Mundo
Mais de 200 imigrantes ilegais entram em Melilla
Cerca de 300 imigrantes ilegais africanos juntaram-se durante a noite desta sexta-feira e, de madrugada pelas 06h00, lançaram um assalto à tripla barreira de arame farpado do enclave de Melilla. Mais de 200 clandestinos conseguiram passa-la e penetrar em solo espanhol, vindos de Marrocos, escalando um a um as barreiras de sete metros de altura. Entre eles, uma mulher, um facto extremamente raro.
Tanto Melilla como Ceuta, igualmente em Marrocos, têm sofrido a pressão dos imigrantes a partir de África e Madrid está sob fogo cruzado interna e externamente devido aos meios usados para repelir as vagas sucessivas que tentam atravessar a fronteira, tanto por mar como por terra.
A 6 de fevereiro último afogaram-se pelo menos 14 imigrantes quando tentavam entrar em Ceuta. As forças espanholas são acusadas de terem disparado balas de borracha provocando o pânico entre os clandestinos de que resultou a tragédia. As forças da Guardia Civil negam mas em Espanha a hipótese provocou um debate aceso. O ministério espanhol do Interior anunciou entretanto terça-feira ter dado ordem aos seus soldados para não usarem balas de borracha ao repelir as tentativas de entrada.
Esta sexta-feira, os guardas espanhóis foram incapazes de conter a vaga de emigrantes que procurou entrar em Melilla, no assalto em massa mais conseguido dos últimos anos.
Os clandestinos arremessaram "todo o tipo de objetos, pedras, paus e garrafas contra os agentes da Guardia Civil," afirmou a prefeitura de Melilla. Dois agentes ficaram ligeiramente feridos.
A Associação Marroquina dos Direitos do Homem diz que 34 migrantes ilegais acabaram por ser hospitalizados em Nador, Marrocos, com golpes provocados pelo arame farpado e com fraturas.

Estas barreiras de arame farpado foram instaladas em 2013, apesar da oposição e denúncia de defensores de direitos humanitários devido aos ferimentos que podem causar aos imigrantes.
Ceti a transbordar
Mal se viram do lado espanhol, os clandestinos dirigiram-se a festejar ao centro de acolhimento de Ceti. "Cantavam cânticos de alegria enquanto atravessavam a cidade" afirmou a prefeitura espanhola.


Formaram-se longas filas de espera enquanto os clandestinos esperavam a sua vez de serem atendidos. O Ceti registou 214 migrantes, revelou o diretor do centro, Carlos Montero.
O Centro tem capacidade para 480 pessoas mas abriga já mais de 1.300 e continua pressionado por centenas de africanos oriundos sobretudo dos países da África sub-saariana. Desde janeiro que a população do Ceti não consegue descer abaixo das 900 pessoas e em redor do enclave espanhol acampam mais de mil migrantes, à espera de tentar a sua sorte.Este foi o terceiro assalto em Melilla em menos de duas semanas, tendo-se registado outros dois a 24 e a 17 de fevereiro. Segunda-feira mais de 500 imigrantes lançaram um ataque coordenado tendo entrado no enclave uma centena e 27 ficado feridos. Na semana passada entraram em Melilla 150 clandestinos.
Aos emigrantes africanos juntaram-se entretanto cerca de mil sírios que procuram igualmente entrar na Europa através de Espanha. Há dias cerca de 200 tentaram um assalto mas sem sucesso.
"Não há sinais de que isto vai acalmar. Pelo contrário, a pressão é cada vez mais forte" afirmou Carlos Montero dia 20 de fevereiro.
"Centenas de imigrantes vão continuar a chegar porque a Guardia Civil não dispõe de efetivos suficientes para rechaçar esta invasão do território espanhol" considerava por seu lado o número dois do governo de Melilla, Miguel Marin.
A 6 de fevereiro último afogaram-se pelo menos 14 imigrantes quando tentavam entrar em Ceuta. As forças espanholas são acusadas de terem disparado balas de borracha provocando o pânico entre os clandestinos de que resultou a tragédia. As forças da Guardia Civil negam mas em Espanha a hipótese provocou um debate aceso. O ministério espanhol do Interior anunciou entretanto terça-feira ter dado ordem aos seus soldados para não usarem balas de borracha ao repelir as tentativas de entrada.
Esta sexta-feira, os guardas espanhóis foram incapazes de conter a vaga de emigrantes que procurou entrar em Melilla, no assalto em massa mais conseguido dos últimos anos.
Os clandestinos arremessaram "todo o tipo de objetos, pedras, paus e garrafas contra os agentes da Guardia Civil," afirmou a prefeitura de Melilla. Dois agentes ficaram ligeiramente feridos.
A Associação Marroquina dos Direitos do Homem diz que 34 migrantes ilegais acabaram por ser hospitalizados em Nador, Marrocos, com golpes provocados pelo arame farpado e com fraturas.
Estas barreiras de arame farpado foram instaladas em 2013, apesar da oposição e denúncia de defensores de direitos humanitários devido aos ferimentos que podem causar aos imigrantes.
Ceti a transbordar
Mal se viram do lado espanhol, os clandestinos dirigiram-se a festejar ao centro de acolhimento de Ceti. "Cantavam cânticos de alegria enquanto atravessavam a cidade" afirmou a prefeitura espanhola.
Formaram-se longas filas de espera enquanto os clandestinos esperavam a sua vez de serem atendidos. O Ceti registou 214 migrantes, revelou o diretor do centro, Carlos Montero.
O Centro tem capacidade para 480 pessoas mas abriga já mais de 1.300 e continua pressionado por centenas de africanos oriundos sobretudo dos países da África sub-saariana. Desde janeiro que a população do Ceti não consegue descer abaixo das 900 pessoas e em redor do enclave espanhol acampam mais de mil migrantes, à espera de tentar a sua sorte.Este foi o terceiro assalto em Melilla em menos de duas semanas, tendo-se registado outros dois a 24 e a 17 de fevereiro. Segunda-feira mais de 500 imigrantes lançaram um ataque coordenado tendo entrado no enclave uma centena e 27 ficado feridos. Na semana passada entraram em Melilla 150 clandestinos.
Aos emigrantes africanos juntaram-se entretanto cerca de mil sírios que procuram igualmente entrar na Europa através de Espanha. Há dias cerca de 200 tentaram um assalto mas sem sucesso.
"Não há sinais de que isto vai acalmar. Pelo contrário, a pressão é cada vez mais forte" afirmou Carlos Montero dia 20 de fevereiro.
"Centenas de imigrantes vão continuar a chegar porque a Guardia Civil não dispõe de efetivos suficientes para rechaçar esta invasão do território espanhol" considerava por seu lado o número dois do governo de Melilla, Miguel Marin.