Chefe do braço armado da Jihad Islâmica Palestiniana no Líbano foi morto
Adham Adnan al-Othman foi morto "numa agressão sionista que teve como alvo os subúrbios do sul de Beirute na madrugada de segunda-feira", afirmou a Brigada Al-Quds, braço armado da Jihad Islâmica Palestiniana, em comunicado.
Mulher de Khamenei morreu devido aos ferimentos sofridos no ataque
Mansoureh Khojasteh Bagherzadeh estava em coma depois de ela e o seu marido terem sido alvos do ataque dos EUA e de Israel na noite de sábado, adiantou a agência de notícias iraniana ISNA nesta segunda-feira.
Catar afirma ter abatido dois caças iranianos
"A Força Aérea do Catar abateu com sucesso duas aeronaves SU-24 da República Islâmica do Irão. Intercetou também sete mísseis balísticos utilizando as defesas aéreas e cinco drones, que tinham como alvo várias áreas do país ", afirmou o Ministério em comunicado.
Espanha recusou a utilização de bases militares no país pelos Estados Unidos
"Rotundamente não, nas bases que há em Morón e em Rota não se prestou nenhum tipo de assistência, absolutamente nenhuma, a esta atuação, a estes ataques", disse a ministra da Defesa, Margarita Robles, em declarações a jornalistas.
Também o ministro dos Negócios Estrangeiros, Jose Manuel Albares, afirmou que Espanha "não vai ceder as suas bases" para o ataque o Irão, que EUA e Israel estão a levar a cabo desde sábado.
Os EUA usam duas bases militares espanholas, em Rota e Morón, ambas no sul do país.
A ministra da Defesa sublinhou que o acordo com os norte-americanos para a utilização das duas bases "tem de funcionar dentro do quadro da legalidade internacional" e, "neste momento", Israel e EUA "estão a atuar unilateralmente, sem o apoio de uma resolução internacional" para os ataques ao Irão, "e portanto não se estão a usar essas bases".
"Apostamos claramente pelas soluções diplomáticas", acrescentou Margarita Robles, que sublinhou que o Governo espanhol defende que "o povo iraniano tem o direito a libertar-se", mas "a violência, os conflitos, as mortes, nunca vão ser a solução de nenhum problema".
Espanha tem "o máximo respeito pelos EUA", mas entende que o acordo para a utilização das duas bases militares em território espanhol não se aplica "a estas operações em concreto", sublinhou.
Face à não autorização de uso das bases espanholas, os EUA retiraram desde domingo para outras bases na Europa os aviões militares cisterna (11, segundo fontes militares citadas por meios de comunicação social espanhóis) que tinham estacionados em Rota e Morón e que servem para reabastecimento de outras aeronaves.
C/Lusa
Starmer garante que Reino Unido não se vai juntar aos EUA e a Israel nos ataques contra o Irão
Mas, no domingo, o primeiro-ministro, Keir Starmer, anunciou que concordou em permitir que os EUA usem as bases em território britânico para ataques ao Irão em resposta aos ataques iranianos a interesses britânicos e aos aliados no Golfo, invocando o Direito internacional.
"Ontem à noite, tomámos a decisão de aceitar esse novo pedido, a fim de impedir que o Irão disparasse mísseis pela região, matando civis inocentes, colocando vidas britânicas em risco e atingindo países que não estiveram envolvidos", explicou Starmer hoje aos deputados.
"Para ser claro, o uso das bases britânicas está limitado aos fins defensivos acordados. Não estamos a juntar-nos aos ataques ofensivos dos EUA e de Israel", referiu.
Trump avisa que "a grande onda" ainda está para vir
Numa entrevista telegónica de nove minutos na manhã desta segunda-feira, o presidente norte-americano disse que as forças armadas dos EUA estão “a dar uma tareia” ao Irão, mas avisa que a “grande onda” ainda está para vir.
"Acho que está a correr muito bem. (…) Temos as melhores forças armadas do mundo e estamos a usá-las”, disse.
Questionado sobre se os EUA estão a fazer mais do que o ataque militar para ajudar o povo iraniano a retomar o controlo do país ao regime, Trump respondeu: "Sim".
"Estamos, de facto. Mas agora queremos que todos fiquem em casa. Não é seguro lá fora”, avisou.
“Ainda nem sequer começámos a atingi-los com força. A grande onda ainda nem chegou. A grande onda vai chegar em breve”, alertou.
Air France prolonga suspensão de voos para o Médio Oriente
"Devido à situação de segurança no destino, a companhia decidiu prolongar a suspensão dos seus voos de e para Telavive, Beirute, Dubai e Riade até 05 de março inclusive", precisou em comunicado a transportadora.
No sábado, a companhia aérea francesa tinha anunciado a suspensão dos voos para o Médio Oriente até ao dia 03 de março, prolongando agora este período por mais dois dias.
Ainda assim, "o reinício das operações continuará sujeito a uma avaliação da situação no local", acrescentou a Air France, enquanto grande parte do espaço aéreo do Médio Oriente está fechado devido à ofensiva israelo-americana contra o Irão.
Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".
Pelo menos 555 pessoas morreram no Irão desde o início dos ataques, segundo a organização humanitária Crescente Vermelho iraniano. O Exército dos Estados Unidos confirmou a morte de três militares norte-americanos.
Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos a países vizinhos.
Guardas da Revolução dizem ter atingido 500 alvos ligados aos EUA e a Israel
"Desde o início do conflito, os corajosos soldados das forças armadas iranianas atacaram 60 alvos estratégicos e 500 alvos militares americanos e do regime sionista", indicaram em comunicado, acrescentando que "lançaram mais de 700 drones e centenas de mísseis".
Turquia anuncia suspensão das passagens pela fronteira com o Irão
No entanto, "o Irão autoriza os seus cidadãos a entrar no seu território através da Turquia e a Turquia também autoriza os seus cidadãos e os nacionais de países terceiros a entrar no seu território provenientes do Irão", declarou.
Israel promete atacar "todos os líderes e fações terroristas" no Médio Oriente
"A nossa mensagem é clara e ressoa por todo o Médio Oriente: vamos atacar todos os líderes e fações terroristas que se levantam para nos fazer mal. Já o provámos e continuaremos a prová-lo", acrescentou.
Itália recebeu pedidos de ajuda logística de países do Golfo
Num discurso perante uma comissão parlamentar em Roma, António Tajani afirmou também que as tropas italianas destacadas no Líbano, Jordânia e outros países dessa região estão em segurança.
Secretário de Defesa dos EUA admite soldados em território iraniano se necessário
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou hoje que embora não existam soldados norte-americanos em território iraniano neste momento, Washington irá "tão longe quanto for necessário".
O líder do Pentágono (Departamento da Defesa) recusou-se a declarar abertamente o que os EUA estão "dispostos a fazer ou a não fazer" e quando questionado se soldados norte-americanos estavam destacados no Irão respondeu que isso era "uma estupidez".
Mas, ressalvou, o presidente norte-americano quer que os inimigos compreendam que os EUA irão "tão longe quanto necessário para defender os interesses americanos".
Na primeira conferência de imprensa desde o início dos bombardeamentos contra o território iraniano, em coordenação com Israel, Pete Hegseth disse que o objetivo dos ataques ao Irão não passa pela construção de uma democracia no país.
"Chega de regras de combate estúpidas, chega de lamaçais com o objetivo de construir uma nação, não é um exercício de construção da democracia", afirmou Hegseth.
Os ataques contra o Irão "não são uma guerra para mudar o regime, mas com certeza o regime mudou e o mundo está melhor por causa disso", sublinhou.
O secretário de Defesa dos EUA insistiu que a operação militar contra o Irão, não era igual ao que aconteceu no Iraque, nem será um conflito interminável, mas, pelo contrário, tem a missão "clara e devastadora" de destruir as capacidades de defesa de Teerão.
França vai aumentar número de ogivas nucleares
Governo diz que aumento do preço do petróleo não é boa notícia e promete aprovar medidas, se necessário
O ministro da Economia admite que o aumento do preço do petróleo "não é uma boa notícia" e assegurou que o executivo irá, se for necessário, tomar as medidas adequadas para que a economia funcione.
"É claro que o aumento do preço do petróleo não é uma boa notícia", disse Manuel Castro Almeida, acrescentando que "Portugal hoje já resiste muito melhor ao aumento do preço do petróleo do que no passado.
À margem de uma reunião em Faro do Conselho Regional da Comissão de Coordenação de Desenvolvimento (CCDR) do Algarve, o responsável governamental recordou que 70% da eletricidade consumida em Portugal tem origem em fontes renováveis e, portanto, é "menos dependente do petróleo, o que é uma vantagem competitiva para Portugal".
Para Manuel Castro Almeida, o executivo "estará sempre atento e a obrigação do Governo é estar atento para tomar, em cada momento, medidas adequadas para garantir que a economia funcione, que as pessoas tenham condições de vida e que as finanças públicas possam estar equilibradas".
Os preços do petróleo Brent aumentaram hoje, após o ataque dos EUA e de Israel ao Irão e as suas repercussões no Médio Oriente.
A suspensão do trânsito no estreito de Ormuz - que separa o Irão, a norte, dos Emirados e Omã, a sul, a apenas 30 quilómetros de distância - terá um impacto nos preços do petróleo, que poderão superar os 100 dólares por barril, mas os efeitos dependem da duração do encerramento e se o conflito se alastra, consideram analistas.
"Nós temos reservas importantes que eu espero que durem para lá do tempo que é anunciado e o tempo que vai durar esta guerra. Neste momento, não há nada para recear a esse respeito", disse o ministro da Economia e da Coesão Territorial.
Castro Almeida afastou a possibilidade, neste momento, de haver uma revisão do orçamento provocada pelo impacto do mau tempo na economia e as consequências de um eventual aumento dos combustíveis.
"Neste momento é muito cedo para tomar uma posição sobre isso. Se for necessário será feito, se não for necessário não será feito. Neste momento não há indicadores que permitam tomar uma decisão agora, mas ela mais tarde será reavaliada e mais tarde veremos se é ou não é necessário", disse.
A Comissão Europeia também já tinha garantido hoje não ter "preocupações imediatas" quanto à segurança do abastecimento energético à União Europeia (UE), apesar do impacto do conflito no Médio Oriente no estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial.
Israel desmente ataque contra gabinete do primeiro-ministro
O gabinete do primeiro-ministro israelita negou que tenha sido hoje alvo de um ataque do Irão, desmentindo declarações anteriores da Guarda Revolucionária iraniana.
"É completamente falso. É só propaganda da Guarda Revolucionária" do Irão, afirmou à agência de notícias espanhola EFE um porta-voz do gabinete de Benjamin Netanyahu.
Meios de comunicação de social iranianos tinham noticiado, citando a Guarda Revolucionária, que o gabinete de Netanyahu e outros objetivos tinham sido atacados pelas Forças Armadas da República Islâmica "em ataques seletivos e surpresa com mísseis Kheibar".
Inicialmente, também a agência de notícias russa TASS tinha avançado um ataque da Guarda Revolucionária do Irão contra o gabinete do primeiro-ministro de Israel, mas já tinha citado uma fonte israelita a negar a informação.
Macron frisa que "apenas o presidente francês pode decidir usar armas nucleares"
Emmanuel Macron defendeu ainda que "os novos tempos exigem um endurecimento da doutrina nuclear francesa" e afirmou que as decisões sobre armas nucleares vão permanecer unicamente nas suas mãos.
"Apenas o presidente francês pode decidir usar armas nucleares", sublinhou.
Macron alertou ainda para uma "possível eclosão de conflitos nas nossas fronteiras".
Governo português espera que diálogo diplomático seja estabelecido "muito rapidamente"
O Governo tem apelado a todos aqueles que precisem de sair dos países afetados pelo conflito, tanto emigrantes como turistas, que entrem em contacto com a rede consular.
“Relativamente à questão de fundo, o nosso desejo é que possa muito rapidamente ser restabelecido o diálogo diplomático e que as hostilidades possam cessar”, acrescentou Luís Montenegro.
EUA possuem "superioridade aérea" sobre o Irão, afirma chefe do Estado-Maior
"O impacto combinado desses ataques - rápidos, precisos e esmagadores - resultou no estabelecimento de uma superioridade aérea local. Essa superioridade aérea não só reforçará a proteção das nossas forças, mas também lhes permitirá continuar o seu trabalho sobre o Irão", afirmou o general Caine em conferência de imprensa.
UE vai convocar reunião sobre impacto do conflito no abastecimento de gás
Este grupo inclui representantes dos governos dos Estados-Membros e monitoriza o armazenamento de gás e a segurança do abastecimento na UE, coordenando medidas de resposta durante crises.
Trump decide quanto tempo durará a guerra contra o Irão, afirma chefe do Pentágono
Este responsável disse ainda que os Estados Unidos não descartam qualquer opção. "Lutamos para ganhar", assegurou.
Correspondentes da RTP acompanham reações de Paris e Bruxelas
Em Bruxelas está o correspondente Paulo Dentinho, que destacou uma cautela inicial por parte dos europeus, com uma aproximação prudente a Washington.
Israelitas vivem "as consequências de uma guerra a avançar cada vez mais"
Os enviados especiais da RTP a Telavive, Paulo Jerónimo e José Pinto Dias, mostram os impactos da retaliação iraniana.
Caças dos EUA abatidos por engano pelo Kuwait
Os três caças norte-americanos que caíram na manhã desta segunda-feira foram atingidos, por engano, pelo Kuwait. A informação foi avançada pelo Pentágono.
Foto: CentCom - X via Reuters
O Irão continua a retaliar contra vários países do Golfo.
França e Alemanha estão disponíveis para defender os Estados visados e o Reino Unido autorizou os Estados Unidos a usarem as bases britânicas no Médio Oriente.
Israel voltou a atacar o Líbano
Foi lançada uma nova vaga de ataques aéreos contra alvos do Hezbollah, depois de o movimento xiita ter disparado mísseis contra território israelita.
Foto: Wael Hamzeh - EPA
Beirute teme um novo conflito de larga escala, numa altura em que a região já está sob forte pressão após os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão.
Preço do gás europeu dispara
O preço do gás europeu disparou após a companhia energética pública do Catar, QatarEnergy, ter anunciado a interrupção da produção de GNL, na sequência de um ataque de drones iranianos.
Pelas 12h30 em Lisboa, o contrato futuro do TTF holandês, referência europeia, mostrava um acréscimo superior a 39 por cento, atingindo os 44,605 euros. Istp depois de ter alcançado o nível mais alto desde março de 2025, nos 46,200 euros (+44,56 por cento).
"Devido aos ataques militares perpetrados contra as instalações da QatarEnergy localizadas nas zonas industriais de Ras Laffan e Mesaieed, no Catar, a QatarEnergy cessou a produção de gás natural liquefeito (GNL) e de produtos derivados", anunciou a empresa em comunicado.c/ Lusa
Galp não antecipa impactos materiais e ajusta cargas de petróleo devido à tensão
A Galp considera que a escalada do conflito com o Irão está a aumentar a incerteza nos mercados energéticos, mas garantiu não registar "impactos materiais" nas operações, tendo adotado medidas preventivas como o redirecionamento de cargas de petróleo.
Durante a conferência telefónica com analistas no âmbito da apresentação dos resultados de 2025, a co-presidente executiva, Maria João Carioca, afirmou que o portfólio da empresa beneficia de um posicionamento geográfico que limita a exposição às zonas mais instáveis do mercado petrolífero internacional.
No entanto, segundo a responsável, a petrolífera adotou medidas preventivas, incluindo o redirecionamento de carregamentos de petróleo próprio ("equity oil") para reduzir eventuais riscos logísticos e assegurar a continuidade do abastecimento.
Num contexto de elevada incerteza, Maria João Carioca sublinhou que será essencial manter "uma clara concentração no desempenho operacional e numa gestão financeira disciplinada".
Nesse enquadramento, a petrolífera optou por limitar o horizonte das previsões financeiras. "Estamos a limitar o nosso `guidance` apenas a 2026", afirmou, acrescentando que a empresa atualizará o mercado quando houver maior visibilidade estratégica.
A Galp assume um cenário prudente para o próximo ano, baseado num preço do petróleo Brent de 60 dólares por barril.
Questionada sobre a estratégia de exploração e produção, a empresa indicou que privilegia oportunidades em petróleo, afirmando que o gás não é atualmente uma área de investimento ativo nem uma prioridade no portefólio.
"O gás não é uma área em que estejamos a investir ativamente e a procurar oportunidades", sustentou.
A suspensão do trânsito no estreito de Ormuz - que separa o Irão, a norte, dos Emirados e Omã, a sul, a apenas 30 quilómetros de distância - terá um impacto nos preços do petróleo, que poderão superar os 100 dólares por barril, mas os efeitos dependem da duração do encerramento e se o conflito se alastra, consideram analistas.
"Os ataques coordenados de Israel e dos EUA contra o Irão visam explicitamente a mudança de regime e, apesar do assassinato do líder supremo, provavelmente durarão muito mais do que a ação limitada observada em 2025, quando o Brent ultrapassou brevemente os 80 dólares por barril", salientou Paolo Zanghieri, economista sénior da Generali AM, numa nota de análise.
O analista apontou que a retaliação do Irão, ao atacar Israel, bases americanas nos países do Golfo e fechar o estreito de Ormuz, "tem como objetivo pressionar os países do Golfo a procurarem a desescalada".
O fecho do Estreito de Ormuz "poderia reduzir a produção global de petróleo em cerca de 15 a 20%", segundo os cálculos do analista, que destacou que a OPEP+ decidiu aumentar a oferta em 206 mil barris por dia, o que poderia compensar a perda das exportações iranianas.
A Galp registou um resultado líquido recorde de 1,15 mil milhões de euros em 2025, um aumento de 20% face ao ano anterior, anunciou hoje a empresa.
O resultado foi impulsionado pela produção de petróleo e gás no Brasil e pela comercialização de gás natural, apesar da descida do petróleo e do dólar e da paragem programada para manutenção da refinaria de Sines.
Conflito no Médio Oriente a escalar
- Israel voltou a atacar o Líbano. Foi desencadeada uma nova vaga de ataques aéreos contra alvos do Hezbollah, depois de este movimento xiita ter disparado mísseis contra território israelita. Morreram pelo menos 31 pessoas e outras 149 ficaram feridas, segundo dados do Ministério libanês da Saúde;
- Os três caças norte-americanos que caíram na manhã desta segunda-feira foram atingidos, por engano, pelo Kuwait, indica o Pentágono. Os pilotos sobreviveram e foram levados para hospitais do país;
- O Comando Central dos Estados Unidos avançou que um quarto militar norte-americano morreu devido a ferimentos sofridos na operação no Irão. O operacional ficou gravemente ferido durante os ataques iniciais do Irão e acabou por sucumbir aos ferimentos;
- O Irão continua a retaliar contra vários países do Golfo. França e Alemanha dizem-se disponíveis para defender os Estados visados e o Reino Unido autorizou o Pentágono a usar bases britânicas no Médio Oriente;
- O Exército israelita reivindica a morte do chefe dos serviços de informações do Hezbollah, Hussein Makled, em Beirute, a capital do Líbano;
- As Forças de Defesa de Israel anunciaram também o lançamento de "um novo ataque de grande envergadura" no "coração" de Teerão;
- O presidente russo, Vladimir Putin, discutiu a situação no Médio Oriente com o homólogo dos Emirados Árabes Unidos, Mohammed bin Zayed Al Nahyan, segundo a agência de notícias russa TASS;
- O presidente dos Estados Unidos afirma que a guerra pode durar quatro ou cinco semanas. Donald Trump avança que o Irão quer retomar as negociações, mas Teerão desmente. O ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros avisa mesmo que mudar o regime teocrático é uma missão impossível;
- Donald Trump criticou o primeiro-ministro britânico Keir Starmer por ter demorado "demasiado tempo" a autorizar os Estados Unidos a usar a base militar de Diego Garcia, no Oceano Índico, contra o Irão;
- O Reino Unido garantiu esta segunda-feira que "não está em guerra", depois de uma base aérea britânica em Chipre ter sido atingida por um drone iraniano e de Londres ter autorizado Washington a utilizar as suas bases militares contra o Irão;
- A maioria dos portugueses que residem em zonas afetadas pelo conflito afastam, por agora, regressar a Portugal. Dos Emirados Árabes Unidos e do Catar chegam relatos de uma manhã mais tranquila;
- O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, afirma que a haver operações de repatriamento serão concertadas com outros países europeus, mas que até ao momento só chegaram 39 pedidos - todos a partir de Israel;
- O preço do barril de petróleo pode chegar aos 100 dólares, o que significa um aumento de mais de 50 por cento. É esta a convicção da generalidade dos analistas. Já se registou uma subida de dez por cento;
- O ministro da Economia admite que o que se passa no Médio Oriente não constitui uma boa notícia para Portugal, garantindo que o Governo está atento. Manuel Castro Almeida não afasta uma possível revisão do Orçamento do Estado, mas ressalva que ainda é cedo para tomar uma decisão.
Quarto militar norte-americano morre devido a ferimentos sofridos em operação no Irão
O militar ficou gravemente ferido durante os ataques iniciais do Irão e acabou por sucumbir aos ferimentos, informou o comando em comunicado.
Israel diz que matou chefe da inteligência do Hezbollah em Beirute
Irão lança nova vaga de mísseis contra Israel
Putin discute situação no Médio Oriente com presidente dos Emirados Árabes Unidos
Trump critica Starmer por demorar a autorizar o uso de uma base militar contra o Irão
"Demorou demasiado tempo. Demasiado tempo", disse o presidente norte-americano ao jornal The Daily Telegraph. "Ficámos muito desapontados com Keir", acrescentou.
Reino Unido abre as suas bases aos Estados Unidos mas nega estar em guerra
"O Reino Unido não está em guerra", afirmou o secretário de Estado britânico responsável pelo Médio Oriente, Hamish Falconer, em declarações à BBC.
Londres "decidiu deliberadamente não participar na primeira onda de ataques liderados pelos governos americano e israelita", afirmou.
Três F-15 americanos foram abatidos pela defesa aérea do Kuwait por acidente
"O Kuwait reconheceu este incidente e estamos gratos pelos esforços das suas forças de defesa e pelo seu apoio na operação em curso" contra o Irão, acrescentou.
Crise no Golfo pode levar preço do petróleo para valor acima dos 100 dólares por barril
A suspensão do trânsito no estreito de Ormuz terá um impacto nos preços do petróleo, que poderão superar os 100 dólares por barril, mas os efeitos dependem da duração do encerramento e se o conflito se alastra, consideram analistas.
"Os ataques coordenados de Israel e dos EUA contra o Irão visam explicitamente a mudança de regime e, apesar do assassinato do líder supremo, o ayatollah Khamenei, provavelmente durarão muito mais do que a ação limitada observada em 2025, quando o Brent ultrapassou brevemente os 80 dólares por barril", salientou Paolo Zanghieri, economista sénior da Generali AM, numa nota de análise.
O analista apontou que a retaliação do Irão, ao atacar Israel, bases americanas nos países do Golfo e fechar o estreito de Ormuz, "tem como objetivo pressionar os países do Golfo a procurarem a desescalada".O fecho do Estreito de Ormuz "poderia reduzir a produção global de petróleo em cerca de 15 a 20%", segundo os cálculos do analista, que destacou que a OPEP+ decidiu aumentar a oferta em 206 mil barris por dia, o que poderia compensar a perda das exportações iranianas.
No entanto, "impedir que os preços do petróleo ultrapassem 100 dólares por barril depende da reabertura do estreito de Ormuz", disse, sendo que "uma interrupção parcial, obtida através de ataques esporádicos a navios e minagem do estreito, poderia elevar os preços para 90 dólares ou mais".
Além disso, ataques diretos às instalações petrolíferas do Golfo "aumentariam drasticamente os preços, mas também comprometeriam os laços regionais já frágeis do Irão e desagradariam a China".
O economista-chefe da AllianzGI, Christian Schulz, também nota que, após os ataques, os mercados enfrentam um "choque significativo, embora ainda não desestabilizador".
"A implicação imediata é a reavaliação dos riscos extremos, com os preços do petróleo a subirem potencialmente, os ativos de risco a descerem e os ativos de refúgio a beneficiarem, mas muito depende de se o conflito se vai alastrar a uma instabilidade regional ou doméstica mais ampla", considerou.Schulz admitiu que os preços do petróleo deverão subir, "mesmo que um encerramento sustentado do estreito de Ormuz permaneça improvável por enquanto", e nos mercados financeiros em geral, os títulos do Tesouro dos EUA, o dólar norte-americano e o ouro poderão apreciar-se, enquanto as ações poderão sofrer.
Ricardo Evangelista, presidente executivo (CEO) da ActivTrades Europe, destacou numa nota de análise que se começou a ver o impacto, sendo que os preços do petróleo WTI "iniciaram a nova semana quase 10% acima do nível de fecho de sexta-feira", refletindo o "nervosismo entre os investidores".
A interrupção do tráfego no estreito de Ormuz "afeta cerca de 25% da produção mundial de petróleo, que é normalmente transportada por petroleiros através do estreito", apontou, sendo que, "após a subida inicial na abertura do mercado, os preços do crude já devolveram parte dos ganhos, mas mantêm-se acima dos 72 dólares por barril, um nível que não era observado desde junho".
"Quanto mais tempo o conflito persistir e o petróleo do Golfo permanecer retido na região, maior será a probabilidade de os preços continuarem a subir, podendo aproximar-se da fasquia dos 100 dólares por barril", alertou o analista.
Henrique Valente, analista da ActivTrades Europe, acrescentou que na Europa as empresas de aviação foram das mais penalizadas, devido à perspetiva de menor atividade no Médio Oriente, enquanto as empresas de defesa e de energia foram as mais beneficiadas pelo choque petrolífero.
O Irão advertiu que o trânsito no estreito de Ormuz já não é seguro, na sequência do conflito desencadeado após os ataques lançados em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel contra a república islâmica.O aviso iraniano e o aumento do risco levaram, na prática, à suspensão ou ao desvio de rotas por parte de algumas grandes companhias marítimas, como a Maersk e a Mediterranean Shipping Company (MSC).
O estreito de Ormuz, que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, é atravessado por cerca de 20% do petróleo e por uma parte significativa do gás natural liquefeito (GNL) comercializados por via marítima, segundo dados da Administração de Informação Energética dos Estados Unidos e das Nações Unidas.
O preço do barril de Brent subia cerca de 8% esta manhã para 78,22 dólares, após o ataque ao Irão, um dos principais produtores da OPEP+ e país que controla o estreito de Ormuz.
O Irão representa cerca de 11% das importações chinesas de petróleo, sendo a China o maior comprador mundial, mas aproximadamente 45% do crude adquirido por Pequim provém de outros países do Golfo, como a Arábia Saudita, o Iraque e o Kuwait.
Israel lança "novo ataque de grande envergadura" no "coração de Teerão"
"A Força Aérea israelita, sob a liderança dos serviços secretos israelitas, lançou um novo ataque de grande envergadura contra alvos do regime terrorista iraniano no coração de Teerão", declarou o Exército num comunicado.
Fortes explosões foram ouvidas momentos antes em vários bairros de Teerão, segundo jornalistas da AFP no local.
Aeroporto de Chipre evacuado
O aeroporto de Paphos, na costa ocidental da ilha, fica a cerca de 60 quilómetros da base aérea britânica RAF Akrotiri, que foi atingida por um drone não tripulado durante a noite.
Fortes explosões ouvidas em Teerão
Guardas da Revolução lançaram mísseis contra gabinete de Netanyahu
"Os escritórios do primeiro-ministro criminoso do regime sionista e o quartel-general do comandante da Força Aérea do regime foram alvos", indicaram os Guardas da Revolução num comunicado divulgado pela agência de notícias Fars, precisando que foram usados mísseis Kheibar.
Preço do petróleo toca 80 dólares, gás e ouro sobem e bolsas recuam
A guerra no Médio Oriente fez subir hoje os preços do gás e do petróleo, que negoceia em torno dos 80 dólares por barril, enquanto as bolsas mundiais recuam e o ouro avança.
Mas, "para um evento de tal magnitude e sem precedentes, as reações dos mercados financeiros permanecem moderadas por enquanto", avalia, a diretora de pesquisa da XTB, Kathleen Brooks.
O principal movimento é o aumento do preço dos hidrocarbonetos, enquanto o Estreito de Ormuz, via essencial do comércio mundial, é agora evitado pelas principais companhias marítimas mundiais devido ao conflito.
O contrato de futuros do TTF holandês, considerado a referência europeia para o gás, registava às 08:40 GMT um aumento de 24,89%, para 39,91 euros.
No que diz respeito ao petróleo, o barril de Brent do Mar do Norte disparou 9,98%, para 80,14 dólares. O barril de WTI norte-americano subiu 9,21%, para 73,19 dólares.
Este aumento do petróleo provocou uma subida do dólar, moeda internacional utilizada no mercado petrolífero: subiu 0,93%, para 1,1703 dólares por euro.
O ouro, valor refúgio em caso de incertezas, ganhou 2,53%, para 5.412,75 dólares a onça.
"Há alguns anos, um conflito prolongado no Médio Oriente, no qual os Estados Unidos e o Irão se atacavam diretamente uns aos outros e aos aliados dos Estados Unidos, teria provocado o caos nos mercados", diz Kathleen Brooks.
Os efeitos nos mercados não são "insignificantes, mas certamente não são uma derrota", acrescentou.
As bolsas recuaram: Paris perdia 1,92%, Frankfurt 2,09%, Londres 1,04%, Milão 2,23% e Madrid 2,96%.
Na Ásia, Tóquio cedeu 1,35%. Hong Kong perdeu 2,14%.
"Observamos um mercado ordenado: os preços recuam, mas não há qualquer pânico, os mercados parecem (...) contar com um conflito limitado no tempo", observa Jochen Stanzl, da CMC Markets.
Os investidores estão preocupados com as "perturbações nas cadeias de abastecimento", com "o risco de uma inflação mais elevada", explica a diretora de estratégias de investimento da Hargreaves Lansdown, Kat Hudson.
As ações das grandes petrolíferas disparam em toda a Europa, beneficiando da subida dos preços do petróleo.
Por volta das 08:30 (hora de Lisboa), a TotalEnergies subia 3,97% na Bolsa de Paris. Noutros locais da Europa, a Eni subia 3,53% em Milão, a Shell 5,32% e a BP 4,70% em Londres. A Repsol ganhava 4,29% em Madrid. A Equinor disparava 7,81% em Oslo.
Já as ações das empresas do setor aéreo e do turismo caem nas bolsas europeias.
No setor aéreo, por volta da mesma hora, a AirFrance-KLM caía 7,24% em Paris, a Lufthansa recuava 5,77% em Frankfurt e a Easyjet 4,22% em Londres.
No setor do turismo, a Accor caía 9,50% em Paris e a TUI 7,00% em Frankfurt.
Por outro lado, as ações relacionadas com a indústria da defesa beneficiaram da escalada militar.
Em Paris, a Thales subia 5,61% e a Dassault Aviation 2,95%. Em Londres, a BAE Systemes avançava 7,20% e, em Estocolmo, a Saab 4,76%.
Única solução duradoura para o Irão é diplomática, afirma von der Leyen
"Isto significa uma transição credível para o Irão, o fim definitivo dos programas nuclear e balístico e o fim das atividades desestabilizadoras na região", disse von der Leyen aos jornalistas em Bruxelas.
"Temos de trabalhar arduamente para diminuir a tensão e impedir que o conflito se alastre", acrescentou.
Sirenes soam na base aérea britânica de Akrotiri, em Chipre
Israel diz que "nada justifica", por enquanto, uma invasão do Líbano
Navio no porto do Bahrein atingido por dois projéteis
O incêndio foi extinto, o navio permaneceu no porto e a tripulação foi retirada e está em segurança, acrescentou a UKMTO.
Grupo Lufthansa suspende voos para o Médio Oriente até 8 de março
O grupo Lufthansa informou que suspende os voos para Telavive (Israel), Beirute (Líbano), Amã (Jordânia), Erbil (Iraque), Dammam (Arábia Saudita) e Teerão (Irão).
Além disso, as companhias aéreas do grupo Lufthansa, ao qual também pertencem a Swiss, a Austrian, a Brussels Airlines e a ITA, não utilizarão o espaço aéreo de Israel, Líbano, Jordânia, Iraque, Catar, Kuwait, Barém, Dammam e Irão.
Os voos para Dubai também estão suspensos até 4 de março, enquanto as companhias aéreas não utilizam o espaço aéreo dos Emirados Árabes Unidos, precisou a mesma fonte.
c/ Lusa
Ataques iranianos terão visado infraestruturas civis no Catar, incluindo aeroporto
Majed Al Ansari também disse que o Catar não está a dialogar com o Irão neste momento.
Preços do gás na Europa disparam mais de 22%
Cerca das 08:00 (hora de Lisboa), o contrato de futuros holandês TTF, considerado a referência europeia, subiu mais de 20%, depois de ter subido 22% para 38,885 euros, um preço ainda inferior ao atingido em janeiro devido a uma vaga de frio.
c/ Lusa
Registados 39 pedidos de portugueses que querem sair de Israel
Três aeronaves norte-americanas caíram no Kuwait
França pronta para participar na defesa dos países do Golfo e da Jordânia
"Aos países amigos que foram deliberadamente alvo de mísseis e drones dos Guardas da Revolução e arrastados para uma guerra que não escolheram - Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Iraque, Bahrein, Kuwait, Omã e Jordânia -, a França expressa o seu total apoio e solidariedade. Estamos prontos (...) para participar na sua defesa", afirmou Jean-Noël Barrot em conferência de imprensa.
Refinaria na Arábia Saudita atacada por drones
A refinaria de petróleo de Ras Tanura, na Arábia Saudita, foi hoje alvo de um ataque de drones, anunciou o Ministério da Defesa do reino, tendo as autoridades abatido as aeronaves que se aproximavam.
A Arábia Saudita é dos países do Golfo que têm sido alvo de ataques do Irão desde sábado, em retaliação pela ofensiva de grande envergadura que os Estados Unidos e Israel têm em curso contra a República Islâmica.
Um porta-voz militar saudita fez o anúncio do ataque à refinaria através da agência estatal Saudi Press Agency, segundo a agência norte-americana AP.
A agência especializada Bloomberg noticiou que a refinaria parou na sequência do ataque.
Vídeos partilhados na internet a partir do local pareceram mostrar uma espessa nuvem de fumo negro a subir após o ataque, referiu a AP.
Mesmo os drones intercetados com sucesso causam detritos que podem provocar incêndios e ferir quem se encontra no solo.
A refinaria de Ras Tanura, localizada no Golfo, é uma das maiores da região, com capacidade para 550.000 barris de petróleo bruto por dia, segundo a agência francesa AFP.
Agência Internacional de Energia Atómica realiza reunião extraordinária
A reunião na sede da agência é realizada por iniciativa da Rússia, aliada de Teerão, que fez o pedido no sábado, após um pedido semelhante do Irão.
Esta reunião extraordinária antecede uma reunião do Conselho de Governadores da AIEA, que representa 35 países.
A agência é responsável por promover o uso pacífico da energia nuclear. As suas relações com o Irão deterioraram-se após a breve guerra iniciada em 13 de junho por Israel.
As inspeções da agência da ONU foram finalmente retomadas, mas não em locais nucleares importantes, como Fordo, Natanz e Isfahan, atingidos durante os ataques.
Num relatório ao qual a AFP teve acesso na sexta-feira, a agência apelou ao Irão para que cooperasse "de forma construtiva" para que a AIEA pudesse verificar todas as suas instalações.
Bolsas europeias em forte baixa depois do ataque dos EUA e Israel ao Irão
As principais bolsas europeias abriram hoje em forte baixa, depois de no passado fim de semana os Estados Unidos e Israel terem lançado um ataque conjunto sobre o Irão.
Cerca das 08:30 em Lisboa, o EuroStoxx 600 estava a recuar 1,57% para 624,05 pontos.
As bolsas de Londres, Paris e Frankfurt recuavam 0,57%, 1,94% e 2,14%, enquanto as de Madrid e Milão desvalorizavam 2,56% e 2,09%.
A bolsa de Lisboa também descia, com o principal índice, o PSI, a cair 0,86% para 9.196,26 pontos.
Uma hora antes da abertura da sessão, os futuros dos mercados europeus viraram para vermelho, enquanto o preço do petróleo Brent, de referência no Velho Continente, para entrega em maio, dispara quase 10%, para mais de 80 dólares por barril.
Nos Estados Unidos, os futuros sobre os principais indicadores de Wall Street caem: o Dow Jones de Industriais, 1,03%, o tecnológico Nasdaq, 1,33%.
Antes da abertura da Europa, na Ásia, o Nikkei de Tóquio fechou com uma queda de 1,35%.
O Hang Seng de Hong Kong caiu 1,99%, enquanto, ao contrário, a Bolsa de Xangai, embora tenha aberto em baixa, terminou a subir 0,47%.
Noutros mercados, e perante as tensões no Médio Oriente, o ouro sobe 2,4%, para 5.407,60 dólares por onça, enquanto a prata avança 2,17%, para 95,8230 dólares.
O euro está em baixa e a ser negociado a 1,1712 dólares, contra 1,1812 dólares na sexta-feira.
A bitcoin, a criptomoeda mais conhecida e negociada do mercado, valoriza-se em 0,6%, para 66.158,60 dólares.
Paulo Rangel diz que MNE da UE estão de acordo com retoma de negociações
Os chefes de diplomacia dos Estados-membros da União Europeia reuniram-se hoje para discutir a ofensiva militar israelita e norte-americana contra o regime islâmico de Teerão.
"Houve um consenso (...) no sentido de que é muito importante haver contenção, é muito importante haver limitação dos danos e, assim que possível" deve-se "retomar as negociações", referiu Paulo Rangel.
Destacou que "também ficou muito clara a solidariedade com os países do Golfo".
"Praticamente todos os ministros, eu próprio também o fiz, já tinham falado com vários, se não com todos os seus homólogos do Qatar, do Bahrein, dos Emirados, da Arábia Saudita, da Omã, da Jordânia", relatou.
Paulo Rangel criticou a resposta iraniana, com "um conjunto de países que foram objeto de uma retaliação pelo Irão, o que não se compreende" porque "há aqui um conflito em que estão os Estados Unidos e Israel de um lado, o Irão do outro".
Aquilo que "será expectável é que haja um ataque basicamente recíproco e não envolver Estados terceiros", defendeu
O ministro adiantou que "há vontade de marcar já uma reunião da União Europeia, dos ministros dos Negócios Estrangeiros com os ministros do Conselho de Cooperação do Golfo".
"O resultado com efeitos práticos mais importante foi a questão dos cidadãos europeus que estão neste momento retidos" nesses países, em particular nos Emirados, no Qatar, na Arábia Saudita, tal como Israel, que "também está nesta situação" e no Irão.
No caso do Irão, "as pessoas que temos, que têm nacionalidade portuguesa, não chegam uma dezena e todas querem lá ficar, o que não quer dizer que se mudarem de ideias não se possa tentar encontrar uma solução alternativa", disse.
O ministro sublinhou a questão "da necessidade de, eventualmente, repatriar os cidadãos europeus que estão no Golfo e, designadamente, aqueles que estão em trânsito".
No entanto, "há pessoas que estão em férias, há pessoas que estão a trabalhar durante dois ou três dias em viagens de negócios, há as pessoas que estão simplesmente em trânsito e a usar o aeroporto de Dubai ou o aeroporto de Doha para ir e para vir e que ficaram retidas naquela região sem possibilidade de sair", notou.
"Tem que se encontrar uma solução para que essas pessoas possam regressar aos seus países", sublinhou, referindo que "se acordou que haveria, no fundo, uma espécie de coordenação europeia deste processo de repatriamento".
"Chipre, porque tem a presidência (do Conselho da União Europeia), porque tem esta localização, já está a coordenar esforços e houve aqui um compromisso para este efeito, destacou.
c/ Lusa
Ministro israelita da Defesa afirma que líder do Hezbollah libanês é "alvo a eliminar"
China pede cessar de operações militares e destaca importância estratégica de Ormuz
Pequim instou hoje ao cessar imediato das operações militares após a ofensiva dos Estados Unidos e Israel contra o Irão, alertando para o risco de escalada e defendendo que a segurança do estreito de Ormuz é de interesse comum.
A porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Mao Ning afirmou em conferência de imprensa que os ataques iniciados a 28 de fevereiro "não contaram com autorização do Conselho de Segurança" das Nações Unidas e "violam o direito internacional", apelando à prevenção de uma nova escalada.
Relativamente às advertências iranianas sobre o trânsito marítimo no Golfo Pérsico, Mao declarou que "o estreito de Ormuz e as suas águas circundantes são canais internacionais importantes para o comércio de bens e energia".
"Salvaguardar a segurança e a estabilidade nesta região serve os interesses comuns da comunidade internacional", acrescentou.
A porta-voz expressou ainda a preocupação de Pequim com um eventual "alastramento" dos combates a países vizinhos e sublinhou que a soberania, a segurança e a integridade territorial dos Estados do Conselho de Cooperação do Golfo "devem ser plenamente respeitadas".
Questionada sobre o papel da China enquanto membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, Mao indicou que Pequim e Moscovo promoveram uma reunião de emergência do órgão e apoiam a continuação do seu papel na manutenção da paz e da segurança internacionais.
A responsável acrescentou que a China "não foi informada com antecedência" sobre as ações militares norte-americanas.
No domingo, Pequim condenou a morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, classificando-a como uma grave violação da soberania do Irão e dos princípios da Carta das Nações Unidas.
Crescente Vermelho fala em 555 mortos no Irão
Pelo menos 35 pessoas morreram na província de Fars, no sul do Irão, nos ataques da última noite por parte de Israel e dos Estados Unidos, de acordo com a agência de notícias Tasnim.
Este balanço "pode aumentar" devido à "continuação dos ataques aéreos do inimigo", alerta a Tasnim.
Teerão anuncia novo ataque com mísseis contra Israel
UE condena ataques regionais do Irão e pede contenção a todas as partes
Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia estiveram reunidos extraordinariamente a pedido de Kaja Kallas, por videoconferência, para analisar e responder à escalada da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irão.
A União Europeia diz que o Médio Oriente tem muito a perder com um novo e prolongado conflito e que os ataques a violação da soberania de vários países da região por parte do Irão são indesculpáveis.
Para já, o foco principal dos 27 está na proteção dos cidadãos europeus e na possibilidade de ativar mecanismos de proteção consular e de repatriamento - também a preocupação com a possível interrupção da circulação no Estreito de Ormuz, rota essencial para o transporte de petróleo, que fará inevitavelmente fazer escalar o preço deste produto.
A União Europeia salienta a importância de procurar soluções diplomáticas e estratégias de contenção do conflito e pede o fim do programa nuclear do Irão.
Para esta segunda-feira está pedida uma reunião especial convocada pela presidente da Comissão Europeia, para discutir a situação no Irão, com o Colégio Europeu de Segurança e Defesa.
Ataques de Israel contra Hezbollah vão continuar
"Não estamos apenas a operar na defensiva, mas também na ofensiva. Devemos preparar-nos para os longos dias de combate que virão", afirmou o chefe do Estado-Maior do exército israelita.
Eyal Zamir colocou a ênfase na necessidade de manter uma "ofensiva sustentada, operando em ondas contínuas e aproveitando constantemente as oportunidades".
A maioria das vítimas em território libanês (20 mortos e 91 feridos) foi registada em Dahye, nos subúrbios de Beirute, enquanto que os restantes 11 mortos e 58 feridos resultaram de ataques na região sul do país.
O Hezbollah justificou os seus ataques como resposta ao assassinato, no sábado, em Teerão, do líder supremo do Irão, Ali Khamenei, e à continuidade dos bombardeamentos israelitas contra o Líbano, a expensas do cessar-fogo de 2024.
O Hezbollah havia declarado que qualquer ataque contra o ayatollah Ali Khamenei seria encarado como linha vermelha.
Pelo menos 20 mortos em ataques noturnos a Teerão
Pelo menos 20 pessoas morreram hoje num ataque de Israel e Estados Unidos contra uma praça central de Teerão, que sofreu várias vagas de bombardeamentos durante a noite.
O ataque na praça Nilufar destruiu várias casas e causou, pelo menos, 20 mortos, de acordo com a agência Mehr.
Os meios de comunicação iranianos não informaram sobre possíveis alvos nessa zona, mas no local está localizada uma esquadra da polícia.
A emissora SNN mostrou imagens de feridos entre os escombros de edifícios destruídos, incluindo crianças.
Entretanto, ataques aéreos no oeste do Irão mataram, pelo menos, três pessoas hoje, informou a agência de notícias oficial IRNA.
Prédios residenciais na cidade de Sanandaj foram atingidos pelos ataques aéreos, de acordo com o governador Gharib Sajjadi, citado pela IRNA.
"Três pessoas morreram e várias outras ficaram feridas", disse o responsável, acrescentando que o número de mortos deve aumentar.
O Ministério da Saúde iraniano elevou para 180 o número de mortos pelo ataque à escola feminina de Minab, no sul do país, durante a ofensiva de Israel e dos Estados Unidos contra o país persa, iniciada no sábado.
O número de vítimas iranianas na guerra iniciada por Israel e pelos Estados Unidos é desconhecido. A última contagem oficial foi feita no sábado, quando foram relatadas 200 mortes.
Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, alegadamente para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".
O Irão já confirmou a morte do `ayatollah` Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.
Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos a países vizinhos.
Explosões ouvidas perto do aeroporto iraquiano de Erbil
Explosões foram ouvidas hoje perto do aeroporto de Erbil, no Iraque, que alberga tropas da coligação liderada pelos EUA, informou um jornalista da agência de notícias France Press.
O fotógrafo da agência de notícias francesa disse que os sistemas de defesa aérea próximos do aeroporto abateram drones.
Desde o início da campanha militar israelo-americana contra o Irão, foram intercetados drones por diversas vezes sobre Erbil, uma cidade no nordeste do Iraque que alberga um importante consulado dos EUA.
Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, alegadamente para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".
O Irão já confirmou a morte do `ayatollah` Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.
Impacto do fecho de Ormuz seria "gerível" para a China
Analistas consideram que a suspensão do trânsito no estreito de Ormuz expõe a China a riscos energéticos devido à forte dependência de petróleo importado, embora o impacto potencial da disrupção seja "gerível" no curto prazo.
A China, maior importador mundial de petróleo, adquiriu em 2024 cerca de 560 milhões de toneladas de crude no exterior, o equivalente a 11,2 milhões de barris por dia, com um grau de dependência próximo de 72%.
Embora o Irão represente cerca de 11% das importações chinesas e não seja o principal fornecedor de Pequim, aproximadamente 45% do petróleo comprado pela China provém de países do Golfo, como Arábia Saudita, Iraque ou Kuwait.
Trata-se de fornecimentos que dependem em grande medida da rota marítima do estreito de Ormuz, cujo trânsito "já não é seguro", segundo declarou a Guarda Revolucionária iraniana após a morte do líder supremo iraniano, o `ayatollah` Ali Khamenei, num ataque norte-americano e israelita.
Especialistas citados pelo portal China News consideram que o impacto direto na economia chinesa é "globalmente controlável".
Chen Fengying, antiga diretora do Instituto de Economia Mundial do Centro de Relações Internacionais Contemporâneas da China, afirmou que o país "se encontra num contexto de baixa inflação" e dispõe de "margem de política macroeconómica", o que permitiria "compensar a pressão sobre os custos decorrentes da subida do preço do petróleo".
Apesar da elevada dependência energética, acrescentou Chen, empresas chinesas operam no exterior e contam com mecanismos de diversificação que podem amortecer parte do impacto.
Face a economias com "maior pressão inflacionária", como Japão ou Índia, Pequim mantém maior capacidade de ajustamento para evitar que uma subida pontual do crude se transforme num "risco sistémico", sustentou.
Tian Lihui, diretor do Instituto de Desenvolvimento Financeiro da Universidade de Nankai, considerou que o atual choque se assemelha mais a um "impacto estrutural" do que a uma "crise sistémica", embora tenha alertado que economias com elevada dependência energética, incluindo várias asiáticas, estarão sujeitas a "maior pressão".
Já a economista-chefe para a Ásia-Pacífico da Natixis, Alicia García Herrero, afirmou que a crise iraniana representa para Pequim um "risco maior" do que o caso venezuelano, dado o peso superior do crude iraniano nas importações chinesas.
Segundo a economista, o Irão tem fornecido petróleo à China com desconto, muitas vezes contornando sanções norte-americanas através do comércio triangular -- feito através de países terceiros --, sendo as transações maioritariamente liquidadas na moeda chinesa, o yuan.
"Este acordo manteve a economia iraniana à tona perante o isolamento ocidental, ao mesmo tempo que fornece combustível barato a Pequim", afirmou.
García Herrero sublinhou ainda que "o Irão é mais importante do que a Venezuela em termos de rotas comerciais", por se situar no "centro" de projetos estratégicos que podem ajudar a China a reduzir a sua exposição a estrangulamentos marítimos, como o Corredor Económico China -Paquistão ou o porto paquistanês de Gwadar.
Segundo a analista, "todas estas potenciais opções de diversificação" estão agora a ser "postas à prova pelos ataques contra o Irão e pelo futuro do regime iraniano".
O estreito de Ormuz, que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, é atravessado por cerca de 20% do petróleo e por uma parte significativa do gás natural liquefeito (GNL) comercializados por via marítima, segundo dados da Administração de Informação Energética dos Estados Unidos e das Nações Unidas.
Em 2024, cerca de 84% do crude e 83% do GNL que passaram por Ormuz tiveram como destino mercados asiáticos, incluindo China, Índia e Japão.
Embora o Organismo Britânico de Comércio Marítimo tenha indicado que o estreito não está oficialmente encerrado, os alertas iranianos e o aumento do risco levaram, na prática, à suspensão ou desvio de rotas por grandes companhias como a Maersk.
Beirute considera "irresponsável" e "perigoso" ataque do Hezbollah a Israel
"Independentemente de quem esteja por detrás, o lançamento de projéteis a partir do sul do Líbano é um ato irresponsável e suspeito, que coloca em risco a segurança e a proteção do Líbano, e fornece pretextos a Israel para continuar com a sua agressão", afirmou Salam no X.
"Não permitiremos que o país seja arrastado para novas aventuras e tomaremos todas as medidas necessárias para capturar os autores e proteger o povo libanês", acrescentou.
Aoun condenou igualmente "os ataques israelitas" contra o país, que foi já hoje atingido pela artilharia israelita em Beirute.
O Hezbollah reivindicou um ataque contra instalações militares a sul da cidade israelita de Haifa como resposta à morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, e à continuação dos bombardeamentos israelitas contra o Líbano.
Kuwait afirma ter interceptado drones que visavam país
O Kuwait declarou que a defesa aérea do país intercetou hoje um número indeterminado de drones que visavam o país, mas sem feridos registados, segundo a agência de notícias oficial do emirado do Golfo, rico em petróleo.
A defesa aérea do Kuwait intercetou "um certo número de alvos aéreos hostis ao amanhecer de hoje", de acordo com o diretor-geral da defesa civil do Ministério do Interior do Kuwait, Mohammed Almansouri, citado pela agência Kuna.
O mesmo responsável acrescentou que a situação no país estava "estável e que não havia motivo para preocupação", escreveu a agência.
Estes eventos ocorrem numa altura em que o Irão realiza ataques contra os países do Golfo, em retaliação à morte do `ayatollah` Khamenei, morto num ataque israelo-americano lançado na madrugada de sábado.
Pelo menos uma pessoa foi morta e outras 32 ficaram feridas no Kuwait, todas de nacionalidade estrangeira, desde o início dos ataques de retaliação iranianos, informou o Ministério da Saúde no domingo.
Israel e Estados Unidos alegaram ter lançado o ataque militar contra o Irão para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".
O Irão confirmou a morte do `ayatollah` Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989, e decretou um período de luto de 40 dias.
Segundo a Cruz Vermelha iraniana, foram registados pelo menos 200 mortos e cerca de 750 feridos.
Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos a países vizinhos.
Coluna de fumo no topo da embaixada dos Estados Unidos no Kuwait
Uma espessa coluna de fumo negra subia hoje da embaixada dos Estados Unidos no Kuwait, informou a agência France-Presse (AFP) neste emirado do Golfo.
"Não venham à embaixada", pediu a representação diplomática norte-americana em comunicado, referindo uma "ameaça persistente de ataques com mísseis e drones" e precisando que o pessoal da embaixada está "confinado no local".
Antes disso, sirenes soaram na capital do Kuwait.
A defesa aérea do Kuwait intercetou "um certo número de alvos aéreos hostis ao amanhecer de hoje", de acordo com o diretor-geral da defesa civil do Ministério do Interior do Kuwait, Mohammed Almansouri, citado pela agência Kuna.
O mesmo responsável acrescentou que a situação no país estava "estável e que não havia motivo para preocupação", escreveu a agência.
Estes eventos ocorrem numa altura em que o Irão realiza ataques contra os países do Golfo, em retaliação à morte do `ayatollah` Khamenei, morto num ataque israelo-americano lançado na madrugada de sábado.
Pelo menos uma pessoa foi morta e outras 32 ficaram feridas no Kuwait, todas de nacionalidade estrangeira, desde o início dos ataques de retaliação iranianos, informou o Ministério da Saúde no domingo.
Israel e Estados Unidos alegaram ter lançado o ataque militar contra o Irão para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".
O Irão confirmou a morte do `ayatollah` Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989, e decretou um período de luto de 40 dias.
Segundo a Cruz Vermelha iraniana, foram registados pelo menos 200 mortos e cerca de 750 feridos.
Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos a países vizinhos.
Milícia xiita iraquiana reivindica ataque contra tropas dos EUA no aeroporto de Bagdade
Uma milícia xiita iraquiana reivindicou um ataque com drones contra tropas norte-americanas, hoje, no aeroporto da capital do Iraque, Bagdade, numa nova ampliação da retaliação pela morte do líder supremo do Irão, o `ayatollah` Ali Khamenei.
O grupo, Saraya Awliya al-Dam, que reivindicou o ataque, é uma das milícias xiitas que operam no Iraque desde a invasão liderada pelos Estados Unidos em 2003, que derrubou Saddam Hussein.
Os Estados Unidos e o Iraque não comentaram imediatamente a reivindicação do ataque, que acontece no momento em que milícias apoiadas pelo Irão, incluindo o grupo libanês Hezbollah, entraram na guerra iniciada por Washington e Jerusalém contra a teocracia iraniana.
Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para alegadamente "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com o lançamento de mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justificou a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".
O Irão confirmou este domingo a morte do `ayatollah` Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989, e decretou um período de luto de 40 dias.
Além da morte de Khamenei, Teerão confirmou a morte de várias figuras de topo na hierarquia militar e política do país.
Segundo a organização Crescente Vermelho iraniana, foram registados pelo menos 200 mortos e cerca de 750 feridos.
Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos a países vizinhos.
Ouro e prata sobem moderadamente após ataques dos EUA e de Israel
Os preços do ouro e da prata subiram hoje moderadamente 1,9% e 1,35%, respetivamente, após os ataques conjuntos dos EUA e de Israel ao Irão no fim de semana.
De acordo com dados da Bloomberg compilados pela agência de notícias espanhola EFE, o preço do ouro subia 1,9% às 7h15 (6h15 em Lisboa), cotado a 5.378,88 dólares por onça.
No entanto, chegou a atingir um máximo de 5.393,28 dólares durante as primeiras horas do dia.
O ouro tem mantido uma tendência de alta nas últimas semanas, tentando aproximar-se do máximo histórico de 5.595,47 dólares por onça, atingido a 28 de janeiro.
A prata valorizava hoje 1,35%, atingindo os 95,05 dólares.
No início da sessão de hoje, a prata disparou, atingindo quase 100 dólares (99,68 dólares).
Também o cobre teve hoje uma ligeira subida de 0,16%, atingindo os 13.391 dólares no mercado de futuros de Londres.
Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visou "eliminar ameaças iminentes" do Irão, enquanto o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, confirmou a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".
Explosões em Jerusalém, Dubai, Doha e Manama
- Fortes explosões foram ouvidas, já esta segunda-feira, em diferentes cidades do Golfo, nomeadamente no Dubai, em Doha e Manama. Há também notícia de bombardeamentos sobre Jerusalém, em Israel. Vive-se o terceiro dia de ataques retaliatórios do Irão a países vizinhos do Golfo Pérsico e a Israel, depois dos bombardeamentos levados a cabo pelas forças do Estado hebraico e dos Estados Unidos;
- Segundo a Força Aérea israelita, foram lançados novos mísseis a partir do Irão, nas últimas horas. Os sistemas defensivos do país, acrescenta no X aquele ramo das Forças de Defesa de Israel, estão a operar. Os habitantes das zonas consideradas de risco estão a receber mensagens nos telemóveis a aconselhar a que se procure "espaços protegidos";
- Ataques israelitas sobre solo libanês fizeram pelo menos 31 mortos e 149 feridos, avançou a agência France-Presse, citando fonte do Governo do Líbano;
- As Forças de Defesa de Israel afirmam que as operações contra o Hezbollah xiita libanês, movimento apoiado pelo Irão, podem prolongar-se por "muitos" dias. "Lançámos uma campanha ofensiva contra o Hezbollah. Devemos estar preparados para vários dias de combates", anunciou o número um da máquina militar israelita, Eyal Zamir;
- Um presumível ataque com recurso a um drone contra a base aérea britânica de Akrotiri, no Chipre, seguiu-se à luz verde de Londres à utilização das suas bases para ataques da aliança entre norte-americanos e israelitas a alvos iranianos. Na noite de domingo, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, explicou a decisão com o que descreveu como uma escalada do por parte do Irão;
- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avisou também no domingo que as operações militares no Irão vão continuar "até que todos os objetivos sejam atingidos". "Exorto uma vez mais a Guarda Revolucionária, a polícia militar iraniana, a depor as armas e receber total imunidade ou a enfrentar a morte", acrescentou;
- Em declarações à Foz News, o presidente norte-americano reivindicou as mortes de 48 dirigentes do regime iraniano: "Ninguém pode acreditar no sucesso que estamos a ter, 48 líderes desapareceram de uma só vez";
- Centenas de voos foram cancelados esta segunda-feira, adensando-se assim as dificuldades nas viagens aéreas. Grandes aeroportos do Médio Oriente, entre os quais o do Dubai, permanecem fechados pelo terceido dia consecutivo. Ao início da manhã, haviam sido suprimidos 1.239 ligações aéreas;
- A Europa está disponível para coordenar o repatriamento de cidadãos retidos na região do Golfo. Em declarações à agência Lusa, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, disse que há consenso entre os parceiros europeus para que sejam retomadas as negociações com o Irão;
- Há 11 portugueses residentes no Irão que não querem sair do país. O último balanço do número de pedidos de repatriamento revela que, dos 13 portugueses residentes no Irão, só dois decidiram regressar e saíram do país de carro. Há também 39 pedidos de repatriamento de Israel. Dos restantes países da zona em conflito, ainda não há pedidos;
- O secretário de Estado das Comunidades, Emídio Sousa, apela à calma, mas pede aos portugueses no Médio Oriente que evitem deslocações desnecessárias. O Governo garante que nenhum português ficará sem apoio;
- Na Base das Lajes, nos Açores, tem havido muitas movimentações. Na manhã de domingo, descolaram da base cinco aviões KC46 e outros cinco permaneceram na pista. Ao início da tarde, saíram seis caças europeus, aeronaves britânicas reabastecedoras que acompanharam um avião maior, o A330 da Força Aérea do Reino Unido. E ao final da tarde descolaram mais oito aviões.
Guerra no Médio Oriente. Que líderes iranianos morreram nos ataques de Israel e EUA?
O ataque de sábado contra Teerão decapitou grande parte da liderança iraniana, a começar pelo próprio ayatollah Ali Khamenei, o Líder Supremo que supervisionava todos os órgãos de poder político, militar, religioso e judicial.
A televisão estatal iraniana adiantou também que o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Abdolrahim Moussavi, foi morto juntamente com outros generais de alta patente e com o ministro iraniano da Defesa, o general Aziz Nasirzadeh.
O chefe da Guarda Revolucionária, Mohammad Pakpour, e Ali Shamkhani, conselheiro do Líder Supremo e secretário do Conselho de Defesa, também morreram nos ataques de sábado, adiantou a televisão do país.
De acordo com a emissora, foram mortos “durante uma reunião do Conselho de Defesa”.
Presidente do Irão entre 2005 e 2013, Mahmoud Ahmadinejad terá morrido nos ataques coordenados entre Israel e Estados Unidos que visaram a sua residência em Narnak, no nordeste de Teerão. Vários guarda-costas também morreram, segundo informou a mesma agência.
Ao início da manhã, o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani, anunciava que o processo de transição do poder após a morte de Khamenei havia começado “de imediato” e que assumiria funções “um conselho de direção provisório”.
Larijani adiantou que este conselho será composto pelo Presidente do país, Masud Pezeshkian, o chefe do poder judicial, Golamhosein Mohseni Eye, e ainda um jurista do Conselho dos Guardiães, cujo nome foi entretanto anunciado: o ayatollah Alireza Arafi.
Os três líderes “assumirão a responsabilidade” até à designação do próximo ayatollah. Larijani, responsável do Conselho Supremo de Segurança Nacional, alertou ainda para o perigo de divisões internas no poder após o ataque.
O ayatollah Alireza Arafi tem 66 anos e é membro clérigo do Conselho dos Guardiães. Assume atualmente funções como presidente do Centro de Gestão dos Seminários Islâmicos do país.
Ainda que o processo de sucessão já esteja em andamento, há informações de que dezenas de líderes iranianos terão morrido nas últimas horas, prevendo-se um vazio de poder nos principais órgãos do país. De acordo com o presidente norte-americano, Donald Trump, foram mortos “48 líderes” iranianos de uma só vez.
Fica a dúvida sobre como decorrerá efetivamente a sucessão de Ali Khamenei após quase 37 anos no poder, numa altura em que os ataques continuam a visar Teerão e outras cidades iranianas.
Artigo atualizado às 19h30 de domingo, dia 1 de março de 2026.
Repatriamentos. Governo garante que nenhum português ficará isolado
Portugal recebeu 39 pedidos de repatriamento de Israel e dois dos 13 portugueses residentes no Irão já saíram do país.
O Secretário de Estado das Comunidades assegura que o Governo não vai deixar nenhum cidadão português isolado.
EUA e Israel alargam alvos no segundo dia da ofensiva contra o Irão
Pelo segundo dia consecutivo os Estados Unidos e Israel bombardearam o Irão.
As autoridades iranianas garantem que já morreram mais de 200 pessoas.
Sondagem. Só um em quatro norte-americanos apoia ataques ao Irão
A Administração Trump já atingiu grande parte dos seus objetivos de decapitar o governo e as chefias militares do Irão, mas outra guerra se abre internamente.
Muitos duvidam destes argumentos.
A análise da correspondente da RTP em Washington, Cândida Pinto.
França, Alemanha e Reino Unido admitem ações defensivas contra o Irão
Em comunicado conjunto, França, Alemanha e Reino Unido anunciaram este domingo estar "dispostos a realizar ações defensivas proporcionais para destruir a capacidade do Irão de disparar mísseis e drones".
A correspondente da RTP em Paris, Rosário Salgueiro, acompanhou as decisões francesas.
Base das Lajes regista movimentações intensas no dia de domingo
Na Base das Lajes, nos Açores foram registadas muitas movimentações.
A missão terá demorado cerca de três horas, pois por volta da uma da tarde, duas horas no continente, estavam de volta.
À hora de almoço, saíram seis caças europeus aeronaves britânicas reabastecedoras que acompanharam um avião maior, o A330 da força aérea britânica.
Já ao fim da tarde, às cinco da tarde locais, 18h no continente, levantaram voo mais oito aviões.
O estado de alerta nas Lajes não foi elevado e o Presidente do Governo Regional dos Açores diz que a segurança dos açorianos está garantida.
Milhares celebram no mundo a morte de Ali Khamenei
Assim que foi confirmada a morte do líder supremo iraniano, milhares de pessoas saíram para celebrar.
Em Lisboa também houve manifestação.
Morte de Khamenei provoca protestos violentos em vários países
A morte do líder supremo do Irão está a provocar violentos protestos nalguns países da região.
Em Bagdade, no Iraque, os manifestantes tentaram entrar na Embaixada dos norte americana.
Mecanismo de entreajuda dos 27 acionado após ataques do Irão
A diplomacia europeia esteve reunida em Bruxelas este domingo.
Um mecanismo que ainda não foi ativado por nenhum dos estados-membros.
Em comunicado, a União Europeia referiu que "segue com preocupação os acontecimentos no Médio Oriente e compromete-se com todos os esforços diplomáticos para impedir que um agravamento da situação".
Os ministros dos Negócios Estrangeiros estiveram reunidos a pedido da Chefe da Diplomacia Europeia, Kaja Kallas, e reforçaram "o apoio ao povo do Irão e a necessidade de que os confrontos não ponham em causa a economia global".
As duas das ideias marcaram o comunicado emitido pela chefe da diplomacia europeia, em nome dos 27, depois de uma reunião extraordinária com os ministros dos negócios estrangeiros.
No documento pode ler-se que %u201Ca intenção é continuar a proteger a segurança e os interesses da União, incluindo através de sanções adicionais às que já foram aprovadas nos últimos tempos em resposta à brutal repressão contra o povo iraniano e às ameaças dos programas nuclear e de mísseis balísticos do Irão%u201D.
No comunicado, com o qual os estados-membros concordaram depois de três horas de reunião por vídeo conferência, existe também um %u201Capelo à máxima contenção e ao pleno respeito pelo direito internacional, incluindo os princípios da Carta das Nações Unidas e o direito internacional humanitário%u201D.
Os 27 e a chefe da diplomacia europeia dizem que %u201Co Médio Oriente tem muito a perder com qualquer guerra prolongada e que os ataques e a violação da soberania de vários países da região por parte do Irão são indesculpáveis%u201D.
Os ministros dos Negócios Estrangeiros defendem que o Irão deve abster-se %u201Cde ataques militares indiscriminados%u201D e expressam %u201Ca total solidariedade aos parceiros da região que foram atacados ou afetados com os quais estão em permanente contacto%u201D.
A União Europeia compromete-se a contribuir com %u201Ctodos os esforços diplomáticos para reduzir as tensões e alcançar uma solução duradoura para impedir o Irão de adquirir armas nucleares e reforça que a plena cooperação com a Agência Internacional de Energia Atómica e o cumprimento das obrigações legais ao abrigo do Tratado de Não Proliferação Nuclear são cruciais%u201D.
Os ministros reiteram que %u201Cos acontecimentos no Irão não devem conduzir a uma escalada que possa ameaçar o Médio Oriente, a Europa e outras regiões, com consequências imprevisíveis, incluindo na esfera económica. A interrupção de vias navegáveis críticas, como o Estreito de Ormuz, deve ser evitada%u201D.
Por fim, a União Europeia e os estados-membros afirmam %u201Cestar a tomar todas as medidas necessárias para garantir a segurança dos cidadãos europeus na região, incluindo a ativação do Mecanismo Europeu de Proteção Civil da UE, se necessário, para possíveis repatriamentos%u201D.