Mundo
Marcelo assinala 40 anos da adesão. "Perdemos tempo e temos de fazer mais e melhor"
Em Estrasburgo, o presidente da República começou por agradecer o convite para participar no evento dos 40 anos da adesão de Portugal e Espanha às Comunidades Europeias e deixou uma palavra de solidariedade ao rei espanhol depois do desastre ferroviário de domingo.
Marcelo Rebelo de Sousa recordou esta quarta-feira, no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, que Portugal “nasceu na Europa e de linhagens europeias”, para exortar, adiante, a União a "fazer mais e melhor".
“Somos europeus desde as raízes. E essas raízes mesclaram-se, logo à partida, com as de outros continentes, de outros universos. Por isso não há portugueses puros, há portugueses diversos, na sua riqueza cultural. Somos europeus, na língua, na cultura, na História, e, porque europeus, universais”, acrescentou.O chefe de Estado frisou ainda que Portugal deixou “uma diáspora por todo o mundo. E fomos, muitas vezes, mais felizes a navegar e a correr mundo do que nas guerras europeias”.
Marcelo Rebelo de Sousa apontou que Portugal tem "uma diáspora por todo o mundo": "E fomos, muitas vezes, mais felizes a navegar e a correr mundo do que nas guerras europeias. Com os vizinhos, que eram nossos parentes, conquistámos independência, guerreámos para a mantermos, perdemo-la e recuperámo-la". Jornal da Tarde | 21 de janeiro de 2026
“O que há de verdadeiramente diferente e notável é que a integração europeia do século XX, que culminou na adesão há 40 anos, no mesmo dia da Espanha, com papel cimeiro de Mário Soares e Felipe Gonzalez, veio mudar a História. Mudar a História europeia. Mudar a História nas relações com o vizinho único por terra. Mudar a nossa história. Mudar para a liberdade, mudar para a democracia, mudar para o Estado de Direito, mudar para o desenvolvimento e a justiça social”.Para o chefe de Estado, “hoje, é moda do momento, esquecer, minimizar, diminuir a Europa e o seu papel no mundo”.
“Não percamos um segundo a hesitar, a duvidar, a autoflagelarmo-nos. Temos mais liberdade, democracia, Estado de Direito. Muitos de nós estão em lugar cimeiro do desenvolvimento humano e dos padrões de igualdade social. Temos um mercado dos maiores do mundo. Garantimos condições de vida comparativamente superiores à generalidade dos Estados. Somos um destino sonhado por tantos, de todos os continentes. Mas sabemos que tudo isto não basta. Perdemos tempo e temos de fazer mais e melhor”, sublinhou.
Segundo o chefe de Estado português, a Europa “necessita de mais juventude, mais conhecimento, mais ciência, mais tecnologia, mais segurança comum, mais crescimento, mais capacidade de mudança dos nossos sistemas políticos, económicos e sociais, mais unidade, mais futuro”.“Tratemos disso. Com prioridade e com urgência. Contemos, antes do mais, connosco. Nós próprios, que sempre acreditámos na Europa Livre, Igualitária e Democrática. Reconstruamo-la. Sem medos. Sem inibições. Sem complexos”.
Marcelo Rebelo de Sousa recorda ainda os aliados de Portugal, para além da União Europeia, é o “Reino Unido, há mais de 650 anos, e preferiríamos que estivesse ainda mais com a União Europeia do muito que está. Temos os EUA, cuja independência Portugal foi o primeiro Estado europeu, salvo a França, ou seja, neutral, a reconhecer, e preferiríamos que fossemos sempre aliados a 100 por cento e não com hiatos, intermitências ou estados de alma. E, num e noutro, temos Comunidades fortes, históricas, jovens, pujantes. Mas isso não é o essencial”.
“Nós, portugueses, nós Portugal, já éramos pátria independente há muitos séculos, ainda não existia a maioria dos Estados do Mundo, nem dos mais poderosos de hoje. Resistimos e resistiremos. Sempre na Europa e com a Europa. E, por isso, no universo e com o universo”.
Além disso, Portugal é reconhecido às Comunidades Europeias e à União Europeia, de acordo com Marcelo.
“Tudo o que se possa dizer das Comunidades Europeias, hoje União Europeia, de crítico, falível, insuficiente, errado, é nada comparado com o que lhes devemos. Europeus sempre. Transatlânticos sempre. Universais sempre. Tudo o que se possa dizer das Comunidades Europeias, hoje União Europeia, de crítico, falível, insuficiente, errado, é nada comparado com o que lhes devemos".
"Europeus sempre. Transatlânticos sempre. Universais sempre. Avancemos, pois, recriemo-nos no que for necessário, que os aliados e os parceiros, que desejamos, virão, como sempre vieram, quando entenderem que não há senhores únicos do globo, nem poderes eternos. E que as nossas alianças e parcerias valem mais do que a espuma, mesmo sedutora de cada dia".
Marcelo Rebelo de Sousa sublinha ainda que “não há quem consiga hoje refazer pela força a divisão de hemisférios do passado e sonhar controlar o seu hemisfério, ou resolver problemas universais por si só. Falhará quem o tente no século vinte e um, como falharam outros no século vinte. Como não há como fazê-lo ignorando a Europa, o seu poder nos valores, na justiça social e na economia mundial”.
“Porque a Europa é o berço da democracia, o farol das liberdades, o esteio do Estado de Direito, a referência do Estado Social. Foi assim no passado. Vai ser assim sempre. Por isso, nós europeus nunca, mas nunca mesmo, desistiremos do nosso papel crucial no universo. Porque desistir do seu papel universal seria, para a Europa, desistir de si própria e de todos os que lhe dão vida. Por isso, nós portugueses, nunca, mas nunca mesmo, desistiremos da Europa. Porque desistir da Europa seria, para Portugal, desistir de uma parte essencial e insubstituível de Portugal”, rematou Marcelo Rebelo de Sousa no último discurso como presidente da República em Estrasburgo.
“Somos europeus desde as raízes. E essas raízes mesclaram-se, logo à partida, com as de outros continentes, de outros universos. Por isso não há portugueses puros, há portugueses diversos, na sua riqueza cultural. Somos europeus, na língua, na cultura, na História, e, porque europeus, universais”, acrescentou.O chefe de Estado frisou ainda que Portugal deixou “uma diáspora por todo o mundo. E fomos, muitas vezes, mais felizes a navegar e a correr mundo do que nas guerras europeias”.
Marcelo Rebelo de Sousa apontou que Portugal tem "uma diáspora por todo o mundo": "E fomos, muitas vezes, mais felizes a navegar e a correr mundo do que nas guerras europeias. Com os vizinhos, que eram nossos parentes, conquistámos independência, guerreámos para a mantermos, perdemo-la e recuperámo-la". Jornal da Tarde | 21 de janeiro de 2026
“Não percamos um segundo a hesitar, a duvidar, a autoflagelarmo-nos. Temos mais liberdade, democracia, Estado de Direito. Muitos de nós estão em lugar cimeiro do desenvolvimento humano e dos padrões de igualdade social. Temos um mercado dos maiores do mundo. Garantimos condições de vida comparativamente superiores à generalidade dos Estados. Somos um destino sonhado por tantos, de todos os continentes. Mas sabemos que tudo isto não basta. Perdemos tempo e temos de fazer mais e melhor”, sublinhou.
Segundo o chefe de Estado português, a Europa “necessita de mais juventude, mais conhecimento, mais ciência, mais tecnologia, mais segurança comum, mais crescimento, mais capacidade de mudança dos nossos sistemas políticos, económicos e sociais, mais unidade, mais futuro”.“Tratemos disso. Com prioridade e com urgência. Contemos, antes do mais, connosco. Nós próprios, que sempre acreditámos na Europa Livre, Igualitária e Democrática. Reconstruamo-la. Sem medos. Sem inibições. Sem complexos”.
Marcelo Rebelo de Sousa recorda ainda os aliados de Portugal, para além da União Europeia, é o “Reino Unido, há mais de 650 anos, e preferiríamos que estivesse ainda mais com a União Europeia do muito que está. Temos os EUA, cuja independência Portugal foi o primeiro Estado europeu, salvo a França, ou seja, neutral, a reconhecer, e preferiríamos que fossemos sempre aliados a 100 por cento e não com hiatos, intermitências ou estados de alma. E, num e noutro, temos Comunidades fortes, históricas, jovens, pujantes. Mas isso não é o essencial”.
“Nós, portugueses, nós Portugal, já éramos pátria independente há muitos séculos, ainda não existia a maioria dos Estados do Mundo, nem dos mais poderosos de hoje. Resistimos e resistiremos. Sempre na Europa e com a Europa. E, por isso, no universo e com o universo”.
Além disso, Portugal é reconhecido às Comunidades Europeias e à União Europeia, de acordo com Marcelo.
“Tudo o que se possa dizer das Comunidades Europeias, hoje União Europeia, de crítico, falível, insuficiente, errado, é nada comparado com o que lhes devemos. Europeus sempre. Transatlânticos sempre. Universais sempre. Tudo o que se possa dizer das Comunidades Europeias, hoje União Europeia, de crítico, falível, insuficiente, errado, é nada comparado com o que lhes devemos".
"Europeus sempre. Transatlânticos sempre. Universais sempre. Avancemos, pois, recriemo-nos no que for necessário, que os aliados e os parceiros, que desejamos, virão, como sempre vieram, quando entenderem que não há senhores únicos do globo, nem poderes eternos. E que as nossas alianças e parcerias valem mais do que a espuma, mesmo sedutora de cada dia".
Marcelo Rebelo de Sousa sublinha ainda que “não há quem consiga hoje refazer pela força a divisão de hemisférios do passado e sonhar controlar o seu hemisfério, ou resolver problemas universais por si só. Falhará quem o tente no século vinte e um, como falharam outros no século vinte. Como não há como fazê-lo ignorando a Europa, o seu poder nos valores, na justiça social e na economia mundial”.
“Porque a Europa é o berço da democracia, o farol das liberdades, o esteio do Estado de Direito, a referência do Estado Social. Foi assim no passado. Vai ser assim sempre. Por isso, nós europeus nunca, mas nunca mesmo, desistiremos do nosso papel crucial no universo. Porque desistir do seu papel universal seria, para a Europa, desistir de si própria e de todos os que lhe dão vida. Por isso, nós portugueses, nunca, mas nunca mesmo, desistiremos da Europa. Porque desistir da Europa seria, para Portugal, desistir de uma parte essencial e insubstituível de Portugal”, rematou Marcelo Rebelo de Sousa no último discurso como presidente da República em Estrasburgo.