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Kim Keon Hee. Ex-primeira-dama da Coreia do Sul condenada por corrupção

Kim Keon Hee. Ex-primeira-dama da Coreia do Sul condenada por corrupção

O processo judicial da ex-primeira dama, esposa do presidente deposto Yoon Suk Yeol, incluía ainda acusações por manipulação do mercado de ações e violação da legislação de financiamento de campanhas eleitorais, das quais foi absolvida.

RTP /
Reuters

Um tribunal sul-coreano condenou esta quarta-feira Kim Keon Hee a um ano e oito meses de prisão por receber presentes luxuosos da Igreja da Unificação, conhecida como Seita Moon, em troca de favores políticos.

Segundo a agência Reuters, os procuradores do caso vão recorrer à absolvição da arguida destes crimes, proferida pelo Tribunal Distrital Central de Seul.A acusação tinha pedido uma pena de 15 anos para Kim Keon Hee, de 53 anos, por corrupção e fraude e ainda multas de 2,9 mil milhões de uones (quase 2 milhão de euros) caso esta fosse considerada culpada de todas as acusações.


Já o veredicto anunciado esta quarta-feira impôs a Kim o pagamento de 12,8 milhões de uones (cerca de 70 mil euros) ao Estado sul-coreano. Os presentes oferecidos pela Igreja da Unificação incluíam malas da Chanel e um pendente de diamantes, que foi também apreendido.

A defesa da ex-primeira dama, que rejeita todas as denúncias, vai ainda analisar a decisão do tribunal e a possibilidade de impugnar a pena por corrupção.

Paralelamente, Han Hak-ja, líder do movimento religioso visado, que se encontra também sob julgamento, nega ter procurado subornar Kim com qualquer tipo de oferta.

A sentença de Keon Hee surge poucos dias depois do mesmo tribunal sul-coreano ter condenado o ex-presidente Yoon Suk-yeol, seu marido, a cinco anos de prisão por imposição da lei marcial em dezembro de 2024.O advogado e político conservador, de 65 anos, é ainda alvo de oito julgamentos criminais, acusado, inclusive, de ter liderado uma rebelião em consequência da imposição da lei marcial, um crime que pode levar à pena de morte.


Enquanto presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk-yeol vetou por três vezes propostas do Parlamento para a abertura de uma investigação contra a esposa. O último veto político ocorreu em novembro de 2024, somente uma semana antes da promulgação da lei marcial.

De acordo com a Reuters, o julgamento da ex-primeira-dama foi conduzido por três juízes, cujo magistrado principal salientou que, embora Kim Keon Hee não detivesse poder formal para intervir nos assuntos do Estado sul-coreano, esta desempenhava um papel simbólico na representação do país.

Os advogados da arguida atestaram que esta aceita “humildemente a crítica severa do tribunal” e “lamenta ter causado preocupação pública”.

"Quando reflito sobre o meu papel e as responsabilidades que me foram confiadas, parece-me óbvio que cometi muitos erros", reiterou a ex-primeira dama no final do julgamento.

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