Israel intensifica política de ocupação. Exército e colonos invadem várias aldeias no centro da Cisjordânia
Tropas israelitas entraram numa aldeia e dispararam granadas de gás lacrimogéneo contra casas, perto de uma habitação onde se realizava o luto por dois jovens da aldeia mortos num anterior ataque de colonos e militares.
O exército israelita e grupos de colonos (protegidos por militares) atacaram hoje, pelo menos, 11 aldeias e vilas da província de Ramala, no centro da Cisjordânia, ao mesmo tempo que o embaixador norte-americano, Mike Huckabee, visitava palestinianos da região.
Posteriormente, as tropas israelitas também entraram na aldeia e dispararam granadas de gás lacrimogéneo contra as casas, perto da habitação onde se realizava o luto por dois jovens da aldeia mortos na quarta-feira num outro ataque de colonos e militares.
Não foram registados feridos neste novo incidente.
Em Burqa, a leste de Ramala, colonos causaram danos em culturas e oliveiras, denunciou à agência palestiniana o presidente do conselho local, Sáyel Kanaán.
À noite, o exército israelita invadiu, sem efetuar detenções, as aldeias de Arura, Abuein, Yalyulia, Ayul, Ein Arik, Kafr Nima, Bilin e Járbaza Bani Hariz, de acordo com fontes de segurança e locais citadas pela Wafa.
Os ataques ocorreram no mesmo dia em que dois colonos israelitas entraram de mota em Turmusaya, a cerca de 100 metros do local onde Huckabee visitava residentes com cidadania norte-americana, vítimas da violência dos colonos.
O embaixador classificou essa violência como terrorismo e apelou a Israel para que garanta a segurança dos palestinianos na Cisjordânia.
"Devem ser avisados de que haverá consequências graves" decorrentes dos ataques, afirmou Huckabee em declarações recolhidas pelos meios de comunicação israelitas, nas quais o embaixador norte-americano atribuía ao governo de Benjamin Netanyahu a "responsabilidade de garantir a segurança" dos palestinianos afetados.
Por outro lado, Huckabee afirmou que apenas algumas centenas de pessoas - a quem qualificou de "pequeno grupo de saqueadores" - praticam o "comportamento criminoso e terrorista" que os palestinianos da Cisjordânia sofrem quase diariamente.