Irão diz que ataques dos EUA e pedidos de diálogo são "intoleráveis"
Guarda Revolucionária do Irão ameaça atacar instalações industriais israelitas
Mais a oeste, o exército israelita atingiu duas siderurgias na cidade de Isfahan, segundo a emissora estatal Islamic Republic of Iran Broadcasting (IRIB). Num desses ataques morreu pelo menos uma pessoa e outras 15 ficaram feridas, informou a IRIB na sexta-feira.
MNE do Irão. Israel vai pagar um "ALTO preço pelos ataques" desta sexta-feira
“Israel alega ter agido em coordenação com os EUA”, publicou Araghchi no X, acrescentando que o ataque israelita “contradiz” o prazo alargado por Trump para que Teerão renuncie ao controlo do estreito.
“O Irão vai cobrar um preço ALTO pelos crimes de Israel”, acrescentou Araghchi.
Mais de 400 combatentes do Hezbollah mortos na nova guerra, Israel fala em 700
O número representa o primeiro balanço geral divulgado dos combatentes do Hezbollah mortos na crescente campanha aérea e terrestre de Israel no Líbano. O grupo emitiu comunicados esporádicos sobre a morte de alguns combatentes individualmente, mas não forneceu um balanço geral oficial.
Energia nuclear no Irão: AIEA reitera apelo à "moderação militar"
"A AIEA foi informada pelo Irão" sobre um ataque que teve como alvo "hoje" a central de Arkadan, na província de Yadz (centro do Irão). "Não foi comunicado qualquer aumento dos níveis de radiação fora da central", afirmou a Agência em comunicado.
Brent sobe mais de 3% e ultrapassa os 111 dólares por barril
Pelas 17:00 de Lisboa, após o fecho dos mercados europeus, o preço do barril de Brent, que serve de referência para as importações europeias, subia 3,42% para 111,70 dólares, segundo os dados recolhidos pela agência EFE.
Por sua vez, o WTI, a negociar em Nova Iorque, avançava 4,63%, para os 98,85 dólares por barril.
Os preços do petróleo nos mercados internacionais voltaram a subir devido à falta de progressos nas negociações entre os Estados Unidos e o Irão para um cessar-fogo no Médio Oriente, apesar de o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter prolongado as tréguas com a nação persa até segunda-feira, 06 de abril.
No sábado assinala-se um mês desde o início do conflito, período em que o barril de Brent subiu mais de 54%, atingindo um pico de 119,50 dólares por barril.
Em declarações à EFE, Manuel Pinto, analista da XTB, assinalou que "esta subida mensal recorde reforça os receios de que a guerra se prolongue mais do que o previsto".
Além disso, o especialista alertou que este fim de semana "poderá ser crucial", dado que Teerão acredita ser provável que os EUA tentem tomar o controlo da Ilha de Kharg, no Golfo Pérsico, de onde o Irão exporta a maior parte do seu petróleo.
O Presidente dos EUA afirmou que, "a pedido do Governo iraniano", prolongou o prazo dado ao Irão por mais dez dias para reabrir o Estreito de Ormuz, sob pena de destruir as suas centrais nucleares.
"As negociações continuam e, apesar das declarações erradas divulgadas por alguns meios de comunicação que propagam notícias falsas, estão a progredir muito bem", acrescentou Trump.
Na semana passada, o Presidente norte-americano fez um ultimato ao Irão para que reabrisse completamente o Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do petróleo mundial, sob ameaça de destruir as suas centrais nucleares.
O prazo inicial era segunda-feira, mas prolongou-o até hoje, argumentando que ambos os países tinham começado a negociar o fim do conflito.
A administração dos EUA, através da mediação paquistanesa, enviou às autoridades iranianas um plano de 15 pontos para pôr fim à guerra, mas foi rejeitado por Teerão.
Apesar das negociações, e segundo alguns meios de comunicação social, o Pentágono está a preparar várias opções para uma intervenção militar no Irão, enquanto prosseguem os ataques entre os EUA, Israel e Irão.
Lusa
Ventura sobre combustíveis. Medidas anunciadas são "mais ou menos remendos"
"Portanto, o que o Governo fez hoje foram mais ou menos alguns remendos, eles não são despiciendos, não devem ser desvalorizados, são alguns remendos, mas nós estamos numa crise estrutural que, aliás, o primeiro-ministro reconheceu, não por culpa própria, mas por uma situação internacional", afirmou André Ventura à margem de uma visita à 17ª edição da Qualifica -- Feira da Educação, Formação e Juventude.
Para o líder do Chega, "em momentos de crise estruturais tem de haver medidas estruturais e não remendos pontuais".
Entre essas medidas, André Ventura defendeu alterações no regime de IVA. "Há uma questão que tem de ser feita já, até porque os outros países estão a fazê-lo, a Espanha está a fazê-lo, a Grécia está a fazê-lo, a Itália está a fazê-lo, que é a redução do IVA sobre os combustíveis", disse.
O primeiro-ministro "disse que não era necessário pensar já no IVA" acrescentou. "Mas é necessário, porque o IVA é o imposto que está a causar uma enorme pressão sobre os combustíveis, uma vez que, à medida que ele avança, sendo um imposto sobre o consumo, ele repercute-se no bolso das pessoas diretamente e tem, sendo 23 por cento em Portugal, um aumento de quase um quarto do valor", argumentou.
André Ventura defendeu ainda que o Governo de Luís Montenegro "não quer" mexer no IVA porque, disse, "está a arrecadar dinheiro".
"Está a ganhar dinheiro à custa disto e não quer abdicar dessa receita, mas mais vale assumir isso do que fazer pequenos remendos que vão ter muito pouco efeito na vida das pessoas", afirmou.
Mas não é apenas nos combustíveis que o Chega defende alterações no regime de IVA, querendo o IVA zero nos produtos alimentares. "Atingimos o valor mais alto [no preço do cabaz alimentar] ontem, é muito preocupante, muita gente não consegue pôr comida na mesa", denunciou.
André Ventura disse ainda esperar "conseguir convencer o Governo a levar a cabo nas próximas semanas" aquelas duas alterações.
No final do Conselho de Ministro, Luís Montenegro garantiu que "não está em cima da mesa nenhuma intervenção ao nível do IVA", nem nos combustíveis, nem no cabaz alimentar.
Marco Rubio. EUA não precisam de "tropas terrestres" no Irão para atingir objetivos
Quanto ao motivo do envio de mais militares para o Médio Oriente, disse que o presidente Donald Trump "precisa de estar preparado para múltiplas contingências", sem detalhar quais seriam essas contingências.
Rubio afirmou que a guerra terminará em semanas, e não em meses.
Acrescentou que "não há nada que a Rússia esteja a fazer pelo Irão que esteja, de alguma forma, a impedir ou a afectar a nossa operação ou a sua eficácia".
G7. "Absoluta necessidade" de liberdade de navegação no Estreito de Ormuz
“Realçamos a importância de minimizar o impacto do conflito nos parceiros regionais e nas populações civis, nas infraestruturas críticas e na necessidade de coordenar os esforços de ajuda humanitária”, refere o texto.
“Focámo-nos no valor de parcerias diversificadas, coordenação e iniciativas de apoio, incluindo para mitigar choques económicos globais, como interrupções nas cadeias de abastecimento económicas, energéticas, de fertilizantes e comerciais, que têm impactos diretos nos nossos cidadãos”, referiu.
No comunicado divulgado após uma reunião em França, os ministros dos Negócios Estrangeiros do G7 apelaram ainda “à cessação imediata dos ataques contra civis e infraestruturas civis”.
Os aliados manifestaram disponibilidade para contribuir com os esforços para garantir que o Estreito se mantém aberto, mas mantiveram a exigência de que haja primeiro uma desescalada.
O Irão terá procurado aprovar legislação para impor portagens às embarcações que transitam pela via navegável.
Israel anuncia que atingiu reator de água pesada de Arak
O bombardeamento ocorreu pouco depois de o exército israelita ter emitido um alerta de evacuação em Farsi, para civis iranianos localizados a noroeste da cidade de Arak e na Zona Industrial de Khir Abad, áreas próximas da central nuclear.
Mark Rubio garante ao G7 que guerra deve findar dentro de duas semanas
Estreito de Ormuz. Moreira da Silva vai liderar mecanismo da ONU para o comércio de fertilizantes
O secretário-geral das Nações Unidas anunciou esta sexta-feira a criação de um grupo de trabalho para facilitar o comércio de fertilizantes e a movimentação de matérias-primas relacionadas. O português Jorge Moreira da Silva, atual subsecretário-geral e responsável da ONU para infraestruturas e projetos, irá liderar este novo mecanismo.
No entanto, num cenário "com um bloqueio de três meses, todos os agricultores do mundo serão afetados", estimou o responsável.
Conflito no Estreito de Ormuz. Segurança alimentar sob elevada ameaça
O conflito afeta o mercado global de fertilizantes, com a redução da oferta e o aumento dos preços, o que compromete a produção agrícola e eleva a inflação dos alimentos.
A OMC prevê uma forte desaceleração do comércio mundial de mercadorias em 2026, afetando a distribuição e acessibilidade de produtos essenciais.
A combinação de restrições de oferta, preços elevados de combustíveis e de recursos agrícolas aumenta o risco de fome e insegurança alimentar mundial.
A Organização Mundial do Comércio reduziu a previsão de crescimento do comércio mundial de mercadorias para cerca de 1,9% em 2026, uma evidência do enfraquecimento da economia global.
A situação é monitorizada nas conferências ministeriais da OMC onde se discute o reequilíbrio das regras comerciais para mitigar esses impactos.
Hospitais no Líbano estão à beira do colapso, diz representante da OMS à CNN
O sistema de saúde do Líbano está sob crescente pressão no meio do conflito entre Israel e o Hezbollah. Pelo menos 49 centros de cuidados de saúde primários fecharam e o número de vítimas entre os profissionais de saúde continua a aumentar, com 53 mortos e 117 feridos, segundo a OMS.
“Visitei dois hospitais que estão a atender vítimas... e ambos têm mantimentos suficientes apenas para duas semanas”, disse o Dr. Abdinasir Abubakar, representante da OMS no Líbano.
Abubakar afirmou que o impacto vai muito além das infraestruturas danificadas. A deslocação em massa obrigou muitos profissionais de saúde a fugir, deixando instalações já sobrecarregadas sem pessoal suficiente para operar.
“Temos profissionais de saúde que também são civis e que tiveram de ser evacuados. Isto significa que não temos profissionais de saúde a trabalhar nas unidades de saúde afetadas”, disse.
Apontou ainda para uma crescente crise de saúde mental entre os civis e os profissionais da linha da frente, o que aumenta a pressão sobre os serviços de emergência. “Temos também um aumento dos problemas de saúde mental entre os civis e os profissionais de saúde. Sempre que há uma emergência, a primeira coisa que afeta as pessoas é o sofrimento mental”.
Ucrânia assina acordo de defesa com a Arábia Saudita
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que o acordo “estabelece as bases para futuros contratos, cooperação tecnológica e investimentos, e reforça o papel internacional da Ucrânia como contribuinte para a segurança”.
Zelensky esteve na Arábia Saudita na sexta-feira para se encontrar, entre outros, com o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman.
O Ministério da Defesa saudita confirmou a assinatura do acordo, classificando-o como “um memorando de entendimentos relacionado com a aquisição de defesa”.
Reator de água pesada atingido no centro do Irão
Um responsável da província de Markazi, no Irão, afirmou que o ataque foi levado a cabo pelas forças norte-americanas e israelitas, acrescentando que não houve vítimas devido a medidas de segurança prévias.
O ataque relatado ocorre pouco depois de o exército israelita ter emitido um alerta de evacuação para civis iranianos localizados a noroeste da cidade de Arak e na Zona Industrial de Khir Abad, áreas próximas da central nuclear.
Posteriormente, as FDI afirmaram que a Força Aérea israelita "começou a atacar infraestruturas pertencentes ao regime terrorista iraniano em todo o Irão", com base em informações dos serviços de informação israelitas.
O reator de água pesada de Arak, no Irão, ainda estava em construção no ano passado, de acordo com a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA).
G7 faz apelo a "cessação imediata" dos ataques contra a população civil e infraestruturas civis no Irão
Além disso, reafirmaram "a necessidade absoluta de restabelecer de forma permanente a liberdade de navegação livre e segura no estreito de Ormuz".
Eurogrupo. "Consequências da guerra no Médio Oriente permanecerão por longo período"
Os ministros das Finanças da Zona Euro estiveram reunidos por videoconferência e apresentaram cenários para os preços da energia, inflação e crescimento.
Não são cenários animadores para as economias da moeda única e por isso há medidas que precisam de ser tomadas e que a comissão promete apresentar.
Pierre Gramegna, o diretor-geral do Mecanismo Europeu de Estabilidade, refere que, ”mesmo que o conflito terminasse amanhã, as consequências desta guerra que se espalhou por todo o Médio Oriente permanecerão connosco durante um longo período”.
“Prevê-se que os preços do gás e do petróleo se mantenham elevados ao longo do ano, e isso reflete-se na forma como os mercados percecionam a evolução da inflação e também na perspetiva mais ampla sobre essa inflação. Os mercados preveem uma inflação mais elevada ao longo do ano, mas ainda esperam o regresso ao nível dos 2% no próximo ano. Em termos de crescimento, os mercados consideram também que o crescimento na zona euro será inferior a 1% devido à guerra em curso. E, por último, mas não menos importante, os mercados esperam que as taxas de juro das obrigações do Estado sejam mais elevadas, o que, por sua vez, significa custos de financiamento mais elevados para os governos”.
O presidente do Eurogrupo chegou igualmente à conferência de imprensa a reforçar os sinais de alerta.
Kyriakos Pierrakakis salientou que “um mês após o início do conflito, os seus efeitos já se começam a refletir na economia real. As empresas estão a sentir o impacto nos seus custos operacionais e as famílias, nas suas faturas de energia. Isto gera pressões inflacionistas e riscos significativos de menor crescimento em toda a Europa. A questão fundamental é a duração e a intensidade da crise, uma vez que estes fatores determinarão a dimensão do impacto económico. A incerteza continua elevada e a Europa deve manter-se alerta e pronta para responder quando necessário”.
“É agora claro que a escala, a gravidade e o impacto da guerra aumentaram desde o nosso último encontro, há pouco mais de duas semanas. O Estreito de Ormuz foi transformado numa zona de guerra e as infraestruturas energéticas continuam a ser alvo de ataques” referiu o Comissário com a pasta das finanças. “Como resultado, os preços da energia dispararam. O petróleo Brent tem sido consistentemente negociado acima dos 100 dólares por barril nas últimas duas semanas”.
Também o Comissário da Economia mantém o tom de precaução.“Naturalmente, o impacto total na economia europeia dependerá da duração, do alcance e da intensidade do conflito. Por ora, as perspetivas estão envoltas em profunda incerteza. Mas é evidente que corremos o risco de um choque de estagflação, ou seja, uma situação em que um crescimento mais lento coincide com uma inflação mais elevadas. Isto mantém-se mesmo que as interrupções no fornecimento de energia sejam relativamente breves”, declarou Valdis Dombrovskis.
"Neste cenário, a nossa análise sugere que o crescimento da UE em 2026 poderá ser cerca de 0,4 pontos percentuais inferior ao projetado na nossa previsão económica de outono e a inflação poderá ser até um ponto percentual superior se as perturbações se revelarem mais substanciais e duradouras. As consequências negativas para o crescimento seriam ainda maiores: o crescimento poderá ser até 0,6 pontos percentuais inferior tanto em 2026 como em 2027. Além disso, outros fatores podem amplificar ainda mais o impacto económico negativo da crise que acabo de descrever”, prosseguiu o comissário.
Uma Europa mais bem preparada
Os líderes do Eurogrupo e do Mecanismo Europeu de Estabilidade admitem que a União está agora mais bem preparada do que quando começou a guerra na Ucrânia.
“Felizmente, em comparação com o choque energético de 2022, as energias renováveis estão em maior destaque em muitos países”, reforça Pierre Gramegna, o Diretor Geral do Mecanismo Europeu de Estabilidade.“Foi referido, e bem, que países como Espanha e Portugal, que aumentaram significativamente a produção de energias renováveis, estão agora menos afetados pelo choque energético do que da última vez”, afirmou Pierre Gramegna.
“Gostaria de acrescentar que evitar medidas que aumentem o consumo de combustíveis fósseis é essencial. É também importante não inverter o progresso alcançado até à data em direção às energias renováveis”. É o que defende o Diretor Geral do Mecanismo que participou nesta videoconferência desde o Luxemburgo.
Também o presidente do Eurogrupo refere esta realidade, mas chama a atenção para a necessidade de manter as políticas de descarbonização.
“A Europa está hoje mais bem preparada do que em 2022, durante a crise energética anterior. Reduziu a sua dependência energética, reforçou a sua infraestrutura energética, diversificou as suas fontes de energia e, sobretudo, adquiriu experiência na gestão de crises deste tipo. Isto significa que agora podemos responder de forma mais rápida, coesa e eficaz. Ao mesmo tempo, devemos agir com seriedade e responsabilidade, mantendo-nos coerentes com os compromissos que assumimos, porque, em última análise, é isso que nos permite apoiar os nossos cidadãos em tempos difíceis. As nossas escolhas devem refletir equilíbrio e responsabilidade”, disse Kyriakos Pierrakakis.
Medidas de apoio direcionadas e temporárias
O diretor do Mecanismo Europeu de Estabilidade chama atenção para o facto de, “na Europa, estamos bem equipados para enfrentar estes desafios, incluindo os instrumentos financeiros do Mecanismo de Estabilização da Procura disponíveis no âmbito do atual tratado do quadro fiscal ajuda a manter a confiança do mercado neste contexto”.
Mas “os mercados podem mudar rapidamente se as consequências da interrupção do fornecimento de energia se tornarem mais graves e os governos afrouxarem demasiado a política orçamental”, refere Gramegna.
É por isso que o Mecanismo apoia o apelo da Comissão para medidas de apoio temporárias e direcionadas para apoiar as famílias vulneráveis pode ser útil.
Foi o que referiu o presidente do Eurogrupo.“As medidas tomadas durante este período devem ser direcionadas, justas e eficazes, com prioridade para as famílias e empresas mais vulneráveis. Devem ser implementadas rapidamente, mas também manter-se temporárias, de forma a fazer face à crise sem criar novos problemas de maior no futuro. A transição energética e a independência energética da Europa constituem objetivos estratégicos, e nenhuma crise de curto prazo nos desviará deles. Pelo contrário, esta crise realça a importância de investir ainda mais em infraestruturas de energia limpa e na economia energética europeia”, afirmou Kyriakos Pierrakakis.
É também o que defende o diretor-geral do Mecanismo Europeu de Estabilidade.
“Mas as finanças públicas precisam de se manter saudáveis. A cláusula geral de escape proporcionou uma flexibilidade importante no passado, mas a utilização de mais isenções para lidar com as pressões atuais pode dificultar o regresso às regras fiscais normais mais tarde. Este período exige uma ação cuidada, coordenada e orientada para o futuro”.
Mais específico foi o comissário da Economia, que referiu que a Comissão vai dar resposta, em breve, ao pedido dos chefes de Estado e de governo que mandataram o executivo europeu para apresentar um conjunto de medidas temporárias específicas para fazer face ao aumento dos preços da energia”.“A Comissão apresentará propostas para impor taxas de imposto mais baixas sobre a eletricidade e garantir que a eletricidade é menos tributada do que os combustíveis fósseis, melhorar a produtividade da infraestrutura da rede e modernizar o sistema de comércio de emissões, incluindo a atualização dos parâmetros de referência para as alocações gratuitas e o aumento da capacidade de estabilização do mercado, para reduzir a volatilidade dos preços”, apontou Valdis Dombrovskis.
A Comissão está também pronta a trabalhar em estreita colaboração com os Estados-membros para conceber medidas políticas a nível nacional para mitigar o impacto do aumento dos preços da energia.
“Tivemos hoje uma boa discussão sobre este assunto. Qualquer resposta política nacional eficaz para proteger a nossa economia e as nossas pessoas deve estar alinhada com determinados princípios fundamentais. Estas incluem a necessidade de serem específicas, temporárias, não aumentarem a procura agregada de petróleo e gás e serem coerente com a necessidade de continuar a descarbonizar o nosso sistema energético”, realçou o comissário.
Dombrovskis deixa um aviso: “É evidente que as respostas políticas podem ter implicações fiscais graves. E a nossa margem de manobra é mais limitada do que antes, dados os choques anteriores e a necessidade urgente de gastos adicionais em defesa".
Ministros da Energia da UE vão realizar videoconferência extraordinária sobre a guerra
Ataque em Beirute sem aviso prévio de Israel
Kiev pede a Washington "pressão sustentada" contra Rússia e Irão
A Ucrânia apelou hoje aos Estados Unidos para que liderem a comunidade internacional numa "pressão sustentada" contra a Rússia e Irão, dois países aliados que estão a "prolongar" as guerras contra Kiev e Washington.
"A posição da Ucrânia é que os regimes de Moscovo e Teerão estão a colaborar para prolongar a guerra, e ambos devem enfrentar pressão sustentada", afirmou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andrii Sybiha, numa mensagem na rede social X, após um encontro com o chefe da diplomacia norte-americana, Marco Rubio.
"O papel dos Estados Unidos no avanço dos esforços de paz continua a ser crucial. As propostas da Ucrânia são realistas e viáveis. A pressão sobre a Rússia é essencial para que Moscovo termine a guerra", acrescentou o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano.
Sybiha defendeu ainda que a "ajuda tangível" fornecida pela Ucrânia aos Estados do Golfo "para os proteger do terrorismo iraniano" demonstrou o papel de Kiev "como parceiro e contribuinte em questões de segurança".
Os dois representantes encontraram-se à margem da reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros do G7 (sete economias mais desenvolvidas do mundo), que decorre desde quinta-feira em Vaux-de-Cernay (França).
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, só se juntou hoje aos homólogos. É a primeira deslocação ao estrangeiro de Rubio desde os ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, iniciados a 28 de fevereiro.
O encontro em Vaux-de-Cernay decorre no âmbito da presidência francesa do G7, bloco que integra também os Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Alemanha, Itália e Japão, mais a União Europeia (UE).
Trump prolonga ultimato ao Irão
O ultimato dos Estados Unidos ao Irão tem um novo prazo. São dez dias até 6 de abril.
ONU pede responsabilidades aos EUA por ataque a escola no Irão
As Nações Unidas pedem responsabilidades aos Estados Unidos pelo ataque à escola iraniana que matou mais de 160 pessoas a 28 de fevereiro, o primeiro dia da ofensiva.
O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão acusa as autoridades norte-americanas de genocídio.
"Pode estar a desenhar-se mais um bluff de Donald Trump"
Os Estados Unidos estarão a mobilizar até dez mil militares para destacar no Médio Oriente. Isto a par de sucessivas declarações do presidente norte-americano sobre a via negocial com o Irão.
Dois complexos siderúrgicos atingidos no Irão
Segundo estas agências, trata-se de uma fábrica do grupo siderúrgico Mobarakeh, gigante do aço iraniano, situada na região de Isfahan (centro), assim como de outro complexo na província do Cuzistão (sudoeste).
Bombardeamento na cidade iraniana de Isfahan faz pelo menos 26 mortos
Segundo estas fontes, citadas pela agencia de notícias iraniana Tasnim, o ataque teve como alvo uma área residencial em Haftun, sendo que sete crianças estão entre as vítimas mortais.
“Como se trata de uma zona operária, os mártires são trabalhadores que lá vivem”, sublinharam.
As autoridades adiantaram ainda que “o inimigo americano-sionista” já tinha lançado dois ataques, nas últimas horas, em duas áreas residenciais, Ziyar e Apadana, em Isfahan, mas sem vítimas mortais.
PIB da UE cresce menos 0,4 a 0,6 pontos percentuais este ano
A Comissão Europeia estimou hoje que o Produto Interno Bruto (PIB) da União Europeia (UE) possa crescer menos 0,4 a 0,6 pontos percentuais este ano face a previsões anteriores devido ao impacto do conflito no Médio Oriente.
"A nossa análise sugere que o crescimento da UE em 2026 poderia ser cerca de 0,4 pontos percentuais inferior ao projetado na nossa previsão económica de outono [divulgada em novembro passado] e a inflação poderia ser até um ponto percentual superior", disse hoje o comissário europeu da Economia, Valdis Dombrovskis.
Falando em conferência de imprensa no final de uma reunião virtual do Eurogrupo, o responsável apontou que, "se as perturbações forem mais significativas e prolongadas, as consequências negativas para o crescimento seriam ainda maiores", com o PIB a crescer menos 0,6 pontos percentuais em 2026 e 2027 face ao anteriormente previsto.
ANE // CSJ
Lusa/Fim
Teerão reafirma que Estreito de Ormuz está "fechado" à navegação hostil
"Esta manhã, após as mentiras do corrupto presidente dos EUA, que alegava que o Estreito de Ormuz estava aberto, três navios porta-contentores de diferentes nacionalidades... foram impedidos de entrar após um aviso da Marinha da Guarda Revolucionária", disseram os membros da Guarda no seu site Sepah News.
"A movimentação de qualquer embarcação 'de e para' portos de origem pertencentes a aliados e apoiantes dos inimigos sionistas-americanos, para qualquer destino e por qualquer corredor, é proibida", acrescentaram.
Desconto do ISP mantém-se. Governo aprova apoios na área dos combustíveis
O Governo aprovou esta sexta-feira, em Conselho de Ministros, várias medidas para fazer face ao aumento dos combustíveis, com um custo de cerca de 150 milhões de euros por mês. Entre as medidas, o Executivo anunciou que vai manter o valor do desconto extraordinário e temporário do ISP em vigor.
Para além do desconto do ISP, o Governo aprovou, esta sexta-feira, várias medidas para fazer face ao aumento dos combustíveis devido à guerra no Médio Oriente, com um custo de cerca de 150 milhões de euros por mês.
"Ao todo, as medidas que estamos a tomar significam cerca de 150 milhões de euros por mês de apoio na área dos combustíveis. O equilíbrio financeiro que tem norteado a nossa política dá-nos melhores condições para também podermos enfrentar as adversidades", defendeu Luís Montenegro em conferência de imprensa no final do Conselho de Ministros.
Além da manutenção do desconto no ISP, em vigor desde 9 de março, o Governo aprovou novos apoios para vigorarem durante três meses, entre 1 de abril e 30 de junho, para o gasóleo profissional utilizado pelos transportes de mercadorias, um apoio extraordinário aos setores agrícola, florestal, das pescas e aquicultura, apoios às associações humanitárias de bombeiros e às empresas de táxis e um pagamento único às Instituições Particulares de Solidariedade Social.
Montenegro salientou que é "fundamental gerir com equilíbrio, com responsabilidade e com prudência" estes apoios, uma vez que não se sabe o impacto e a duração da guerra no Médio Oriente.
"Não desequilibrar as contas públicas, para não deitarmos fora o nosso esforço coletivo de anos", apelou.
Entre as medidas aprovadas está um apoio extraordinário de dez cêntimos por litro, a aplicar entre 1 de abril e 30 de junho, no gasóleo profissional para veículos de transporte de mercadorias e autocarros.
O primeiro-ministro explicou que "em causa está um mecanismo extraordinário para o gasóleo profissional", que consiste num apoio de mais dez cêntimos por litro, que acresce ao que já tinha sido hoje anunciado pelo Governo, até ao limite de 15.000 litros.
Esta medida aplica-se aos veículos de transporte de mercadorias com mais de 35 toneladas e aos autocarros com mais de 22 lugares.
O Governo decidiu ainda avançar com um desconto de dez cêntimos por litro no gasóleo colorido, uma medida que tem vindo a ser reclamada pelos agricultores para fazer face à escalada de preços devido ao conflito no Médio Oriente.
Este apoio, a pagar pelo IFAP - Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas, aplica-se nas semanas em que o preço médio estiver dez cêntimos acima do valor registado na semana de 2 a 6 de março, antes do primeiro aumento.
Primeiro-ministro polaco alerta para possível escalada no Médio Oriente nos próximos dias
Polónia aprova medidas para reduzir preço dos combustíveis
O Parlamento polaco aprovou hoje medidas para travar a escalada do preço dos combustíveis, que, segundo o Governo, permitirão reduções de cerca de 30 cêntimos por litro, perante o aumento dos custos devido à guerra no Irão.
O projeto, aprovado por maioria na primeira votação, reduz o IVA sobre os combustíveis de 23% para 8% e mantém os impostos especiais sobre os combustíveis no mínimo permitido pela União Europeia (UE), cerca de sete cêntimos por litro para a gasolina e o gasóleo.
O primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, afirmou na quinta-feira que o objetivo é que a redução fiscal "se traduza nos preços, e não em margens maiores para quem comercializa combustível".
Para além da redução do IVA e dos impostos especiais, as medidas do executivo incluem o estabelecimento de um preço máximo de venda ao público para os combustíveis de uso doméstico.
Esse preço será fixado diariamente pelo ministério da Energia para todos os postos de abastecimento do país.
O Governo de Tusk está a estudar também um imposto sobre os lucros extraordinários das petrolíferas, com a intenção declarada de evitar que a ajuda fiscal se transforme em "ganhos adicionais para o setor".
Após a votação no parlamento, prevê-se que o texto siga ainda hoje para o Senado, esperando-se a ratificação da proposta.
As medidas já tiveram um impacto imediato nos mercados, e as ações da petrolífera estatal Orlen chegaram a cair até 6,6% durante a sessão de quinta-feira, quando as alterações foram anunciadas.
A Orlen é a principal empresa energética polaca, conta com participação estatal maioritária e domina a rede de refinação e postos de abastecimento do país, com mais de 2.000 postos de abastecimento em toda a Polónia.
Berlim acusa Rússia de ajudar Irão a identificar alvos para ataques
Em declarações aos jornalistas numa reunião do G7 em França, Wadephul avançou ainda que falou com o secretário de Estado norte-americano, Marcio Rubio, para delinear a posição da Alemanha, que está disposta a desempenhar um papel no Estreito de Ormuz após o fim das hostilidades.
"Putin espera cinicamente que a escalada no Médio Oriente desvie a nossa atenção dos seus crimes na Ucrânia", afirmou Wadephul. "Este plano não pode ter sucesso. Vemos muito claramente como os dois conflitos estão intimamente interligados. A Rússia está evidentemente a apoiar o Irão com informações sobre alvos potenciais".
Mais de 1.900 mortos no Irão desde o início da guerra
Esta entidade lembrou que o Crescente Vermelho Iraniano continua a ser a única organização humanitária a nível nacional a operar em todo o país.
Israel vai "intensificar" ataques contra o Irão para pôr fim aos disparos de mísseis
Não há refúgio da guerra em Beirute, afirma UNICEF
Um responsável do ACNUR alertou, por sua vez, que cerca de 150.000 pessoas ficaram isoladas no Líbano após a destruição de pontes.
Mais de 370.000 crianças deslocadas no Líbano e 121 mortas
Preço dos combustíveis deverá descer na próxima semana
Guarda Revolucionária frisa que transporte marítimo de e para portos de aliados dos EUA e de Israel é proibido
Acrescentou ainda que o Estreito de Ormuz está fechado e que qualquer trânsito pela via navegável enfrentará "medidas severas".
De acordo com a imprensa iraniana, três navios porta-contentores de várias nacionalidades foram mandados voltar para trás no Estreito de Ormuz após avisos da marinha da Guarda Revolucionária.
Autoridade reguladora da aviação da UE prolonga aviso às companhias aéreas para evitarem espaço aéreo do Golfo
A recomendação era anteriormente válida até 27 de março.
Irão apela a civis para que abandonem zonas próximas das forças americanas na região
As "cobardes" forças americano-israelitas "tentam usar locais civis e inocentes como escudos humanos", alertou a Guarda no seu site Sepah News, depois de o Irão ter ameaçado atacar hotéis no Golfo.
"Recomendamos que abandonem com urgência os locais onde estão estacionadas as tropas americanas, para que nenhum mal vos seja feito", acrescentam.
Ucrânia e Arábia Saudita assinam acordo de cooperação na área da defesa
Zelensky, que se encontra de visita à Arábia Saudita, afirmou que o acordo foi assinado antes de uma reunião com o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman.
"Estamos prontos para partilhar a nossa experiência e os nossos sistemas com a Arábia Saudita e para trabalhar em conjunto no sentido de reforçar a proteção de vidas", afirmou Zelensky na aplicação Telegram.
ONU pede responsabilidades aos EUA pelo ataque contra uma escola no Irão
O Alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos condenou hoje veementemente o bombardeamento norte-americano contra uma escola iraniana no dia 28 de fevereiro pedindo responsabilidades.
O ataque que atingiu a escola iraniana fez 165 mortos e ocorreu no primeiro dia da campanha militar dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão.
"O bombardeamento contra a Escola Primária Shajareh Tayyebeh em Minab causou um profundo horror", disse Volker Turk perante o Conselho de Direitos Humanos da ONU.
Volker Turk sublinhou que é obrigação dos autores do ataque conduzir uma investigação rápida, imparcial, transparente e completa.
O alto-comissário recordou que a Administração dos Estados Unidos afirmou que o bombardeamento está a ser investigado e apelou para que as conclusões sejam tornadas públicas.
"A justiça deve ser feita pelos terríveis danos causados", acrescentou Volker Turk.
Hoje, o Conselho de Direitos Humanos da ONU vai realizar uma nova reunião sobre a segurança das crianças no conflito do Médio Oriente na sequência do bombardeamento contra a escola da região iraniana de Minab.
A reunião foi pedida pelo Irão, República Popular da China e Cuba e vai concentrar-se na "proteção das crianças e das instituições de ensino em conflitos armados internacionais".
O Governo iraniano acusou os militares norte-americanos de terem atacado a escola.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, negou inicialmente qualquer envolvimento dos Estados Unidos no bombardeamento que atingiu a escola de Minab e culpou o Irão, antes de indicar que "aceitaria" o resultado de uma investigação.
Reino Unido e aliados do G7 "profundamente preocupados" com ligações entre Rússia e Irão
"Estamos profundamente preocupados com as ligações entre a Rússia e o Irão, que são de longa data em termos de capacidades partilhadas", afirmou Cooper antes do segundo dia de reunião do G7, em França.
Secretário de Estado norte-americano chegou à reunião do G7 em França
Na sua primeira visita ao estrangeiro desde a ofensiva lançada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão, o chefe da diplomacia norte-americana será pressionado pelos seus homólogos a esclarecer a estratégia da Casa Branca sobre este conflito que já dura há quase um mês.
Marco Rubio deverá pedir aos ministros alemão, britânico, canadiano, francês, italiano e japonês que ajudem Washington na reabertura do estreito de Ormuz.
Israel lança nova vaga de ataques antes de negociações de paz na ONU
Israel lançou uma vaga de ataques contra o Irão na madrugada de hoje, antes de uma reunião planeada do Conselho de Segurança da ONU para discutir os bombardeamentos de infraestruturas civis iranianas.
A ofensiva visou locais "no coração de Teerão" utilizados para produzir mísseis balísticos e outras armas, assim como lançadores de mísseis e locais de armazenamento no oeste do Irão, afirmaram os militares israelitas.
Fumo foi também avistado sobre Beirute, embora Israel não tenha reportado de imediato ataques contra a capital libanesa. Sirenes de ataque aéreo soaram em Israel, com os militares a afirmar que estavam a trabalhar para intercetar mísseis iranianos.
O Irão continuou a disparar mísseis e drones contra os vizinhos árabes do Golfo, com sirenes a alertar para ataques no Bahrein, Qatar e Emirados Árabes Unidos.
O Kuwait afirmou que o porto de Shuwaikh, na Cidade do Kuwait, sofreu "danos materiais" num ataque, mas que ninguém ficou ferido.
O Conselho de Segurança da ONU agendou consultas à porta fechada sobre o Irão para hoje em Nova Iorque, de acordo com dois diplomatas da ONU que pediram para não ser identificados por a reunião não ser pública.
As mesmas fontes acrescentaram que a Rússia solicitou a reunião sobre os ataques israelo-americanos contra infraestruturas civis no Irão, com os Estados Unidos (EUA), que detêm a presidência do Conselho de Segurança, a agendar a reunião.
Os EUA pressionaram o Irão a iniciar conversações tendo como base uma proposta de cessar-fogo de 15 pontos, mas, ao mesmo tempo ordenaram o envio de mais tropas para a região, no que se suspeita serem preparações para uma tentativa militar de retirar o estreito de Ormuz do controlo apertado do Irão.
O enviado do Presidente norte-americano Donald Trump, Steve Witkoff, afirmou que Washington entregou uma proposta para um possível cessar-fogo utilizando o Paquistão como intermediário. A lista inclui restrições ao programa nuclear do Irão e a reabertura do estreito de Ormuz.
O Irão rejeitou a oferta dos EUA e apresentou a sua própria proposta de cinco pontos, que inclui reparações e o reconhecimento da sua soberania sobre o estreito de Ormuz.
Depois de Wall Street ter registado o pior dia desde o início da guerra, as ações asiáticas tiveram quedas consideráveis hoje devido às crescentes dúvidas sobre as hipóteses de um conflito prolongado.
Os preços do petróleo voltaram a subir com o Brent, o padrão internacional, fixou-se em 107 dólares por barril hoje de manhã, uma subida de mais de 45% desde que Israel e os EUA atacaram o Irão a 28 de fevereiro e iniciaram a guerra.
O controlo do Irão sobre a navegação através do estreito de Ormuz causou crescentes preocupações de uma crise energética global e parece fazer parte de uma estratégia para forçar os EUA a recuar, perturbando a economia mundial.
O bloco árabe do Golfo afirmou na quinta-feira que o Irão está agora a cobrar portagens aos navios para garantir a sua passagem segura pela via navegável.
À medida que os esforços diplomáticos prosseguiam, um grupo de navios dos EUA aproximou-se da região com cerca de 2.500 fuzileiros navais. Pelo menos mil paraquedistas da 82.ª Divisão Aerotransportada --- treinados para aterrar em território hostil para garantir território estratégico e aeródromos --- receberam ordens de mobilização para a região.
O secretário-geral do Conselho Norueguês para os Refugiados, Jan Egeland, afirmou que os trabalhadores da organização humanitária no Irão lhe comunicaram que "inúmeras casas, hospitais e escolas foram danificados ou destruídos" e que quase todos os bairros de Teerão sofreram danos.
"Os civis estão a pagar o preço mais elevado por esta guerra --- ela tem de acabar", afirmou num comunicado.
Principal porto do Kuwait atingido por ataque de drones
c/ Lusa
Pentágono pondera envio de mais dez mil operacionais para o Médio Oriente
- O Irão anunciou o lançamento de uma nova vaga de bombardeamentos sobre Israel e alvos norte-americanos em países do Golfo Pérsico. Foram também ouvidas explosões no sul de Beirute e em Teerão, consequência de contínuos bombardeamentos das Forças de Defesa de Israel;
- O Pentágono está a ponderar o envio de mais dez mil operacionais para o Médio Oriente, incluindo tropas terrestres. A notícia foi avançada pelo jornal The Wall Street Journal, que cita fontes não identificadas do Departamento de Defesa. Este potencial destacamento inntegraria infantaria e veículos blindados;
- O presidente dos Estados Unidos alargou a moratória aos planos para atacar infraestruturas energéticas do Irão por dez dias, até 6 de abril. Donald Trump alega que o pedido para este novo adiamento partiu do Irão e insiste na ideia de que as conversações com Teerão estão a correr "muito bem";
- O preço do barril de petróleo Brent, referência para a Europa, caiu após o anúncio de Donald Trump. Esta semana, a escalada fixou um novo máximo de 108 dólares por barril;
- Depois de Teerão ter batido com a porta ao plano de 15 pontos dos Estados Unidos para um cessar-fogo, considerando-o "unilateral e injusto", o presidente norte-americano reiterou também que os iranianos estariam a "implorar por um acordo";
- Trump afirmou ainda que o Irão está a permitir que alguns petroleiros cruzem Ormuz com suposto sinal de boa-fé;
- Os Houthis do Iémen desvalorizam a noticiada intenção norte-americana de ocupar a Ilha de Kharg, no Estreito de Ormuz. Não há razões para preocupação, reagem os rebeldes conotados com o regime iraniano;
- O chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel avisou que o Tsahal corre o risco de "colapsar sobre si mesmo", à medida que enfrenta exigências crescentes em múltiplas frentes. Em causa, segundo a imprensa israelita, está a falta de efetivo;
- Dois navios da transportadora chinesa COSCO Shipping começaram a atravessar o Estreito de Ormuz, dois dias depois de a empresa ter retomado as reservas de contentores com destino a vários países da região;
- O ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi, avisou que atacar instalações nucleares no Médio Oriente "teria consequências incalculáveis" e mergulharia a região na miséria. Palavras deixadas durante uma reunião com o diretor-geral da Agência Internacional da Energia Atómica, Rafael Grossi.
Donald Trump alarga ultimato ao Irão até 6 de abril
O presidente norte-americano deu na tarde desta quinta-feira uma conferência de imprensa com os seus adjuntos durante a qual deixou vários recados a Teerão.
Israel mobiliza reservistas e Teerão redobra ataques contra Israel
Os enviados especiais da RTP Paulo Jerónimo e José Pinto Dias acompanham no terreno, a partir de Israel, os desenvolvimentos da guerra no Irão.
EUA, Israel e Irão prosseguem bombardeamentos
Mesmo com as negociações de paz em curso, Israel e Estados Unidos continuam a bombarder o Irão.
Foto: Majid Asgaripour - WANA via Reuters
Ucrânia e Arábia Saudita assinam acordo de cooperação de defesa
O acordo visa uma "protecção dos céus" e foi assinado durante uma visita Volodymyr Zelensky a Riade.
Foto: António Mateus - RTP
Estreito de Ormuz domina agenda do G7
O Estreito de Ormuz poderia reabrir de imediato, se o Irão assim o permitisse. Esta é a convicção de Marco Rubio, que coloca a segurança da via marítima no topo da agenda do G7.
Foto: Brendan Smialowski - Pool via Reuters