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Joe Biden "não apoia" independência de Taiwan. Pequim considera reunificação "inevitável"
A escolha dos taiwaneses nas eleições deste sábado foi clara, pelo afastamento da China e a aproximação aos Estados Unidos, ao darem uma terceira vitória consecutiva ao partido no poder, o Partido Democrático Progressista (DPP) e ao seu candidato independentista, Lai Ching-te.
Mas nem China nem Estados Unidos mostraram interesse nas pretensões taiwanesas.
Questionado sobre o resultado eleitoral, o presidente norte-americano, referiu a agência Reuters, afirmou que o país "não está a apoiar" a independência da ilha, a antiga Formosa.
Pequim reagiu em comunicado, frisando que "a reunificação" com Taiwan é "inevitável" apesar da votação. Acrescentou que se irá opôr a quaisquer "atividades separatistas" por parte dos taiwaneses.
O gabinete chinês para os Assuntos de Taiwan afirmou mesmo que a escolha deste sábado não irá alterar as relações básicas entre a pequena ilha, que virou as costas ao regime comunista de Pequim em 1941, e o gigante continente, que a olha do lado oposto do Estreito de Taiwan.
"A votação não vai impedir a tendência inevitável de reunificação com a China", disse Chen Binhua, porta-voz daquele organismo, citado pelo agência de notícias estatal chines Xinhua, prometendo oposição firme "às atividades separatistas que visam a independência de Taiwan e a interferência estrangeira".
Pequim evoca pretensões a uma "reunificação pacífica" mas não descarta força-la pelas armas, fazendo sentir a sua presença através de constantes exercícios militares nas águas e nos ares fronteiriços.
Na euforia da vitória, Lai Ching-te já sublinhou que se abre um novo capítulo na história da democracia da ilha.
Numa referência velada à China, que reivindica a posse da ilha e que procurou impedir a eleição dos independentistas, o presidente eleito, cuja posse está marcada para maio, saudou os eleitores por resistirem a "pressões externas".
"Graças às nossas ações, o povo taiwanês resistiu com sucesso aos esforços das forças externas para influenciar estas eleições", declarou, vincando que apenas a população do território "tem o direito de escolher o seu presidente".
Com quase 100 por cento das mesas apuradas, Lai Ching-te, também conhecido como William Lai, foi o vencedor com 40 por cento dos votos, superando os candidatos da oposição do Kuomintang, Hou Yu-ih (33,49 por cento), e do Partido Popular de Taiwan, Ko Wen-je (26,45 por cento). Ambos já reconheceram a derrota.
Pequim vê com maus olhos a eleição de Lai, a quem chama "desordeiro" devido à sua defesa da independência. Nos últimos dias caracterizou a eleição como uma escolha "entre a guerra e a paz".
(com Lusa)
Questionado sobre o resultado eleitoral, o presidente norte-americano, referiu a agência Reuters, afirmou que o país "não está a apoiar" a independência da ilha, a antiga Formosa.
O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, preferiu igualmente a prudência. Felicitou simplesmente Lai Ching-te pela vitória e os taiwaneses pelo seu "sistema democrático".
"Os Estados Unidos felicitam Lai Ching-te pela vitória nas eleições presidenciais de Taiwan. Felicitamos igualmente o povo de Taiwan por ter demonstrado uma vez mais a força do seu sistema democrático e do seu sólido processo eleitoral", declarou Blinken.
Num contexto de grande volatilidade violenta no Médio Oriente e perante a probabilidade de mais um ano de guerra na Ucrânia, Washington não tem qualquer interesse em envolver-se num novo conflito, desta vez para defender Taiwan da hegemonia chinesa.
Pequim reagiu em comunicado, frisando que "a reunificação" com Taiwan é "inevitável" apesar da votação. Acrescentou que se irá opôr a quaisquer "atividades separatistas" por parte dos taiwaneses.
O gabinete chinês para os Assuntos de Taiwan afirmou mesmo que a escolha deste sábado não irá alterar as relações básicas entre a pequena ilha, que virou as costas ao regime comunista de Pequim em 1941, e o gigante continente, que a olha do lado oposto do Estreito de Taiwan.
"A votação não vai impedir a tendência inevitável de reunificação com a China", disse Chen Binhua, porta-voz daquele organismo, citado pelo agência de notícias estatal chines Xinhua, prometendo oposição firme "às atividades separatistas que visam a independência de Taiwan e a interferência estrangeira".
Pequim evoca pretensões a uma "reunificação pacífica" mas não descarta força-la pelas armas, fazendo sentir a sua presença através de constantes exercícios militares nas águas e nos ares fronteiriços.
Chen Binhua afirmou mesmo que os resultados mostravam que o DPP não podia representar a opinião pública generalizada em Taiwan. De acordo com os media, o partido no poder perdeu a maioria na Assembleia, mesmo se a oposição não conseguiu ganhar deputados suficientes para controlar o parlamento.
Escolha "pela guerra ou pela paz"Na euforia da vitória, Lai Ching-te já sublinhou que se abre um novo capítulo na história da democracia da ilha.
Numa referência velada à China, que reivindica a posse da ilha e que procurou impedir a eleição dos independentistas, o presidente eleito, cuja posse está marcada para maio, saudou os eleitores por resistirem a "pressões externas".
"Graças às nossas ações, o povo taiwanês resistiu com sucesso aos esforços das forças externas para influenciar estas eleições", declarou, vincando que apenas a população do território "tem o direito de escolher o seu presidente".
Lai Ching-te, que se descreve como "um operário pragmático pela independência" e que, garante, nunca irá mudar a sua posição, prometeu "proteger Taiwan das contínuas ameaças e intimidações da China".
Acrescentou contudo que irá também "manter o intercâmbio e a cooperação" com Pequim, num status quo efetivo, sem procurar nem a independência nem a unificação com a China.
Com quase 100 por cento das mesas apuradas, Lai Ching-te, também conhecido como William Lai, foi o vencedor com 40 por cento dos votos, superando os candidatos da oposição do Kuomintang, Hou Yu-ih (33,49 por cento), e do Partido Popular de Taiwan, Ko Wen-je (26,45 por cento). Ambos já reconheceram a derrota.
Pequim vê com maus olhos a eleição de Lai, a quem chama "desordeiro" devido à sua defesa da independência. Nos últimos dias caracterizou a eleição como uma escolha "entre a guerra e a paz".
(com Lusa)