Jordânia pronta a libertar mulher jihadista em troca de piloto

A televisão estatal jordana cita o porta-voz do Governo, Mohammad al-Momeni, que afirma que "a Jordânia está totalmente pronta a libertar a prisioneira Sajida al-Rishawi se o piloto jordano for libertado são e salvo".

Graça Andrade Ramos, RTP /
A mãe do piloto jordano Muath al-Kasaesbeh, sentada num carro com uma fotografia do filho, durante uma manifestação em apoio à libertação do filho, dia 27 de janeiro de 2015, junto à residência oficial do primeiro-minitro jordano, em Amã. REUTERS/Muhammad Hamed

O Estado Islâmico ameaçou executar até às 14h00 GMT desta quarta-feira o piloto jordano e um jornalista japonês, se a jihadista Sajida al-Rishawi não fosse libertada dentro de 24 horas.Sajida al-Rishawi foi condenada à morte na Jordânia por participação em ataques terroristas.

Na semana passada, o Estado Islâmico exigiu ao Japão 200 milhões de dólares como resgate de dois cidadãos nipónicos. O primeiro-ministro Shinzo Abe recusou e o refém Haruna Yukawa, um miliciano capturado em agosto, foi executado.

O Estado Islâmico mudou entretanto as suas exigências, colocando como condição de libertação dos reféns a libertação de jihadistas. Ao refém japonês juntou o piloto jordano, Muath al-Kasaesbeh, capturado na Síria após a queda do seu caça em dezembro de 2014.

Em Amã já houve uma manifestação em defesa de Muath al-Kasaesbeh e o Japão pediu ajuda à Jordânia para ajudar a libertar o seu cidadão, o jornalista Kenji Goto, capturado em finais de outubro de 2014.
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