Mundo
May defende revisão da estratégia de contraterrorismo do Reino Unido
A primeira-ministra britânica falou este domingo ao seu país para perspetivar uma mudança na forma como as autoridades estão a responder à ameaça do terrorismo. Após uma reunião do gabinete de crise, que se debruçou sobre as investigações em curso ao atentado da véspera em Londres, Theresa May anunciou também para segunda-feira o regresso dos principais partidos à campanha para as legislativas de 8 de junho.
“Isto é, como todos sabemos, o terceiro ataque terrorista de que a Grã-Bretanha foi alvo nos últimos três meses. Ocorreu um ataque similar em março, junto à Ponte de Westminster. Há duas semanas, a Arena de Manchester foi atacada por um bombista suicida e agora Londres foi uma vez mais atacada”, enumerou a chefe do Executivo britânico, na intervenção que se seguiu à reunião de emergência da manhã deste domingo.
Em declarações à estação televisiva ITV, a ministra britânica do Interior, Amber Rudd, mostrou-se este domingo convencida de que os atacantes de Londres eram “radicais islâmicos”.
“E ao mesmo tempo as agências de segurança e de informações e a polícia já desmantelaram cinco planos credíveis desde o ataque de Westminster, em março”, continuou Theresa May.
“Em termos de planeamento e execução, os recentes ataques não estão ligados. Mas pensamos estar a viver uma nova tendência na ameaça que enfrentamos. O terrorismo alimenta o terrorismo e os criminosos são inspirados a atacar, não apenas com base em planos cuidadosamente esboçados, após anos de planeamento e treino, e nem como atacantes solitários radicalizados online, mas copiando-se e muitas vezes usando os mais cruéis meios de ataque”, sublinhou ainda a primeira-ministra conservadora.
O atentado da noite de sábado na London Bridge e em Borough Market, que não foi ainda reivindicado, causou as mortes de sete pessoas, de acordo com o último balanço da polícia britânica. Há também notícia de pelo menos 48 feridos.
A polícia abateu os três presumíveis autores dos ataques no espaço de oito minutos, após o primeiro pedido de socorro.
May considera que a estratégia para enfrentar o terrorismo terá de ser revista em diferentes vertentes, que podem passar por um agravamento da moldura penal e um reforço de regras para utilização da internet.
“Não podemos e não devemos fingir que as coisas podem continuar como estão”, frisou a governante, diante do Número 10 de Downing Street.
Eleições mantêm-se
São quarto as áreas listadas pela primeira-ministra britânica como passíveis de sofrerem alterações. A primeira diz respeito ao combate àquilo que Theresa May descreveu como uma “ideologia do mal”, ou uma perversão do Islão. Impõe-se, nas suas palavras, defender valores do pluralismo britânico contra “pregadores do ódio”, além do uso da força militar.O centro de Londres permanecia esta manhã sob um apertado dispositivo policial, com perímetros de segurança em diferentes locais. Os investigadores estiveram esta manhã na zona leste da cidade, onde fizeram 12 detenções.
Em segundo lugar, na hierarquia da revisão defendida pelo Governo cessante, surge a necessidade de limitar o espaço online ao alcance do extremismo.
“Não podemos permitir a esta ideologia o espaço seguro de que precisa para se desenvolver. No entanto, é precisamente isso que a internet e as grandes empresas que fornecem serviços de internet estão a facultar. Precisamos de trabalhar com governos aliados democráticos para alcançar acordos internacionais que regulem o ciberespaço”.
A responsável defendeu, em seguida, a necessidade de fazer mais para identificar o extremismo entre a sociedade britânica. Por último, colocou a tónica no robustecimento de todos os meios de resposta à ameaça.
May abordou também a decisão, por parte de conservadores, trabalhistas e do Partido Nacional Escocês, de suspender as ações de campanha previstas para este domingo, uma “marca de respeito”.
A primeira-ministra anunciou o reinício da campanha eleitoral já na segunda-feira. Porque “não se pode permitir que a violência interrompa o processo democrático”.
Em declarações à estação televisiva ITV, a ministra britânica do Interior, Amber Rudd, mostrou-se este domingo convencida de que os atacantes de Londres eram “radicais islâmicos”.
“E ao mesmo tempo as agências de segurança e de informações e a polícia já desmantelaram cinco planos credíveis desde o ataque de Westminster, em março”, continuou Theresa May.
“Em termos de planeamento e execução, os recentes ataques não estão ligados. Mas pensamos estar a viver uma nova tendência na ameaça que enfrentamos. O terrorismo alimenta o terrorismo e os criminosos são inspirados a atacar, não apenas com base em planos cuidadosamente esboçados, após anos de planeamento e treino, e nem como atacantes solitários radicalizados online, mas copiando-se e muitas vezes usando os mais cruéis meios de ataque”, sublinhou ainda a primeira-ministra conservadora.
O atentado da noite de sábado na London Bridge e em Borough Market, que não foi ainda reivindicado, causou as mortes de sete pessoas, de acordo com o último balanço da polícia britânica. Há também notícia de pelo menos 48 feridos.
A polícia abateu os três presumíveis autores dos ataques no espaço de oito minutos, após o primeiro pedido de socorro.
May considera que a estratégia para enfrentar o terrorismo terá de ser revista em diferentes vertentes, que podem passar por um agravamento da moldura penal e um reforço de regras para utilização da internet.
“Não podemos e não devemos fingir que as coisas podem continuar como estão”, frisou a governante, diante do Número 10 de Downing Street.
Eleições mantêm-se
São quarto as áreas listadas pela primeira-ministra britânica como passíveis de sofrerem alterações. A primeira diz respeito ao combate àquilo que Theresa May descreveu como uma “ideologia do mal”, ou uma perversão do Islão. Impõe-se, nas suas palavras, defender valores do pluralismo britânico contra “pregadores do ódio”, além do uso da força militar.O centro de Londres permanecia esta manhã sob um apertado dispositivo policial, com perímetros de segurança em diferentes locais. Os investigadores estiveram esta manhã na zona leste da cidade, onde fizeram 12 detenções.
Em segundo lugar, na hierarquia da revisão defendida pelo Governo cessante, surge a necessidade de limitar o espaço online ao alcance do extremismo.
“Não podemos permitir a esta ideologia o espaço seguro de que precisa para se desenvolver. No entanto, é precisamente isso que a internet e as grandes empresas que fornecem serviços de internet estão a facultar. Precisamos de trabalhar com governos aliados democráticos para alcançar acordos internacionais que regulem o ciberespaço”.
A responsável defendeu, em seguida, a necessidade de fazer mais para identificar o extremismo entre a sociedade britânica. Por último, colocou a tónica no robustecimento de todos os meios de resposta à ameaça.
May abordou também a decisão, por parte de conservadores, trabalhistas e do Partido Nacional Escocês, de suspender as ações de campanha previstas para este domingo, uma “marca de respeito”.
A primeira-ministra anunciou o reinício da campanha eleitoral já na segunda-feira. Porque “não se pode permitir que a violência interrompa o processo democrático”.