Lituânia em alerta após deteção de drone abatido por caças da NATO 

Lituânia em alerta após deteção de drone abatido por caças da NATO 

Várias regiões da Lituânia, incluindo a capital Vilnius, foram colocadas em alerta esta noite após ser detetado no espaço aéreo do país um drone que foi abatido por caças da NATO.

Lusa / Adicionar como fonte informativa
Robert Ghement - EPA

"Um drone foi neutralizado com sucesso sobre o território lituano", informou hoje o Ministério da Defesa do país báltico nas redes sociais.

"As Forças Armadas da Lituânia e os pilotos italianos que trabalham na Missão de Defesa Aérea da NATO deram uma resposta rápida e responsável", adiantou.

Poucos minutos antes, as autoridades lituanas tinham emitido um alerta amarelo, por "drone potencialmente detetado", nos distritos de Elektrenai, Trakai, Kaunas e Vilnius, através da plataforma lituana de proteção civil e preparação para emergências (LT72).

Poucos minutos após o anúncio do Ministério da Defesa, a plataforma LT72 --- ligada ao Ministério do Interior --- comunicou o cancelamento do alerta amarelo em todas as áreas anteriormente notificadas.

O responsável do Centro Nacional de Gestão de Crises (NKVC, na sigla em lituano), Vilmantas Vitkauskas, declarou à emissora estatal LRT que o drone foi abatido especificamente perto da localidade de Pratkunai, situada no distrito de Kaisiadorys, na província de Kaunas.

Após a interceção, "as equipas foram mobilizadas para identificar o tipo de drone, as suas características e qual o seu objetivo de voo", indicou Vitkauskas.

Desde março deste ano tem havido uma série de incursões de drones --- na sua maioria ucranianos ou suspeitos de o serem, mas frequentemente atribuídos publicamente à Rússia --- no espaço aéreo da Lituânia, Letónia, Estónia e também da Finlândia, associadas à campanha ucraniana de longo alcance contra infraestruturas petrolíferas russas (como os portos de Ust-Luga e Primorsk).

A 23 de março, um drone caiu perto do Lago Lavysas, na Lituânia, seguido de mais quedas na Letónia e Estónia dois dias depois. Estes terão sido drones que se desviaram da rota durante ataques a terminais petrolíferos russos, possivelmente devido a guerra eletrónica russa.

Drones vindos do espaço aéreo russo atingiram a 25 de março a central elétrica de Auvere, na Estónia, e caíram na Letónia.

A 07 de maio, dois drones alegadamente ucranianos, à deriva, entraram na Letónia vindos da Rússia; um explodiu num depósito de combustível em Rezekne.

A 23 de maio, um drone artesanal vindo da Bielorrússia foi abatido por guardas fronteiriços lituanos no distrito de Salcininkai, suspeitando-se de contrabando.

Já a 16 de agosto, caças da NATO abateram um drone sobre o espaço aéreo da Letónia, no contexto de ataques contínuos entre a Rússia e a Ucrânia na região do Báltico.

A Rússia acusou repetidamente a Letónia e outros países bálticos de fornecerem "corredores aéreos" à Ucrânia para atacar território russo --- acusação rejeitada pela NATO e pelos próprios governos bálticos.

Os presidentes da Lituânia, Estónia e Letónia reiteraram numa declaração conjunta que nunca permitiram o uso dos seus territórios para ataques contra a Rússia.

Em maio, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, esteve em Vilnius a garantir apoio da UE, classificando as incursões como "não isoladas" e parte de uma "estratégia deliberada da Rússia para desestabilizar as sociedades democráticas".

A NATO reforçou a presença na região do Báltico com meios de vigilância e navios de defesa aérea.

Estes incidentes têm alimentado receios de escalada no chamado "flanco báltico" da NATO.

 

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