Guerra Israel-Hamas está a promover divulgação de falsidades na rede social X
Mas a guerra Israel--Hamas realçou que a X tornou-se não apenas algo que não oferece confiança, como está a promover ativamente falsidades.
Analistas apontam que, sob a direção de Elon Musk, a plataforma deteriorou-se ao ponto que não apenas está a falhar em combater a difusão daquelas mentiras, como está a favorecer a divulgação de mensagens por contas que pagam para ter o símbolo da sua certificação pela rede social, independentemente de quem as está a gerir.
Se estas mensagens forem redistribuídas de forma massiva, podem ser elegíveis para pagamentos pela X, o que criam incentivos financeiros para as publicações que têm mais reações, incluindo mentiras e distorções.
Ian Bremmer, um proeminente analista de política externa, colocou na X uma mensagem em que afirmou que o nível de manipulação de informação na guerra Israel-Hamas "está a ser promovida algoritmicamente" na plataforma "de uma forma a que nunca foi exposto na sua carreira de cientista política".
E a autoridade europeia para o digital escreveu a Musk sobre a manipulação de informação e o "conteúdo potencialmente ilegal" na X, no que parece vir a ser um dos primeiros testes relevantes para as novas regras digitais da União Europeia dirigidas a limpar as plataformas das redes sociais.
Enquanto o sítio da rede social de Musk está mergulhado no caos, rivais como TikTok, YouTube e Facebook estão também a lidar com uma série de rumores e falsidades sobre o conflito.
Hamas diz ter libertado refém e dois filhos mas `media` israelita nega história
"Uma colona israelita e os seus dois filhos foram libertados depois de terem sido detidos durante confrontos" entre o movimento e o Exército israelita, revelou, em comunicado, o braço armado do Hamas.
O Exército israelita não confirmou esta informação, referiu a agência France-Presse (AFP).
Um vídeo, transmitido imediatamente pelo canal de televisão palestiniano Al-Aqsa, mostrava uma mulher de camisa azul com dois filhos e três combatentes armados do Hamas a afastarem-se de uma área com arame farpado. Nenhuma presença militar é visível nas imagens.
A televisão pública israelita afirmou posteriormente que estas imagens mostravam pessoas que "nunca tinham sido levadas para Gaza".
A imprensa local explica que se trata de Avital Aladjem, residente do `kibutz` Holit que, segundo a história que contou numa série de entrevistas, foi levada à força no sábado por homens do Hamas com dois dos filhos de um vizinho para a zona de fronteira entre Israel e a Faixa de Gaza, após o ataque sem precedentes lançado por centenas de combatentes do movimento islâmico no sul do país.
Aladjem adiantou que os seus captores a deixaram livre para partir juntamente com as crianças junto à fronteira.
Acredita-se que dezenas de israelitas e estrangeiros, soldados, civis, crianças e mulheres, estejam nas mãos do Hamas na Faixa de Gaza desde o início da ofensiva.
As autoridades israelitas identificam 150 reféns, enquanto centenas de pessoas continuam desaparecidas e os corpos continuam a ser identificados.
O Hamas, no poder na Faixa de Gaza desde 2007, lançou a 07 de outubro um ataque surpresa contra o território israelita, sob o nome de operação "Tempestade al-Aqsa", com o lançamento de milhares de `rockets` e a incursão de rebeldes armados por terra, mar e ar.
Em resposta, Israel bombardeou a partir do ar várias instalações do Hamas naquele território palestiniano, numa operação que batizou como "Espadas de Ferro".
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, declarou que o seu país está "em guerra" com o Hamas que, recordou, foi internacionalmente classificado como movimento terrorista não só por Israel como pelos Estados Unidos e a União Europeia (UE), além de outros Estados.
Israel, que impôs um cerco total à Faixa de Gaza e cortou o abastecimento de água, combustível e eletricidade, confirmou até agora mais de 1.200 mortos e 3.700 feridos desde o início da ofensiva do Hamas, apoiada pelo Hezbollah libanês e pelo ramo palestiniano da Jihad Islâmica.
Do lado palestiniano, o Ministério da Saúde local confirmou hoje que, em Gaza, os ataques da retaliação israelita provocaram pelo menos 1.100 mortes e 5.339 feridos.
Tensão no Líbano e pessoas em fuga após confrontos com Hezbollah
O Líbano permanece entre o estado de alerta e o medo de que o país possa entrar num novo conflito armado com Israel, registando-se a fuga de habitantes de??? zonas de fronteira e de estrangeiros para o exterior.
Mohammad, porteiro no centro de Beirute, a capital libanesa, contou à Lusa que vários moradores do seu prédio "foram-se embora". "Australianos, franceses, ingleses, várias pessoas já saíram daqui", disse Mohammad.
"Mas não vai acontecer nada", disse com um sorriso.
Na capital libanesa, a vida decorre normalmente. Ao final do dia, o paredão que percorre a costa mediterrânea enchia-se de crianças a brincar com balões e pessoas a fazer exercício.
"A vida está normal porque as pessoas ainda acreditam que a situação possa não atingir o Líbano", conta à Lusa Bilal Mahmoud enquanto comprava um reforço de água engarrafada e comida enlatada no supermercado.
À sua volta a maior parte das pessoas parece fazer as compras normais do dia e não faltam produtos nas prateleiras.
Mahmoud, 41 anos, é um de muitos libaneses que se lembra da guerra civil e da guerra entre o Hezbollah e Israel em 2006.
"Há 40 anos que Israel já atacou o Líbano de várias maneiras, portanto as pessoas estão assustadas, não sabem se vai acontecer outra vez", diz.
"Mas isto seria o golpe final para a nossa economia. Depois da explosão do porto de Beirute, a pandemia e a inflação, acho que esta guerra com Israel ia atrasar o Líbano por 100 anos", conta à Lusa.
Após quatro dias de confrontos entre o grupo xiita Hezbollah e Israel, mais de 900 pessoas já abandonaram as suas casas nas zonas fronteiriças do Líbano.
A proteção civil local disse na quarta-feira que os residentes locais estão a ser encaminhados para abrigos improvisados em escolas na cidade de Tiro.
A aldeia fronteiriça de Al-Dhaira foi a mais afetada pelos ataques aéreos de helicópteros israelitas. Três membros da mesma família foram feridos após o bombardeamento da sua casa e tiveram que ser retirados dos escombros pela proteção civil.
As autoridades locais acusaram Israel de "terrorismo" e "crimes de guerra" após o bombardeamento de uma cisterna de água que alimenta uma aldeia perto da fronteira.
O ataque israelita foi a resposta ao lançamento de mísseis por parte do Hezbollah, que atingiu tanques das Forças de Defesa Israelitas (IDF). O grupo xiita financiado pelo Irão disse em comunicado que o ataque foi uma retaliação após forças israelitas matarem três dos seus membros durante os bombardeamentos de terça-feira.
Desde o passado domingo, o Hezbollah e fações palestinianas em território libanês efetuaram diversos disparos com `rockets` e mísseis, para além de pelo menos uma infiltração no Estado judaico.
Esta noite, a tensão esteve ao rubro na região fronteiriça entre o Líbano e Israel, após um falso alarme do sistema de vigilância israelita ter detetado uma possível infiltração aérea vinda do Líbano.
Foi feito um alerta às populações do norte de Israel, aconselhadas a procurarem abrigo, mas exército israelita anunciou pouco depois que "não houve um incidente".
"Foi um erro que estamos a investigar. Vamos verificar se foi um mal funcionamento técnico ou erro humano", disse Daniel Hagari, porta-voz do exército israelita.
Estes incidentes são uma consequência da guerra iniciada no passado sábado entre Israel e as milícias da Faixa de Gaza, que desencadearam ao início da manhã um ataque surpresa em diversas localidades perto da linha de separação do enclave.
Sami Gemayel, líder das Falanges Libanesas, um partido maioritariamente cristão, escreveu na rede social X que "toda a gente sabe que Hezbollah, Hamas e o Irão são aliados num eixo e que pedem união no terreno".
"Portanto eles forçosamente algemaram o povo Libanês a este conflito. Mas nós não estamos prontos para ser empurrados para ele", disse o líder libanês.
Egito pondera passagem de ajuda humanitária mas rejeita corredores para refugiados
O Egito, país vizinho de Gaza, está a ponderar permitir a passagem de ajuda humanitária pela fronteira, mas é contra a criação de corredores seguros para os refugiados palestinianos em fuga, disseram fontes de segurança egípcias à agência Reuters.
MNE israelita diz não poder confirmar morte de 40 bebés em kibutz
O Ministério israelita dos Negócios Estrangeiros disse não poder confirmar neste momento que 40 bebés tenham sido assassinados pelo Hamas durante o massacre perpetrado no sábado no kibutz de Kfar Aza, sul de Israel.
No vídeo surgia a mensagem “40 bebés assassinados”.
No entanto, questionado esta quarta-feira pela AFP sobre o número de bebés mortos em Kfar Aza, um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel respondeu que, “nesta fase, não podemos confirmar quaisquer números”.
Hamas confirma libertação de três reféns
O grupo palestiniano, que ameaçou executar as 150 pessoas sequestradas no ataque de sábado a Israel, anunciou em comunicado a libertação de uma "refém e os seus dois filhos"
EUA pedem a Israel que atue segundo "as leis da guerra"
Joe Biden disse esta quarta-feira a Benjamin Netanyahu que Israel deve "atuar de acordo com as leis da guerra".
Conselho de Segurança da ONU reúne-se sexta-feira
O Conselho de Segurança da ONU vai reunir de emergência sexta-feira para discutir acontecimentos em Israel e na faixa de Gaza, confirmaram diplomatas à Agência Reuters.
Netanyahu. "Cada membro do Hamas é um homem morto"
O primeiro-ministro de Israel ameaçou diretamente cada militante do grupo palestiniano Hamas, afirmando que cada um deles "é um homem morto".
Segundo o acordo de governo de emergência, o Governo não aprovará qualquer legislação ou decisão que não esteja relacionada com a guerra, enquanto os combates continuarem.
Solidariedade com Israel. Fachada do Parlamento iluminada de azul e branco
A presidência da Assembleia da República salienta que este ato não representa uma concordância com ações que violem o direito internacional.
O ataque do Hamas a Israel e a resposta militar israelita estiveram em debate no Parlamento. Foi amplo o consenso na condenação das mortes de civis e na violação do direito internacional.
Comunidade judaica na Ucrânia acompanha escalada do conflito em Israel
Manifestantes juntaram-se em Lisboa a favor do povo palestiniano
Hoje manifestantes juntaram-se no Martim Moniz a favor do povo palestiniano.
UNRWA apela a 104 milhões de dólares urgentes para a Palestina
A agência da ONU para os refugiados palestinianos, UNRWA, apelou esta quarta-feira a um reforço urgente de verbas orçado em mais de 100 milhões de dólares, essencial à sobrevivência das populações de Gaza.
"Os fundos que pedimos irão cobrir as necessidades urgentes imediatas em alimentos e necessidades não alimentares, como saúde, abrigo e proteção de mais de 250 mil pessoas que procuraram refúgio nos abridos da UNRWA em toda a Faixa de Gaza devastada e outros 250 mil palestinianos refugiados na própria comunidade", revela o comunicado.
A agência anunciou esta tarde a morte de 11 dos seus funcionários e de 30 alunos de uma das suas escolas nos bombardeamentos israelitas da Faixa de Gaza, em retaliação pelos ataques do Hamas, sábado passado.
Conflito no Médio Oriente pode vir a pesar na carteira dos portugueses
Mais de 900 libaneses deslocados na zona fronteiriça devido a ataques
O diretor da Unidade de Gestão de Desastres na União de Municípios do distrito de Tiro, Mortada Muhanna, assegurou que 911 pessoas permanecem alojadas em centros de acolhimento na cidade de Tiro (sul), e em diversas aldeias da região, indicou a agência nacional de notícias ANN.
Perto de 400 civis estão instalados em duas escolas de Tiro, adaptadas temporariamente para acolher os deslocados, enquanto a Unidade trabalha com diversos municípios da zona para "garantir as suas necessidades", afirmou Muhanna, em declarações divulgadas pela ANN.
Este foi o quarto dia consecutivo de hostilidades na zona fronteiriça entre o Líbano e Israel, onde desde o passado domingo o Hezbollah e fações palestinianas em território libanês efetuaram diversos disparos com `rockets` e mísseis, para além de pelo menos uma infiltração no Estado judaico.
Por sua vez, as tropas israelitas atacaram com artilharia, `drones` e bombardeamentos aéreos um elevado número de locais no sul do Líbano.
Na manhã de hoje, o movimento xiita libanês Hezbollah lançou mísseis teleguiados contra o norte de Israel, uma ação que assegura ter provocado "um grande número de baixas" entre as forças israelitas e que conduziu o Estado judaico a responder intensamente com artilharia, e ainda bombardeamentos com `drones`.
Estes incidentes são uma consequência da guerra iniciada no passado sábado entre Israel e as milícias da Faixa de Gaza, que desencadearam ao início da manhã um ataque surpresa em diversas localidades perto da linha de separação do enclave.
Conflito no Médio Oriente. Mais de 150 portugueses aterraram em Lisboa
Guerra Israel-Hamas. Única central de Gaza ficou sem combustível
Foto: Christophe Van Der Perre - Reuters
O território prepara-se agora para uma ofensiva terrestre, que o ministro da Defesa de Israel afirma que irá mudar a face de Gaza.
Duas jovens luso-israelitas assassinadas pelo Hamas
De acordo com o Governo, há ainda mais quatro cidadãos israelitas com passaporte português que continuam desaparecidos.
Exército exclui incursão aérea a partir do Líbano
O apelo aos cidadãos para se refugiarem, num contexto de guerra entre o Estado judeu e as milícias palestinianas da Faixa de Gaza, ocorreu por "erro humano", indicou um porta-voz do Exército israelita.
"Na sequência de relatos sobre uma infiltração no espaço aéreo israelita a partir do Líbano, até ao momento descartou-se uma suspeita de incursão", declarou o porta-voz, Daniel Hagari, confirmando que não houve qualquer incidente de segurança e que será investigado por que razão foram acionados os alarmes de infiltração de `drones` (aeronaves não-tripuladas).
As sirenes dispararam na região dos montes Golã, no norte de Israel e fronteiriça com o Líbano e a Síria, e puseram em alerta zonas de Israel como Safed e Tiberíades.
As tensas relações entre Israel e o Líbano, países que tecnicamente estão em guerra, ficaram ainda mais crispadas depois de o movimento islamita palestiniano Hamas, no poder na Faixa de Gaza desde 2007, ter surpreendido Israel no sábado passado com um ataque sem precedentes por terra, mar e ar.
Hoje, um míssil antitanque foi lançado a partir do Líbano contra um posto militar israelita nas imediações de Arab al Aramshe, uma comunidade situada a poucas centenas de metros da fronteira libanesa, sem causar danos ou feridos.
As forças israelitas responderam com ataques a território libanês, no quarto dia consecutivo de hostilidades na zona fronteiriça.
Desde domingo, o grupo xiita libanês Hezbollah e as fações palestinianas em território libanês dispararam vários `rockets` e mísseis e fizeram pelo menos uma incursão em Israel.
Por seu turno, as tropas israelitas atacaram com artilharia e bombardeamentos aéreos um grande número de pontos no sul do Líbano.
A violência saldou-se, até agora, na morte de três membros do Hezbollah, a que se somaram algumas baixas nas fileiras da Jihad Islâmica Palestiniana e três mortes no Exército israelita ocorridas na segunda-feira, durante uma incursão protagonizada a partir do Líbano por aquele movimento islamita.
Nenhum grupo reivindicou ainda a autoria do lançamento de mísseis antitanque desta manhã, embora o Hezbollah tenha reivindicado os três lançamentos desse tipo de projéteis ocorridos nos últimos dias e as milícias palestinianas costumem limitar-se a lançar `rockets`.
Em cinco dias de guerra entre Israel e o Hamas, há registo de mais de 1.200 mortos e 3.700 feridos em Israel, bem como de 1.100 mortos e pelo menos 5.339 feridos na Faixa de Gaza.
A estes números juntam-se pelo menos mil combatentes palestinianos mortos em território israelita em confrontos com as forças de segurança depois de se terem infiltrado a partir da Faixa de Gaza, de acordo com as últimas estimativas do Exército israelita.
Sobreviventes do massacre. Médico esteve 13 horas num bunker em Israel
O próprio médico e família estiveram escondidos num bunker durante 13 horas.
Israel. Número de mortos ultrapassa os 1.200
Violeta Santos Moura - Reuters
Netanyahu voltou a falar com Joe Biden sobre a operação militar.
EUA garantem que Egito avisou Israel sobre ataque do Hamas
Israel. Conflito em Gaza já chegou a outras regiões
Presidente turco negoceia libertação de reféns
Tradicionalmente próximo do Qatar, Erdogan manteve hoje conversações também com o presidente argelino, Abdelmadjid Tebboune, informou a agência oficial Anadolu.
Em nome da Turquia, "estamos prontos para fazer tudo o que estiver no nosso poder", incluindo conduzir "uma mediação" e uma "arbitragem justa", para afastar rapidamente o cenário de conflito na região, declarou o chefe de Estado turco, citado pela Anadolu.
Apesar de uma aproximação iniciada há vários meses com Israel, Erdodan acusou hoje este país de "não se comportar como um Estado" na Faixa de Gaza, onde o exército israelita vem lançando numerosos ataques e ameaça com uma operação terrestre.
11 franceses mortos e 18 desaparecidos em ataques do Hamas
Numa sessão de perguntas do governo no Senado, a primeira-ministra Elisabeth Borne disse que o executivo está "em contacto constante com as famílias" das vítimas, acompanhando "a comunidade francesa em Israel, que vive em angústia".
"Horror é a única palavra que pode descrever estes ataques terroristas e o nosso apoio deve ser total. Em nome do governo, quero expressar mais uma vez toda a minha solidariedade ao povo israelita", respondeu Borne, condenando as "monstruosidades cometidas pelos terroristas do Hamas e pela Jihad Islâmica".
Hoje, em França, respeitou-se um minuto de silêncio no Senado em homenagem às vítimas dos ataques do Hamas em Israel.
A primeira-ministra garantiu ainda que o centro de crise do Ministério dos Negócios Estrangeiros e embaixadas "estão totalmente mobilizados".
"Uma solução de paz duradoura. É o único caminho para a segurança e estabilidade na região", mas também "um caminho para o apaziguamento nas democracias".
Um voo especial para a retirada de cidadãos franceses que desejem abandonar Israel na próxima quinta-feira foi também confirmado hoje.
As autoridades francesas confirmaram na tarde de domingo a morte de uma primeira vítima em consequência dos ataques, sendo que na terça-feira o número aumentou para oito mortos e vinte desaparecidos.
Na segunda-feira, a diplomacia francesa informou que os consulados em Telavive e Jerusalém têm cerca de 87 mil pessoas registadas e que muitos outros estavam no país sem estarem registadas quando a operação do Hamas começou.
O atual conflito entre Israel e o Hamas provocou mais de 1.200 mortos do lado israelita e 1.055 em Gaza desde sábado, segundo dados atualizados hoje pelas duas partes.
As Nações Unidas disserem que a guerra originou também mais de 260 mil deslocados na Faixa de Gaza.
Apoiado pelo Irão, o Hamas é considerado um grupo terrorista por Israel, Estados Unidos, União Europeia, Reino Unido e outros países.
O enclave tem cerca de 2,3 milhões de habitantes e está sob um bloqueio israelita desde 2007.
Erdogan considera inaceitável bombardeamento de colonatos civis
Número de reféns norte-americanos do Hamas é "muito pequeno"
Paris. Ataques do Hamas "equiparados" a crimes contra a humanidade
A ministra francesa dos Negócios Estrangeiros considerou esta quarta-feira que os ataques do grupo palestiniano Hamas em Israel podem ser equiparados a crimes contra a humanidade.
"Eis a razão pela qual apelamos aos Estados da região, à comunidade internacional a condenar a barbárie que acompanhou estes atos terroristas", defendeu ainda a ministra resposnavel pela diplomacia francesa.
Cerco de Israel a Gaza é resposta desproporcional, considera Victor Ângelo
Amir Cohen - Reuters
Washington diz estar a trabalhar com o Egito na retirada de civis de Gaza
Já esta tarde, o secretário-geral da ONU agradeceu por seu lado ao Cairo os esforços para facilitar a resposta humanitária de socorro à população da Faixa de Gaza.
Relatora especial da ONU considera cerco a Gaza ilegal
"O cerco é ilegal e a ocupação é ilegal. Tal como é ilegal na Crimeia e no `Donbas` [regiões da Ucrânia sob ocupação russa], também a ocupação do território palestiniano é ilegal", afirmou.
Albanese falou durante um debate organizado por videoconferência pelo Instituto de Relações Internacionais britânico Chatham House hoje sobre "A guerra entre Israel e o Hamas e as suas consequências"
Israel impôs um cerco total à Faixa de Gaza e cortou o abastecimento de água, combustível e eletricidade na sequência dos ataques do Hamas no sábado contra Israel.
Em resposta, Israel declarou o estado de guerra e lançou bombardeamentos contra a Faixa de Gaza.
Segundo a advogada e académica italiana, "Israel tem o direito e o dever de proteger os seus cidadãos dentro de Israel e Israel está a confundir a sua segurança com a segurança da sua anexação".
Durante a intervenção, a autora do livro "Refugiados Palestinianos no Direito Internacional" condenou o ataque do grupo islamita Hamas no sábado em Israel, mas lembrou que "Israel bloqueou Gaza durante seis anos, bombardeou-a seis vezes em seis anos e a estabeleceu colónias na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental".
No mesmo debate, o professor de relações internacionais da universidade de Georgetown, nos Estados Unidos, Daniel Byman, explicou que as autoridades israelitas estão sob grande pressão pública para castigar o Hamas.
No passado, recordou, "Israel fez ataques muito violentos em Gaza quando os problemas eram menores, quando a violência era menor", mas "esta vai ser uma ação muito agressiva da parte de Israel".
"Esta realidade política é muito diferente dos conflitos anteriores entre Israel e o Hamas, e é isso que vai moldar fundamentalmente a situação", vincou.
Depois dos bombardeamentos e cerco à Faixa de Gaza, Byman estima que Israel deverá avançar para uma invasão terrestre naquele território para destruir o Hamas, operação que será "difícil e prolongada".
"A ideia de dizer simplesmente: `Muito bem, como antes, vamos tentar regressar a uma espécie de cessar-fogo` não vai resultar desta vez", disse.
O antigo embaixador britânico na Síria, Arábia Saudita e Iraque, John Jenkins, admitiu que o atual conflito "vai durar semanas, se não meses, talvez anos, especialmente devido aos reféns".
O Hamas lançou no sábado um ataque terrestre, marítimo e aéreo sem precedentes contra Israel a partir da Faixa de Gaza, na maior escalada do conflito israelo-palestiniano em décadas.
Além de ter matado centenas de pessoas em Israel, o Hamas raptou mais de uma centena de israelitas e estrangeiros que mantém como reféns na Faixa de Gaza.
O ataque levou Israel a declarar guerra contra o grupo extremista palestiniano e a responder com bombardeamentos contra a Faixa de Gaza.
O conflito provocou mais de 1.200 mortos do lado israelita e 1.055 em Gaza desde sábado, segundo dados atualizados hoje pelas duas partes.
Número de trabalhadores da ONU mortos em bombardeamentos israelitas em Gaza sobe para 11
Entre os mortos estão cinco professores da UNRWA, um médico ginecologista, um engenheiro, um conselheiro psicológico e três elementos do pessoal de apoio, segundo um comunicado da agência da ONU.
Na nota informativa, a agência especificou ainda que, a par destas vítimas mortais, 30 estudantes da UNRWA -- 17 raparigas e 13 rapazes -- também morreram na sequência dos bombardeamentos conduzidos pelas forças israelitas no enclave palestiniano, controlado desde 2007 pelo movimento islamita Hamas.
Outros oito menores ficaram feridos, referiu a mesma fonte.
O comunicado da UNRWA lembrou ainda que, de acordo com o Ministério da Saúde local, pelo menos mil pessoas, incluindo quase 300 menores, "foram assassinadas" durante as incursões israelitas, enquanto mais de 5.000 pessoas ficaram feridas.
Entretanto, a Cruz Vermelha anunciou que cinco funcionários da rede da Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV) morreram esta quarta-feira.
Em comunicado, a FICV confirmou "a morte de cinco membros da rede em resultado das hostilidades armadas em Israel e na Faixa de Gaza", incluindo quatro socorristas.
A organização precisou que as mortes ocorreram quando ambulâncias foram atingidas.
Ainda na nota divulgada hoje, a UNRWA denunciou que, desde 07 de outubro (sábado) - quando o conflito eclodiu - registou danos "colaterais e diretos" em cerca de 20 das suas instalações, "incluindo escolas que abrigam civis deslocados que foram atingidos por ataques aéreos", além da sua sede em Gaza.
"Os edifícios das Nações Unidas, escolas e outras infraestruturas civis, incluindo as que abrigam famílias deslocadas, nunca devem ser atacadas", frisou a agência do sistema da ONU.
Ainda de acordo com a mesma fonte, pelo menos 264.000 pessoas encontram-se deslocadas dentro de Gaza e, desse total, 175.500 estão a refugiar-se em mais de 80 escolas da UNRWA na Faixa de Gaza, enquanto "muitas outras" estão à procura de abrigo em centros de saúde geridos pela agência da ONU.
"Os números continuam a aumentar à medida que os ataques aéreos israelitas continuam. Até agora, 16 pessoas refugiadas em duas escolas da UNRWA ficaram feridas, duas delas com gravidade, como resultado de ataques aéreos nas proximidades", disse a agência.
Também indicou que muitos dos abrigos estão lotados e "têm disponibilidade limitada de alimentos, outros itens básicos e água potável", num momento de bloqueio total imposto por Israel contra Gaza que, segundo a ONU, pode resultar numa catástrofe humanitária.
O Hamas lançou no sábado um ataque terrestre, marítimo e aéreo sem precedentes contra Israel a partir da Faixa de Gaza, na maior escalada do conflito israelo-palestiniano em décadas.
O ataque levou Israel a declarar o estado de guerra e a responder com bombardeamentos contra a Faixa de Gaza.
Desde então, o conflito provocou mais de 1.200 mortos do lado israelita e 1.055 em Gaza, segundo dados atualizados hoje pelas duas partes.
Israel impôs um cerco total à Faixa de Gaza e cortou o abastecimento de água, combustível e eletricidade.
Todos os pontos de passagem de Gaza estão encerrados, o que impossibilita a entrada de combustível para a central elétrica ou para os geradores de que os residentes e os hospitais dependem.
A Faixa de Gaza tem cerca de 2,3 milhões de habitantes, sendo um dos territórios mais densamente povoados do mundo.
O Hamas é considerado um grupo terrorista por Israel, pelos Estados Unidos e pela União Europeia (UE).
Liga Árabe considera "um massacre" intensos bombardeamentos israelitas em Gaza
Ahmed Aboul Gheit, que discursava na reunião extraordinária dos chefes da diplomacia árabes para debater a evolução da guerra entre Israel e o grupo islamita Hamas, frisou que a retaliação israelita também só trará "mais derramamento de sangue".
Aboul Gheit manifestou também repúdio pelas "punições coletivas praticadas contra os residentes de Gaza" e mostrou-se solidário com o povo palestiniano face ao "massacre que deve ser travado imediatamente e condenado nos termos mais fortes".
"Há sérias possibilidades de a situação se deteriorar e de o âmbito dos confrontos se alargar, possibilidades que espero que não se concretizem porque poderiam empurrar toda a região para uma situação desconhecida", afirmou Gheit, assumindo-se preocupado com a escalada de violência contra a Faixa de Gaza desde sábado, dia do início do conflito.
Nesse sentido, exigiu que, no momento atual, "todos exerçam o máximo controlo e considerem as consequências".
Aboul Gheit apelou também a um "cessar-fogo imediato e ao fim da perigosa escalada" para evitar que se "caia em algo mais perigoso, que expõe a estabilidade de toda a região a uma grave ameaça".
Na intervenção, o secretário da Liga Árabe afirmou que a situação atual é "o resultado de anos de violação dos direitos dos palestinianos", tanto na Cisjordânia como em Gaza, e da criação de "um regime de ocupação que se baseia na realidade [...] no sistema de `apartheid` e na eliminação da solução de dois Estados através da continuação dos colonatos e da anexação de terras".
Aboul Gheit insistiu no desenvolvimento da proposta dos países árabes de implementar a fórmula dos dois Estados para alcançar "a paz e a estabilidade na região" e "acabar com a ocupação", bem como "estabelecer um Estado palestiniano independente nas fronteiras de 1967, com Jerusalém Oriental como capital", solução também defendida pelo ministro dos Negócios Estrangeiros marroquino.
Na reunião no Cairo, Nasser Burita, chefe da diplomacia de Marrocos, país que retomou em dezembro de 2020 as relações diplomáticas com Israel, apelou também a que se "dê toda a proteção" aos civis encurralados na Faixa de Gaza.
"O facto de os civis serem visados em qualquer lugar é uma fonte de grande preocupação. Devemos sublinhar a importância de lhes dar toda a proteção, de acordo com os artigos do direito internacional", disse Burita durante a sessão de abertura desta sessão, presidida por Marrocos.
O ministro marroquino qualificou como "catastrófica" a situação em Gaza e recordou a "deslocação maciça" de pessoas que fogem dos bombardeamentos israelitas incessantes no enclave, que está sujeito a "um bloqueio total", que inclui "o corte de água e a proibição de entrada de alimentos, medicamentos e combustível".
Segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros marroquino, o "cerco" a Gaza está a acontecer "no meio da emergência de um discurso sistemático e horrível de erradicação que não augura nada de bom para o futuro próximo", lembrando que "a violência só conduz à contra violência".
"Os acontecimentos sangrentos e horríveis a que todos assistimos nos últimos dias e a violência sem precedentes e a tensão perigosa que os acompanharam são uma indicação de que estamos perante uma situação sem precedentes que pode levar o conflito a uma fase cujas características e repercussões no futuro da Faixa de Gaza serão sentidas por todos", advertiu.
Os bombardeamentos incessantes dos últimos dias causaram uma destruição maciça, matando 1.055 pessoas e ferindo mais de 5.000, demolindo completamente mais de 500 edifícios residenciais e três escolas, segundo as autoridades de Gaza.
Do lado de Israel, a ofensiva do Hamas causou pelo menos 1.200 mortos, 170 deles militares.
António Guterres exige reposição de fornecimento de água e eletricidade a Gaza
O secretário-geral da ONU agradeceu ainda ao Egito o "contributo construtivo" para a passagem de auxílio à população da Faixa de Gaza, governada pelo Hamas e que desde sábado é alvo da retaliação militar israelita.
Numa breve declaração à imprensa na sede da ONU, em Nova Iorque, Guterres disse estar a acompanhar de perto os "acontecimentos dramáticos" em Israel e em Gaza, sublinhando que "jamais" esquecerá as imagens do ciclo acelerado de "violência e horror" registado nos últimos dias.
"Estou em contacto contínuo com os líderes da região, com foco imediato em diversas prioridades. (...) Estou preocupado com a recente troca de tiros ao longo da Linha Azul [uma demarcação negociada pela ONU que separa Israel do Líbano] e com os recentes ataques relatados no sul do Líbano", disse.
"Apelo a todas as partes -- e àqueles que têm influência sobre essas partes -- para evitarem qualquer nova escalada e repercussões. Apelo à libertação imediata de todos os reféns israelitas detidos em Gaza. Os civis devem ser protegidos em todos os momentos. O direito humanitário internacional deve ser respeitado e defendido", instou.
O líder da ONU informou que cerca de 220 mil palestinianos estão agora abrigados em 92 instalações da Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinianos (UNRWA) em Gaza, frisando que as "instalações da ONU e todos os hospitais, escolas e clínicas nunca devem ser visados" nos ataques.
com Lusa
Ponto da situação
O Aeroporto de Telavive foi atingido por um míssil. A informação foi avançada pelo Hamas. Um voo da British Airways foi impedido de aterrar, por questões de segurança. A companhia suspendeu todos os voos para a capital de Israel.
Do outro lado, em Gaza, a falta de eletricidade já se faz sentir nos Hospitais. A única central elétrica está encerrada, por falta de combustível.
O último balanço da ONU dá conta de que mais de 260 mil pessoas foram desalojadas desde o início do conflito entre o Hamas e Israel, que começou no passado sábado.
Hamas lança dezenas de rockets em direção a várias cidades israelitas
Violeta Santos Moura - Reuters
Sinagoga do Porto vandalizada na última madrugada
A PSP está a investigar o caso.
Palestinianos não devem ser condenados a "inexorável morte" afirma académica
"Estamos num momento de histeria. Os palestinianos merecem viver, e merecem viver agora. Estamos a ser atacados. A comunidade internacional deveria ter resolvido um conflito duradouro, onde vigora um regime de `apartheid`, ocupação de colonos, 16 anos de cerco, isto é a origem da crise", disse a académica e ativista, 43 anos, em entrevista por telefone à Lusa.
"Julgo que se está a concentrar no que aconteceu há quatro dias e esquecendo que a comunidade internacional tem submetido os palestinianos a uma lenta e inexorável morte", indicou, numa referência ao ataque surpresa desencadeado no sábado pelo movimento islâmico Hamas no sul de Israel, com um balanço total que ultrapassa os dois mil mortos, milhares de feridos e tomada de reféns.
Em resposta, Israel impôs um cerco total e o início de sistemáticos bombardeamentos na Faixa de Gaza, um enclave com 2,2 milhões de habitantes e privado de alimentos, água, energia ou combustíveis.
"É uma tragédia de enorme magnitude e proporções. E agora todos pedem vingança contra o Hamas, mas ninguém assume a responsabilidade pelo facto de os palestinianos terem continuado a viver numa prisão a céu aberto. Pela fome, cercando-os, atacando-os, e esperando que desapareçam silenciosamente", assinalou a norte-americana de origem palestiniana, professora associada na Rutgers University e cofundadora do jornal digital Jadaliyya.
"Em vez de aprenderem com as lições, agora a resposta parece ser colocar os palestinianos encurralados e arrasar totalmente a Faixa de Gaza", frisou, denotando ainda que a "construção de uma nova liderança" - alternativa à Autoridade Palestiniana, instalada na Cisjordânia ocupada, e ao Hamas na Faixa de Gaza - tem sido comprometida. "Os nossos líderes são assassinados, são presos, os nossos filhos são atingidos...".
Com formação jurídica e também coordenadora do BADIL (Centro de Recursos para a Residência Palestiniana e Direitos dos Refugiados), Noura Erakat denotou um "momento estranho, mesmo muito estranho", em que se atribuem responsabilidades aos palestinianos "que, literalmente apenas têm sido punidos, detidos, colocados nas piores condições de existência".
Nesta perspetiva, considera que o atual momento vai muito além de uma análise sobre os motivos da inédita ofensiva militar do Hamas.
"A comunidade internacional tem poder para fazer muitas coisas, mas sobretudo desde há cinco anos Israel não tem sido responsabilizado, incluindo pela sua política de cerco, de `apartheid`, que se acentuou nos últimos três anos", recordou, ao contrapor que "em apenas três dias" a Comissão Europeia tentou cortar toda a ajuda aos palestinianos.
"Basicamente, foi dito que os palestinianos não fazem parte da humanidade. Isso é a mensagem que nos tem sido enviada, e neste momento, após 75 anos de expropriação, 56 anos de ocupação e 16 anos de cerco à Faixa de Gaza, e com a crise de reféns do Hamas, estão basicamente a dizer aos palestinianos que não têm o direito a viver".
A académia, que em 2019 publicou o "Justiça para Alguns: Direito e a Questão da Palestina" (em tradução livre a partir do inglês), livro que fornece uma nova perspetiva sobre a luta do povo palestiniano pela liberdade, considerou que Israel já desencadeou uma guerra total e em larga escala.
"Declararam um cerco total, o ministro da Defesa israelita [Yoav Gallant] disse que os palestinianos são animais humanos, prepararam um `blackout` mediático, as pessoas não estão ser informadas porque Gaza está a ser devastada. Existem 2,2 milhões de palestinianos presos na Faixa de Gaza que atravessam uma catástrofe humanitária. Bombardearam a fronteira Rafah [com o Egito] para encerrar a única passagem que Israel não controla", denunciou.
O impedimento de corredores humanitários, o envio de armamento a Israel pelos Estados Unidos e o reforço da presença militar norte-americana na região, constituem para a ativista a comprovação de que se prepara a operação para "devastar" a Faixa de Gaza.
"Tentam-se ainda que as opiniões públicas nos EUA e na Europa pensem que é apenas uma ação de boa-fé", salientou. "Basicamente, respondem a uma situação de tragédia humana com a escalada dos crimes de guerra e contra a humanidade dirigidos ao povo palestiniano, e com entusiasmo. Nesta contradição, estamos a ser chamados sistematicamente de bárbaros".
No âmbito das suas investigações, Noura Erakat prepara um novo livro, que será intitulado "Desmantelar o `apartheid` do nosso tempo na Palestina".
Vladimir Putin responsabiliza EUA por conflito entre Israel e o Hamas
O Presidente da Rússia disse que é impossível resolver o problema do Médio Oriente sem criar o Estado soberano da Palestina.
O Presidente russo apelou ainda a negociações entre Israel e os palestinianos, considerando necessário evitar uma "extensão do conflito" que teria consequências à escala mundial.
Putin apelou à concentração de "esforços na diplomacia em detrimento do aspeto militar" na busca de soluções "para pôr termo aos combates e o mais depressa possível", numa referência ao atual conflito israelo-palestiniano desencadeado pelo ataque do Hamas no sábado.
"Em segundo lugar, é necessário regressar ao processo de negociações, para encontrar uma solução "aceitável para todas as partes, inclusive para os palestinianos", de acordo com declarações transmitidas pela televisão.
Em simultâneo, considerou necessário "evitar a todo o custo a extensão do conflito, porque caso isso suceda vão registar-se consequências na situação internacional, e não unicamente na região".
Putin assinalou que a Rússia, na qualidade de membro do Quarteto para o Médio Oriente, juntamente com os Estados Unidos, União Europeia e ONU, e destinado a uma função de mediação, poderá "fornecer a sua própria contribuição para este processo de resolução".
No entanto, definiu a situação de extrema gravidade, admitindo "ser difícil ajudar no processo de resolução".
Na véspera, Vladimir Putin tinha considerado "necessária" a criação de um Estado palestiniano "independente e soberano".
Jens Stoltenberg. Resposta de Israel ao Hamas deve ser "proporcional"
O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, considerou esta quarta-feira que o direito à defesa por parte de Israel não pode permitir uma resposta indiscriminada.
Autoridades pedem a habitantes que se abriguem após entrada de "aeronaves hostis" no norte
A Defesa Passiva (responsável pela proteção da população), por seu lado, referiu-se a um ataque "em grande escala" nas regiões de Tiberíades e Beit Shean.
No entanto, o exército israelita não especificou que tipos de aeronaves se terão infiltrado nos céus do norte do país. Mas sabe-se que o Hezbollah, apoiado pelo Irão, e os militantes palestinianos operam `drones` e planadores.
Putin pede aos EUA para não agravarem a situação
"Não entendo por que razão os Estados Unidos estão a enviar um grupo de porta-aviões para o mar Mediterrâneo e a anunciar um segundo. Não percebo a razão. Vão bombardear o Líbano? O que vão fazer? Ou decidiram apenas assustar alguém?", interrogou-se Putin na sessão plenária da Semana Russa da Energia.
"Mas há pessoas que já não têm medo de nada. Não é necessário resolver os problemas desta forma, mas sim procurar soluções de compromisso. Mas, claro, estas ações agravam a situação", defendeu o líder russo.
O Pentágono mobilizou o porta-aviões Gerald R. Ford da Marinha dos EUA, bem como o cruzador de mísseis guiados USS Normandy, bem como os `destroyers` de mísseis guiados Thomas Hudner, USS Ramage, USS Carney e USS Rossevelt.
Segundo o jornal `online` Politico, um outro porta-aviões, o USS Dwight D. Eisenhower, com os seus navios e aeronaves associados, poderá chegar em breve ao Mediterrâneo oriental.
Putin acusou os EUA de terem negligenciado os mecanismos de resolução estabelecidos para a solução do conflito israelo-palestiniano, que envolve a criação de um Estado palestiniano independente, com Jerusalém Oriental como capital.
O Presidente russo disse ainda que a não implementação desta solução é agravada pela questão dos colonos no território palestiniano ocupado.
"É claro que é uma tragédia e que há muitas queixas de ambos os lados. Mas, agora, o que devemos tentar minimizar as perdas entre os idosos, mulheres e crianças", argumentou Putin, acrescentando que espera que "num futuro próximo a situação se acalme".
O líder russo quis deixar claro que a posição do seu país sobre o conflito israelo-palestiniano não é nova, lembrando que a Rússia sempre defendeu a implementação da resolução das Nações Unidas e o estabelecimento de um Estado palestiniano independente.
Putin disse ainda que não identificou qualquer prova do envolvimento do Irão no ataque a Israel por parte do movimento islâmico Hamas.
"O Irão é acusado de todos os males, como de costume, sem provas. Não há nenhuma prova. Veremos. ESpero que o senso comum prevaleça", disse Putin.
Hoje, o líder supremo do Irão, Ali Kamenei, repetiu a ideia de que o seu país está orgulhoso da juventude palestiniana pelo ataque surpresa contra israel, mas voltou a negar o envolvimento nessa ação.
O movimento islâmico Hamas lançou no sábado uma ofensiva em território israelita, tendo Israel retaliado com bombardeamentos da Faixa de Gaza.
O conflito provocou mais de 1.200 mortos do lado israelita e 1.055 em Gaza desde sábado, segundo dados das duas partes.
Marcelo assume seguir com "muita preocupação" o desenrolar do conflito
"A maioria dos portugueses não pode deixar de condenar o que se passou" em Israel com a ofensiva do Hamas no passado sábado, afirmou esta tarde o Presidente da República, à margem de uma deslocação à Faculdade de Farmácia em Lisboa.
Nove trabalhadores humanitários da ONU mortos em Gaza
As Nações Unidas anunciaram que nove dos seus funcionários da Agência para os Refugiados da Palestina morreram, vítimas dos bombardeamentos israelitas na Faixa de Gaza desde sábado passado.
Nine UN staffers working with @UNRWA have been killed in airstrikes in the Gaza Strip since Saturday.
— United Nations (@UN) October 11, 2023
Humanitarians and civilians are #NotATarget pic.twitter.com/i7DbRjBX0C
Enviado chinês apela a cessar-fogo imediato
O enviado especial da China ao Médio Oriente apelou esta quarta-feira a um cessar-fogo imediato entre o Hamas e Israel.
Suíça quer classificar o Hamas como organização terrorista
“O Conselho Federal examinou os recentes ataques chocantes perpetrados pelo Hamas contra civis em Israel a partir da Faixa de Gaza. Condena nos termos mais veementes estes atos terroristas e apela à libertação imediata dos reféns detidos pelo Hamas”, sublinha o governo num comunicado de imprensa.
Presidente da República exprime pesar pelas vítimas
No sábado, o chefe de Estado português condenou os "ataques lançados pelo Hamas contra civis" nesse próprio dia e enviou ao Presidente Isaac Herzog uma mensagem de condolências e solidariedade para com o povo israelita e as famílias das vítimas.
Relativamente ao número de cidadãos nacionais afetados, o ministro dos Negócios Estrangeiros confirmou hoje que há a "lamentar neste momento o falecimento de uma luso-israelita", manifestando as "profundas condolências" à família, e adiantou que há "mais quatro desaparecidos".
João Gomes Cravinho especificou que os desaparecidos "são todos luso-israelitas", o que significa que, do ponto de vista das autoridades israelitas, "são cidadãos israelitas e estão sob a proteção" dessas autoridades.
Questionado sobre se tem conhecimento de que os desaparecidos foram feitos reféns, o governante disse não querer especular, referindo que "a situação é extremamente delicada".
Porta-voz israelita diz que há brasileiros entre os reféns do Hamas
O anúncio foi feito num vídeo publicado pelo porta-voz do Exército israelita, Jonathan Conricus, em que refere que diversos reféns que têm dupla nacionalidade.
No entanto, o Governo brasileiro afirmou que até ao momento não tem confirmação de que existam, de facto, cidadãos brasileiros entre os reféns.
O Governo de Lula da Silva pediu hoje ao Egito apoio para resgatar um grupo de brasileiros que se encontra na Faixa de Gaza.
"Acabei de falar agora com o ministro das Relações Exteriores do Egito, Sameh Shoukry, a quem pedi para apoiar a passagem de um autocarro com passageiros brasileiros que estão na Faixa de Gaza", disse o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, em vídeo divulgado nas redes sociais.
Segundo dados do Itamaraty, há 14 mil brasileiros residentes em Israel e cerca de 6 mil na Palestina, dos quais cerca de 50 solicitaram a evacuação da Faixa de Gaza.
Na madrugada de hoje, o primeiro grupo de 211 cidadãos repatriados de Israel chegou a Brasília, num voo da Força Aérea Brasileira (FAB).
Uma segunda aeronave, também com capacidade para mais de 200 pessoas, está prevista para sair hoje de Israel com destino ao Brasil.
(com Lusa)
Fachada da Assembleia da República vai iluminar-se com as cores da bandeira de Israel
A proposta para iluminar a fachada do edifício foi apresentada pelo Grupo Parlamentar de Amizade Portugal-Israel a Augusto Santos Silva, na passada segunda-feira.
“Consultados os líderes parlamentares, verificou-se que essa proposta merecia o acolhimento dos quatro maiores grupos parlamentares”, lê-se na nota.
A fachada será iluminada com as cores da bandeira de Israel entre as 19h30 e as 00h00 de hoje.
Netanyahu e líder da oposição chegam a acordo para formar um governo de emergência
Segundo o acordo, o Governo não aprovará qualquer legislação ou decisão que não esteja relacionada com a guerra, enquanto os combates continuarem.
Por esclarecer ficou que papel caberá desempenhar aos atuais parceiros governamentais de Netanyahu, um conjunto de partidos de extrema-direita e ultraortodoxos.
O acordo, que surge quatro dias após o lançamento de uma grande ofensiva do movimento islâmico palestiniano Hamas, vigorará durante o período de guerra, decretado sábado por Netanyahu, e foi alcançado numa reunião entre Netanyahu e o presidente do Partido da Unidade Nacional israelita, Benny Gantz.
Na isolada Faixa de Gaza, governada pelo Hamas, os palestinianos debateram-se nos últimos dias para encontrar segurança enquanto os bombardeamentos israelitas destruíam bairros inteiros e a única central elétrica do território ficava sem combustível.
O acordo invulgar permite reunir um certo grau de unidade após anos de política amargamente dividida, numa altura em que os militares parecem cada vez mais propensos a lançar uma ofensiva terrestre em Gaza.
O governo israelita está sob intensa pressão pública para derrubar o Hamas, depois de milícias do movimento islâmico terem invadido a fronteira no sábado e matado a tiro centenas de israelitas nas suas casas, nas ruas e num festival de música ao ar livre.
O Hamas, que controla desde 2006 a Faixa de Gaza, lançou sábado um ataque surpresa contra o território israelita, sob o nome de operação "Tempestade al-Aqsa", com o lançamento de milhares de foguetes e a incursão de milicianos armados por terra, mar e ar.
Em resposta ao ataque surpresa, Israel bombardeou a partir do ar várias instalações em Gaza do movimento que é classificado como terrorista pela União Europeia (UE), Estados Unidos e Israel, numa operação denominada "Espadas de Ferro".
Israel declarou guerra total e prometeu castigar o Hamas como nunca antes, tendo Netanyahu declarado estar "em guerra" com o grupo palestiniano.
O conflito provocou mais de 1.200 mortos do lado israelita e 1.055 em Gaza desde sábado, segundo dados atualizados hoje pelas duas partes.
Ucrânia. Kiev assiste com preocupação ao conflito entre Hamas e Israel
Hamas atinge hospital em Ashkelon
Na terça-feira, esta cidade no sul de Israel, próxima da fronteira da Faixa de Gaza, foi alvo de intensos ataques do Hamas, depois de o próprio movimento ter avisado que o iria fazer.
Representantes da UE prestam homenagem às vítimas de Israel
We observe a minute of silence for the victims of the atrocities committed by Hamas in Israel.
— Ursula von der Leyen (@vonderleyen) October 11, 2023
There can be no justification for Hamas' act of terror.
This is a tragedy for Israel, for the Jewish people, and also for Europe.
Europe stands with Israel. pic.twitter.com/2IR5YTDqwC
Israel está a preparar ofensiva terrestre em Gaza
Foto: Ammar Awad - Reuters
À medida que o conflito avança, as atrocidades do Hamas vão sendo conhecidas. Na comunidade de Kfar Aza. foram massacradas mais de uma centena de pessoas, 40 delas crianças e bebés.
As imagens nesta reportagem podem perturbar algumas pessoas.
Única central elétrica em Gaza encerrada por falta de combustível
“A única central elétrica na Faixa de Gaza desligou às 14h00 devido à falta de combustível”, disse Jalal Ismaïl em comunicado.
Na segunda-feira, Israel cortou o seu próprio fornecimento de eletricidade ao enclave como parte do que chamou de "cerco total" a Gaza, impedindo a entrada de alimentos, água e combustível.
RTP no sul de Israel. Esquadra onde se refugiaram militantes reduzida a ruínas
Inúmeros cidadãos estão reféns do Hamas e detidos em locais por toda a faixa de Gaza
Já estão em Portugal 152 cidadãos que quiseram sair de Israel
Foto: André Kosters - Lusa
O ministro dos Negócios Estrangeiros diz que, se for necessário, são organizadas novas operações de resgate.
Mais quatro luso-israelitas desaparecidos após ofensiva do Hamas
O ministro britânico dos Negócios Estrangeiros, James Cleverly, é esperado ainda esta quarta-feira em Jerusalém
Família confirma morte da jovem de 22 anos
Erdogan tece fortes críticas às Forças de Defesa de Israel e ao Estado hebraico como um todo
"Israel não deve esquecer que, se agir como uma organização e não como um Estado, acabará por ser tratado como tal", atirou o presidente da Turquia, para em seguida aponta o dedo ao que descreveu como os "métodos vergonhosos" do Tsahal, tendo em conta "o massacre indiscriminado de inocentes em Gaza sujeitos a constantes bombardeamentos".
"Bombardear localidades civis, matar civis, bloquear a ajuda humanitária", prosseguiu Erdogan, constitui um "reflexo de uma organização e não de um Estado".
"É uma segurança diferente". O testemunho de uma das portuguesas que está de regresso a Portugal
Hamas nega ter matado crianças, decapitado e atacado civis em kibutz
"Afirmamos firmemente a falsidade das acusações inventadas e propagadas por alguns meios de comunicação ocidentais que adotam a narrativa sionista, incluindo a alegação de matar crianças, decapitar e atacar civis", afirmou o Hamas num comunicado, no qual defendeu que os seus combatentes apenas "atacaram o aparato militar e de segurança [israelita], que é um alvo legítimo".
Estas declarações surgem pouco depois de o Exército israelita ter denunciado que os combatentes palestinianos tinham assassinado "mulheres, crianças, bebés e idosos, que foram brutalmente massacrados à maneira do [grupo extremista] Estado Islâmico (EI)" durante o ataque ao kibutz Kfar Aza.
O grupo islamita Hamas lançou no sábado um ataque terrestre, marítimo e aéreo sem precedentes contra Israel a partir da Faixa de Gaza, na maior escalada do conflito israelo-palestiniano em décadas.
Além de ter matado centenas de pessoas em Israel, o Hamas raptou mais de uma centena de israelitas e estrangeiros que mantém como reféns na Faixa de Gaza.
O ataque levou Israel a declarar guerra contra o grupo extremista palestiniano e a responder com bombardeamentos contra a Faixa de Gaza.
Desde então, o conflito provocou mais de 1.200 mortos do lado israelita e 950 em Gaza desde sábado, segundo dados atualizados hoje pelas duas partes.
Primeiro carregamento de armas dos EUA já chegou a Israel
“A cooperação entre os nossos militares é uma parte fundamental para garantir a segurança e estabilidade regional em tempos de guerra”, disse a IDF na rede social X.
O presidente dos EUA, Joe Biden, ligou para o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, no sábado, logo após o ataque do Hamas, para enfatizar o apoio contínuo do seu país a Israel.
Sete jornalistas mortos em Gaza, anuncia Comité de Proteção de Jornalistas
Os números contabilizam apenas os profissionais de comunicação social que foram vítimas do conflito entre sábado e segunda-feira e foram recolhidos pelo programa Médio Oriente e Norte de África do Comité para a Proteção dos Jornalistas (CPJ).
"O CPJ sublinha que os jornalistas são civis que realizam um trabalho importante em tempos de crise e não podem ser alvo das partes em conflito", afirmou o coordenador do programa do CPJ para o Médio Oriente e Norte de África, Sherif Mansou, em comunicado hoje divulgado pela organização sediada em Nova Iorque.
"Milhões de pessoas em todo o mundo contam com os jornalistas da região para lhes fornecerem informações precisas sobre o conflito. Os jornalistas, como todos os civis, devem ser respeitados e protegidos", acrescentou.
Todos os jornalistas mortos foram identificados como palestinianos, sendo que quatro destas vítimas morreram como resultado dos bombardeamentos israelitas em Gaza no próprio dia do ataque do Hamas e três na segunda-feira em resultado de tiroteios.
Além disso, Ibrahim Qanan, correspondente da televisão jordana al-Ghad, foi ferido por estilhaços na cidade de Khan Yunis, no sul de Gaza, e Firas Lufti, correspondente da empresa privada Sky News Arabia, foi atacado pela polícia israelita em Ashkelon, Israel.
O fotógrafo palestiniano Haitham Abdelwahid, da agência Ain Media, está desaparecido, segundo fontes citadas pelo CPJ, e o fotógrafo israelita Idan Roe, da Ynet, cuja mulher foi assassinada, foi dado como desaparecido, sendo que a sua família receia que tenha sido feito refém juntamente com a filha de 3 anos.
O número de mortos em Israel devido ao ataque surpresa de sábado do movimento islâmico Hamas e a resposta israelita ultrapassou hoje os 1.200 em Israel e 1.000 entre os palestinianos, enquanto o número de feridos total já ronda os 8.000.
Número de mortos em Gaza aumenta para 1.055
152 portugueses já regressaram a Lisboa. Há quatro luso-israelitas desaparecidos
Segundo João Gomes Cravinho, há cerca de 2.000 portugueses nas listas consulares, “mas esses ainda não manifestaram vontade de regressar a Portugal”.
“Estamos satisfeitos com o facto de ter sido possível fazer esta operação em circunstâncias muito difíceis”, disse o ministro.
152 cidadãos nacionais e 14 de países 🇪🇺, chegaram a Lisboa a bordo do avião fretado pelo Estado português, após retirada de Telavive em dois voos C-130 @fap_pt.
— Negócios Estrangeiros PT (@nestrangeiro_pt) October 11, 2023
A missão de repatriamento termina esta madrugada com a chegada de mais 4 portugueses a bordo deste voo militar. pic.twitter.com/YIkG7UCf7b
Von der Leyen classifica “ataque terrorista do Hamas” como um “ato de guerra”
At the dawn of Shabbat, last Saturday, the whole world woke up in horror.
— Ursula von der Leyen (@vonderleyen) October 11, 2023
The terrorist attack by Hamas is an act of war. And we fully support Israel’s right to defend itself.
Europe stands with Israel in this tragedy.
Papa pede libertação imediata de reféns do Hamas
"Peço que os reféns sejam libertados imediatamente", disse Francisco no final da audiência geral semanal no Vaticano, citado pela agência francesa AFP.
"Quem é atacado tem o direito de se defender, mas estou muito preocupado com o cerco total em que vivem os palestinianos em Gaza, onde também há muitas vítimas inocentes", declarou o chefe da Igreja Católica.
O grupo islamita Hamas lançou no sábado um ataque terrestre, marítimo e aéreo sem precedentes contra Israel a partir da Faixa de Gaza, na maior escalada do conflito israelo-palestiniano em décadas.
Além de ter matado centenas de pessoas em Israel, o Hamas raptou mais de uma centena de israelitas e estrangeiros que mantém como reféns na Faixa de Gaza.
O ataque levou Israel a declarar guerra contra o grupo extremista palestiniano e a responder com bombardeamentos contra a Faixa de Gaza.
Desde então, o conflito provocou mais de 1.200 mortos do lado israelita e 950 em Gaza desde sábado, segundo dados atualizados hoje pelas duas partes.
Exército confirma morte de pelo menos 169 soldados israelitas na guerra contra o Hamas
Líbano. Hezbollah reivindica novos ataques contra Israel
O exército israelita, por sua vez, disse ter atacado território libanês esta quarta-feira em resposta aos ataques do Líbano.
Ucrânia teme que conflito em Israel possa favorecer russos na guerra
José Pinto Dias e Paulo Jerónimo, enviados especiais à Ucrânia
Zelensky exorta Ocidente a mostrar aos israelitas que não estão “sozinhos”
On Israel. I I recall the early days of Russia’s full-scale war on Ukraine. This was the worst tragedy, with many people killed. It was critical not to feel alone. Feeling supported can help you save your country, people, and life.
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) October 11, 2023
This is why I urge all leaders to visit Israel… pic.twitter.com/QGgAxMabjB
“A minha recomendação aos líderes ocidentais é irem a Israel para apoiarem as pessoas de lá. Apenas as pessoas, não estou a falar de nenhuma instituição, apenas apoiarem as pessoas que sofreram ataques terroristas”, disse Zelensky aos jornalistas.
ONU estima mais de 260 mil deslocados na Faixa de Gaza
As Nações Unidas tinham já registado mais de três deslocados no território "em resultado de anteriores escaladas", antes de sábado, pelo que o total ascende a mais de 263 mil, segundo a agência francesa AFP.
Além dos deslocados, o atual conflito entre Israel e o Hamas provocou mais de 1.200 mortos do lado israelita e 950 em Gaza, segundo dados atualizados hoje pelas duas partes.
A Faixa de Gaza é um território com 41 quilómetros de comprimento e 10 quilómetros de largura, situado entre Israel, o Egito e o Mar Mediterrâneo.
Controlada pelo Hamas desde 2007, tem cerca de 2,3 milhões de habitantes e é um dos territórios mais densamente povoados do mundo.
Na sequência do ataque e da tomada de reféns civis e militares pelo Hamas, no sábado, Israel anunciou um cerco total à Faixa de Gaza, com suspensão do fornecimento de eletricidade, água, alimentos e medicamentos.
As forças israelitas têm efetuado ataques aéreos e destruído edifícios descritos como "centros de comando" do Hamas em Gaza.
A maioria dos deslocados tem-se abrigado em escolas da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Próximo Oriente (UNRWA, na sigla em inglês), que perdeu quatro elementos nos bombardeamentos israelitas.
Parte do pessoal da agência está abrigado em algumas das escolas da organização em Gaza, embora 14 instalações tenham sido danificadas.
"A agência das Nações Unidas é também uma vítima do conflito", disse a UNRWA, citada pela agência espanhola EFE.
A porta-voz da UNRWA, Juliette Touma, que se encontra em Amã, na Jordânia, descreveu o pessoal da agência, que inclui profissionais de saúde e professores, como "heróis desconhecidos" que prestam "serviços às pessoas necessitadas".
"Dizem-nos que estão aterrorizados e que muitos, muitos deles foram obrigados a fugir de casa em busca de segurança", acrescentou.
Aviões israelitas bombardeiam universidade na Faixa de Gaza
"Os intensos ataques aéreos destruíram completamente alguns edifícios da Universidade Islâmica", disse à Agência France Presse Ahmed Orabi, funcionário da universidade.
A mesma fonte indicou que ninguém pode entrar no edifício devido aos incêndios, pedras e escombros espalhados pelas estradas que circundam a universidade.
Israel continua a sua ofensiva aérea massiva contra o Hamas, que controla a Faixa de Gaza, quatro dias depois do ataque lançado pelo movimento islâmico a partir do enclave palestiniano.
O grupo islâmico Hamas lançou no sábado um ataque surpresa contra o território israelita, sob o nome de operação "Tempestade al-Aqsa", com o lançamento de milhares de foguetes e a incursão de milicianos armados por terra, mar e ar.
Em resposta ao ataque surpresa, Israel bombardeou a partir do ar várias instalações do Hamas na Faixa de Gaza, numa operação que batizou como "Espadas de Ferro".
O conflito armado já causou mais de 2 mil mortos de ambos os lados e milhares de feridos.
Central elétrica de Gaza tem combustível para mais 12 horas no máximo, diz autoridade da Palestina
“A Faixa de Gaza enfrenta uma catástrofe humanitária iminente, com a central elétrica a encerrar completamente em poucas horas devido ao esgotamento do combustível. Isto ameaça mergulhar a Faixa de Gaza na escuridão total e impossibilitar a continuação do fornecimento de todos os serviços básicos de vida, todos dependentes de eletricidade”, lê-se no comunicado.
“Esta situação catastrófica cria uma crise humanitária para todos os residentes da Faixa de Gaza, que é ainda agravada pela agressão contínua da ocupação e pela destruição de bairros residenciais inteiros com centenas de toneladas de explosivos, e pelo bombardeamento de casas, no que pode ser descrito como o crime mais sórdido de punição coletiva contra civis indefesos da história moderna”, acrescenta.
O governo da Faixa de Gaza lança, por isso, “um pedido de ajuda muito urgente à comunidade internacional e às suas organizações humanitárias”, de modo a conseguirem “pôr termo a este crime contra a humanidade e a este assassinato em massa”.
Confirmada a morte de luso-israelita desaparecida após ataque do Hamas
Mohammed Saber - EPA
Portugueses que já saíram de Israel afirmam estar "muito felizes"
Foto: João Marques - RTP
Vigília por Israel junta centenas em Lisboa, incluindo Moedas e iranianos
Vários iranianos quiseram também juntar-se ao movimento solidário. A comunidade israelita condena os ataques e apela ao governo português que mantenha o apoio a Israel.
O embaixador de Israel em Portugal critica a posição do PCP e sublinha que é o partido comunista quem está do lado errado da história.
Jovem com passaporte português encontrada morta em Israel
A RTP já contactou o Ministério dos Negócios Estrangeiros, que neste momento não confirma a informação.
A jovem estaria no festival Teva, perto da fronteira com a Faixa de Gaza, que foi invadido às primeiras horas da manhã do último sábado.
RTP em Israel. Hamas bombardeou cidade de Ashkelon
Terror em Israel. Militares recolhem dezenas de corpos
Foto: Amir Cohen - Reuters
Algumas das imagens nesta peça podem chocar.
Reféns do Hamas. Familiares exigem ação do Governo israelita
Portugueses resgatados pela Força Aérea já estão a caminho de Portugal
- Os portugueses retirados de Israel chegam ainda esta manhã a Lisboa - "Chegada prevista ao Aeródromo de Figo Maduro, em Lisboa, pelas 10h45", escreve o Ministério dos Negócios Estrangeiros na rede social X. Vêm do Chipre num avião fretado da TAP. A bordo deste aparelho estão cerca de uma centena de pessoas que pediram para sair de Israel. Foi preciso utilizar o país como ponte aérea entre Israel e Portugal por questões de segurança relacionadas com o espaço aéreo israelita;
- São já 280 os portugueses que pediram o repatriamento de Israel. A Força Aérea Portuguesa conta ainda levar a cabo mais dois voos;
- Uma jovem com passaporte português foi encontrada sem vida, na terça-feira, em Israel. Esatria no festival de música, perto da fronteira com a Faixa de Gaza, que foi invadido por militantes palestinianos. A notícia foi avançada pela Associated Press e a informação partiu de um primo da jovem de 25 anos, que estudava em Telavive estava desaparecida há três dias. A RTP já contactou o Ministério dos Negócios Estrangeiros, que até ao momento não confirma a informação;
- Centenas de pessoas estiveram, na última noite, numa vigília em Lisboa para apoiar Israel. O protesto solidário foi convocado pela Comunidade Israelita de Lisboa. O Parque Eduardo VII encheu-se de bandeiras de Israel e ouviram-se cânticos pela paz. O autarca Carlos Moedas participou na vigília;
- Pelo menos 950 pessoas morreram na Faixa de Gaza desde o início da retaliação de Israel, no sábado, segundo o Ministério palestiniano da Saúde. O balanço de mortes em ambos os lados ultrapassa já as 2.100. Em Israel, há confirmação de 1.200 vítimas mortais;
- As Forças de Defesa de Israel afirmam ter destuído uma instalação do Hamas que servia para detetar a passagem da aviação militar do Estado hebraico pelos céus de Gaza. Durante a noite, segundo a Força Aérea israelita, foram atingidos 80 alvos em Beit Hanoun, "incluindo duas sucursais bancárias usadas pelo Hamas para financiar o terrorismo em Gaza, um túnel e dois centros de comando usados para dirigir atividades terroristas contra Israel";
- Foram atingidos nas últimas horas mais de 200 alvos no bairro de Al-Furqan,em Gaza, descrito como um bastião do movimento radical palestiniano;
- O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, esteve, uma vez mais, ao telefone com o presidente norte-americano, Joe Biden, a quem agradeceu o apoio dos Estados Unidos e insistiu na ideia de que os militantes do Hamas são "piores do que o Estado Islâmico".