Mundo
Presidenciais EUA
Joe Biden é o candidato mais votado da história dos EUA
Continua por apurar o vencedor das eleições presidenciais dos EUA, mas há pelo menos duas certezas: estas são as eleições com maior afluência às urnas e Biden é o candidato com mais votos na história das eleições norte-americanas. Por sua vez, Donald Trump conta também com mais cinco milhões de votos do que aqueles que conseguiu em 2016.
Mesmo que não seja eleito, Joe Biden conta já com mais votos do que qualquer candidato anterior, eleito ou não eleito, ultrapassando o anterior recorde garantido por Barack Obama.
Numa altura em que a contagem dos votos ainda prossegue em cinco Estados norte-americanos, Joe Biden já ultrapassou os 70 milhões de votos, superando os 69,498.516 votos reunidos por Obama em 2008.
O “trumpismo” também alargou a sua base, com o candidato republicano a conseguir já mais cinco milhões de votos do que aqueles que recebeu em 2016, quando foi eleito à presidência. No total, mais de 67 milhões de norte-americanos votaram em Trump este ano. Em 2016, o presidente dos EUA conseguiu cerca de 63 milhões de votos, o que coloca Trump em terceiro lugar da lista de candidatos mais votados.
No Twitter, o presidente norte-americano questionou a contagem dos votos, depois de ter perdido vantagem em alguns Estados mais importantes, como o Wisconsin e Michigan, onde Biden já foi anunciado como vencedor.
“Ontem à noite eu estava a liderar, muitas vezes de forma sólida, em muitos Estados-chave, em quase todos os casos os democratas governavam. Então, um por um, eles começaram a desaparecer magicamente, enquanto votos surpresa eram contados. MUITO ESTRANHO, e os especialistas em sondagens erraram completamente de forma histórica”, escreveu Trump.
Para o sistema eleitoral norte-americano, o número de votos não significa obrigatoriamente a vitória nas eleições. Para chegar à Casa Branca, um dos candidatos precisa de obter a maioria dos votos do Colégio Eleitoral, isto é, terá de garantir 270 votos do total de 538 elementos que estão divididos por cada Estado, consoante a população.
Até ao momento, tudo continua em aberto. Donald Trump e Joe Biden correm lado a lado para a presidência dos Estados Unidos e tudo indica que só em cima da meta se saberá quem ganhou.
Biden continua em vantagem, com 253 votos eleitorais, depois de ter recentemente vencido o Estado do Wisconsin e do Michigan – dois Estados “roubados” aos republicanos. Trump, por sua vez, continua com 213 votos eleitorais. O presidente dos EUA já anunciou que vai pedir uma recontagem no Wisconsin e no Michigan, que perdeu para Biden por uma margem mínima.
Ficam assim a faltar apurar os resultados de cinco outros Estados, mas se Biden conseguir manter a liderança no Arizona e no Nevada, garante os 270 delegados e a vitória na corrida à Casa Branca.
Por seu lado, para Trump ser eleito, precisa de ganhar nos três Estados onde vai à frente, ou seja, Pensilvânia, Georgia e Carolina do Norte, e ainda ganhar um dos dois em que Biden tem vantagem: Arizona ou Nevada.
O Estado mais crítico e que poderá ser o decisivo é o Nevada, onde Biden tem vantagem na contagem, mas tão ligeira que pode ser invertida.
Numa altura em que a contagem dos votos ainda prossegue em cinco Estados norte-americanos, Joe Biden já ultrapassou os 70 milhões de votos, superando os 69,498.516 votos reunidos por Obama em 2008.
O “trumpismo” também alargou a sua base, com o candidato republicano a conseguir já mais cinco milhões de votos do que aqueles que recebeu em 2016, quando foi eleito à presidência. No total, mais de 67 milhões de norte-americanos votaram em Trump este ano. Em 2016, o presidente dos EUA conseguiu cerca de 63 milhões de votos, o que coloca Trump em terceiro lugar da lista de candidatos mais votados.
Para além do aumento populacional, estes dois paradoxos explicam-se sobretudo pela diminuição drástica da abstenção nestas eleições e pela afluência recorde às urnas, nomeadamente com um total histórico de votos antecipados.
Last night I was leading, often solidly, in many key States, in almost all instances Democrat run & controlled. Then, one by one, they started to magically disappear as surprise ballot dumps were counted. VERY STRANGE, and the “pollsters” got it completely & historically wrong!
— Donald J. Trump (@realDonaldTrump) November 4, 2020
“Ontem à noite eu estava a liderar, muitas vezes de forma sólida, em muitos Estados-chave, em quase todos os casos os democratas governavam. Então, um por um, eles começaram a desaparecer magicamente, enquanto votos surpresa eram contados. MUITO ESTRANHO, e os especialistas em sondagens erraram completamente de forma histórica”, escreveu Trump.
Mais tarde, Trump escreveu ainda: “Eles estão a encontrar votos para o Biden em todo o lado — Pensilvânia, Wisconsin e Michigan. Tão mau para o nosso país”.
Durante a madrugada desta quarta-feira, Donald Trump já tinha denunciado “fraude” eleitoral e garantiu mesmo que vai recorrer ao Supremo Tribunal para suspender a contagem dos votos.
Quem lidera as eleições?Para o sistema eleitoral norte-americano, o número de votos não significa obrigatoriamente a vitória nas eleições. Para chegar à Casa Branca, um dos candidatos precisa de obter a maioria dos votos do Colégio Eleitoral, isto é, terá de garantir 270 votos do total de 538 elementos que estão divididos por cada Estado, consoante a população.
Até ao momento, tudo continua em aberto. Donald Trump e Joe Biden correm lado a lado para a presidência dos Estados Unidos e tudo indica que só em cima da meta se saberá quem ganhou.
Biden continua em vantagem, com 253 votos eleitorais, depois de ter recentemente vencido o Estado do Wisconsin e do Michigan – dois Estados “roubados” aos republicanos. Trump, por sua vez, continua com 213 votos eleitorais. O presidente dos EUA já anunciou que vai pedir uma recontagem no Wisconsin e no Michigan, que perdeu para Biden por uma margem mínima.
Ficam assim a faltar apurar os resultados de cinco outros Estados, mas se Biden conseguir manter a liderança no Arizona e no Nevada, garante os 270 delegados e a vitória na corrida à Casa Branca.
Por seu lado, para Trump ser eleito, precisa de ganhar nos três Estados onde vai à frente, ou seja, Pensilvânia, Georgia e Carolina do Norte, e ainda ganhar um dos dois em que Biden tem vantagem: Arizona ou Nevada.
O Estado mais crítico e que poderá ser o decisivo é o Nevada, onde Biden tem vantagem na contagem, mas tão ligeira que pode ser invertida.