Mundo
Malta protesta contra decisão do tribunal no caso Daphne Caruana Galizia
Cresce a indignação em Malta após decisão judicial de absolver o empresário Yorgen Fenech de envolvimento no homicídio da jornalista Daphne Caruana Galizia. O primeiro-ministro do país apela à "prudência".
Acusado de ter encomendado a morte de Daphne, que viria a acontecer em outubro de 2017 na sequência de uma explosão, Fenech conheceu o veredito na última quarta-feira.
Em resposta, centenas de pessoas juntaram-se em frente ao parlamento, onde protestaram contra a decisão do tribunal. A manifestação foi organizada pelo Partido Nacionalista, principal formação da oposição em Malta.
A população pede justiça pela jornalista de investigação, conhecida pelos seus trabalhos de combate à corrupção no país.
O Centro Europeu para a Liberdade de Imprensa e dos Média fala numa decisão “preocupante”, enquanto o Comité para a Proteção dos Jornalistas comunicou que vai continuar a “trabalhar para que todos os envolvidos respondam pelos seus atos”.
Até ao momento, já foram condenadas cinco pessoas por envolvimento no crime que custaria a vida Daphne Caruana Galizia.
Em resposta, centenas de pessoas juntaram-se em frente ao parlamento, onde protestaram contra a decisão do tribunal. A manifestação foi organizada pelo Partido Nacionalista, principal formação da oposição em Malta.
A população pede justiça pela jornalista de investigação, conhecida pelos seus trabalhos de combate à corrupção no país.
“Temos de ter compaixão, prudência e contenção nos nossos comentários”, avisou o primeiro-ministro, Robert Abela, relembrando que seguem em curso duas investigações distintas sobre o homicídio.
O parlamento anunciou a realização de uma sessão extraordinária para debater o caso, na próxima sexta-feira.
A presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, natural de Malta, escreveu a Daphne no perfil pessoal do Facebook e prometeu: “Não desistiremos e não cederemos”.
O parlamento anunciou a realização de uma sessão extraordinária para debater o caso, na próxima sexta-feira.
A presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, natural de Malta, escreveu a Daphne no perfil pessoal do Facebook e prometeu: “Não desistiremos e não cederemos”.
O Centro Europeu para a Liberdade de Imprensa e dos Média fala numa decisão “preocupante”, enquanto o Comité para a Proteção dos Jornalistas comunicou que vai continuar a “trabalhar para que todos os envolvidos respondam pelos seus atos”.
Até ao momento, já foram condenadas cinco pessoas por envolvimento no crime que custaria a vida Daphne Caruana Galizia.