Mundo
Maior grupo K-Pop em Portugal. BTS vistos no Aeroporto de Lisboa
Os BTS surgiram esta terça-feira no Aeroporto de Lisboa, roubando a atenção de vários fãs que ali estavam. Até ao momento ainda é desconhecido o motivo da visita a Portugal.
O novo álbum do grupo sul-coreano BTS, “Arirang”, está previsto estrear apenas no dia 21 de março, com uma digressão que irá passar pela Europa no período do verão.
Por este motivo, não se esperava que o grupo surgisse em Portugal, quase dois meses antes da estreia do novo álbum. Contudo, vários vídeos partilhados online mostram os BTS à chegada no Aeroporto de Lisboa, sendo a primeira vez que os sete elementos do grupo estão em Portugal.
Por este motivo, não se esperava que o grupo surgisse em Portugal, quase dois meses antes da estreia do novo álbum. Contudo, vários vídeos partilhados online mostram os BTS à chegada no Aeroporto de Lisboa, sendo a primeira vez que os sete elementos do grupo estão em Portugal.
O grupo BTS aterra em Portugal no mesmo dia que anuncia um novo documentário e a transmissão de um concerto ao vivo na Netflix.
Mas o que explica o fenómeno K-Pop?
A chegada inesperada dos BTS esta terça-feira a Lisboa não é apenas um momento de entusiasmo entre fãs, mas um sintoma de algo muito maior: o K-pop tornou-se num fenómeno cultural global, com crescente impacto na Europa e também em Portugal.
O grupo BTS, cuja popularidade transcende fronteiras linguísticas e culturais, é um dos principais responsáveis por esta expansão.De acordo com registos internacionais, BTS não são apenas um dos grupos mais vendidos da Coreia do Sul, mas também o primeiro grupo asiático a alcançar os primeiros lugares das tabelas musicais oficiais em mercados como Alemanha e Reino Unido, com vários discos e prémios internacionais que o comprovam.
O sucesso do K-pop tem raízes profundas na estratégia com que a cultura sul-coreana tem vindo a ser projetada globalmente, segundo a Statista, uma das maiores plataformas de estatísticas do mundo.Trata-se de um fenómeno designado como Hallyu ou “onda coreana”. Este termo descreve a crescente exportação de produtos culturais coreanos, desde música e cinema à moda e gastronomia.
Economias como a da Coreia do Sul fizeram um forte investimento em promover estes conteúdos no estrangeiro, transformando-os em produtos de exportação cultural com impacto económico significativo.
Como exemplo, um estudo da Universidade Lusófona divulgado em novembro do ano passado, apontou que apenas os BTS podem ter gerado milhares de milhões de euros em impacto económico global ao longo da última década, incluindo receitas de álbuns, concertos, merchandising e turismo.
Também um relatório da Korea Foundation de 2023, aponta que existem agora mais de 180 milhoes de fãs de K-Pop em 109 países em todo o mundo, representando um aumento de 40% só desde 2020. CAIXA
Mas o efeito vai além das finanças. A música K-pop tornou-se sinónimo de uma estética global que combina produção musical de alto nível, coreografias icónicas, e uma presença digital fortíssima, especialmente em plataformas como YouTube, TikTok e Instagram, onde os fãs podem interagir diretamente com os artistas.
“Army” em Portugal
Uma das chaves do fenómeno é a forma única como o K-pop constrói e mobiliza fãs. Os grupos como BTS têm um envolvimento constante nas redes sociais, com conteúdos exclusivos, interações e eventos virtuais que criam uma sensação de comunidade global - a famosa Army, no caso dos BTS - o nome oficial da comunidade de fãs que significa "Adorável representante M.C. para os jovens”.
Este modelo de ligação direta e contínua com fãs faz com que a música não seja apenas consumida de forma passiva. Os seguidores participam ativamente em campanhas de streaming, traduções e encontros online, ampliando a visibilidade do género, de acordo com a Korea Insider.
O fenómeno, embora global, começou apenas recentemente a ganhar força em muitos países europeus. Historicamente, mercados como os Estados Unidos (EUA), Japão e Sudeste Asiático foram mais recetivos à música sul-coreana. Porém, nos últimos anos, a Europa tem observado um aumento nas presenças de grupos em palcos internacionais e nas plataformas de streaming.
Em Portugal, mesmo que o K-pop seja ainda um nicho comparado com grandes fenómenos da música pop, há sinais claros de crescimento. Eventos locais, concursos de dança, fãs organizados e presença em arenas demonstram que a cultura jovem portuguesa está cada vez mais envolvida com esta onda coreana, segundo a opinião do jornalista do Diário de Notícias, Leonidio Paulo Ferreira- que inclusive, fez parte do jurado do concurso de K-Pop, organizado pela embaixada de Lisboa.O entusiasmo dos fãs verificado na chegada dos BTS a Lisboa - embora o motivo oficial da visita ainda não esteja confirmado - é um reflexo dessa expansão e da força com que o género está a penetrar novos públicos, mesmo antes do lançamento oficial do novo álbum Arirang, previsto para 21 de março.
O fenómeno K-Pop também não se limita a sucessos nas tabelas musicais. Ele influencia moda, beleza, ensino de língua, turismo e perceções culturais, conduzindo muitos jovens a aprender coreano, a viajar para a Coreia e a consumir outras formas de cultura sul-coreana como séries (K-dramas) e cinema, segundo dados divulgados em dezembro de 2024, pelo Statista.
Este cruzamento entre música e cultura global tem sido destacado por académicos e meios de comunicação como um exemplo de “soft power”- uma forma de projeção internacional que usa cultura e entretenimento para criar interesse e simpatia por um país no exterior.
A chegada inesperada dos BTS esta terça-feira a Lisboa não é apenas um momento de entusiasmo entre fãs, mas um sintoma de algo muito maior: o K-pop tornou-se num fenómeno cultural global, com crescente impacto na Europa e também em Portugal.
O grupo BTS, cuja popularidade transcende fronteiras linguísticas e culturais, é um dos principais responsáveis por esta expansão.De acordo com registos internacionais, BTS não são apenas um dos grupos mais vendidos da Coreia do Sul, mas também o primeiro grupo asiático a alcançar os primeiros lugares das tabelas musicais oficiais em mercados como Alemanha e Reino Unido, com vários discos e prémios internacionais que o comprovam.
O sucesso do K-pop tem raízes profundas na estratégia com que a cultura sul-coreana tem vindo a ser projetada globalmente, segundo a Statista, uma das maiores plataformas de estatísticas do mundo.Trata-se de um fenómeno designado como Hallyu ou “onda coreana”. Este termo descreve a crescente exportação de produtos culturais coreanos, desde música e cinema à moda e gastronomia.
Economias como a da Coreia do Sul fizeram um forte investimento em promover estes conteúdos no estrangeiro, transformando-os em produtos de exportação cultural com impacto económico significativo.
Como exemplo, um estudo da Universidade Lusófona divulgado em novembro do ano passado, apontou que apenas os BTS podem ter gerado milhares de milhões de euros em impacto económico global ao longo da última década, incluindo receitas de álbuns, concertos, merchandising e turismo.
Também um relatório da Korea Foundation de 2023, aponta que existem agora mais de 180 milhoes de fãs de K-Pop em 109 países em todo o mundo, representando um aumento de 40% só desde 2020. CAIXA
Mas o efeito vai além das finanças. A música K-pop tornou-se sinónimo de uma estética global que combina produção musical de alto nível, coreografias icónicas, e uma presença digital fortíssima, especialmente em plataformas como YouTube, TikTok e Instagram, onde os fãs podem interagir diretamente com os artistas.
“Army” em Portugal
Uma das chaves do fenómeno é a forma única como o K-pop constrói e mobiliza fãs. Os grupos como BTS têm um envolvimento constante nas redes sociais, com conteúdos exclusivos, interações e eventos virtuais que criam uma sensação de comunidade global - a famosa Army, no caso dos BTS - o nome oficial da comunidade de fãs que significa "Adorável representante M.C. para os jovens”.
Este modelo de ligação direta e contínua com fãs faz com que a música não seja apenas consumida de forma passiva. Os seguidores participam ativamente em campanhas de streaming, traduções e encontros online, ampliando a visibilidade do género, de acordo com a Korea Insider.
O fenómeno, embora global, começou apenas recentemente a ganhar força em muitos países europeus. Historicamente, mercados como os Estados Unidos (EUA), Japão e Sudeste Asiático foram mais recetivos à música sul-coreana. Porém, nos últimos anos, a Europa tem observado um aumento nas presenças de grupos em palcos internacionais e nas plataformas de streaming.
Em Portugal, mesmo que o K-pop seja ainda um nicho comparado com grandes fenómenos da música pop, há sinais claros de crescimento. Eventos locais, concursos de dança, fãs organizados e presença em arenas demonstram que a cultura jovem portuguesa está cada vez mais envolvida com esta onda coreana, segundo a opinião do jornalista do Diário de Notícias, Leonidio Paulo Ferreira- que inclusive, fez parte do jurado do concurso de K-Pop, organizado pela embaixada de Lisboa.O entusiasmo dos fãs verificado na chegada dos BTS a Lisboa - embora o motivo oficial da visita ainda não esteja confirmado - é um reflexo dessa expansão e da força com que o género está a penetrar novos públicos, mesmo antes do lançamento oficial do novo álbum Arirang, previsto para 21 de março.
O fenómeno K-Pop também não se limita a sucessos nas tabelas musicais. Ele influencia moda, beleza, ensino de língua, turismo e perceções culturais, conduzindo muitos jovens a aprender coreano, a viajar para a Coreia e a consumir outras formas de cultura sul-coreana como séries (K-dramas) e cinema, segundo dados divulgados em dezembro de 2024, pelo Statista.
Este cruzamento entre música e cultura global tem sido destacado por académicos e meios de comunicação como um exemplo de “soft power”- uma forma de projeção internacional que usa cultura e entretenimento para criar interesse e simpatia por um país no exterior.