Mundo
Guerra no Médio Oriente
Mahmoud Abbas explicou nas Nações Unidas como Israel procura "acabar com a existência palestiniana"
Foi um líder palestiniano alavancado pela críticas internacionais generalizadas contra as atrocidades cometidas pelos israelitas contra Gaza e Cisjordânia aquele que se apresentou esta tarde à Assembleia Geral das Nações Unidas por videoconferência. Na verdade, tudo ajudou Mahmoud Abbas esta quinta-feira, até o anátema de lhe ter sido novamente negada a entrada nos Estados Unidos para participar da reunião das nações em Nova Iorque.
O presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, falou aos representantes mundiais através de videoconferência depois de a Administração Trump voltar a proibir a sua entrada nos Estados Unidos e assim vedar-lhe a comunicação direta a partir da sala da Assembleia Geral das Nações Unidas.
Trata-se de um gesto que mostra a cumplicidade da Casa Branca com as práticas israelitas nos territórios ocupados da Cisjordânia e terraplanagem da Faixa de Gaza, ações condenadas por várias organizações internacionais, entre elas a própria ONU e, de forma mais tímida, a União Europeia.
O presidente palestiniano criticou esta decisão americana, assinalando tratar-se de “medidas punitivas sem fundamento legal”, para sublinhar a recusa palestiniana “em aceitar as acusações e as justificações” relativas à recusa de visto.
Abbas pôde contudo ser ouvido na sala a denunciar o governo de Telavive de não apenas colocar um ponto final da solução de dois Estados – o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu tem sido claro quanto a este aspeto – como também procurar o fim da existência palestiniana.
“O perigo já não se limita a minar a solução dos dois Estados e a impedir a criação do Estado palestiniano. [As políticas israelitas] ameaçam agora a vida e a própria existência do povo palestiniano na sua terra natal”, declarou Abbas, num vídeo gravado previamente.
O líder palestiniano assinalou o “projeto malévolo” levado a cabo pelos israelitas nos territórios ocupados com o objetivo de provocar um novo êxodo palestiniano: “O que se passa em Gaza, na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental não são incidentes isolados, mas sim um projeto colonial malévolo destinado a tornar mais difícil a vida dos palestinianos na sua própria terra e a forçá-los a partir”.
Acusando Israel de levar a cabo um projeto colonialista com busca da “separação do Norte da Cisjordânia do seu Sul, de isolar Jerusalém Oriental do seu entorno palestiniano, e assim impedir a criação de um Estado palestiniano geograficamente contínuo”, Abbas apelou ao consenso geral que reina entre os membros da Nações Unidas – 160 países reconhecem o Estado Palestiniano, grupo em que está Portugal desde há um ano – para apelar ao Conselho de Segurança para “intervir de forma urgente e responsável”.
“Dizemos hoje ao mundo que salvar esta solução [da criação do estado palestiniano] começa pela preservação da terra sobre a qual esse Estado deve ser estabelecido e proteger as pessoas que aí vivem”, pediu Mahmoud Abbas.
Nos seus 90 anos e a partir de Ramallah, na Cisjordânia ocupada pelos israelitas, Mahmoud Abbas reafirmou os planos palestinianos para levar a cabo eleições legislativas a 28 de novembro, no que será o primeiro escrutínio deste tipo em duas décadas, já que os palestinianos não têm legislativas ou presidenciais desde 2005-2006, quando o Hamas, rivais da Fatah liderada por abbas, tomou controlo de Gaza.
Já este ano, Abbas anunciou que a eleição presidencial teria lugar em 2017, estando por definir uma data concreta.
“Vamos avançar para legislativas a 28 de Novembro deste ano”, anunciou Abbas, pressionado pelos Estados Unidos para implementar reformas que abordem questões de corrupção e governação e que estes dizem não ter sido aplicadas, ideia rejeitada pelo líder palestiniano: “Concluímos o programa nacional de reformas ao qual nos comprometemos perante o nosso povo e a comunidade internacional”.
O presidente palestiniano criticou esta decisão americana, assinalando tratar-se de “medidas punitivas sem fundamento legal”, para sublinhar a recusa palestiniana “em aceitar as acusações e as justificações” relativas à recusa de visto.
Abbas pôde contudo ser ouvido na sala a denunciar o governo de Telavive de não apenas colocar um ponto final da solução de dois Estados – o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu tem sido claro quanto a este aspeto – como também procurar o fim da existência palestiniana.
“O perigo já não se limita a minar a solução dos dois Estados e a impedir a criação do Estado palestiniano. [As políticas israelitas] ameaçam agora a vida e a própria existência do povo palestiniano na sua terra natal”, declarou Abbas, num vídeo gravado previamente.
O líder palestiniano assinalou o “projeto malévolo” levado a cabo pelos israelitas nos territórios ocupados com o objetivo de provocar um novo êxodo palestiniano: “O que se passa em Gaza, na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental não são incidentes isolados, mas sim um projeto colonial malévolo destinado a tornar mais difícil a vida dos palestinianos na sua própria terra e a forçá-los a partir”.
Acusando Israel de levar a cabo um projeto colonialista com busca da “separação do Norte da Cisjordânia do seu Sul, de isolar Jerusalém Oriental do seu entorno palestiniano, e assim impedir a criação de um Estado palestiniano geograficamente contínuo”, Abbas apelou ao consenso geral que reina entre os membros da Nações Unidas – 160 países reconhecem o Estado Palestiniano, grupo em que está Portugal desde há um ano – para apelar ao Conselho de Segurança para “intervir de forma urgente e responsável”.
“Dizemos hoje ao mundo que salvar esta solução [da criação do estado palestiniano] começa pela preservação da terra sobre a qual esse Estado deve ser estabelecido e proteger as pessoas que aí vivem”, pediu Mahmoud Abbas.
Nos seus 90 anos e a partir de Ramallah, na Cisjordânia ocupada pelos israelitas, Mahmoud Abbas reafirmou os planos palestinianos para levar a cabo eleições legislativas a 28 de novembro, no que será o primeiro escrutínio deste tipo em duas décadas, já que os palestinianos não têm legislativas ou presidenciais desde 2005-2006, quando o Hamas, rivais da Fatah liderada por abbas, tomou controlo de Gaza.
Já este ano, Abbas anunciou que a eleição presidencial teria lugar em 2017, estando por definir uma data concreta.
“Vamos avançar para legislativas a 28 de Novembro deste ano”, anunciou Abbas, pressionado pelos Estados Unidos para implementar reformas que abordem questões de corrupção e governação e que estes dizem não ter sido aplicadas, ideia rejeitada pelo líder palestiniano: “Concluímos o programa nacional de reformas ao qual nos comprometemos perante o nosso povo e a comunidade internacional”.
c/ agências