Mundo
Japão executa últimos membros da seita Verdade Suprema
Foram esta quinta-feira executados os seis últimos membros da seita Verdade Suprema condenados à pena capital no Japão. Shoko Asahara, líder do Aum Shinrikyo, foi o primeiro a ser executado, no início do mês. O culto foi acusado de vários assassinatos e ataques com gás tóxico.
Shoko Asahara, fundador do grupo, foi executado com outros seguidores no dia 6 de julho, quase 12 anos depois da sentença de morte a que ficou sujeito em setembro de 2006.Shoko Asahara disse sempre ser inocente.
Quatro deles foram condenados por terem libertado gás tóxico no metro da capital japonesa em 1995. Os restantes foram executados pelo assassinato de um advogado, da esposa e do bebé, em 1989, e por outro ataque químico em Matsumoto, na província de Nagano.
O ataque químico no metro de Tóquio matou 13 pessoas e fez mais de seis mil feridos. Os membros da seita espalharam sacos perfurados com gás tóxico sarin nas linhas. A toxina fez com que algumas pessoas ficassem sufocadas e começassem a vomitar. Outras ficaram cegas ou paralisadas.
Shizue Takahashi, viúva de um trabalhador do metro, disse à BBC: “É claro que ele [Shoko Asahara] merece a morte, a execução foi processada como devia ser, para mim já não há lágrimas”.No Japão, a pena de morte é aplicada em casos de homicídio. As autoridades só informam os condenados horas antes.
“Eu ordenei as execuções depois de dar a minha consideração (…) o sofrimento das vítimas, das famílias dos falecidos e daqueles que sobreviveram são imagináveis”, disse, por sua vez, Yoko Kamikawa, ministra da Justiça, depois de ter dado luz verde às execuções na passada terça-feira.
Segundo o jornal japonês Nikkei Asian Review, o grupo foi mantido no centro de detenção de Tóquio até ser transferido para o corredor da morte. Sete foram transferidos para outras instalações prisionais.
O jornal acrescentou que a ordem da execução refletiu o grau de importância que cada um tinha dentro do culto: primeiro o líder, depois os membros mais velhos e depois os mais novos.
Seita tinha mais de dez mil seguidores
O nome do culto - Aum Shinrikyo - significa Verdade Suprema. Foi criado em 1987 como um grupo espiritual que combinava crenças hindus e budistas, juntamente com ensinamentos cristãos e apocalípticos, ioga e ocultismo.
O grupo acreditava que o mundo estava prestes a acabar com uma guerra global e que apenas os membros da seita sobreviviam. Chegou a congregar cerca de dez mil seguidores no Japão e 30 mil na Rússia.
Foram presos 190 membros depois da investigação aos ataques com sarin. Entretanto descobriu-se que o grupo passara à clandestinidade, adotando outro nome - o Aleph, que contava com cerca de 1500 seguidores.
Em 2016 a polícia russa invadiu 25 instalações em Moscovo e São Petersburgo ligadas ao culto.
Além do ataque no metro de Tóquio, o culto usou também gás sarin em 1994, na cidade japonesa Matsumoto, na província de Nagano. Os alvos eram três juízes responsáveis pela decisão do julgamento da seita.
Foi utilizado um camião frigorífico para libertar o gás, mas o vento fez com que atingisse um bairro residencial. Morreram oito pessoas e mais de 140 ficaram feridas.
Quatro deles foram condenados por terem libertado gás tóxico no metro da capital japonesa em 1995. Os restantes foram executados pelo assassinato de um advogado, da esposa e do bebé, em 1989, e por outro ataque químico em Matsumoto, na província de Nagano.
O ataque químico no metro de Tóquio matou 13 pessoas e fez mais de seis mil feridos. Os membros da seita espalharam sacos perfurados com gás tóxico sarin nas linhas. A toxina fez com que algumas pessoas ficassem sufocadas e começassem a vomitar. Outras ficaram cegas ou paralisadas.
Shizue Takahashi, viúva de um trabalhador do metro, disse à BBC: “É claro que ele [Shoko Asahara] merece a morte, a execução foi processada como devia ser, para mim já não há lágrimas”.No Japão, a pena de morte é aplicada em casos de homicídio. As autoridades só informam os condenados horas antes.
“Eu ordenei as execuções depois de dar a minha consideração (…) o sofrimento das vítimas, das famílias dos falecidos e daqueles que sobreviveram são imagináveis”, disse, por sua vez, Yoko Kamikawa, ministra da Justiça, depois de ter dado luz verde às execuções na passada terça-feira.
Segundo o jornal japonês Nikkei Asian Review, o grupo foi mantido no centro de detenção de Tóquio até ser transferido para o corredor da morte. Sete foram transferidos para outras instalações prisionais.
O jornal acrescentou que a ordem da execução refletiu o grau de importância que cada um tinha dentro do culto: primeiro o líder, depois os membros mais velhos e depois os mais novos.
Seita tinha mais de dez mil seguidores
O nome do culto - Aum Shinrikyo - significa Verdade Suprema. Foi criado em 1987 como um grupo espiritual que combinava crenças hindus e budistas, juntamente com ensinamentos cristãos e apocalípticos, ioga e ocultismo.
O grupo acreditava que o mundo estava prestes a acabar com uma guerra global e que apenas os membros da seita sobreviviam. Chegou a congregar cerca de dez mil seguidores no Japão e 30 mil na Rússia.
Foram presos 190 membros depois da investigação aos ataques com sarin. Entretanto descobriu-se que o grupo passara à clandestinidade, adotando outro nome - o Aleph, que contava com cerca de 1500 seguidores.
Em 2016 a polícia russa invadiu 25 instalações em Moscovo e São Petersburgo ligadas ao culto.
Além do ataque no metro de Tóquio, o culto usou também gás sarin em 1994, na cidade japonesa Matsumoto, na província de Nagano. Os alvos eram três juízes responsáveis pela decisão do julgamento da seita.
Foi utilizado um camião frigorífico para libertar o gás, mas o vento fez com que atingisse um bairro residencial. Morreram oito pessoas e mais de 140 ficaram feridas.