Cabo Verde. Líder do PAICV celebra "maioria absoluta" como mensagem "clara"

Cabo Verde. Líder do PAICV celebra "maioria absoluta" como mensagem "clara"

O presidente do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), Francisco Carvalho, disse hoje que os cabo-verdianos falaram de forma "clara" ao darem "maioria absoluta" ao partido.

RTP /
Foto: Lusa

"Os cabo-verdianos passaram uma mensagem clara: chegou a hora de mudar a gestão do país", referiu na declaração de vitória, pelas 00h15 (02h15 em Lisboa), na sede do PAICV, na cidade da Praia.

Segundo referiu, "já chegaram os resultados da América que faltavam: é maioria absoluta".

Francisco Carvalho disse que era a vitória para a qual a equipa trabalhou, com "um projeto construído a partir da necessidade dos cabo-verdianos".

"Podem esperar de nós tudo o que prometemos, com exceção do que depender de alterações constitucionais, porque o Movimento para a Democracia (MpD) não vai colaborar quanto a isso", acrescentou.

Quanto ao resto, recordou promessas eleitorais chave para executar: acesso gratuito à universidade pública, a cuidados saúde, viagens domésticas de barco a 500 escudos (4,53 euros) e de avião a 5.000 escudos (45,35 euros).

"Não vamos invocar desculpas para não cumprir", acrescentou.

Com Portugal, referiu que "o relacionamento é extraordinário, está para lá de bom".

O PAICV vai governar "com responsabilidade e sentido de Estado, com enorme respeito pelo percurso que Cabo Verde tem feito e por todos os parceiros. Portugal tem sido um grande parceiro, seguramente vai continuar a ser e até, digo eu, vai ser ainda mais", referiu.

Ainda em resposta a jornalistas, Francisco Carvalho disse esperar que "comunicação social, analistas e críticos" não deixem "passar em branco" o que classificou "compra de consciências", no dia anterior às eleições, com oferta de produtos de mercearia (cestas básicas) em lojas da Praia e abertura de agências bancárias para "compra de pessoas".

Uma situação acerca da qual acusou de inação tanto a Procuradoria-Geral da República (PGR) como a Comissão Nacional de Eleições (CNE).

Argumentou que há uma "democracia de fachada" que tem de dar lugar "a coisas reais" e "não pode ficar tudo como está, para, numa próxima eleição, o MpD voltar a comprar votos".

"Como é possível o candidato do MpD falar de pleno emprego em Cabo Verde", questionou, reiterando necessário "falar de Cabo Verde real", prometendo colocar "o assunto na agenda" para "aprofundar a democracia".

O presidente do Mpd já tinha reconhecido a derrota, anunciado a demissão da liderança do seu partido e felicitando o líder do PAICV.

 

c/Lusa

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