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Manifestantes pela habitação reivindicam vitória judicial. "Protesto tem direito de acontecer nos moldes em que tem acontecido"

Manifestantes reivindicam vitória judicial. "Protesto tem direito de acontecer nos moldes em que tem acontecido"

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Manifestantes reivindicam vitória judicial. "Protesto tem direito de acontecer nos moldes em que tem acontecido"

O Tribunal Administrativo de Lisboa concluiu que o limite das 0h30 para a realização de manifestações não é "absoluto e automático", autorizando a manifestante Renata Cambra a permanecer com uma tenda, durante a madrugada, na Praça do Rossio. O movimento Acampada de Lisboa considera tratar-se de uma vitória do direito à manifestação. Atualizamos aqui, ao minuto, todas as informações sobre a vaga de protestos.

Inês Moreira Santos, Carlos Santos Neves - RTP / Adicionar como fonte informativa

Emissão da RTP Notícias


Foto: Manuel de Almeida - Lusa

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RTP /

Pinto Luz disponível para negociar com Chega

O Ministro das Infraestruturas e Habitação mostrou abertura para abordar alterações à proposta sobre a lei do arrendamento.

O Governo diz que há uma maioria silenciosa que sofre todos os dias com a crise na habitação e que não se manifesta nas ruas.
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Diligência adiada em Lisboa devido à greve, ainda sem data

Os manifestantes detidos na Acampada de Lisboa já não vão ser ouvidos na tarde desta segunda-feira, devido à greve da Função Pública. Segundo apurou a RTP, ainda não há nova data para as diligências.
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RTP /

Acampada de Lisboa volta hoje ao Rossio para festejar decisão do tribunal

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CEO do BPI apela a industrialização da construção e ação concertada

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RTP /

Livre considera que "decisão claríssima" de tribunal mostra "Governo fora da lei"

Para o Livre, a decisão do Tribunal Administrativo de Lisboa sobre as manifestações pela habitação foi "claríssima" e permitiu "repor a justiça". O partido acusou ainda o executivo da AD de cobardia e de estar "fora da lei". 

"Já sabíamos que tínhamos um Governo que era incompetente, que não consegue resolver os problemas da habitação, e agora também sabemos que temos um Governo fora da lei, que não cumpriu a lei, que foi conivente com violações dos direitos fundamentais dos cidadãos e isto é gravíssimo e precisa de consequências", criticou o deputado do Livre Paulo Muacho.
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RTP /

MP requereu mais indícios de prova no caso dos manifestantes detidos no Porto

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RTP /

Moedas diz que ordens do tribunal são para cumprir

O Presidente da Câmara de Lisboa diz-se disponívell para conversar com os manifestantes.

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RTP /

Movimento rejeita convite de Pedro Duarte

O Movimento pela Habitação no Porto rejeita o convite feito pelo presidente da Câmara, para uma reunião que decorre esta terça-feira, na autarquia.

Os manifestantes reiteram que o encontro deve acontecer fora das portas da autarquia.
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RTP /

PSP multa por buzinar em apoio à manifestação

Em Lisboa, a noite de domingo contou com milhares de pessoas no Rossio.

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RTP /

Tribunal intima PSP a não repetir cargas policiais

O tribunal decidiu e protege os manifestantes pela habitação.

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Lusa / Adicionar como fonte informativa

Chega diz que decisão do tribunal "promove ainda mais a anarquia e a confusão"

O Chega questionou hoje os fundamentos da decisão do Tribunal Administrativo de Lisboa sobre as manifestações pela habitação e considerou que "promove ainda mais a anarquia e a confusão reinante" e "retira legitimidade" à polícia.

Em comunicado, a Direção Nacional do Chega manifesta "a sua discordância quanto aos fundamentos desta decisão e preocupação quanto às suas consequências", ainda que refira que, "num Estado de Direito democrático, as decisões dos tribunais são para cumprir", mesmo em desacordo com elas.

O Tribunal Administrativo de Lisboa considerou, no domingo, que o limite das 00:30 para manifestações não é "absoluto e automático", autorizando uma manifestante a permanecer de madrugada no Rossio, em Lisboa, com uma tenda.

O Chega contesta os fundamentos desta decisão "porque afastam regras normativas que estão explicitamente previstas na lei e que visam salvaguardar e preservar a ordem pública" e refere que, "com esta decisão, regras como a hora, a forma ou mesmo a extensão dos protestos passam a poder ser interpretados de acordo com cada grupo de manifestantes".

"Quanto às consequências, pior. Esta decisão desautoriza as forças da ordem e retira legitimidade aos que tentam conter a violência e a anarquia nos protestos", critica, alertando que "esta é uma decisão que promove ainda mais a anarquia e a confusão reinante".

O partido liderado por André Ventura defende que a Assembleia da República "deverá, com urgência, preparar e aprovar legislação clara para todos" e que "não deixe margem para dúvidas e que assegure todos os direitos e deveres fundamentais".

"O que aconteceu com tudo isto e agora reforçado com esta decisão - com responsabilidade partilhada de Governo, manifestantes - teve como resultado fazer dos polícias bodes expiatórios desta crise e isso é lamentável e inaceitável", refere ainda na nota enviada aos jornalistas.

Segundo a sentença do Tribunal Administrativo de Lisboa, a que a Lusa teve hoje acesso, o protesto poderá manter-se até 24 de novembro de 2026, data prevista para a votação final do Orçamento do Estado para 2027, incluindo entre as 00:30 e as 06:30, e terá de ser articulado com o Mercado de Natal programado para a Praça D. Pedro IV, vulgarmente designada de Rossio.

A manifestante tem, por sua vez, de não fazer barulho entre as 00:00 e as 06:30, não usar fogueiras ou materiais pirotécnicos e não pôr a causa a circulação e acesso ao Rossio e a salubridade do espaço.

Na decisão, o tribunal ordenou ainda à PSP e à Polícia Municipal de Lisboa que se abstenham de "adotar medidas de dispersão, cessação ou remoção do direito de manifestação" da cidadã em causa "caso o mesmo esteja a ser exercido nos moldes decretados".

A sentença resolve uma intimação para proteção de direitos, libertados e garantias intentada por uma manifestante, Renata Cambra, contra o Ministério da Administração Interna e o Município de Lisboa e, no processo, não foi apreciada "a legalidade de uma ocupação coletiva" do Rossio nem o reconhecimento de um direito geral de montar "tendas em espaço público por um número indeterminado de participantes".

A PSP tem invocado um decreto-lei de agosto de 1974, que estabelece as 00:30 como limite horário para concentrações, para dispersar à força as acampadas pelo direito à habitação que têm decorrido nas últimas três semanas na Praça D. João I, no Porto, e no Rossio.

Embora abstendo-se de analisar a legalidade das intervenções policiais, o tribunal lembra que o direito de manifestação está protegido pela Constituição de 1976, sustentando que "uma proibição geral aplicável a toda e qualquer manifestação após as 00:30" sem atender às características desta "dificilmente satisfaz as exigências do princípio de proporcionalidade".

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RTP /

Seguro diz que violência não faz parte da cultura do país

Na manhã desta segunda-feira, o Presidente da República lembrou que "o direito à manifestação é uma marca da liberdade e do regime democrático".

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RTP /

PS e PCP falam em "derrota estrondosa" para o Governo

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RTP /

"Situação individual e concreta". MAI reage à sentença proferida pelo Tribunal Administrativo de Lisboa

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RTP /

Acampada de Lisboa destaca vitória do direito à manifestação

A organização da Acampada de Lisboa disse que a decisão do Tribunal Administrativo de Lisboa, que considerou que o limite das 00:30 para manifestações não é "absoluto e automático", representou uma vitória dos manifestantes e do direito à manifestação.

Numa publicação nas redes socias, a Acampada de Lisboa afirma que as tendas são um símbolo e que a hora não justifica a dispersão dos protestos.




"Depois de três intervenções policiais violentas, dezenas de pessoas feridas e várias detenções, esta decisão representa uma vitória da Acampada de Lisboa e do direito à manifestação".

"Não esquecemos a repressão policial, nem deixaremos de exigir responsabilidades. Esta vitória foi conquistada pela organização coletiva, pela solidariedade e pela resistência de quem não abandonou as ruas", acrescentou o grupo.

Segundo a Acampada, o tribunal confirmou "aquilo que sempre" defendeu: "a hora, por si só, não justifica a dispersão de uma manifestação, e as tendas são instrumentos de protesto, não campismo".

"A nossa luta nunca precisou da autorização de um tribunal para ser justa. A crise da habitação continua, as nossas reivindicações permanecem e nenhuma bastonada nos fará desistir", realçou.

Na nota, a Acampada agradece a Renata Cambra, que teve a iniciativa junto do Tribunal, e considera que "embora o processo tenha sido apresentado em nome individual, a vitória é coletiva".

"O seu alcance não se limita a quem o iniciou, mas estende-se a todas as pessoas que se organizam e acampam pelo direito à habitação", considerou.

A organização deixou ainda nota que hoje volta ao Rossio a partir das 19h30.
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RTP /

"Protesto tem todo o direito a acontecer nos moldes que tem acontecido", refere Renata Cambra

A manifestante a quem o Tribunal Administrativo de Lisboa deu razão na intimação que apresentou para a proteção de direitos, liberdades e garantias contra o Ministério da Administração Interna, argumentou, em entrevista à RTP Notícias, que a decisão que a visa é extensível aos outros manifestantes, por uma questão de igualdade de direitos. "Aplica-se a mim e a qualquer outra pessoa, não sou cidadã especial em relação a outras", refere a manifestante ao ser questionada sobre se a decisão do tribunal se aplica somente a ela. 

Renata Cambra diz que "o protesto tem todo o direito de acontecer nos moldes que tem acontecido". 

Refere ainda que a decisão do tribunal vem ainda contrariar o entendimento de restrição horária à manifestação entre as 00h30 e as 6h30, referindo que houve outras manifestações em forma de vigília que já decorreram durante a noite. "O que estamos a garantir é que não retrocedemos em termos de liberdades democráticas. Não se está a alterar nada. Quem estava a tentar alterar alguma coisa era este governo", acrescenta.

Quando questionada se espera recurso, Renata Cambra refere que espera que "pelo menos desta vez, o ministro da Administração Interna seja ponderado o suficiente para não reprimir os manifestantes até ter um resultado desse recurso". 

"Espero agora que o MAI se abstenha de utilizar a polícia para reprimir politicamente os manifestantes", diz e exige que, ainda hoje, o Governo retire imediatamente a Lei do Arrendamento", o primeiro ponto das exigências dos manifestantes.

Sobre um eventual regresso de tendas esta noite ao Rossio, Renata Cambra remete qualquer decisão para a assembleia popular ao final do dia.

A decisão decorre de uma intimação para a proteção de direitos, liberdades e garantias interposta por Renata Cambra contra o Ministério da Administração Interna e o município de Lisboa.
O Tribunal Administrativo de Lisboa considera que o limite da meia-noite e meia para a realização de manifestações não é "absoluto e automático", dando assim luz verde a uma manifestante para que permaneça com uma tenda, de madrugada, na Praça do Rossio, em Lisboa.

Ao abrigo da sentença, a que a RTP teve acesso, o protesto da manifestante poderá perdurar até 24 de novembro, a data da votação final da propota de Orçamento do Estado para 2027, incluindo o período entre as 0h30 e as 6h30, tendo, todavia, de ser articulado com o Mercado de Natal programado para a Praça D. Pedro IV.

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RTP /

Governo disponível para discutir propostas de habitação com o Livre "de forma séria"

O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, abriu a porta no parlamento a discutir propostas para a habitação com o Livre, que considera debater de "forma séria", mostrando-se disponível para o fazer "com humildade".

"Para propostas do Livre, estamos sempre disponíveis para discutir. O Livre discute de forma séria, é verdade, e eu gosto de discutir de forma séria. Façamos esta discussão de forma séria. Vamos ver os números, sentemo-nos e vemos o que é que podemos fazer, como fizemos com o Fundo de Emergência Habitacional", afirmou, referindo-se a uma proposta do Livre de um orçamento anterior.

"Esta é a nossa forma de estar -- dela não fugimos e continuamos, com humildade, sempre disponíveis para toda a discussão", acrescentou, numa audição na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública para discutir na especialidade a proposta de Orçamento do Estado para 2027 (OE2027).

A posição de Miguel Pinto Luz aconteceu depois de o deputado do Livre Jorge Pinto perguntar se o executivo está disponível para debater um conjunto de medidas, em relação às quais não se comprometeu a apoiar.

O parlamentar do Livre perguntou designadamente se o Governo está disponível para alterar a lei "para assegurar que o zonamento inclusivo é uma realidade e que todos os novos empreendimentos têm efetivamente uma percentagem mínima de habitação acessível, porque caso contrário a nova construção de pouco ou nada servirá".

O deputado perguntou igualmente se o executivo está disponível para discutir um adicional de IMI se foque especificamente nos imóveis devolutos "que poderiam e deveriam estar a servir para a habitação pública".

Se o Governo está disponível para rever as políticas fiscais que, para o partido, "estão a aquecer o mercado e a afastar milhares de pessoas do acesso à habitação".

(LUSA)
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RTP /

Secretária de Estado da Habitação está disponível para se reunir com manifestantes

A secretária de Estado da Habitação declarou que está disponível para se reunir com os movimentos que têm promovido as manifestações em defesa do direito à Habitação. Patrícia Gonçalves admitiu estar pronta para ouvir as preocupações dos manifestantes e discutir soluções.
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Momento-Chave
"Diálogo e bom senso"
RTP /

Seguro sublinha que direito à manifestação é "marca do regime democrático" e que "violência não faz parte da cultura democrática portuguesa"

O presidente da República voltou esta manhã a colocar a tónica no "direito constitucional" à manifestação, ressalvando ainda que a violência "não faz parte da cultura democrática portuguesa".

"Eu não vou desistir de diálogo e bom senso. É isso que tenho feito desde ontem e vou continuar a fazer durante o dia de hoje", frisou António José Seguro no Campus de Carcavelos da Universidade Nova de Lisboa, em curtas declarações aos jornalistas, à saída do Fórum Euro-Américas.O chefe de Estado solicitou, no domingo, esclarecimentos detalhados ao Governo e à Provedoria de Justiça, depois de novas cargas policiais sobre manifestantes pelo direito à habitação em Lisboa e no Porto.
"Como é público, desde ontem que estou a recolher informações sobre tudo o que se passou e, sobretudo, concentrado em que se encontre vias de diálogo e bom senso para se resolver estes conflitos", recordou Seguro.

"É importante que nós possamos ter diálogo e bom senso para encontrar soluções. O direito à manifestação é um direito constitucional, é uma marca da nossa liberdade e do nosso regime democrático. A violência não faz parte da cultura democrática portuguesa. E eu não vou desistir de diálogo e bom senso", enfatizou então o presidente.
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Lusa / Adicionar como fonte informativa

Governo legisla para quem se manifesta e para "maioria silenciosa" que está em casa

O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, afirmou hoje que o Governo ouve quem se manifesta, mas sublinhou que legisla quer para essa "minoria", quer para "a maioria silenciosa" que está em casa e também sofre.

"É com enorme preocupação que olho para as manifestações na rua (...) e é com sentido de Estado que oiço quem se manifesta", garantiu no parlamento, em resposta a perguntas da bancada do PS, numa audição na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública para discutir na especialidade a proposta de Orçamento do Estado para 2027 (OE2027).

Antes de assegurar que ouve os cidadãos que se têm manifestado nas últimas semanas no país, Pinto Luz respondeu ao Chega que o executivo tanto legisla para quem sai à rua quanto para para quem não o faz.

"Hoje, uma minoria do país manifesta-se, mas eu não me esqueço da maioria que está silenciosa. Porque há muita gente que não quer ir para a rua, mas continua a sofrer. E nós temos consciência disso", disse Pinto Luz.

O ministro usou a expressão "maioria silenciosa" mais do que uma vez durante a primeira hora de debate para se referir a quem não tem marcado presença nas acampadas de Lisboa e Porto e nas manifestações.

"Há uma maioria silenciosa em casa, que também sofre, que também procura casa e não tem", disse.

"Não estamos só a legislar, a ter que encontrar soluções para aqueles que se manifestam nas ruas. Temos que legislar também para aqueles que estão em casa e que de uma forma silenciosa todos os dias da sua vida sofrem. A nossa geração tem essa obrigação. De outra forma, entregaremos um mundo pior do que [aquele] que recebemos dos nossos pais", afirmou.

O ministro foi questionado pelo deputado do Chega Francisco Gomes sobre se o Governo está disponível para apoiar uma redução do limite até ao qual se considera uma haver uma "renda moderada", dos atuais 2.300 euros para 1.500 euros, alteração a que Pinto Luz não abriu a porta.

O ministro não rejeitou de forma taxativa a proposta, mas defendeu a iniciativa do Governo.

Em resposta ao deputado, começou por responder: "Não se esqueça que este Governo facilitou e agilizou o processo da renda acessível. A renda acessível em Lisboa, que são 20% abaixo da mediana, anda na casa dos 1.600 euros. E não é IRS a 10%, é IRS a zero. E a renda acessível não tem taxa de esforço".

De seguida, defendeu o resultado da atual medida, em que os senhorios com uma renda até 2.300 euros podem beneficiar de uma taxa de IRS de 0%.

"Baixar dos 2.300 para os 1.500 quando eu já tenho um patamar da renda acessível (...) Se for para Bragança, um T0 são 200 e tal euros e tem IRS a zero. Tentarmos atirar para os olhos das pessoas uma realidade que não existe", vincou.

"Só quem não percebe minimamente de economia pode querer dizer que um senhorio que tem contratualizado 2.100 euros com o seu inquilino tem um incentivo para subir para 2.300 euros", afirmou, ressalvando que, quando se referia a desconhecimentos de economia, não se referia ao parlamentar do Chega.

"Um senhorio com uma renda de 2.600 euros tem todos os incentivos para baixar para 2.300", beneficiando do ganho fiscal, contrapôs.

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Tribunal Administrativo de Lisboa
RTP /

Limite das 0h30 não é "absoluto e automático". Manifestante autorizada a manter tenda no Rossio

O Tribunal Administrativo de Lisboa considera que o limite da meia-noite e meia para a realização de manifestações não é "absoluto e automático", dando assim luz verde a uma manifestante para que permaneça com uma tenda, de madrugada, na Praça do Rossio, em Lisboa.A decisão decorre de uma intimação para a proteção de direitos, liberdades e garantias interposta por Renata Cambra contra o Ministério da Administração Interna e o município de Lisboa.

Ao abrigo da sentença, a que a RTP teve acesso, o protesto da manifestante poderá perdurar até 24 de novembro, a data da votação final da propota de Orçamento do Estado para 2027, incluindo o período entre as 0h30 e as 6h30, tendo, todavia, de ser articulado com o Mercado de Natal programado para a Praça D. Pedro IV.

Neste processo, sublinha-se no acórdão, não foi apreciada "a legalidade de uma ocupação coletiva" do Rossio, ou o reconhecimento de um direito geral a erguer "tendas em espaço público por um número indeterminado de participantes".

O Tribunal Administrativo elenca "condições proporcionais de exercício" do protesto.





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Sindicato dos Jornalistas vai apresentar queixa à Provedoria de Justiça contra PSP

O Sindicato dos Jornalistas anunciou que vai apresentar queixa à Provedoria de Justiça contra a Polícia de Segurança Pública, exigindo que sejam apuradas responsabilidades pelos incidentes registados durante as operações policiais da madrugada de domingo.

Num comunicado, o sindicato condena o que considera serem situações de agressão, intimidação e condicionamento ao trabalho dos jornalistas, envolvendo profissionais da comunicação social que estavam no terreno a acompanhar as manifestações e as intervenções da polícia. 

Este organismo quer apurar de houve jornalistas impedidos de trabalhar ou que tenham sido alvo de comportamentos considerados incompatíveis com a liberdade de informar.
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Advogados afirmam que "há uma escalada de violência promovida pelo Estado"

Antes de os sete arguidos serem ouvidos, os advogados dos manifestantes fizeram uma declaração à comunicação social. 

"Falo um apelo, porque o nosso Estado de direito e a divisão de poderes está a falir, o poder executivo está a mandar a polícia carregar sobre manifestantes, o poder legislativo (...) está a deixar isto à deriva", afirmou o advogado, acusando os partidos e a oposição "decidir e a defender o povo".
Nesse sentido, pediu ao "poder judicial, aos tribunais, aos procuradores e aos advogados que digam que isto não pode continuar". 

"Há uma escalada de violência, promovida pelo Estado", acusou ainda. À comunicação social pediu que "não haja diferença de tratamento". 

"Confio nos tribunais, não confio nos políticos".
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RTP /

Manifestantes detidos no Porto já estão em tribunal

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Advogado de manifestantes detidos no Porto afirma que "tudo isto tem sido um confusão muito grande"

O advogado dos manifestantes detidos no Porto acredita que vai acontecer o mesmo que na semana passada, se "a linha for igual", haverá um período para defesa e depois "a orientação será idêntica". 

"Ou seja, qualquer suspensão, para nós, é uma assunção de um ato que não será legal, mas que nós entendemos que é. Portanto, nesse sentido, se houver alguma suspensão, nós não concordaremos". 
Tiago Machado considerou, em entrevista à RTP, que "tudo isto tem sido um confusão muito grande". A polícia começou por comunicar que " o que está em causa é a ocupação do espaço público com as tendas", mas depois a defesa solicitou o documento da PSP que "sustente essa mesma proibição", que não é apresentado e, passado pouco tempo, "a polícia invoca o direito da manifestação, ou seja a partir da meia-noite e meia já não pode haver manifestação". 

"Nós entendemos que, mesmo depois desse período, podemos estar naquele local, desde que pacificamente, como temos estado". 

O advogado admite que a lei diz especificamente que as manifestações são até à meia-noite e meia, "desde que depois (...) não se coloque em causa a ordem pública, o sossego e a paz social". 

Considerando o local onde tem decorrido a acampada no Porto, a defesa dos manifestantes tem "a convicção de que não estamos a colocar isso em causa". No sábado passado, segundo Tiago Machado, a polícia só fez avisos depois das 3h00 da manhã, não se tendo passado nada entre as 00h30 e os primeiros avisos.
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Aguiar-Branco quer saber com urgência se partidos aceitam debate requerido pelo PCP

O presidente do Parlamento pediu aos partidos que esclareçam no prazo de 24 horas se dão consenso para a marcação do debate sobre habitação requerido pelo PCP, aceitando uma alteração do calendário de discussão do Orçamento.

No seu despacho, José Pedro Aguiar-Branco salienta que esse debate sobre habitação só poderá ser marcado se nenhuma força política manifestar oposição à alteração da agenda parlamentar.

"A alteração excecional pretendida pressupõe a obtenção de consenso de todas as forças políticas representadas na conferência de líderes", indica o presidente da Assembleia da República.

Esta decisão de José Pedro Aguiar-Branco de determinar "a consulta urgente, por escrito, dos membros da conferência de líderes, para que, no prazo de 24 horas, se pronunciem sobre a possibilidade de alteração do calendário de apreciação do Orçamento do Estado para 2027 surgiu na sequência de um requerimento do PCP para a realização de um debate de urgência sobre a atuação policial na madrugada de 01 de domingo em Lisboa e no Porto.

"Não obstante o decurso do processo de especialidade do Orçamento do Estado, a Assembleia da República deve assumir as suas responsabilidades de fiscalização da atividade do Governo, em particular, face a uma situação que está a gerar uma enorme indignação na sociedade portuguesa", justificou o PCP, numa nota divulgada à imprensa.

O presidente da Assembleia da República refere que o Regimento "estabelece que a ordem do dia não pode ser preterida nem interrompida, salvo nos casos expressamente previstos ou mediante deliberação sem votos contra".

"Neste contexto, os antecedentes parlamentares identificados, em especial o entendimento firmado na conferência de líderes extraordinária de 25 de outubro de 2022, confirmam a exigência de consenso entre as forças políticas representadas na conferência de líderes para qualquer alteração excecional do calendário de apreciação do Orçamento do Estado", alega.

(Lusa)
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Ponto de situação
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Detidos em cargas policiais ouvidos em tribunal

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Polícias e manifestantes feridos nos protestos em Lisboa e no Porto

Novas cargas policiais em Lisboa e no Porto fizeram dezenas de feridos na madrugada de domingo.

Foto: Manuel de Almeida - Lusa

A PSP diz que só avançou quando esgotou os esforços de negociação, mas os manifestantes dizem que, mais uma vez, a violência foi excessiva e desnecessária.
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Protestos no Porto. PSP confirma que agente à paisana mostrou arma

Os manifestantes no Porto acusam a polícia de introduzir agentes à paisana para destabilizar os protestos.

Na madrugada deste domingo, um destes agentes empunhou uma arma de fogo no meio da manifestação. A PSP confirma, mas diz que o fez depois de três colegas, que também estavam à paisana, terem sido agredidos.
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PSP diz que há "premeditação" dos manifestantes

A PSP garante que há premeditação dos manifestantes para o confronto.

O porta-voz da policia diz que há grupos organizados quer em Lisboa, quer no Porto prontos para manifestações menos pacíficas.
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Cargas policiais. Oposição exige justificações ao Governo

O PS quer ouvir com urgência no Parlamento o ministro da Administração Interna. O Livre exige a demissão de Luís Neves. Apenas os partidos à direita defenderam a atuação da polícia.

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Luís Neves rejeita decisão política para ação policial

O ministro da Administração Interna lamenta as imagens da madrugada de domingo, mas defende a atuação da polícia.

Foto: Manuel de Almeida - Lusa

Luís Neves garante que a intervenção não resultou de uma decisão política e que a PSP tem "autonomia técnica, tática e operacional".
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Onda de contestação na Europa leva a violência em vários países

Em vários países europeus centenas de milhares de pessoas estiveram na rua em protesto contra o aumento do custo de vida, a crise da habitação e a falta de perspetivas para o futuro.

Foto: Firas Abdullah - EPA

Em muitas cidades, as manifestações degeneraram para pilhagens e confrontos com a polícia.
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