A seis semanas das eleições, Trump faz discurso para dentro
Fiscalidade, implantação em mercados internacionais e crescimento da economia estiveram também presentes logo a partir dos primeiros minutos deste discurso para desembocarem na já gasta sentença de que "há dois anos o nosso país estava morto e temos agora o país mais extraordinário do mundo".
"Antes de assumir funções, tinhamos a fronteira mais perigosa do mundo e agora temos a mais segura da história norte-americana", acrescentou o presidente morte-americano, fechando o círculo das questões domésticas com a garantia de que nos últimos 16 meses entraram zero imigrantes ilegais nos EUA, ligando esta questão ao que diz ter sido a maior queda de sempre no crime em solo americano.
Com mais anúncios de limpeza do crime pelo território norte-americano, e com uma chamada de atenção em particular para a capital, Washington, o presidente Trump sublinhou os investimentos de um trilião e meio de dólares nas forças armadas.
"Herdámos a idade das trevas da Administração anterior (de Joe Biden) e transformámo-la numa idade de ouro", declarou.
"Somos os melhores"
Lula: "Gerações de palestinianos carregarão a dor e o trauma pelo genocídio cometido por Netanyahu em Gaza"
O presidente brasileiro arrancou ainda um aplauso nesta assembleia ao dizer que a relatora da ONU, Francesca Albanese, "não pode ser silenciada por dizer a verdade".
Quanto à expansão da guerra por toda a região do Médio Oriente, Lula entende que Ormuz passou a ser uma "trincheira da guerra".
Lula: "O sentimento que me move hoje é o da indignação"
Para Lula da Silva, "este é o momento mais crítico das Nações Unidas". O chefe de Estado, que vai a eleições no próximo mês de outubro, entende que o atual contexto da ONU mostra que a sua "capacidade de proteger os mais vulneráveis, os que não têm exército, nunca foi tão pequena".
"Somos todos reféns do imobilismo de um Conselho de Segurança que não cumpre o seu papel", sublinha.
Guterres pede aos EUA e à China que cooperem em matéria de IA
"O primeiro dever dos governos é proteger as suas populações" e aqueles "que dispõem das maiores capacidades em matéria de IA têm as maiores responsabilidades para com a humanidade", afirmou Guterres.
Guterres apela à regulamentação da Inteligência Artificial para enfrentar riscos
“Os países que lideram esta revolução tecnológica devem partilhar informações sobre riscos emergentes de segurança, cooperar em testes e avaliações e trabalhar no sentido de salvaguardas comuns que nos protejam a todos”, afirmou Guterres perante a Assembleia.
O chefe da ONU pediu aos líderes que “promovam as condições para um desenvolvimento responsável da IA e as salvaguardas adicionais necessárias para fazer face aos riscos”.
Apelou ainda a que “trabalhem no sentido de um quadro multilateral de gestão de riscos da IA, apoiado por uma supervisão credível e independente”.
Secretário-geral pede planos nacionais para afastamento dos combustíveis fósseis
“Apelo a todos os governos para adotarem planos nacionais para uma transição que se afaste dos combustíveis fósseis”, disse.
Na opinião do líder da ONU, quem polui e lucra mais “deve fazer muito mais para reparar os danos que causa”.
“Os poluidores têm de pagar”, defendeu. “Precisamos de justiça climática”.
Desigualdade entre mulheres e homens é "ultrajante"
“Em todo o mundo as mulheres têm menos direitos, são silenciadas, os seus corpos são campos de batalha e as suas liberdades são ameaçadas”, lamentou o secretário-geral, vincando que “isto é ultrajante e um desperdício para a humanidade”.
“A paz é mais sustentável quando há mulheres à mesa, as economias são mais dinâmicas” e “as sociedades são mais resilientes quando as meninas podem aprender a liderar e viver sem medo”, referiu.
“É com orgulho que vos digo hoje que as Nações Unidas conseguiram a paridade entre géneros pela primeira vez na história em toda a liderança sénior e todo o pessoal profissional”, anunciou o líder da ONU.
"Não podemos permitir que a solução de dois Estados desapareça"
“Faz quase três anos desde os ataques terroristas aberrantes do Hamas a 7 de outubro. Mas o que se seguiu foi um ataque aos palestinianos em Gaza numa escala de morte e destruição que eu nunca tinha visto nos meus anos enquanto secretário-geral”, declarou no seu discurso de abertura.
O secretário-geral da ONU vincou que “não podemos permitir que a solução de dois Estados desapareça”.
Abordou ainda a Ucrânia, onde “a invasão em larga escala da Rússia sujeitou um país soberano a uma guerra brutal” na qual “os civis continuam a ser assassinados fora das linhas da frente”, maioritariamente na Ucrânia “mas também em partes da Rússia”.
“No Sudão, uma luta por poder de agentes externos tornou-se uma guerra civil”, acrescentou, referindo ainda a crise no Myanmar, entre outros conflitos.
Guterres apela ao diálogo entre os líderes
“O primeiro grande teste do poder no século XXI é paz e segurança. A paz é muito mais do que a ausência de conflito; é a presença da contenção”, lembrou o chefe da ONU.
“Não é a força que define a vida das pessoas”, defendeu, lembrando que no Médio Oriente “há cada vez mais conflitos” e os acordos de cessar-fogo não se cumprem na totalidade, “com os civis sistematicamente a pagar o preço”.
"O poder está a ser reformatado de três formas principais"
A segunda é a “transferência de poderes extraordinária”, com este a sair dos governos para empresas privadas.
Por último, “cada vez mais os humanos dão poder às máquinas, com agentes artificiais e armas autónomas a passarem da ficção científica para a realidade”.
“Ainda assim, as nossas instituições e governos continuam a refletir as realidades de poder e interesses de uma era que praticamente está ultrapassada”, alertou.
Guterres associa crises globais à "história do poder"
“Civis tornaram-se alvo, os direitos humanos foram espezinhados, trabalhadores humanitários foram mortos, o direito internacional foi posto de lado e a desigualdade intensificou-se”.
O secretário-geral da ONU lembrou ainda que “a crise climática passou de uma coisa distante para uma realidade quotidiana” e que “a Inteligência Artificial andou tão depressa que apanhou desprevenido até quem a criou”.
“Isto não são crises separadas. São capítulos da mesma história: a história do poder. Quem o tem? A quem é negado? Como é usado? E como está a mudar?”, questionou.
Zelensky é um dos líderes mundiais que vão participar na Assembleia da ONU
O Presidente ucraniano já está em Nova Iorque e nos próximos dias vai desdobrar-se em reuniões. Mal chegou foi ter com Emmanuel Macron e para esta tarde tem agendado um encontro com Donald Trump.
Último debate enquanto líder da ONU
O Debate de Alto Nível, que arranca hoje e termina no dia 28, deverá reunir em Nova Iorque 71 chefes de Estado, 45 chefes de Governo e 11 vice-presidentes, explicou na segunda-feira o porta-voz de Guterres, Stéphane Dujarric.
Cinquenta ministros e um príncipe herdeiro também discursarão no debate.
Depois de Guterres, os primeiros líderes a discursar serão o Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o rei Abdullah II da Jordânia e o Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan.
O Brasil abre o Debate Geral desde 1955, posição que conquistou porque, nos primeiros anos após a criação do órgão mundial, prontificou-se a discursar em primeiro, quando outros países se mostravam mais relutantes.
Luís Montenegro deverá discursar na tarde de quinta-feira, terceiro dia de debate.
Ainda entre os líderes esperados estão os Presidentes da Ucrânia e do Irão, Volodymyr Zelensky e Masoud Pezeshkian, respetivamente, bem como o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Serguei Lavrov, e a presidente interina venezuelana Delcy Rodríguez.
O Presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, deverá discursar por videoconferência depois de o Governo de Donald Trump ter-lhe negado um visto para entrar no país.
À margem do debate, estão agendadas muitas outras reuniões e eventos. Estão agendadas 1.553 reuniões bilaterais.
O conflito no Médio Oriente, a guerra na Ucrânia e as preocupações com o desenvolvimento da Inteligência Artificial estarão entre os principais temas da 81.ª sessão da Assembleia-Geral da ONU.
Última Assembleia Geral de Guterres na ONU junta líderes mundiais em Nova Iorque
Chefes de Estado e de Governo de 193 países reúnem-se na sede da ONU, em Nova Iorque, entre 22 e 28 de setembro, onde vão discutir os desafios globais que consideram prioritários. A sessão anual do debate geral conta com a presença do primeiro-ministro português, Luís Montenegro, que viaja para os Estados Unidos na terça-feira.
Luís Montenegro junta-se ao maior evento da diplomacia mundial, no qual tem intervenção agendada para as 14h15 locais (19h15 em Portugal Continental) de quinta-feira (24). No dia anterior reúne-se com o Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, que cumpre os últimos meses à frente do cargo.
Para lá da agenda de terça-feira, Donald Trump vai participar numa reunião informativa de alto nível para o Conselho de Paz.
Durante a semana, Trump encontra-se ainda com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, com Lula da Silva e com o chefe de Estado da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, numa altura em que Washington retomou os esforços de mediação diplomática e resolução do conflito europeu.
A delegação venezuelana liderada por Rodriguez chegou, pela primeira vez, aos Estados Unidos e junta-se à Assembleia Geral, oito meses depois da captura de Nicolás Maduro.
No seu discurso, temas relacionados com a energia, a dívida e a mineração nos Estados Unidos estarão no centro das preocupações e espera-se que possam resultar na negociação de futuros acordos.
Em nome da União Europeia, o presidente do Conselho, António Costa, discursa na Assembleia Geral da ONU, na próxima quinta-feira, tal como o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, que está autorizado a integrar o plenário apesar de não liderar um Estado reconhecido pela ONU, tem o discurso agendado para o mesmo dia, mas deverá fazê-lo, no entanto, por videoconferência, depois de lhe ter sido negado o visto de entrada em território norte-americano.
Xi Jinping, que tem uma visita de Estado a Washington agendada para a mesma semana em que decorre o debate em Assembleia Geral, não deverá viajar até Nova Iorque para participar na reunião.
Ainda assim, a 81.ª Assembleia Geral das Nações Unidas será, decididamente, a última de Emmanuel Macron, enquanto presidente francês, assim como de António Guterres. As eleições presidenciais em França estão marcadas para 18 de abril de 2027. O novo secretário-geral da ONU, por sua vez, assume funções a partir de 1 de janeiro.
Antes da cimeira da ONU. Líderes abordam a crise climática com um El Niño recorde
Líderes políticos de todo o mundo estão a chegar a Nova Iorque para a Assembleia Geral da ONU e alguns deles colocaram a crise climática na ordem do dia ao discursarem, na segunda-feira, na abertura da Semana do Clima da cidade.
A Climate Week (Semana do Clima) realiza-se anualmente em Nova Iorque desde 2009, e os organizadores informaram que a edição deste ano será a maior até à data, reunindo mais de 100 mil participantes das áreas da política, negócios e ativismo. No entanto, também reconheceram um aumento do chamado “silenciamento climático”, um fenómeno em que os líderes empresariais e políticos evitam falar sobre a crise climática no meio do foco incessante nas guerras, na inflação e nas turbulências económicas que assolam o mundo.
“Houve uma desconexão este verão — período em que sentimos os efeitos das alterações climáticas como em nenhum outro ano, com desastres de grandes proporções — em relação à disponibilidade dos líderes para falar sobre este assunto”, afirmou Helen Clarkson, CEO do Climate Group, organização responsável pela Climate Week.
Para Helen Clarkson, “sem dúvida que as pessoas se preocupam com o custo de vida, mas as sondagens mostram que também se preocupam com o clima; não são alheias ao que está a acontecer. Uma palavra que ouvimos muito hoje, nos discursos, é que precisamos de coragem para estabelecer esta ligação com as pessoas e unir os pontos”.
As alterações climáticas têm sido uma das agendas centrais do secretário-geral da ONU, António Guterres — cujo mandato termina no final do ano e que convocou, na quarta-feira, uma cimeira que reúne líderes de todo o mundo, tendo em vista a COP31 sobre o clima, a realizar em novembro na Turquia.
No entanto, pouco se falou, no dia de abertura da Semana do Clima, sobre os recentes esforços do governo norte-americano para travar as ações climáticas — como a decisão da administração Trump de pagar quase quatro mil milhões de dólares em dinheiro dos contribuintes para travar projetos de energia eólica offshore e as medidas para flexibilizar as normas de emissões para veículos e centrais termoelétricas a carvão.
Em vez de discutir a paralisia política e os retrocessos nas ações climáticas, os oradores concentraram-se nas razões económicas e de segurança que tornam impossível ignorar a necessidade desta transição.
Selwin Hart, secretário-geral adjunto para a ação climática da ONU, afirmou que a crise que envolve o Irão veio reforçar ainda mais este argumento.
"Esta crise, por mais terrível que seja, está a servir de alerta para que os países, as empresas e as pessoas quebrem realmente a dependência dos combustíveis fósseis e acelerem a transição o mais rapidamente possível", disse Selwin Hart ao jornal britânico GuardianExemplos australianos e islandesesO primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, proferiu o discurso de abertura na segunda-feira, enquanto a primeira-ministra da Islândia, Kristrún Frostadóttir, fez as considerações finais. Ambos falaram sobre os efeitos da crise climática nos seus países, as medidas que estão a adotar para a transição energética (abandonar os combustíveis fósseis) e o apoio para que outras nações façam o mesmo.
"O clima global sempre foi traiçoeiro. Mas a ciência alertou-nos, de forma inequívoca, que, à medida que o mundo aquece, estes eventos se tornarão mais frequentes e intensos. E estas previsões científicas concretizaram-se", afirmou Albanese, destacando os esforços do país para apoiar outras nações do Pacífico no combate à crise climática.
Já Kristrún Frostadóttir afirmou que a transição do país nórdico para a energia geotérmica foi impulsionada pela crise mundial do petróleo. No início da década de 1970, a maioria das habitações islandesas dependia da queima de petróleo importado para aquecimento.
"Os orçamentos familiares foram afetados e uma pequena nação insular, distante de todos os mercados e fornecedores, aprendeu da maneira mais difícil o que significa depender de algo que não se pode controlar", realçou. "Por isso, fizemos uma escolha. Em vez de apenas suportar a volatilidade, virámo-nos para o que estava mesmo debaixo dos nossos pés."
Em poucos anos, Reykjavík construiu um sistema de aquecimento urbano geotérmico de grande escala. Outras cidades islandesas seguiram o exemplo, muitas concretizando a mudança numa década.
Segundo Kristrún Frostadóttir, "isto exigiu um apoio político inabalável e mecanismos de financiamento que ajudaram as famílias comuns a fazer a transição sem custos iniciais proibitivos. E, talvez o mais raro no mundo de hoje, um consenso suprapartidário que perdurou por vários governos".
Atualmente, quase todas as casas na Islândia são aquecidas com energia renovável, sendo mais de 90 por cento proveniente de fontes geotérmicas.
Os líderes também enfatizaram a necessidade de realizar a transição para energias renováveis o quanto antes. Para a primeira-ministra da Islândia, “a única questão real que resta para os líderes — para todos nós nesta sala — é o que é preciso para continuar a avançar mais rapidamente do que as perturbações que ainda estão por vir. A nossa resposta, vinda de uma pequena ilha no Atlântico Norte, é esta: comece antes de ser obrigado a fazê-lo. Construa a resiliência antes que a crise a ponha à prova.”Riscos da dependência dos combustíveis fósseis O ministro britânico dos Negócios Estrangeiros, Ed Miliband, falou ainda sobre os riscos da contínua dependência dos combustíveis fósseis, considerando a invasão da Ucrânia pela Rússia e a guerra dos EUA no Irão, descrevendo a instabilidade inerente a esta situação como a "montanha russa dos combustíveis fósseis".
"O clima e a natureza devem ser integrados nos sistemas de segurança nacional, nas avaliações de ameaças e no planeamento de contingência", afirmou Miliband. "Os países precisam de partilhar informação, pois um choque iniciado numa nação pode propagar-se rapidamente pelas cadeias de abastecimento, mercados financeiros e padrões migratórios, atingindo outros países."
Também as Forças Armadas necessitam de ser capazes de operar no ambiente em que se encontram, e estes ambientes estão a mudar, defendeu o tenente-general Richard Nugee, oficial reformado do Exército Britânico.
"Um exemplo muito bom disto é que as águas do Golfo estão a ficar tão quentes — e a previsão é que aqueçam ainda mais — ao ponto de a água não conseguir arrefecer os motores dos nossos navios", disse. Nugee afirmou ainda que as Forças Armadas deveriam prestar atenção às tecnologias de adaptação climática, não só pelas suas menores emissões, mas também pelo potencial de oferecer vantagens estratégicas.
"Não acredito que exista energia renovável capaz de mover um tanque de 70 toneladas. Não é esse o caso", afirmou o militar britânico. "Mas os nossos veículos blindados mais pequenos... porque não torná-los híbridos? Isto é melhor para a nossa furtividade e melhor para as tripulações, pois gera menos ruído e menos vibração."
Entretanto, o setor privado está a aproveitar a transição para as energias renováveis para proteger os seus resultados financeiros. Karen Pflug, diretora de sustentabilidade do Ingka Group — o maior operador de lojas da Ikea —, afirmou que a eficiência energética nas suas unidades permitiu à empresa poupar milhões de dólares anualmente.
Pflug referiu que a empresa acaba de anunciar um novo parque solar na Carolina do Sul, que contará com 178 mil painéis solares. "Portanto, independentemente do que esteja a acontecer do ponto de vista político, acredito que isto faz muito sentido para os negócios", disse. "O imperativo económico está presente".
Presidente iraniano promete "defender firmemente" posições de Teerão na ONU
O Presidente do Irão, Massoud Pezeshkian, que embarcou hoje para participar na sessão anual da Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque, prometeu "defender firmemente" as posições do país.
"Saímos dela [da guerra] de cabeça erguida, o que constitui uma fonte de dignidade e orgulho para todos nós. Por isso, defenderemos firmemente as nossas posições nas instâncias internacionais", declarou Pezeshkian antes de deixar o Irão, segundo imagens transmitidas pela televisão estatal.
O Presidente iraniano deverá discursar na tribuna da ONU na quarta-feira.
"Aproveitaremos ao máximo esta oportunidade para expor a situação difícil do Irão à comunidade internacional. Diremos com firmeza aos nossos adversários que, apesar de todas as injustiças e desigualdades, o povo iraniano resistiu", acrescentou Pezeshkian.
O Presidente é a autoridade iraniana de mais alto nível a visitar solo norte-americano desde o início da guerra, desencadeada no final de fevereiro por ataques dos Estados Unidos (EUA) e de Israel.
Os EUA autorizaram parte da delegação iraniana a ir à ONU, apesar do conflito em curso, mas o grupo estará sujeito a restrições de deslocação --- tal como aconteceu em 2025 ---, segundo o Departamento de Estado norte-americano.
Por outro lado, a equipa de comunicação do Presidente iraniano não recebeu autorização para o acompanhar a Nova Iorque, devido à falta de vistos.
A decisão foi classificada como uma "medida hostil" por um porta-voz da presidência iraniana, Habibollah Abbassi, citado pelos meios de comunicação locais.
A reabertura do estratégico estreito de Ormuz continua no centro do conflito entre Teerão e Washington.
c/Lusa