Mundo
Japão eleva nível de alerta numa “corrida contra o tempo” em Fukushima
As autoridades japonesas aumentaram para o nível 5, o aviso de gravidade de acidente central nuclear de Fukushima, apesar de ter sido restabelecido o abastecimento elétrico do sistema de refrigeração do reator 2 e de estar prevista para sábado ação idêntica no reator 4. Os números relativos às vítimas do sismo seguido de tsunami, na semana passada, continuam a subir: 6539 mortos, 2400 feridos e 10260 pessoas desaparecidos.
Apesar de a Organização Mundial de Saúde ter dito, ontem, que os níveis de radioatividade apresentavam “um risco mínimo para a saúde pública no Japão”, as autoridades japonesas elevaram, de 4 para 5, o nível de gravidade de acidente nuclear.
A fuga nuclear de Fukushima está a dois níveis da fuga de Chernobyl, na Ucrânia, em 1986, e ao mesmo nível de Three Mile Island, nos EUA, em 1979.
Segundo a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), cada subida de escalão representa que a gravidade da situação aumentou 10 vezes. Os casos são classificados “anomalia” no grau 1, “incidente” nos níveis 2 e 3, e “acidente” a partir do nível 4. O quinto nível de perigo, numa escala de 7 (“acidente maior”), significa a possibilidade de “acidente com consequências alargadas”.
Os engenheiros japoneses já admitem adotar uma solução idêntica à usada em Chernobyl, em 1986, designada de “sarcófago de betão”, que consiste em enterrar a central em areia e betão.
Os engenheiros japoneses não conseguem dizer se a situação nos reatores nucleares está sob controlo. Têm sido efectuadas descargas de milhões de litros de água, numa tentativa de controlar a temperatura do reator que mais preocupa as autoridades. Esta é uma operação sem precedentes, refere o porta-voz da Agência Internacional de Energia Atómica.
“Com as operações de bombeamento de água, estamos a combater um fogo que não conseguimos ver”, declarou um responsável da AIEA. “Esse fogo não está a alastrar, mas não podemos dizer se está sob controlo”, acrescentou Hideohiko Nishiyama. Já o diretor geral da mesma organização, Yukiya Amano, sublinha que “o arrefecimento dos reatores” é “uma corrida contra o tempo”, em virtude dos perigos de segurança.
O complexo estava sem energia, devido ao sistema de segurança anti-sísmico e os técnicos estão a tentar reativar as bombas de água. Até o sistema ficar operacional, vários carros-tanque e helicópteros combatem o sobreaquecimento das estruturas onde houve explosões.
O risco de contaminação nuclear da central, a cerca de 240 quilómetros a Norte de Tóquio, continua a levar milhares de estrangeiros na região a deixar o país. Por outro lado, os ventos podem conduzir as emissões tóxicas pelo Oceano Pacífico.
No Norte do Japão, atingido na semana passada por um sismo de nível 9 na Escala de Richter e um subsequente tsunami, 320 mil habitações estão sem energia. Devido ao frio intenso morreram 25 pessoas últimas 24 horas.
O número de vítimas tem subido sem parar desde os primeiros dados oficiais, que começaram por ser de 3373 mortes. Agora, as informações confirmadas apontam para 6539 mortes, mas as autoridades japonesas admitem que possam ascender a 10 mil.
O Governo japonês insiste que sempre foi honesto nas suas comunicações sobre a crise. Sob forte escrutínio internacional, o primeiro-ministro Naoto Kan anunciou que na próxima semana vai visitar a região afetada.
A fuga nuclear de Fukushima está a dois níveis da fuga de Chernobyl, na Ucrânia, em 1986, e ao mesmo nível de Three Mile Island, nos EUA, em 1979.
Segundo a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), cada subida de escalão representa que a gravidade da situação aumentou 10 vezes. Os casos são classificados “anomalia” no grau 1, “incidente” nos níveis 2 e 3, e “acidente” a partir do nível 4. O quinto nível de perigo, numa escala de 7 (“acidente maior”), significa a possibilidade de “acidente com consequências alargadas”.
Os engenheiros japoneses já admitem adotar uma solução idêntica à usada em Chernobyl, em 1986, designada de “sarcófago de betão”, que consiste em enterrar a central em areia e betão.
Os engenheiros japoneses não conseguem dizer se a situação nos reatores nucleares está sob controlo. Têm sido efectuadas descargas de milhões de litros de água, numa tentativa de controlar a temperatura do reator que mais preocupa as autoridades. Esta é uma operação sem precedentes, refere o porta-voz da Agência Internacional de Energia Atómica.
“Com as operações de bombeamento de água, estamos a combater um fogo que não conseguimos ver”, declarou um responsável da AIEA. “Esse fogo não está a alastrar, mas não podemos dizer se está sob controlo”, acrescentou Hideohiko Nishiyama. Já o diretor geral da mesma organização, Yukiya Amano, sublinha que “o arrefecimento dos reatores” é “uma corrida contra o tempo”, em virtude dos perigos de segurança.
O complexo estava sem energia, devido ao sistema de segurança anti-sísmico e os técnicos estão a tentar reativar as bombas de água. Até o sistema ficar operacional, vários carros-tanque e helicópteros combatem o sobreaquecimento das estruturas onde houve explosões.
O risco de contaminação nuclear da central, a cerca de 240 quilómetros a Norte de Tóquio, continua a levar milhares de estrangeiros na região a deixar o país. Por outro lado, os ventos podem conduzir as emissões tóxicas pelo Oceano Pacífico.
No Norte do Japão, atingido na semana passada por um sismo de nível 9 na Escala de Richter e um subsequente tsunami, 320 mil habitações estão sem energia. Devido ao frio intenso morreram 25 pessoas últimas 24 horas.
O número de vítimas tem subido sem parar desde os primeiros dados oficiais, que começaram por ser de 3373 mortes. Agora, as informações confirmadas apontam para 6539 mortes, mas as autoridades japonesas admitem que possam ascender a 10 mil.
O Governo japonês insiste que sempre foi honesto nas suas comunicações sobre a crise. Sob forte escrutínio internacional, o primeiro-ministro Naoto Kan anunciou que na próxima semana vai visitar a região afetada.