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Mandelson acusa autoridades britânicas de detenção baseada em suspeita "infundada"
O ex-membro da Câmara dos Lordes Peter Mandelson alega que a sua detenção, no início da semana, foi motivada por convicções "infundadas" de que planeava fugir para as Ilhas Virgens Britânicas.
Peter Mandelson critica a Polícia Metropolitana de Londres pelos motivos que levaram à sua detenção na segunda-feira passada, alegando que apenas foi levado sob custódia porque as autoridades britânicas julgaram erroneamente que se preparava para fugir do país.
Em declaração citada pelo jornal britânico The Guardian, os advogados do antigo embaixador britânico nos Estados Unidos asseguram que a Polícia Metropolitana de Londres havia concordado em interrogar formalmente Mandelson no próximo mês, "de forma voluntária", sem recorrer à sua detenção.Um dos representantes legais do ex-membro da Câmara dos Lordes, Mishcon de Reya, garante que "a prioridade máxima" do político de 72 anos "é cooperar com a investigação policial, como tem feito ao longo de todo este processo, e limpar o seu nome".
A defesa de Mandelson exige agora provas que justifiquem a ação das autoridades britânicas já que, no seu entendimento, o que aconteceu foi uma operação policial motivada por convicções "infundadas" de que o antigo membro do Partido Trabalhista planeava deixar o Reino Unido com destino às Ilhas Virgens Britânicas.
O jornal britânico dá também conta de que Mandelson terá enviado uma mensagem a amigos seus, na madrugada desta quarta-feira, onde afirmava que as alegações da sua fuga eram "totalmente fictícias".
"Apesar do acordo prévio entre a polícia e a equipa jurídica sobre um interrogatório voluntário no início de março, a polícia prendeu-me porque alegou que eu estava prestes a fugir para as Ilhas Virgens Britânicas e estabelecer residência permanente no estrangeiro, deixando para trás Reinaldo, a minha família, a minha casa e Jock [o seu cão]. Não preciso de dizer que isto é pura ficção. A polícia só hoje é que foi informada de que tinha de improvisar uma prisão. A questão é: quem ou o que está por trás disto?”, cita o Guardian.
Não se sabe quem terá sido a fonte da polícia, sabe-se apenas que as indicações de que este se poderia tratar de Michael Forsyth, membro da Câmara dos Lordes, já foram rejeitadas pelas autoridades parlamentares.
Em nota divulgada na segunda-feira, as autoridades britânicas explicitaram que Mandelson havia sido detido na segunda-feira na sequência de mandados de busca e apreensão em duas das suas moradas nas áreas de Wiltshire e Camden. Aquando da libertação do antigo membro do Partido Trabalhista na terça-feira, a polícia londrina impôs-lhe restrições às deslocações ao estrangeiro como parte das condições de caução.O político britânico é suspeito de má conduta em funções públicas, num caso ligado aos ficheiros Epstein.
Peter Mandelson foi afastado do cargo de embaixador britânico nos Estados Unidos, para o qual havia sido nomeado pelo atual primeiro-ministro Keir Starmer em 2024, quando o vínculo que este manteve durante anos com Jeffrey Epstein se tornou evidente em setembro do ano passado.
A divulgação, no início deste ano, de milhões de documentos relacionados com o caso Epstein e que revelou ligações profundas entre Mandelson e o financista e abusador sexual norte-americano, levou à sua demissão do Partido Trabalhista e à renúncia do cargo que ocupava na Câmara dos Lordes, no início deste mês.
O atual primeiro-ministro britânico enfrenta um momento muito conturbado no seu mandato. O Governo britânico apoia uma moção apresentada pelo partido dos Liberais Democratas a exigir a divulgação dos relatórios de due diligence que dizem respeito às nomeações de Peter Mandelson para embaixador britânico nos Estados Unidos, pelo executivo de Starmer, e do ex-príncipe André como representante especial do Reino Unido para o Comércio Internacional, cargo que ocupou entre 2001 e 2011, durante o Governo de Tony Blair.Os due diligence são documentos entregues ao gabinete dos executivos para análise e verificação de antecendentes de uma pessoa antes da sua eleição para cargos importantes.
Em 2024, ano em que Peter Mandelson assumiu o cargo de embaixador britânico nos Estados Unidos, Keir Starmer já tinha conhecimento das ligações entre o à altura membro do Partido Trabalhista e o criminoso sexual Jeffrey Epstein, mantidas mesmo depois do magnata norte-americano ter sido condenado por crimes de prostituição de menores.
Na época, Keir Starmer pediu a Morgan McSweeney, ex-chefe do gabinete do executivo e amigo de Mandelson, que o questionasse sobre o conteúdo do due diligence a seu respeito.
Chris Bryant, ministro do Comércio, afirmou na terça-feira que a divulgação dos relatórios "é o mínimo" que o Governo do Reino Unido "deve às vítimas dessas atrocidades, cometidas por Epstein e outros". O deputado do Parlamento ressalvou, no entanto, que o executivo tem a obrigação de trabalhar com a polícia para garantir que a "investigação não seja comprometida".
As autoridades britânicas já avançaram que podem passar semanas ou até meses até os documentos relativos a André Mountbatten-Windsor serem tornados públicos, uma vez que são potencialmente sensíveis para a segurança nacional e podem comprometer a investigação policial em curso.
Em declaração citada pelo jornal britânico The Guardian, os advogados do antigo embaixador britânico nos Estados Unidos asseguram que a Polícia Metropolitana de Londres havia concordado em interrogar formalmente Mandelson no próximo mês, "de forma voluntária", sem recorrer à sua detenção.Um dos representantes legais do ex-membro da Câmara dos Lordes, Mishcon de Reya, garante que "a prioridade máxima" do político de 72 anos "é cooperar com a investigação policial, como tem feito ao longo de todo este processo, e limpar o seu nome".
A defesa de Mandelson exige agora provas que justifiquem a ação das autoridades britânicas já que, no seu entendimento, o que aconteceu foi uma operação policial motivada por convicções "infundadas" de que o antigo membro do Partido Trabalhista planeava deixar o Reino Unido com destino às Ilhas Virgens Britânicas.
O jornal britânico dá também conta de que Mandelson terá enviado uma mensagem a amigos seus, na madrugada desta quarta-feira, onde afirmava que as alegações da sua fuga eram "totalmente fictícias".
"Apesar do acordo prévio entre a polícia e a equipa jurídica sobre um interrogatório voluntário no início de março, a polícia prendeu-me porque alegou que eu estava prestes a fugir para as Ilhas Virgens Britânicas e estabelecer residência permanente no estrangeiro, deixando para trás Reinaldo, a minha família, a minha casa e Jock [o seu cão]. Não preciso de dizer que isto é pura ficção. A polícia só hoje é que foi informada de que tinha de improvisar uma prisão. A questão é: quem ou o que está por trás disto?”, cita o Guardian.
Não se sabe quem terá sido a fonte da polícia, sabe-se apenas que as indicações de que este se poderia tratar de Michael Forsyth, membro da Câmara dos Lordes, já foram rejeitadas pelas autoridades parlamentares.
Em nota divulgada na segunda-feira, as autoridades britânicas explicitaram que Mandelson havia sido detido na segunda-feira na sequência de mandados de busca e apreensão em duas das suas moradas nas áreas de Wiltshire e Camden. Aquando da libertação do antigo membro do Partido Trabalhista na terça-feira, a polícia londrina impôs-lhe restrições às deslocações ao estrangeiro como parte das condições de caução.O político britânico é suspeito de má conduta em funções públicas, num caso ligado aos ficheiros Epstein.
Peter Mandelson foi afastado do cargo de embaixador britânico nos Estados Unidos, para o qual havia sido nomeado pelo atual primeiro-ministro Keir Starmer em 2024, quando o vínculo que este manteve durante anos com Jeffrey Epstein se tornou evidente em setembro do ano passado.
A divulgação, no início deste ano, de milhões de documentos relacionados com o caso Epstein e que revelou ligações profundas entre Mandelson e o financista e abusador sexual norte-americano, levou à sua demissão do Partido Trabalhista e à renúncia do cargo que ocupava na Câmara dos Lordes, no início deste mês.
O atual primeiro-ministro britânico enfrenta um momento muito conturbado no seu mandato. O Governo britânico apoia uma moção apresentada pelo partido dos Liberais Democratas a exigir a divulgação dos relatórios de due diligence que dizem respeito às nomeações de Peter Mandelson para embaixador britânico nos Estados Unidos, pelo executivo de Starmer, e do ex-príncipe André como representante especial do Reino Unido para o Comércio Internacional, cargo que ocupou entre 2001 e 2011, durante o Governo de Tony Blair.Os due diligence são documentos entregues ao gabinete dos executivos para análise e verificação de antecendentes de uma pessoa antes da sua eleição para cargos importantes.
Em 2024, ano em que Peter Mandelson assumiu o cargo de embaixador britânico nos Estados Unidos, Keir Starmer já tinha conhecimento das ligações entre o à altura membro do Partido Trabalhista e o criminoso sexual Jeffrey Epstein, mantidas mesmo depois do magnata norte-americano ter sido condenado por crimes de prostituição de menores.
Na época, Keir Starmer pediu a Morgan McSweeney, ex-chefe do gabinete do executivo e amigo de Mandelson, que o questionasse sobre o conteúdo do due diligence a seu respeito.
Chris Bryant, ministro do Comércio, afirmou na terça-feira que a divulgação dos relatórios "é o mínimo" que o Governo do Reino Unido "deve às vítimas dessas atrocidades, cometidas por Epstein e outros". O deputado do Parlamento ressalvou, no entanto, que o executivo tem a obrigação de trabalhar com a polícia para garantir que a "investigação não seja comprometida".
As autoridades britânicas já avançaram que podem passar semanas ou até meses até os documentos relativos a André Mountbatten-Windsor serem tornados públicos, uma vez que são potencialmente sensíveis para a segurança nacional e podem comprometer a investigação policial em curso.