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Marrocos ordena expulsão de jornalistas espanhóis que cobriam crise migratória em Ceuta
Um representante do Ministério marroquino do Interior ordenou este sábado a saída das equipas da agência de notícias EFE e da televisão pública espanhola TVE de Fnideq, Castillejos, onde se encontravam a fazer a cobertura da situação junto à fronteira de Ceuta.
Estes jornalistas encontravam-se este sábado a cobrir uma ação da polícia de choque marroquina que dispersou centenas de migrantes que tentavam chegar à fronteira com Ceuta com gás lacrimogéneo, adiantou a EFE.
"Não conseguimos gravar a intervenção porque as autoridades locais, que nos disseram estar ligadas ao Ministério do Interior, pediram-nos para sair da zona. Estávamos a trabalhar com a imprensa marroquina e com os órgãos de imprensa espanhóis, como a agência de notícias EFE", explicou Arantxa Marculeta, correspondente da TVE em Rabat.
Também este sábado, o correspondente da agência EFE recebeu ordens para abandonar de imediato a cidade, sem que nenhuma explicação tivesse sido apresentada. Youssef Hajji, representante do Ministério marroquino do Interior, indicou que estava apenas a “cumprir ordens”.
Às equipas da TVE e EFE foi transmitido que as credenciais de imprensa e mesmo os equipamentos poderiam ser confiscados caso não abandonassem Castillejos.
A agência EFE contactou o Ministério marroquino do Interior e não obteve qualquer resposta até ao momento.
De acordo com esta agência, os hotéis onde os jornalistas se encontravam hospedados informaram que tinham recebido ordens das autoridades locais para abandonarem imediatamente as instalações.
Na reação à expulsão, o presidente da agência EFE defendeu o direito à liberdade de informação no exercício do jornalismo na cobertura da situação em Marrocos.
Quase 300 pessoas foram detidas este sábado quando tentavam entrar irregularmente em Ceuta a partir de Fnideq, avançou o jornal marroquino Hespress.
Na quarta-feira, as autoridades marroquinas anunciaram que iriam adotar medidas para conter um possível novo fluxo migratório para Ceuta. Várias publicações nas redes sociais anunciavam que a fronteira entre Fnideq e Melilla estaria "aberta" a 15 de agosto, dia de feriado em Espanha.
Há duas semanas, mais de 72 mil pessoas, entraram em Ceuta a pé ou a nado, antes de serem expulsas quase de imediato, segundo as autoridades espanholas, tendo 70 mil delas sido deportadas. Pelo menos 96 pessoas morreram durante a travessia.
"Não conseguimos gravar a intervenção porque as autoridades locais, que nos disseram estar ligadas ao Ministério do Interior, pediram-nos para sair da zona. Estávamos a trabalhar com a imprensa marroquina e com os órgãos de imprensa espanhóis, como a agência de notícias EFE", explicou Arantxa Marculeta, correspondente da TVE em Rabat.
Também este sábado, o correspondente da agência EFE recebeu ordens para abandonar de imediato a cidade, sem que nenhuma explicação tivesse sido apresentada. Youssef Hajji, representante do Ministério marroquino do Interior, indicou que estava apenas a “cumprir ordens”.
Às equipas da TVE e EFE foi transmitido que as credenciais de imprensa e mesmo os equipamentos poderiam ser confiscados caso não abandonassem Castillejos.
A agência EFE contactou o Ministério marroquino do Interior e não obteve qualquer resposta até ao momento.
De acordo com esta agência, os hotéis onde os jornalistas se encontravam hospedados informaram que tinham recebido ordens das autoridades locais para abandonarem imediatamente as instalações.
Na reação à expulsão, o presidente da agência EFE defendeu o direito à liberdade de informação no exercício do jornalismo na cobertura da situação em Marrocos.
"A prática responsável e rigorosa do jornalismo é a nossa característica definidora, e defendemo-la tanto em Espanha como em todo o mundo, e sem dúvida em Marrocos, onde uma importante delegação da EFE presta os seus serviços há sessenta anos", apontou Miguel Ángel Oliver.
Também a RTVE (Radio y Televisión Española) condenou este sábado a decisão de obrigar os jornalistas a abandonar a cidade.
"A expulsão dos nossos profissionais de Castillejos representa um obstáculo extremamente grave à liberdade de imprensa e ao direito à informação", considera o presidente da RTVE, José Pablo López.
O presidente exigiu que as autoridades marroquinas forneçam "totais garantias e o máximo respeito para que os nossos jornalistas possam exercer livremente a sua profissão em qualquer ponto da região fronteiriça".
Quase 300 pessoas foram detidas este sábado quando tentavam entrar irregularmente em Ceuta a partir de Fnideq, avançou o jornal marroquino Hespress.
Na quarta-feira, as autoridades marroquinas anunciaram que iriam adotar medidas para conter um possível novo fluxo migratório para Ceuta. Várias publicações nas redes sociais anunciavam que a fronteira entre Fnideq e Melilla estaria "aberta" a 15 de agosto, dia de feriado em Espanha.
Há duas semanas, mais de 72 mil pessoas, entraram em Ceuta a pé ou a nado, antes de serem expulsas quase de imediato, segundo as autoridades espanholas, tendo 70 mil delas sido deportadas. Pelo menos 96 pessoas morreram durante a travessia.
Desde então, Madrid instalou uma barreira marítima e mobilizou mais de 500 polícias adicionais da Espanha continental, elevando o total em Ceuta para mais de 1.600 agentes.
(com agências)