Mais abertura nas fronteiras, defende Conselho Português para os Refugiados

A Europa tem a chave para evitar mais tragédias no Mediterrâneo, afirma Teresa Tito de Morais.

Frederico Pinheiro, Antena1 /

foto: Reuters/Giorgio Perottino

Todos os anos morrem milhares de pessoas nas águas do Mediterrâneo, tentando atravessar o mar, do norte de Africa para a Europa do sul. Fazem-no clandestinamente e em condições muito perigosas. Depois do naufrágio de ontem perto da costa líbia, pelo menos 1500 pessoas pessoas terão perdido a vida desta forma desde o princípio deste ano.

As consequências, ao nível humanitário, da imigração clandestina desde o norte de África estão na ordem do dia, com o secretário-geral das Nações Unidas a pressionar as autoridades europeias para encontrarem uma resposta à altura da dimensão do problema. A chefe da diplomacia europeia, a comissária Federica Mogherini, forçou a inclusão deste assunto na reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros que decorre esta segunda feira no Luxemburgo.

Ouvida pela Antena1, a presidente do Conselho Português para os Refugiados, Teresa Tito de Morais, defende que a Europa deveria facilitar a abertura de novos canais de imigração que evitem o recurso à entrada clandestina, aliviando a "restrição enorme" [à entrada na Europa], que acaba por conduzir milhares de pessoas para recursos clandestinos - e para a morte, ano após ano.
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