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Guerra no Médio Oriente. Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito

Mais de 200 petroleiros à espera de passar Estreito de Ormuz

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Mais de 200 petroleiros à espera de passar Estreito de Ormuz

Os Emirados Árabes Unidos pediram a abertura incondicional do Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irão, estimando que 230 navios carregados de petróleo estão prontos para zarpar. Teerão já avançou que vai permitir a passagem de um máximo 15 embarcações por dia. Acompanhamos aqui o evoluir da situação do conflito no Médio Oriente.

Mariana Ribeiro Soares, Cristina Sambado - RTP /

Raghed Waked - Reuters

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No Irão
RTP /

Rússia pretende retirar mais funcionários da central nuclear de Bushehr apesar do cessar-fogo

O responsável da gigante nuclear estatal russa Rosatom afirma que a empresa não reverteu a sua decisão de retirar os seus funcionários da central nuclear de Bushehr, no Irão, apesar do cessar-fogo.

“Ainda não estamos a cancelar a retirada… ainda não é altura de os nossos camaradas regressarem”, disse Alexei Likhachev, CEO da Rosatom, aos jornalistas.

“A situação mantém-se inalterada. Claro que as coisas melhoraram um pouco desde o anúncio do cessar-fogo. Não sabemos como é que este cessar-fogo vai acabar, por razões óbvias”, afirmou, segundo a agência de notícias russa Interfax.

Dos 639 funcionários da Rosatom que estavam originalmente na central, 611 foram retirados via Arménia, tendo permanecido cerca de 50 voluntários no local.

Busehr, a única central nuclear em funcionamento no Irão, construída e operada pela Rússia, foi atingida quatro vezes desde o início da guerra entre os EUA e Israel contra o Irão, em fevereiro.
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RTP /

Trump critica NATO em publicação na rede social Truth Social

Donald Trump voltou a criticar a NATO depois de se ter reunido ontem com o secretário-geral da aliança, Mark Rutte.

Dando pouco contexto, o presidente americano escreveu na sua aplicação Truth Social: “Nenhuma destas pessoas, incluindo a nossa própria NATO, que é muito dececionante, entendeu nada a menos que fosse pressionada!!!”
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RTP /

Irão vai permitir a passagem de um máximo de 15 embarcações por dia pelo Estreito de Ormuz

O Irão vai permitir a passagem de um máximo de 15 embarcações por dia através do Estreito de Ormuz, em conformidade com o acordo de cessar-fogo assinado com os Estados Unidos, informou a agência de notícias estatal russa TASS, citando uma fonte iraniana de alto nível não identificada esta quinta-feira.

O Estreito, uma faixa de água com apenas 34 quilómetros de largura entre o Irão e o Omã, proporciona a passagem do Golfo Pérsico para o Oceano Índico e é a principal rota para cerca de um quinto do fornecimento mundial de petróleo e outros bens vitais, incluindo fertilizantes.
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RTP /

Líbano pede ao Paquistão para ser incluído nas negociações de cessar-fogo

O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, apelou ao seu homólogo paquistanês para confirmar a inclusão do Líbano no cessar-fogo da guerra com o Irão, um dia depois de os ataques israelitas contra o país terem feito mais de 200 mortos.

Em comunicado, o gabinete de Salam informou que este telefonou a Shehbaz Sharif, elogiando os esforços de Islamabad para garantir o cessar-fogo e pedindo-lhe que “confirme que o cessar-fogo inclui o Líbano para evitar a repetição dos ataques israelitas testemunhados ontem”.

Israel e os EUA afirmaram que o cessar-fogo não inclui o Líbano, com Israel a anunciar que vai continuar os seus ataques.

O presidente do parlamento iraniano alertou hoje que Teerão considera o Líbano uma “parte inseparável do cessar-fogo” e ameaçou com “fortes respostas”, coincidindo com os crescentes apelos internacionais para que o Líbano seja incluído no cessar-fogo.
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RTP /

Ofensiva "maior e mais forte". Trump ameaça Irão se acordo não for alcançado

Donald Trump ameaça com uma ofensiva mais forte se não for alcançado um acordo definitivo com o Irão.

O presidente dos Estados Unidos garante que todos os meios militares destacados no Médio Oriente vão continuar a postos para o que for necessário.

O líder norte-americano deixa ainda fortes críticas aos países da NATO.
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RTP /

Israel ataca Líbano. Ofensiva sem precedentes fez mais de 200 mortos

O Irão diz que os ataques de Israel contra o Líbano são uma violação do cessar-fogo. Apesar da pressão da comunidade internacional, os EUA reafirmam que a trégua é apenas com o Irão.

Israel lançou na quarta-feira um ataque sem precedentes contra o Líbano. O país cumpre hoje um dia de luto nacional em memória das mais de 200 mortes.
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RTP /

Aumento dos combustíveis. Custos ameaçam transporte de doentes

O Governo anunciou o reforço do apoio aos bombeiros devido ao aumento do preço dos combustíveis. Está a a ser ultimada uma alteração à lei para o pagamento do transporte de doentes urgentes e não urgentes.

As corporações falam em custos insuportáveis e dizem que estão no limite das capacidades para garantir as assistências.

De fora dos apoios estão as empresas privadas, que já avisaram que vão ter de deixar de transportar inúmeros doentes.
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Antes de eventual ataque
RTP /

Israel emite alerta de evacuação para vários bairros do sul de Beirute

O exército israelita voltou a pedir na quinta-feira aos residentes de vários bairros do sul de Beirute que evacuassem o local, alertando para novos ataques contra o movimento islamista Hezbollah, aliado de Teerão, após os atentados mortais no Líbano.

"Aviso urgente aos residentes dos subúrbios do sul de Beirute... O exército israelita continua as suas operações e ataca as infraestruturas militares do Hezbollah em toda a região sul dos subúrbios", disse o coronel Avichay Adraee, porta-voz do exército, falando em árabe, numa publicação na rede social X.
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RTP /

Mais de 200 petroleiros à espera de passar Estreito de Ormuz

O ministro da Indústria dos Emirados Árabes Unidos, Sultan al Jaber, pediu hoje a abertura incondicional do Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irão, estimando que 230 navios carregados de petróleo estão prontos para zarpar.

"O estreito deve estar aberto, plena, incondicionalmente e sem restrições. A segurança energética e a estabilidade económica mundial dependem disso. A militarização desta via marítima vital, sob qualquer forma, é inaceitável", denunciou Al Jaber nas redes sociais.

O também diretor executivo da Companhia Nacional de Petróleo de Abu Dhabi lamentou que Ormuz não estivesse aberto e que o acesso estivesse "condicionado e controlado".

Al Jaber referiu que a passagem estava "sujeita a permissões, condições e pressão política" por parte do Irão, que bloqueou o estreito desde que foi atacado pelos Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro.

"Isso não é liberdade de navegação. Isso é coerção", criticou na mensagem, citada pela agência de notícias espanhola EFE.

Al Jaber recordou que o estreito é uma passagem natural regida pela Convenção da ONU sobre o Direito do Mar, que garante o trânsito como um direito, e não um privilégio "que se possa conceder, negar ou utilizar como arma".

Segundo o ministro dos emirados, "230 navios encontram-se carregados de petróleo e prontos para zarpar", mas estão impedidos de o fazer devido ao bloqueio do estreito, por onde passa 20% do comércio mundial de energia.

Al Jaber exigiu que todas as embarcações tenham liberdade de navegar pelo corredor sem restrições, porque "nenhum país tem direito legítimo a determinar quem pode passar e sob que condições".

Exigiu ainda que os produtores de energia "possam restabelecer a produção em larga escala de forma rápida e segura".

Anunciou que a companhia nacional de Abu Dhabi pela qual é responsável carregou petróleo e vai aumentar a produção "dentro das limitações impostas pelos danos sofridos" pelos ataques iranianos.

Al Jaber alertou para a "encruzilhada crítica" em que se encontram os mercados, uma vez que os últimos carregamentos que transitaram pelo Estreito de Ormuz antes da guerra só estão agora a chegar aos destinos.

"É aqui que os mercados financeiros enfrentam a realidade física, e o hiato de 40 dias nos fluxos energéticos mundiais fica claramente exposto", afirmou Al Jaber, insistindo na necessidade de restabelecer o fluxo da energia que transita por Ormuz.

O objetivo é "reequilibrar os mercados, aliviar a pressão sobre os preços e o custo de vida", algo especialmente urgente para a Ásia, que depende em 80% dos carregamentos da região e onde reside metade da população mundial.

"A estabilidade depende agora do restabelecimento de fluxos reais. Não de um acesso parcial, nem de medidas temporárias, nem de uma passagem controlada, mas de um fornecimento pleno e fiável", acrescentou.

O bloqueio do Estreito de Ormuz foi uma das reações do Irão à ofensiva militar dos Estados Unidos e de Israel que enfrenta desde 28 de fevereiro.
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Lusa /

Brent acentua subida devido às dúvidas sobre a solidez do cessar-fogo entre EUA e Irão

Os preços do petróleo acentuavam hoje a recuperação devido às dúvidas sobre a solidez do cessar-fogo entre o Irão e os Estados Unidos e a um estreito de Ormuz ainda amplamente paralisado.

Cerca das 13:00 em Lisboa, o preço do barril de Brent do Mar do Norte, para entrega em junho, subia 3,09% para 97,68 dólares.

O equivalente norte-americano, o barril de West Texas Intermediate (WTI), para entrega em maio, avançava 4,54% para 98,70 dólares.

Os ataques israelitas ao Líbano na quarta-feira, que resultaram em 182 mortos e 890 feridos segundo as autoridades libanesas, representam um "grave perigo para o cessar-fogo e os esforços em prol de uma paz duradoura e geral na região", afirmou o secretário-geral da ONU, António Guterres, num comunicado do seu porta-voz.

O otimismo inicial associado ao cessar-fogo anunciado fez os preços do petróleo afundarem-se na quarta-feira, mas "o mercado rapidamente se reorientou para a realidade subjacente: o estreito de Ormuz continua de facto sujeito a restrições, e o sistema petrolífero mundial está longe de funcionar normalmente", sublinhou Ole Hansen, analista do Saxo Bank, citado pela Afp.

Na quarta-feira, "a passagem dos petroleiros no estreito de Ormuz foi totalmente interrompida" depois do ataque israelita ao Líbano, que o Irão considera ser uma "violação do cessar-fogo", relatou a agência iraniana Fars.

Os Estados Unidos, que consideram que o Líbano não faz parte do acordo de cessar-fogo, advertiram que seria "inaceitável" que o Irão bloqueasse novamente o estreito.

"Já parece haver um desacordo sobre o plano de 10 pontos que está efetivamente em vigor", o que sugere que "o cessar-fogo foi mal concebido e mal aplicado", observou Arne Lohmann Rasmussen, analista da Global Risk Management, também citado pela Afp.

As preocupações com o tráfego marítimo também se concentram no anúncio de hoje da marinha dos Guardas da Revolução iranianos de que os navios que passam pelo estreito de Ormuz devem seguir duas rotas alternativas, próximas às costas iranianas, invocando a possibilidade de "minas" na rota habitual mais ao largo.

O tráfego permanece amplamente reduzido na área, com a Lloyd`s List Intelligence a mencionar uma queda de 90% nas passagens pelo estreito de Ormuz em comparação com o normal na semana passada, das quais a maior parte agora está ligada ao Irão.

Enquanto esta situação perdurar, a capacidade de exportação de petróleo dos países do Golfo permanece particularmente limitada, o que é um fator de aumento dos preços.

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RTP /

Presidente do Irão considera que ataques israelitas ao Líbano tornam negociações sem sentido

O presidente do Irão, Masoud Pezeshkian, afirmou esta quinta-feira que os ataques israelitas ao Líbano violam o acordo de cessar-fogo e tornariam as negociações sem sentido.

Pezeshkian disse que o Irão não abandonará o povo libanês.

Os comentários surgem depois de Israel ter realizado os seus ataques mais pesados ao Líbano desde o início do conflito com o Hezbollah no mês passado, matando mais de 250 pessoas na quarta-feira.
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RTP /

Teerão anuncia mais de três mil mortos dos ataques de EUA e Israel

O número de mortos nos ataques israelo-americanos desde 28 de fevereiro ascende a mais de três mil, anunciaram as autoridades iranianas, no dia seguinte ao cessar-fogo intermediado pelo Paquistão.

“Registámos mais de 3.000 mártires dos ataques inimigos em todo o país”, disse o diretor do instituto de medicina legal do Irão, Abbas Masjedi Arani, frisando que "quase 40% dos corpos não puderam ser identificados devido ao tipo de armamento usado pelo inimigo".

O mesmo responsável destacou que a entidade que dirige já está a notificar as famílias das vítimas e a trabalhar para entregar os cadáveres "o mais rápido possível".
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Lusa /

Imposto sobre lucros extraordinários poderia gerar receitas adicionais

O comissário europeu da Economia considerou hoje que eventuais impostos sobre os lucros extraordinários das energéticas, como pedido por Portugal, poderiam "gerar receitas adicionais", e alertou para a "profunda incerteza" económica relacionada com o conflito no Médio Oriente.

Foto: Reuters

"Existem algumas discussões em alguns Estados-membros sobre impostos sobre lucros extraordinários, que, se implementados, poderiam gerar receitas adicionais", disse Valdis Dombrovskis, falando numa audição da comissão dos Assuntos Económicos e Monetários do Parlamento Europeu, em Bruxelas.

A posição surge numa altura em que a Comissão Europeia analisa o pedido do ministro das Finanças português, Joaquim Miranda Sarmento, e dos seus homólogos da Alemanha, Espanha, Itália e Áustria para criação, ao nível da União Europeia (UE), de um imposto sobre os lucros extraordinários das energéticas, semelhante às medidas para conter a crise energética de 2022.

Na audição, Valdis Dombrovskis apontou que, no atual contexto de crise energética causada pela guerra do Irão gerada pelos ataques norte-americanos e israelitas, "a redução da tributação sobre a energia pode trazer certos benefícios fiscais, mas existe algum debate entre o alívio imediato que esta redução proporciona e os objetivos de médio e longo prazo, que é preciso equilibrar".

"Não nos opomos à redução da tributação sobre a energia pelos Estados-membros, mas sublinhamos que, neste caso, não se trata de uma medida direcionada, sendo antes uma ação temporária, e que é necessário monitorizar plenamente o custo fiscal desta medida", acrescentou.

Já face ao recente anúncio de cessar-fogo de duas semanas no conflito no Médio Oriente, Valdis Dombrovskis admitiu alívio, mas ressalvou que "a perspetiva de longo prazo continua obscurecida por uma profunda incerteza".

"Estamos a acompanhar estes desenvolvimentos e em diálogo com os Estados-membros, mas iremos fornecer uma avaliação mais estruturada e detalhada no contexto do ciclo do Semestre Europeu da primavera, no qual será possível ter uma visão mais clara das medidas adotadas pelos Estados-membros e, provavelmente, um panorama mais completo do impacto macroeconómico global deste conflito", adiantou o responsável.

Os impactos orçamentais serão avaliados nas previsões económicas que serão divulgadas pelo executivo comunitário em 21 de maio e no pacote de primavera do semestre europeu publicado em 03 de junho.

 

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Lusa /

Segurança aérea europeia prolonga restrições ao espaço aéreo do Médio Oriente

A Agência Europeia para a Segurança da Aviação (AESA) prolongou até ao dia 24 a recomendação a todas as companhias aéreas europeias para que evitem o espaço aéreo do Médio Oriente e do Golfo Pérsico, perante frágil cessar-fogo.

O último Boletim de Informação para Zonas de Conflito (CZIB) da agência, abrange o espaço aéreo do Irão, Bahrein, Iraque, Israel, Jordânia, Kuwait, Líbano, Omã, Qatar, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita.

A AESA indicou que as companhias aéreas não devem operar dentro do espaço aéreo afetado "em nenhum nível de voo nem altitude".

No entanto, poderão operar acima dos 32.000 pés dentro dos espaços aéreos da Arábia Saudita e de Omã situados a sul dos segmentos definidos pela AESA.

Neste caso, as companhias aéreas deverão implementar "um processo de monitorização sólido e uma avaliação de riscos atualizada".

De um modo geral, a AESA solicitou às companhias aéreas que "supervisionem de perto a evolução do espaço aéreo na região e acompanhem todas as publicações aeronáuticas disponíveis".

A agência recordou que também se mantém em vigor a recomendação de não operar em todos os níveis de voo e altitudes sobre o espaço aéreo da Síria e do Iémen.

Já hoje, a companhia aérea Air France prolongou a suspensão da atividade para Telavive (Israel), Beirute (Líbano), Dubai (Emirados Árabes Unidos) e Riade (Arábia Saudita) até ao dia 3 de maio. 

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RTP /

União Europeia rejeita "portagens" no Estreito de Ormuz e apela a respeito pela liberdade de navegação

A União Europeia rejeita qualquer ideia de "portagem" para a utilização do Estreito de Ormuz, onde a liberdade de navegação deve ser mantida, afirmou esta quinta-feira um porta-voz.

"O direito internacional consagra a liberdade de navegação, o que significa exatamente o que diz: nenhum pagamento, nenhuma portagem de qualquer tipo", declarou o porta-voz, Anouar El Anouni.
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Lusa /

Comissário europeu diz que Portugal tem margem de manobra para lidar com crise

O comissário europeu da Economia defendeu hoje que Portugal pode ter "alguma margem de manobra" para lidar com a crise causada pelo conflito no Médio Oriente, mas admitiu impactos nos preços dos combustíveis e no poder de compra.

Foto: Yves Herman - Reuters

"No que diz respeito especificamente a Portugal, o país tem, em geral, uma posição orçamental sólida, tendo inclusive registado um excedente orçamental no ano passado. Portanto, pode haver alguma margem de manobra", disse Valdis Dombrovskis, numa audição da comissão dos Assuntos Económicos e Monetários do Parlamento Europeu, em Bruxelas.

Ainda assim, o responsável apontou que as medidas adotadas no país e em todos da União Europeia (UE) para responder aos impactos económicos da guerra no Irão devem ser "temporárias e direcionadas, para terem maior eficiência e também para mitigar o impacto orçamental".

Valdis Dombrovskis admitiu que "o primeiro canal pelo qual a crise energética ou as disrupções no fornecimento se fazem sentir é através da energia e, não menos importante, dos preços dos combustíveis, e depois esses impactos vão-se propagando para a economia em geral".

"E, obviamente, sempre que enfrentamos um período de inflação elevada, isso tem um efeito negativo sobre o poder de compra", pelo que é "importante que abordemos e também consigamos reduzir a inflação o mais rapidamente possível", apelou, falando em medidas como a redução da tributação.

O comissário europeu da Economia respondia à eurodeputada bloquista, Catarina Martins, que na sua intervenção apontou que "o custo de vida atingiu esta semana um recorde" já que "nunca o cabaz de produtos essenciais em Portugal esteve tão caro" e que "há pessoas que não conseguem verdadeiramente pôr combustível no carro".

Uma análise de cenários realizada pela Comissão Europeia aponta que, perante uma curta duração da crise energética, o crescimento da UE poderá ficar 0,2 a 0,4 pontos percentuais abaixo do previsto nas previsões económicas de outono, divulgadas em novembro passado.

Por seu lado, a inflação poderá subir até um ponto percentual.

Se as disrupções no fornecimento de energia forem mais prolongadas ou graves, o impacto será maior, de acordo com Bruxelas, que prevê que o crescimento poderá recuar 0,4 a 0,6 pontos percentuais, e a inflação aumentar entre 1,1 e 1,5 pontos percentuais, tanto em 2026 como em 2027.

 

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RTP /

Teerão mantém enriquecimento do urânio como condição para negociar

O responsável da agência nuclear iraniana reclamou hoje o direito de Teerão a enriquecer urânio como condição necessária para quaisquer negociações de cessar-fogo com os Estados Unidos.

"É uma das coisas necessárias de que ninguém fala", disse Mohammad Eslami, referindo-se à recusa dos Estados Unidos em reconhecer o enriquecimento do urânio como parte do plano de dez pontos do Irão para um cessar-fogo permanente.

Mohammad Eslami, que dirige a Organização de Energia Atómica do Irão, referiu-se ao enriquecimento do urânio em declarações aos jornalistas durante as cerimónias em honra do líder supremo, ayatollah Ali Khamenei, morto no primeiro dia da guerra.

Os Estados Unidos e o Irão devem reunir-se em Islamabad, Paquistão, para negociações durante o fim de semana.

O cessar-fogo provisório na guerra com o Irão foi perturbado após o bombardeamento israelita contra Beirute e pelo contínuo controlo de Teerão sobre o Estreito de Ormuz.
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RTP /

Líbano afirma que 203 pessoas morreram e mais de mil ficaram feridas em ataques israelitas na quarta-feira

O número de mortos nos ataques aéreos israelitas simultâneos contra Beirute e outras zonas do Líbano, na quarta-feira, subiu para 203. Há ainda o registo de mais de mil feridos.

“O número de mortos chega a 203 mártires e mais de mil feridos na agressão contra o Líbano na quarta-feira”, afirmou o ministro libanês da Saúde, Rakan Nassereddine.
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RTP /

Air Macau cancela voos devido a aumento do preço dos combustíveis

Os recentes cancelamentos de voos e alterações de rotas pela Air Macau foram devidos a "condições de mercado e ao aumento do preço dos combustíveis", disse hoje fonte da empresa à Lusa.

Segundo reportou a emissora pública Teledifusão de Macau (TDM), a companhia de bandeira do território tem vindo a cancelar voos e a suspender rotas.

Os passageiros afetados pelos cancelamentos foram aconselhados a contactar a transportadora para obter assistência, noticiou ainda a TDM.

Cindy Lei, responsável pelas relações públicas da Air Macau, disse hoje à Lusa que os cancelamentos de voos "acontecem com todas as companhias aéreas", acrescentando que para os voos cancelados, serão seguidos "os procedimentos padrão para contactar e acompanhar os passageiros com bilhetes originais".

Numa pesquisa ao 'website' do aeroporto de Macau foi possível observar por volta das 12:00 locais (05:00 em Lisboa) que, para o dia de hoje, estão já canceladas 13 ligações - para vários destinos no interior da China e ainda Taiwan, Filipinas, Singapura e Malásia - sendo seis voos operados pela Air Macau, dois pela Air Asia, dois pela Shenzhen Airlines, outros dois pela China Eastern e um pela Xiamen Air.
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De 10 para 24 de abril
RTP /

Regulador europeu da aviação prolonga alerta para evitar espaço aéreo do Médio Oriente

A EASA, reguladora da segurança da aviação da Europa, estendeu esta quinta-feira até 24 de Abril o seu alerta para que as companhias aéreas evitem o espaço aéreo do Médio Oriente e do Golfo, de acordo com um boletim atualizado sobre zonas de conflito.
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Afirma Benjamim Netanyahu
RTP /

Israel vai atacar o Hezbollah "onde for necessário"

Israel vai atacar o movimento islâmico pró-Irão Hezbollah "onde quer que seja necessário", declarou o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu esta quinta-feira, um dia depois dos ataques aéreos israelitas que mataram mais de 200 civis no Líbano.

"Continuaremos a atacar o Hezbollah com força, precisão e determinação", escreveu, em hebraico, o primeiro-ministro israelita na rede social X. 

"A nossa mensagem é clara: qualquer pessoa que ataque civis israelitas será atingida. Continuaremos a atacar o Hezbollah onde quer que seja necessário até que tenhamos restaurado completamente a segurança dos residentes do norte de Israel", acrescentou.

Dados do Ministério libanês da Saúde apontam para 230 mortos e mais de mil feridos nos ataques israelitas de quarta-feira.
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RTP /

Itália defende suspensão do Pacto de Estabilidade da União Europeia em caso de nova escalada

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, defendeu hoje uma eventual suspensão temporária do Pacto de Estabilidade e Crescimento na União Europeia no caso de um recrudescimento do conflito no Irão, à semelhança do sucedido durante a pandemia.

"Se houver um novo recrudescimento do conflito no Irão, teremos de considerar seriamente a possibilidade de uma resposta europeia cuja abordagem e instrumentos não sejam muito diferentes daqueles utilizados para a pandemia (da covid). Nesse caso, não deveria ser tabu ponderar a eventual suspensão temporária do Pacto de Estabilidade e Crescimento", afirmou Meloni, durante um debate parlamentar, em Roma.

A primeira-ministra italiana sustentou que a suspensão das regras do pacto "não se trataria de uma derrogação para um único Estado-membro, mas sim de uma medida generalizada".

Em março de 2020, no contexto da pandemia, a UE ativou a chamada "cláusula de escape" das regras do Pacto de Estabilidade e Crescimento - que exigem que a dívida pública dos Estados-membros não supere os 60% do Produto Interno Bruto (PIB) e impõem um défice abaixo da fasquia dos 3% -, para permitir aos Estados-membros reagir à crise provocada pela covid-19.

Meloni acrescentou que o seu governo está "pronto para tomar medidas sobre os lucros das empresas em caso de especulação e tomará todas as medidas possíveis para impedir a especulação nos preços da energia".

"A Itália está pronta para tomar todas as medidas possíveis para impedir potenciais comportamentos especulativos, incluindo, se necessário, novas intervenções sobre os lucros das empresas de energia", declarou a chefe do executivo italiano, que já reduziu temporariamente os impostos sobre os combustíveis face ao aumento dos preços da energia na sequência da guerra entre os Estados Unidos, Israel e o Irão.
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Jornalista da Al Jazeera morto em Gaza
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Israel afirma ter "eliminado" membro do Hamas

O exército israelita afirmou na quinta-feira que o correspondente da Al Jazeera em Gaza, morto no dia anterior por um ataque de drone israelita, era membro do movimento islâmico palestiniano Hamas e "atuava sob o disfarce" de jornalista.

O canal qatari condenou na quarta-feira a morte de um dos seus jornalistas, Mohammed Wishah, morto num ataque que atingiu o seu veículo na Faixa de Gaza, denunciando um "crime deliberado e premeditado com o objetivo de intimidar os jornalistas".

A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) denunciou num e-mail à AFP "o assassinato" de Mohammed Wishah, que, segundo a ONG, "é o segundo jornalista morto pelo exército israelita desde o início do cessar-fogo, depois de Amal El Shamali, jornalista independente morta por um drone a 9 de março de 2026".

"O exército israelita eliminou um membro do Hamas que representava uma ameaça para as suas forças na área e que atuava sob o disfarce de jornalista" da Al Jazeera, afirmou um comunicado militar na quinta-feira.

O exército acusou Mohammed Wishah de ser "um membro-chave do quartel-general do Hamas, responsável pela produção de rockets e armas, que planeava ataques" contra os seus soldados que operavam na região.
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RTP /

Israel vai reabrir plataforma de gás natural offshore de Karish após cessar-fogo

O Ministério da Energia de Israel informou esta quinta-feira que instruiu a Energean para retomar as operações na plataforma de gás natural de Karish, na costa mediterrânica de Israel, após o cessar-fogo entre os EUA e o Irão.

A plataforma está encerrada desde 28 de fevereiro, quando começou a guerra entre os EUA e Israel, devido a questões de segurança.

A Energean confirmou ter recebido uma notificação do Ministério da Energia a autorizar a retoma segura da produção e das operações na sua plataforma de Karish.

A Energean afirmou estar a trabalhar para reiniciar a produção em segurança e retomar as operações normais, de acordo com os seus procedimentos operacionais.

Na semana passada, o campo de gás de Leviatã, em Israel, também retomou as operações após um mês de paragem devido à guerra.
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Morto há 40 dias
RTP /

Irão presta homenagem a Ali Khamenei

Milhares de iranianos prestaram esta quinta-feira homenagem ao antigo líder supremo Ali Khamenei, que governou o Irão durante quase quatro décadas e foi morto a 28 de fevereiro, o primeiro dia da guerra iniciada por Israel e pelos Estados Unidos.

O seu filho, Mojtaba, que lhe sucedeu no início de março, não fez qualquer aparição pública desde então. A sua presença esta quinta-feira parece improvável, dado que foi ferido num ataque aéreo, segundo as autoridades iranianas.

De acordo com imagens transmitidas pela televisão estatal, milhares de pessoas, transportando retratos do falecido e agitando bandeiras da República Islâmica, participaram em manifestações organizadas por todo o país.

Estas manifestações ocorreram em Urmia (noroeste), Gorgan (nordeste) e também em Teerão, onde os bombardeamentos cessaram após a implementação de um frágil cessar-fogo na noite de terça-feira.

A homenagem nacional começou às 9h40 (6h10 em Lisboa). A 28 de fevereiro, precisamente a esta hora, ataques aéreos mataram Ali Khamenei na sua residência em Teerão, juntamente com dezenas de oficiais e altos funcionários.

Devido à guerra, o funeral de Estado de Ali Khamenei, inicialmente anunciado, acabou por não se realizar.
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Lusa /

Reino Unido e França defendem extensão do cessar-fogo ao Líbano

A ministra dos Negócios Estrangeiros britânica, Yvette Cooper, defendeu hoje o alargamento do cessar-fogo entre Washington e Teerão ao Líbano demonstrando preocupação face aos recentes bombardeamentos de Israel.  

Cooper disse estar profundamente preocupada com o agravamento dos ataques realizados na quarta-feira por Israel contra o Líbano.

"Vimos as consequências humanitárias destes atos, incluindo a deslocação em massa de pessoas no Líbano", afirmou a chefe da diplomacia britânica à estação de televisão Sky News.

Os ataques israelitas de quarta-feira fizeram 182 mortos e provocaram ferimentos a mais de mil pessoas, segundo as autoridades libanesas.

Nas últimas 24 horas, a diplomacia de Paris defendeu igualmente a extensão do cessar-fogo ao Líbano.

Hoje, o ministro dos Negócios Estrangeiros francês reiterou a posição considerando intoleráveis os ataques israelitas.

Jean-Noel Barrot disse hoje à rádio France Inter que Paris já demonstrou total solidariedade com Beirute.

O Governo do Líbano decretou hoje luto nacional.

Por outro lado, Barrot disse que a introdução de um sistema de portagens no Estreito de Ormuz seria "inaceitável", sublinhando que a medida anunciada por Teerão sobre a via marítima pode violar o direito internacional.

Para o ministro dos Negócios Estrangeiros francês a navegação em águas internacionais é um bem comum que não deve ser impedido por qualquer obstáculo ou direito de passagem.

"Ninguém aceitaria isto, simplesmente porque é ilegal. As águas internacionais são livres para a circulação de navios", acrescentou Jean-Noel Barrot. 

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Lusa /

Ataques israelitas ao Líbano são violação do cessar-fogo

Os ataques israelitas de quarta-feira ao Líbano constituem uma "grave violação" do acordo de cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão, disse hoje o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Saeed Khatibzadeh, à BBC.

"Não se pode pedir um cessar-fogo, aceitar os termos e condições, aceitar todas as áreas em que se aplica, mencionar especificamente o Líbano e depois ter um aliado que inicia um massacre", disse Khatibzadeh ao programa Today da Radio 4 da BBC.

Os Estados Unidos devem escolher entre a guerra e a paz porque "não se pode ter as duas ao mesmo tempo; são mutuamente exclusivas, isso é muito claro", acrescentou o vice-ministro, descrevendo os ataques israelitas ao Líbano como "uma espécie de genocídio".

O vice-ministro iraniano sublinhou que o Irão apela "a todos no Médio Oriente para que respeitem este acordo", esperando que "os norte-americanos façam o mesmo com os seus aliados".

Pelo menos 254 pessoas morreram e 1.165 ficaram feridas na quarta-feira numa vaga sem precedentes de bombardeamentos israelitas contra diferentes zonas do Líbano, segundo a Defesa Civil libanesa.

Foi o maior ataque desde 02 de março, com mais de 100 ataques aéreos, segundo Israel, contra alvos que considera pertencerem ao grupo xiita libanês Hezbollah, mas que também atingiram zonas residenciais.

A ministra dos Negócios Estrangeiros britânica, Yvette Cooper, pediu hoje que o Líbano seja incluído no cessar-fogo acordado entre os Estados Unidos e o Irão, alertando que, caso contrário, isso poderia desestabilizar toda a região do Médio Oriente.

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RTP /

Exército israelita afirma que eliminou sobrinho do líder do Hezbollah

Israel afirmou na quinta-feira ter morto o sobrinho de Naim Qassem, líder do grupo libanês Hezbollah, apoiado pelo Irão, num ataque a Beirute durante a madrugada.

"As Forças de Defesa de Israel atacaram na região de Beirute e eliminaram Ali Yusuf Harshi, secretário pessoal e sobrinho do secretário-geral do Hezbollah, Naim Qassem", disseram os militares. 
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RTP /

França considera que ataques israelitas no Líbano são "intoleráveis"

Os ataques israelitas ao Líbano são "intoleráveis", declarou o ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Jean-Noël Barrot, à rádio France Inter esta quinta-feira, sublinhando que a França se solidariza totalmente com o Líbano no dia de luto nacional.

“Condenamos veementemente estes ataques maciços que, em dez minutos, mataram mais de 250 pessoas, somando-se às 1.500 vítimas deste conflito iniciado pelo Hezbollah contra Israel a 2 de março”, disse. “E estes ataques são ainda mais intoleráveis, pois minam o cessar-fogo temporário acordado ontem entre os Estados Unidos e o Irão”, acrescentou.

“Sim, o Irão deve parar de aterrorizar Israel através do Hezbollah, que deve ser desarmado e entregar as suas armas ao Estado libanês. Mas não, o Líbano não deve ser o bode expiatório de um governo descontente simplesmente porque foi alcançado um cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão”, afirmou ainda.

“Hoje é um dia de luto nacional no Líbano, e unimo-nos integralmente a este luto”, acrescentou o ministro.

Reiterou ainda que a França, assim como muitos países europeus, exige que o Líbano seja incluído na trégua entre os Estados Unidos, Israel e o Irão.
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RTP /

Itália considera vital a reabertura do Estreito de Ormuz

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, afirmou esta quinta-feira que a restauração da liberdade de navegação no Estreito de Ormuz é de vital importância para o país e para toda a União Europeia.

"Chegámos a um passo do ponto de não retorno, mas enfrentamos agora uma frágil perspetiva de paz que deve ser procurada com determinação", disse Meloni ao parlamento, acrescentando que a Itália condena qualquer violação do cessar-fogo e apela ao fim permanente das hostilidades.
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RTP /

Espanha vai reabrir a embaixada em Teerão

Espanha vai reabrir a sua embaixada em Teerão na esperança de alcançar a paz na guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irão, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros, Jose Manuel Albares, aos jornalistas esta quinta-feira.

"Instruí o nosso embaixador em Teerão a regressar, a reassumir o seu cargo e a reabrir a nossa embaixada, e a unirmo-nos a este esforço pela paz em todas as frentes possíveis, incluindo na própria capital iraniana", acrescentou Albares.
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RTP /

China pede respeito pela "soberania e segurança" do Líbano

A China pediu, esta quinta-feira, respeito pela "soberania e segurança" do Líbano após os ataques aéreos israelitas do dia anterior, que fizeram 182 mortos e 890 feridos, segundo as autoridades libanesas.

"A soberania e a segurança do Líbano não devem ser violadas, e a vida e os bens dos civis devem ser protegidos. A China apela às partes envolvidas para que exerçam calma e moderação e trabalhem para a redução da tensão na região", declarou Mao Ning, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, aos jornalistas.
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RTP /

Air France prolonga suspensão de voos para o Médio Oriente até 3 de maio

A Air France anunciou o prolongamento da suspensão dos seus voos para o Médio Oriente até 3 de maio, segundo um comunicado enviado à AFP esta quinta-feira. A decisão foi tomada antes do cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão.

"Devido à situação de segurança nestes destinos e ao contínuo encerramento do espaço aéreo aos voos comerciais, a companhia aérea vê-se obrigada a prolongar a suspensão dos seus voos de/para Telavive, Beirute, Dubai e Riade até 3 de maio de 2026, inclusive (ou seja, até 4 de maio de 2026 para voos com partida do Dubai)", explicou a Air France.

"A retoma das operações continuará sujeita a uma avaliação da situação de segurança no local, que está em constante evolução. Os clientes afetados estão a ser informados individualmente", afirmou o grupo, acrescentando que, desde o início de março, aumentou o número de voos de vários destinos asiáticos para compensar os cancelamentos em massa de voos por parte das companhias aéreas do Médio Oriente.

" A Air France, bem como muitas companhias aéreas fora do Golfo, suspenderam estes serviços desde o início da guerra, que começou no final de Fevereiro com ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão.
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RTP /

Líbano encerra última ponte do rio Litani (sul) após ameaças de Israel

O exército libanês anunciou quarta-feira o encerramento da última ponte que liga as margens do rio Litani, no sul do país, após uma ameaça israelita de a atacar.

A ponte estratégica em causa, na região de Tiro, é atualmente o único acesso ao sul do país, onde permanecem milhares de famílias apesar dos alertas de evacuação emitidos por Israel, em guerra com o movimento libanês pró-iraniano Hezbollah.

Desde o início da guerra com o Hezbollah, a 2 de março, os ataques aéreos israelitas destruíram seis pontes sobre o Litani, que divide o sul do Líbano.

O anúncio do encerramento surgiu após a reabertura da principal passagem fronteiriça entre o Líbano e a Síria, encerrada devido a ameaças de Israel.

Segundo a Agência Nacional de Notícias (NNA) libanesa, a passagem fronteiriça de Masnaa será reaberta “com o equipamento necessário para impedir qualquer operação de contrabando" e "serão tomadas medidas rigorosas para garantir a passagem segura de viajantes e mercadorias", acrescentou.

Uma fonte do Governo libanês disse à AFP que o Líbano e a Síria "mantiveram conversações nos últimos dias para evitar um ataque aéreo israelita à passagem fronteiriça".
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RTP /

Teerão partilha rotas para que navios evitem minas no Estreito de Ormuz

A Guarda Revolucionária Iraniana partilhou hoje um mapa com rotas alternativas para a navegação no Estreito de Ormuz, um dia após o Presidente norte-americano aceitar o plano apresentado por Teerão e ter-se iniciado um cessar-fogo.

Devido à guerra, que começou no passado dia 28 de fevereiro, e "face à presença de diversos tipos de minas antinavio" na zona, a agência Tasnim, ligada ao corpo de elite das forças armadas iranianas, indicou que os navios que transitarem pelo estreito "devem coordenar-se com a CGRI [Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica] e, até nova ordem, utilizar as rotas alternativas para a travessia" por esta via estratégica.

De acordo com meios de comunicação social persas, será estabelecida uma rota de entrada e outra de saída: a primeira irá do mar de Omã para norte, até à ilha de Larak, e daí para o Golfo Pérsico, enquanto a segunda seguirá o percurso inverso, ambas de acordo com um mapa que a Tasnim partilhou na plataforma de mensagens Telegram.
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Alerta a ONU
RTP /

Ataques israelitas ao Líbano constituem "grave perigo" para o cessar-fogo

Os ataques israelitas ao Líbano representam um "grave perigo" para o cessar-fogo de duas semanas entre os Estados Unidos e o Irão, alertou hoje o porta-voz de António Guterres, secretário-geral da ONU.

"A continuação da atividade militar no Líbano representa um grave perigo para o cessar-fogo e para os esforços em prol de uma paz duradoura e geral na região", afirmou, num comunicado, o porta-voz de António Guterres, que reitera os apelos para um fim imediato das hostilidades.
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RTP /

Trump mantém tropas na região

O presidente dos Estados Unidos advertiu nas redes sociais que vai manter forças militares destacadas em torno do Irão até que o acordo alcançado seja cumprido e ameaçou lançar uma ofensiva "maior e mais forte" em caso contrário.

Donald Trump sublinhou que "todos os navios, aeronaves e pessoal militar dos EUA, juntamente com munições e armamento, permanecerão no Irão e arredores" até que seja cumprido "integralmente o acordo", insistindo que a mobilização responde à necessidade de garantir a estabilidade na zona, afirmou num mensagem divulgada na rede social que lhe pertence, Truth Social.

Além disso, Trump advertiu que, se o pacto não for respeitado, "começará a melhor, maior e mais forte batalha que nunca", considerando embora esse cenário "muito improvável", e salientado que "não haverá armas nucleares" e que o Estreito de Ormuz "permanecerá aberto e seguro".

Na mesma mensagem, o dirigente revelou que as Forças Armadas dos Estados Unidos se encontram "a preparar-se e a descansar", à espera da "próxima conquista".

Trump afirmou que existe apenas um conjunto de pontos aceites por Washington na proposta de cessar-fogo acordada com o Irão e que serão esses pontos a ser discutidos durante as negociações nas próximas duas semanas, sem esclarecer quais.

"Existe um único conjunto de 'pontos” significativos que são aceitáveis para os Estados Unidos, e iremos discuti-los à porta fechada durante estas negociações", escreveu o Presidente na Truth Social.
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RTP /

EUA e Irão suspendem guerra por duas semanas para negociar acordo

O Estreito de Ormuz continua a ser o barómetro da tensão mundial, mas, para já, as armas calaram-se.

Estados Unidos e Irão aceitaram suspender as hostilidades por duas semanas para dar lugar à diplomacia.

Foi um recuo de última hora, depois de Donald Trump ter ameaçado 'destruir a civilização iraniana', o Presidente norte-americano surpreendeu o mundo ao anunciar o acordo, precisamente uma hora antes de expirar o prazo do ultimato.

O ponto de partida é agora uma proposta de Teerão com dez pontos fundamentais.
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Lusa /

Trump volta a criticar "ausência" da NATO após encontro com Rutte

O Presidente norte-americano, Donald Trump, voltou a criticar a NATO, após um encontro com o secretário-geral da Aliança Atlântica, Mark Rutte, por falta de apoio durante o conflito no Irão.

Jim Watson - AFP

"A NATO NÃO ESTAVA LÁ QUANDO PRECISAMOS DELA, E NÃO ESTARÁ LÁ SE PRECISARMOS DELA NOVAMENTE", publicou Trump na rede social Truth.

"LEMBREM-SE DA GRONELÂNDIA, AQUELE PEDAÇO DE GELO ENORME E MAL GERIDO", adiantou o Presidente norte-americano, recordando a sua exigência à Dinamarca, também membro da NATO, que cedesse aos Estados Unidos a soberania do referido território.

Por seu lado, Rutte afirmou que Trump se mostrou, durante a reunião de ambos quarta-feira na Casa Branca, "claramente desapontado" com a aliança, mas que saiu "recetivo" do encontro.

Em entrevista à CNN, Rutte assegurou que, apesar do claro descontentamento do Presidente norte-americano com a Organização do Tratado do Atlântico-Norte (bloco de defesa ocidental), "ouviu atentamente" os argumentos apresentados sobre a situação na Europa em relação à guerra no Irão. 

Depois de na semana passada Trump ter admitido o abandono da NATO pelos Estados Unidos devido à falta de apoio aliado no conflito no Irão, a reunião na Casa Branca terá durado cerca de duas horas.

Justificando as recentes críticas de Trump aos aliados, Rutte afirmou que "é verdade que nem todas as nações europeias cumpriram os seus compromissos".

"Compreendo perfeitamente a sua desilusão!", disse secretário-geral da NATO em referência a Trump.

Questionado se Trump mencionou durante a reunião as suas intenções de retirar os Estados Unidos da NATO, Rutte evitou responder diretamente, limitando-se a dizer que a aliança está num processo de "transformação" e que os países europeus estão dispostos a "acautelarem" mais as questões de defesa. 

Rutte recusou comentar as ameaças de Trump ao Irão, de destruir toda uma civilização, e afirmou que "o mundo está mais seguro" agora, graças à "liderança do Presidente" norte-americano.

Na capital norte-americana, Rutte reuniu-se ainda com o secretário de Estado, Marco Rubio, também sem declarações finais, dispondo-se ambos apenas a ser fotografados e filmados juntos antes da reunião, visivelmente bem dispostos.

Em comunicado, o Departamento de Estado disse que Rubio e Rutte discutiram o conflito com o Irão, juntamente com os esforços norte-americanos para negociar o fim da guerra entre a Rússia e a Ucrânia e "reforçar com os aliados da NATO a coordenação e a transferência de responsabilidades".  

Antes da reunião, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, reiterou que o futuro na NATO dos Estados Unidos, de longe o aliado com maior capacidade militar, está em aberto.  

A saída da Aliança Atlântica dos Estados Unidos "é uma questão que o Presidente já abordou e, creio, é algo que discutirá dentro de algumas horas", disse a porta-voz em resposta a perguntas dos jornalistas durante a sua conferência de imprensa semanal. 

A visita a Washington do secretário-geral da NATO, que já estava agendada há algum tempo, ocorre numa altura de crescente tensão entre Trump e os Estados-membros, dado que o líder republicano não tem poupado críticas públicas aos aliados por não participarem ativamente numa operação para reabrir o Estreito de Ormuz. 

Trump chegou a chamar "cobardes" aos membros da NATO, a descrever a aliança como um "tigre de papel" e a ameaçar várias vezes nas últimas semanas, com a retirada dos Estados Unidos da organização. 

Perante as perguntas da comunicação social a esse respeito, Leavitt insistiu na posição oficial da Casa Branca: "Tenho uma citação precisa do Presidente dos Estados Unidos sobre os Estados-membros da NATO, e vou partilhá-la convosco: `Foram postos à prova e falharam`". 

"E acrescentaria que é lamentável que a NATO tenha virado as costas ao povo norte-americano nas últimas seis semanas, quando é precisamente o povo norte-americano que tem financiado a sua defesa", sublinhou, referindo-se à falta de apoio dos aliados à guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, iniciada a 28 de fevereiro. 

Sobretudo quando o motivo invocado para a ofensiva foi a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que sempre afirmou destinar-se apenas a fins civis. 

 

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Lusa /

Trump desiludido com NATO mas "recetivo" afirma Mark Rutte

O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, afirmou que o Presidente norte-americano, Donald Trump, se mostrou, durante a reunião de ambos quarta-feira na Casa Branca, "claramente desapontado" com a aliança, mas que saiu "recetivo" do encontro.

Andrew Caballero - AFP

Em entrevista à CNN, Rutte assegurou que, apesar do claro descontentamento do Presidente norte-americano com a Organização do Tratado do Atlântico-Norte(bloco de defesa ocidental), "ouviu atentamente" os argumentos apresentados sobre a situação na Europa em relação à guerra no Irão. 

Depois de na semana passada Trump ter admitido o abandono da NATO pelos Estados Unidos devido à falta de apoio aliado no conflito no Irão, a reunião na Casa Branca terá durado cerca de duas horas, sem que o Presidente norte-americano se tenha pronunciado sobre o encontro com Rutte. 

Na capital norte-americana, Rutte reuniu-se ainda com o secretário de Estado, Marco Rubio, também sem declarações finais, dispondo-se ambos apenas a ser fotografados e filmados juntos antes da reunião, visivelmente bem dispostos.

Em comunicado, o Departamento de Estado disse que Rubio e Rutte discutiram o conflito com o Irão, juntamente com os esforços norte-americanos para negociar o fim da guerra entre a Rússia e a Ucrânia e "reforçar com os aliados da NATO a coordenação e a transferência de responsabilidades".  

Antes da reunião, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, reiterou que o futuro na NATO dos Estados Unidos, de longe o aliado com maior capacidade militar, está em aberto.  

A saída da Aliança Atlântica dos Estados Unidos "é uma questão que o Presidente já abordou e, creio, é algo que discutirá dentro de algumas horas", disse a porta-voz em resposta a perguntas dos jornalistas durante a sua conferência de imprensa semanal. 

A visita a Washington do secretário-geral da NATO, que já estava agendada há algum tempo, ocorre numa altura de crescente tensão entre Trump e os Estados-membros, dado que o líder republicano não tem poupado críticas públicas aos aliados por não participarem ativamente numa operação para reabrir o Estreito de Ormuz. 

Trump chegou a chamar "cobardes" aos membros da NATO, a descrever a aliança como um "tigre de papel" e a ameaçar várias vezes nas últimas semanas, com a retirada dos Estados Unidos da organização. 

Perante as perguntas da comunicação social a esse respeito, Leavitt insistiu na posição oficial da Casa Branca: "Tenho uma citação precisa do Presidente dos Estados Unidos sobre os Estados-membros da NATO, e vou partilhá-la convosco: `Foram postos à prova e falharam`". 

"E acrescentaria que é lamentável que a NATO tenha virado as costas ao povo norte-americano nas últimas seis semanas, quando é precisamente o povo norte-americano que tem financiado a sua defesa", sublinhou, referindo-se à falta de apoio dos aliados à guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, iniciada a 28 de fevereiro. 

Sobretudo quando o motivo invocado para a ofensiva foi a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que sempre afirmou destinar-se apenas a fins civis. 

 

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