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Melania Trump apela ao Congresso dos EUA por audiência pública de vítimas de Epstein

Melania Trump apela ao Congresso dos EUA por audiência pública de vítimas de Epstein

A primeira dama dos Estados Unidos da América, fez uma declaração ao país esta quinta-feira, a partir da Casa Branca, sobre o caso Epstein, negando tanto ter sido uma das suas vítimas como ter privado com o predador sexual ou com a sua cúmplice, Ghislaine Maxwell.

RTP /
Melania Trump Foto: Evan Vucci - Reuters

Melania Trump começou por negar ter tido qualquer relação com o financeiro e criminoso condenado Jeffrey Epstein.

"Não sou vítima de Epstein", disse Melania Trump apelando ao Congresso que concedesse às mulheres vítimas de Epstein uma audiência pública centrada nas sobreviventes.

Melania acrescentou que as alegações a seu respeito a difamaram. "As mentiras que me ligam ao vergonhoso Jeffrey Epstein têm de acabar hoje", disse a mulher do presidente Donald Trump num raro pronunciamento na Casa Branca.

A primeira dama, casada com o presidente Donald Trump, frisou que nunca teve qualquer relação com Epstein ou com a sua associada, Ghislaine Maxwell, com quem disse ter apenas correspondência casual.

"Nunca fui amiga do Epstein. O Donald e eu éramos convidados para as mesmas festas que o Epstein de vez em quando, uma vez que a sobreposição de círculos sociais é comum na cidade de Nova Iorque", disse. 

"Para que fique claro, nunca tive uma relação com Epstein ou com a sua cúmplice, Maxwell", garantiu Melania Trump.
Problema para Trump

Durante os seus anos fora do cargo, o presidente Trump alimentou teorias da conspiração em torno de Epstein e, desde o seu regresso à Casa Branca, o caso do falecido financeiro tornou-se um problema político persistente para o presidente.

As provas em múltiplos processos judiciais e criminais lançaram luz sobre os laços de Epstein com muitas figuras proeminentes na política, nas finanças e nos negócios - tanto antes como depois de se ter declarado culpado, em 2008, de acusações de prostituição, incluindo o aliciamento de uma menor.

Epstein foi novamente detido em 2019, sob acusações federais de tráfico sexual de menores. A sua morte em 2019, numa cela de prisão em Manhattan, foi considerada suicídio.

Os documentos divulgados pelo Departamento de Justiça sobre Epstein incluem um e-mail de 2002 da mulher de Trump, Melania Trump, para Maxwell sobre um artigo de revista sobre Epstein. "Estás ótima", diz o e-mail.

Donald Trump afirmou que a sua associação com Epstein terminou em meados da década de 2000 e que nunca teve conhecimento dos abusos sexuais cometidos pelo financeiro. 

Registos anteriormente divulgados pelo Departamento de Justiça mostram que Trump voou várias vezes no avião de Epstein na década de 1990, o que Trump nega.

Depois de o financeiro ter sido acusado pela primeira vez de má conduta sexual, Trump ligou ao chefe da polícia de Palm Beach para dizer que "toda a gente sabia que ele estava a fazer aquilo", de acordo com um registo de uma entrevista do FBI.

c/agências
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