em 17 de abril e deveria expirar na segunda-feira, Donald Trump realçou que há uma "grande hipótese" de se chegar a um acordo de paz permanente até ao fim do ano.

A guerra mais recente, que já resultou em 2.294 mortos e 7.544 feridos em sete semanas, começou quando o Hezbollah lançou foguetes contra o norte de Israel, dois dias depois de Israel e os EUA terem lançado ataques contra o Irão.

Israel respondeu com bombardeamentos generalizados no Líbano e uma invasão terrestre em que capturou dezenas de cidades e aldeias ao longo da fronteira.

O exército israelita ocupa atualmente uma zona tampão que se estende até 10 quilómetros no sul do Líbano.

Israel afirma que o objetivo é eliminar a ameaça de foguetes de curto alcance e mísseis antitanque disparados contra o norte de Israel.

O Hezbollah rejeitou as negociações. Wafiq Safa, um membro de alto nível do conselho político do grupo militante pró-Irão, disse à agência de notícias Associated Press que não acatará qualquer acordo feito durante as negociações diretas.

 

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RTP /

Irão. Papa classifica colapso das conversações como uma derrota para a paz

O Papa Francisco lamentou hoje o elevado número de vítimas civis no conflito e manifestou um profundo desalento perante o impasse diplomático.

O Sumo Pontífice classificou como um fracasso a interrupção das negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irão apelando a que o diálogo não seja abandonado em favor das armas.
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RTP /

Israel aguarda "luz verde" dos Estados Unidos para atacar o Irão

O Ministro da Defesa de Israel faz uma ameaça sem precedentes. Diz que Telavive aguarda apenas a 'luz verde' dos Estados Unidos para lançar uma ofensiva total e fazer o Irão 'regressar à Idade da Pedra'.

Numa declaração de extrema agressividade, o governante assegura que os alvos da retaliação já estão definidos, faltando apenas a autorização política de Washington para avançar.
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Lusa /

Empresas pagam até 3,24 milhões de euros para atravessar Panamá face a bloqueio de Ormuz

A Autoridade do Canal do Panamá disse que empresas têm pago até quatro milhões de dólares (3,24 milhões de euros) para enviar navios através do canal, face ao encerramento efetivo do estreito de Ormuz.

Embora a passagem pela Canal do Panamá tenha geralmente um preço fixo, mediante reserva, as empresas sem reserva podem pagar uma taxa adicional num leilão por lugares, em vez de esperar dias ao largo.

Os valores dos leilões e a procura por estas vagas aumentaram vertiginosamente nas últimas semanas, à medida que o Irão e os Estados Unidos bloquearam o estreito de Ormuz.

"Com todos os bombardeamentos, mísseis, drones... as empresas estão a dizer que é mais seguro e menos dispendioso atravessar o Canal do Panamá", disse Rodrigo Noriega, advogado e analista na Cidade do Panamá.

"Tudo isto está a afetar as cadeias de abastecimento globais", sublinhou.

Noriega disse que o Governo do Panamá está a "maximizar o que pode ganhar com o Canal do Panamá".

O preço médio para atravessar o canal varia entre 300 mil e 400 mil dólares (entre 257 e 340 mil euros), dependendo da embarcação.

Mas Ricaurte Vásquez, administrador do canal, disse que uma empresa, cujo nome não revelou, pagou quatro milhões de dólares quando um navio-tanque teve de mudar de destino devido às tensões geopolíticas em curso.

"Era um navio que transportava combustível para a Europa, e redirecionaram-no para Singapura, pois precisava de lá chegar, porque Singapura está a ficar sem combustível", disse Vásquez.

Outras companhias petrolíferas pagaram mais de três milhões de dólares (2,57 milhões de euros), além da taxa de travessia, para acelerar a passagem face à subida dos preços do petróleo.

Vásquez disse que os navios não se acumularam no canal, mas sim que os custos podem ser atribuídos a mudanças de última hora e à maior urgência das embarcações em resultado do caos comercial generalizado.

Ao mesmo tempo que lucra mais com o novo negócio, o Governo do Panamá também sofreu um golpe com a disputa geopolítica.

Na quarta-feira, o Ministério dos Negócios Estrangeiros do país acusou o Irão de apreender ilegalmente um navio com bandeira do Panamá, da empresa italiana MSC Francesca, no estreito de Ormuz.

O Panamá, país com um dos maiores registos de navios do mundo, afirmou que o navio foi "tomado à força" pelo Irão. Não ficou imediatamente claro se a embarcação ainda permanece sob custódia iraniana.

"Isto representa um grave ataque à segurança marítima e constitui uma escalada desnecessária numa altura em que a comunidade internacional defende que o estreito de Ormuz se mantenha aberto à navegação internacional sem ameaças ou coação de qualquer tipo", declarou o Governo do Panamá.

Rodrigo Noriega disse que o valor que as empresas pagam para atravessar o Canal do Panamá pode aumentar ainda mais se o conflito continuar a prolongar-se, uma vez que os preços do petróleo estão a disparar.

O preço do barril de crude Brent chegou a ultrapassar 107 dólares (92 euros) esta semana, subindo de cerca de 66 dólares (57 euros) por barril há um ano.

"Ninguém previu realmente os potenciais efeitos que [a guerra] teria no comércio global", disse Noriega.

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Lusa /

Embaixador de Israel na ONU admite que cessar-fogo com Líbano "não é a 100%"

O embaixador de Israel junto da Organização das Nações Unidas (ONU), Danny Danon, admitiu, em entrevista à emissora norte-americana CNN, que o cessar-fogo alargado com o Líbano "não é a 100%".

"O Governo libanês não tem controlo sobre o Hezbollah, e o Hezbollah está a lançar foguetes para tentar sabotar o cessar-fogo. Israel, temos de retaliar. Sempre que vemos uma ameaça, agimos", disse Danon na quinta-feira.

Horas antes, o grupo pró-Irão Hezbollah revelou que disparou foguetes contra o norte de Israel e o exército israelita reivindicou um ataque contra infraestruturas da milícia xiita no sul do Líbano, que matou três militantes.

Ainda assim, Danon declarou que "a situação está significativamente melhor. Não é perfeita, mas espero que o exército libanês seja capaz de implementar e fazer cumprir este cessar-fogo", acrescentou.

Também na quinta-feira, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adiantou que Israel e o Líbano concordaram em prolongar o cessar-fogo por três semanas, após negociações que decorreram na Casa Branca.

O governante norte-americano afirmou que o encontro entre os embaixadores de Israel e do Líbano foi "muito bom" e realçou que há uma "grande hipótese" de se chegar a um acordo de paz permanente até ao fim do ano.

O cessar-fogo inicial de 10 dias, que entrou em vigor em 17 de abril, expiraria na segunda-feira.

A guerra mais recente começou quando o Hezbollah lançou foguetes contra o norte de Israel, dois dias depois de Israel e os EUA terem lançado ataques contra o Irão.

Israel respondeu com bombardeamentos generalizados no Líbano e uma invasão terrestre em que capturou dezenas de cidades e aldeias ao longo da fronteira.

O exército israelita ocupa atualmente uma zona tampão que se estende até 10 quilómetros no sul do Líbano.

Israel afirma que o objetivo é eliminar a ameaça de foguetes de curto alcance e mísseis antitanque disparados contra o norte de Israel.

O Hezbollah rejeitou as negociações. Wafiq Safa, um membro de alto nível do conselho político do grupo militante pró-Irão, disse à agência de notícias Associated Press que não acatará qualquer acordo feito durante as negociações diretas.

Apesar disso, as negociações representam um passo importante para dois países sem relações diplomáticas e que estão oficialmente em guerra desde a criação de Israel, em 1948.

O Governo libanês espera que as negociações abram caminho para um fim permanente da guerra.

Enquanto o Irão impôs o fim das guerras no Líbano e na região como condição para as negociações com os EUA, o Líbano insiste em representar-se a si próprio.

Desde que o cessar-fogo entrou em vigor, na semana passada, ocorreram múltiplas violações de ambos os lados.

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RTP /

Estados Unidos estão a reforçar a presença militar no Médio Oriente

Na região há agora três os porta-aviões norte-americanos. 

Entretanto, foram ouvidas explosões em Teerão e as defesas antiaéreas ativadas. Mas Israel nega qualquer ataque. 

O Irão anunciou ter começado a receber pagamentos pela navegação no Estreito de Ormuz. Só passa quem paga.
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RTP /

Israel e Líbano decidiram prolongar o cessar-fogo por mais três semanas

A decisão foi tomada ontem à noite, numa nova ronda de conversações com os embaixadores dos dois países, que decorreu nos Estados Unidos. 

Donald Trump diz que o primeiro-ministro israelita e o presidente libanês deverão encontrar-se nas próximas semanas. 

Refere ainda que o acordo de paz entre os dois países poderá ser assinado ainda este ano.
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Cessar-fogo está em vigor
RTP /

Trump diz ter "todo o tempo do mundo, mas o Irão não tem, o tempo está a esgotar-se!"

O presidente norte-americano, Donald Trump, escreveu, na rede Truth Social, que um acordo com o Irão só será feito quando for “apropriado e bom” para os Estados Unidos.

Criticando a cobertura da guerra contra o Irão pelos meios de comunicação norte-americanos, sugerindo que está ansioso por pôr fim ao conflito, Trump disse que tem “todo o tempo do mundo, mas o Irão não tem, o tempo está a esgotar-se!”

Reiterando afirmações anteriores sobre as conquistas do seu país na guerra, Trump disse que “a Marinha do Irão está no fundo do mar, a sua Força Aérea foi destruída, o seu armamento antiaéreo e radar foi eliminado, os seus líderes já não estão entre nós, o bloqueio é hermético e forte e, a partir daí, só piora — o tempo não está a seu favor!”



“Um acordo só será feito quando for apropriado e benéfico para os Estados Unidos da América, os nossos aliados e, na verdade, para o resto do mundo”, concluiu.
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