Mundo
Mais 33 detidos assassinados no Brasil
Desta vez foi na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, a maior de Roraima, revelou a Secretaria de Justiça e Cidadania. Pelo menos 33 presos foram assassinados esta madrugada por outros detidos.
A entrada no estabelecimento está encerrada e o Batalhão de Operações Especiais (Bope) e a Polícia Militar (PM) estão ambas no local e dominaram o motim dos presos estando já "nas alas do presídio", acrescenta o comunicado da Secretaria da Justiça.
O Amazonas emitiu terça-feira um alerta para Roraima, sobre possíveis confrontos entre detidos nas várias unidades penitenciárias do estado. No domingo, 1 de janeiro de 2017, pelo menos 56 presos foram assassinados num motim no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, em Manaus. A revolta só foi dominada ao fim de 17 horas.
Os detalhes do sucedido na prisão Agrícola de Monte Cristo são ainda escassos.
O motim terá tido início durante a madrugada de dia 6 de janeiro e poderá estar ligada a confrontos entre gangs pelo domínio do tráfico de droga, como sucedeu há dias em Manaus.
A Penitenciária Agrícola de Monte Cristo alberga mais de 1,4 mil presos, o dobro da capacidade prevista e é administrada pelo próprio Estado.
As autoridades brasileiras acreditam que as revoltas e os motins dentro das cadeias vão continuar e ligam os assassínios ao tráfico de drogas e até às FARC - a guerrilha colombiana.
Guerra de gangs e sobrelotação
Em 2016 quase 400 detidos tiveram morte violenta nas cadeias de todo o Brasil.Um relatório de outubro de 2015 da Human Rights Watch alertava para a sobrelotação das cadeias no Estado brasileiro de Pernambuco, onde a gestão dos estabelecimentos estava já então nas mãos de reclusos.
Em outubro passado, pelo menos 18 presos morreram em revoltas em Roraima e Rondônia. O Governo afirmou que refletiram a briga entre duas fações criminosas, uma de São Paulo e outra do Rio de Janeiro, que afeta o país inteiro.
"Todo o sistema penitencial do Brasil estava ciente de que isso ia ocorrer", declarou então o secretário da Justiça e Cidadania, Uzial Castro.
O Governo federal receia que as três maiores organizações criminosas do Brasil, o Primeiro Comando da Capital (PCC), de São Paulo, o Comando Vermelho (CV), que controla o crime organizado no Rio de Janeiro, e a Família do Norte (FND), com atuação no norte e nordeste, iniciem uma série de motins noutras penintenciárias.
Um dos problemas mais graves das prisões brasileiras é a sobrelotação. Mais cadeias estão a ser construídas, mas não acompanham as necessidades, assim como o uso de pulseira eletrónica.
Exemplo paradigmático é o da Penitenciária Juiz Plácido de Sousa, em Pernambuco. Com capacidade para acolher 380 presos, tem 1.922, de acordo com o census mais recente.
Em julho passado, uma série de revoltas fez seis mortos e dez feridos. Alguns pavilhões foram incendiados e a cabeça de um dos detidos foi encontrada no lixo.
O Amazonas emitiu terça-feira um alerta para Roraima, sobre possíveis confrontos entre detidos nas várias unidades penitenciárias do estado. No domingo, 1 de janeiro de 2017, pelo menos 56 presos foram assassinados num motim no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, em Manaus. A revolta só foi dominada ao fim de 17 horas.
Os detalhes do sucedido na prisão Agrícola de Monte Cristo são ainda escassos.
O motim terá tido início durante a madrugada de dia 6 de janeiro e poderá estar ligada a confrontos entre gangs pelo domínio do tráfico de droga, como sucedeu há dias em Manaus.
A Penitenciária Agrícola de Monte Cristo alberga mais de 1,4 mil presos, o dobro da capacidade prevista e é administrada pelo próprio Estado.
As autoridades brasileiras acreditam que as revoltas e os motins dentro das cadeias vão continuar e ligam os assassínios ao tráfico de drogas e até às FARC - a guerrilha colombiana.
Guerra de gangs e sobrelotação
Em 2016 quase 400 detidos tiveram morte violenta nas cadeias de todo o Brasil.Um relatório de outubro de 2015 da Human Rights Watch alertava para a sobrelotação das cadeias no Estado brasileiro de Pernambuco, onde a gestão dos estabelecimentos estava já então nas mãos de reclusos.
Em outubro passado, pelo menos 18 presos morreram em revoltas em Roraima e Rondônia. O Governo afirmou que refletiram a briga entre duas fações criminosas, uma de São Paulo e outra do Rio de Janeiro, que afeta o país inteiro.
"Todo o sistema penitencial do Brasil estava ciente de que isso ia ocorrer", declarou então o secretário da Justiça e Cidadania, Uzial Castro.
O Governo federal receia que as três maiores organizações criminosas do Brasil, o Primeiro Comando da Capital (PCC), de São Paulo, o Comando Vermelho (CV), que controla o crime organizado no Rio de Janeiro, e a Família do Norte (FND), com atuação no norte e nordeste, iniciem uma série de motins noutras penintenciárias.
Um dos problemas mais graves das prisões brasileiras é a sobrelotação. Mais cadeias estão a ser construídas, mas não acompanham as necessidades, assim como o uso de pulseira eletrónica.
Exemplo paradigmático é o da Penitenciária Juiz Plácido de Sousa, em Pernambuco. Com capacidade para acolher 380 presos, tem 1.922, de acordo com o census mais recente.
Em julho passado, uma série de revoltas fez seis mortos e dez feridos. Alguns pavilhões foram incendiados e a cabeça de um dos detidos foi encontrada no lixo.