Juan Guaidó proibido de exercer cargos públicos por 15 anos

A Contraloría venezuelana decretou que o presidente da Assembleia Nacional e líder da oposição, Juan Guaidó, vai ser afastado do cargo e proibido de exercer cargos públicos durante 15 anos, por alegada corrupção.

RTP /
O autoproclamado Presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, a 27 de março em Caracas após uma reunião com líderes políticos Reuters

Elvis Amoroso, responsável pelo organismo que verifica a legalidade das contas do Estado venezuelano e dos seus dirigentes, anunciou a decisão na televisão estatal, referindo que o "cidadão" Juan Guaidó, fica impedido de exercer cargos públicos, "pelo período máximo estabelecido na lei".

O controlador não especificou a data do início da proibição, nem o montante da multa a que Guaidó foi também condenado.

A 11 de fevereiro a Contraloría anunciou uma investigação às contas de Juan Guaidó, por suspeitas de ter recebido dinheiro de fontes nacionais e internacionais, sem justificação, o qual "ocultou nas suas declarações de rendimento", referiu na altura Elvis Amoroso.

Juan Guaidó declarou-se Presidente interino da Venezuela a 22 de janeiro, invocando a Constituição do país para declarar ilegítima a presidência de Nicolás Maduro.

Recebeu o apoio de milhões de venezuelanos e de mais de cinquenta países, incluindo os Estados Unidos e os membros da União Europeia.
Grandes despesas inexplicadas
De acordo com Amoroso, Guaidó realizou desde 2015 mais de 90 viagens ao estrangeiro, com um custo superior a 310 milhões de bolívares (83.880 euros), sem declarar como conseguiu suportar as despesas. Muitas destas viagens, acrescentou o responsável pela Contraloría, foram efetuadas em "aviões privados".

Desde que foi eleito deputado, Guaidó passou 248 dias fora da Venezuela, afirma. Estima também em 200 milhões de bolívares (54.115 euros) os gastos de Guaidó em "hotéis de luxo" no estrangeiro.

Elvis Amoroso garantiu que as despesas referidas "não correspondem" àquilo a que um deputado venezuelano se pode permitir e acrescentou que vai pedir aos hotéis nacionais onde Guaidó se hospedou que esclareçam como ele pagou a estadia.

Guaidó, que apresenta esta quinta-feira o chamado Plano País, um programa de Governo que a oposição espera iniciar uma vez que chegue ao poder, não reagiu de imediato ao anuncio da Contraloría.




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