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Mecanismo de entreajuda dos 27 acionado após ataques do Irão
A diplomacia europeia esteve reunida em Bruxelas este domingo.
Um mecanismo que ainda não foi ativado por nenhum dos estados-membros.
Em comunicado, a União Europeia referiu que "segue com preocupação os acontecimentos no Médio Oriente e compromete-se com todos os esforços diplomáticos para impedir que um agravamento da situação".
Os ministros dos Negócios Estrangeiros estiveram reunidos a pedido da Chefe da Diplomacia Europeia, Kaja Kallas, e reforçaram "o apoio ao povo do Irão e a necessidade de que os confrontos não ponham em causa a economia global".
As duas das ideias marcaram o comunicado emitido pela chefe da diplomacia europeia, em nome dos 27, depois de uma reunião extraordinária com os ministros dos negócios estrangeiros.
No documento pode ler-se que %u201Ca intenção é continuar a proteger a segurança e os interesses da União, incluindo através de sanções adicionais às que já foram aprovadas nos últimos tempos em resposta à brutal repressão contra o povo iraniano e às ameaças dos programas nuclear e de mísseis balísticos do Irão%u201D.
No comunicado, com o qual os estados-membros concordaram depois de três horas de reunião por vídeo conferência, existe também um %u201Capelo à máxima contenção e ao pleno respeito pelo direito internacional, incluindo os princípios da Carta das Nações Unidas e o direito internacional humanitário%u201D.
Os 27 e a chefe da diplomacia europeia dizem que %u201Co Médio Oriente tem muito a perder com qualquer guerra prolongada e que os ataques e a violação da soberania de vários países da região por parte do Irão são indesculpáveis%u201D.
Os ministros dos Negócios Estrangeiros defendem que o Irão deve abster-se %u201Cde ataques militares indiscriminados%u201D e expressam %u201Ca total solidariedade aos parceiros da região que foram atacados ou afetados com os quais estão em permanente contacto%u201D.
A União Europeia compromete-se a contribuir com %u201Ctodos os esforços diplomáticos para reduzir as tensões e alcançar uma solução duradoura para impedir o Irão de adquirir armas nucleares e reforça que a plena cooperação com a Agência Internacional de Energia Atómica e o cumprimento das obrigações legais ao abrigo do Tratado de Não Proliferação Nuclear são cruciais%u201D.
Os ministros reiteram que %u201Cos acontecimentos no Irão não devem conduzir a uma escalada que possa ameaçar o Médio Oriente, a Europa e outras regiões, com consequências imprevisíveis, incluindo na esfera económica. A interrupção de vias navegáveis críticas, como o Estreito de Ormuz, deve ser evitada%u201D.
Por fim, a União Europeia e os estados-membros afirmam %u201Cestar a tomar todas as medidas necessárias para garantir a segurança dos cidadãos europeus na região, incluindo a ativação do Mecanismo Europeu de Proteção Civil da UE, se necessário, para possíveis repatriamentos%u201D.