Mundo
Migrações e terrorismo. Comissão Europeia atenta a possíveis ameaças
Bruxelas garante que está atenta a todos os sinais de possíveis ameaças terroristas que possam surgir na Europa por causa da situação no Médio Oriente.
Os ministros do Interior dos Estados-Membros estiveram reunidos hoje em Bruxelas. Portugal esteve representado pelo secretário de Estado.
No fim, o comissário europeu garantiu também uma atenção especial aos movimentos migratórios que possam surgir por causa da tensão no Médio Oriente, mas diz que para já não se nota qualquer aumento neste sentido.
Bruxelas garante que a segurança dos europeus e na União Europeia é uma das prioridades mais ainda num momento de tensão no Médio Oriente que tem sempre a possibilidade de despertar células terroristas adormecidas e incentivá-las a agir dentro das fronteiras europeias.
O Comissário para os Assuntos Internos e Migrações diz que há mecanismos a funcionar para o evitar.
“A primeira e maior prioridade é, naturalmente, a segurança dos europeus, e estamos a fazer muitas coisas nesse sentido.
Posso referir algumas delas. Temos controlos rigorosos nas fronteiras externas, que foram recentemente reforçados com o Sistema de Informação Schengen, a nossa base de dados comum de segurança da UE.
Os Estados-Membros criaram, de facto, um alerta para todos os casos relacionados com crimes terroristas.
Temos o novo sistema de entrada e saída. Trata-se de uma importante camada adicional de segurança, porque nos permite verificar quem entra na UE. Quando, onde.
Também na dimensão online, que foi abordada ontem no fórum da Internet da UE, em conjunto com os Estados-Membros e as plataformas, porque precisamos também da cooperação destas plataformas” referiu o Comissário Europeu.
Magnus Brunner garante que a União Europeia também está atenta aos movimentos migratórios que podem surgir com a guerra no Médio Oriente
“Neste momento, não observamos qualquer movimento externo do Irão em direção a outros países da região.
Mas, claro, precisamos de permanecer sempre vigilantes, e é por isso que estamos em contacto com os nossos parceiros na região, bem como com as organizações internacionais.
"Reuni-me com Organização Internacional das Migrações, esta semana, e falei por telefone com o ministro dos Negócios Estrangeiros turco sobre a situação, porque penso que precisamos de estar preparados em todas as frentes”.
Garantias deixadas depois da reunião de ministros da administração interna dos 27 hoje em Bruxelas.
A chefe da diplomacia europeia diz que a União está atenta a todos os ataques que o Irão tem feito e que também já atingiram a Turquia e o Chipre, o país que neste momento até exerce a presidência rotativa da União Europeia.
Kaja Kallas diz que no que se refere à resposta da NATO a decisão deve ser tomada no seio da Aliança, mas no que se refere à União Europeia existe nos tratados europeus um artigo que permite a um país atacado pedir a ajuda dos outros estados-membros, mas que ainda não foi ativado.
"Quanto aos membros da NATO, é evidente que lhes cabe decidir se a situação se enquadra no artigo 4.º ou no artigo 5.º e se necessitam de ajuda. Até agora, não vimos isso acontecer.
E no que diz respeito aos membros da União Europeia, temos também o artigo 42.º, que garante aos estados-membros o direito de solicitar ajuda a outros. Até agora, essa possibilidade também não foi acionada.
"Para nós, é muito importante que façamos tudo o que estiver ao nosso alcance para reduzir a tensão, para que esta não se agrave, pois a região não precisa de outra guerra".
No fim, o comissário europeu garantiu também uma atenção especial aos movimentos migratórios que possam surgir por causa da tensão no Médio Oriente, mas diz que para já não se nota qualquer aumento neste sentido.
Bruxelas garante que a segurança dos europeus e na União Europeia é uma das prioridades mais ainda num momento de tensão no Médio Oriente que tem sempre a possibilidade de despertar células terroristas adormecidas e incentivá-las a agir dentro das fronteiras europeias.
O Comissário para os Assuntos Internos e Migrações diz que há mecanismos a funcionar para o evitar.
“A primeira e maior prioridade é, naturalmente, a segurança dos europeus, e estamos a fazer muitas coisas nesse sentido.
Posso referir algumas delas. Temos controlos rigorosos nas fronteiras externas, que foram recentemente reforçados com o Sistema de Informação Schengen, a nossa base de dados comum de segurança da UE.
Os Estados-Membros criaram, de facto, um alerta para todos os casos relacionados com crimes terroristas.
Temos o novo sistema de entrada e saída. Trata-se de uma importante camada adicional de segurança, porque nos permite verificar quem entra na UE. Quando, onde.
Também na dimensão online, que foi abordada ontem no fórum da Internet da UE, em conjunto com os Estados-Membros e as plataformas, porque precisamos também da cooperação destas plataformas” referiu o Comissário Europeu.
Magnus Brunner garante que a União Europeia também está atenta aos movimentos migratórios que podem surgir com a guerra no Médio Oriente
“Neste momento, não observamos qualquer movimento externo do Irão em direção a outros países da região.
Mas, claro, precisamos de permanecer sempre vigilantes, e é por isso que estamos em contacto com os nossos parceiros na região, bem como com as organizações internacionais.
"Reuni-me com Organização Internacional das Migrações, esta semana, e falei por telefone com o ministro dos Negócios Estrangeiros turco sobre a situação, porque penso que precisamos de estar preparados em todas as frentes”.
Garantias deixadas depois da reunião de ministros da administração interna dos 27 hoje em Bruxelas.
A chefe da diplomacia europeia diz que a União está atenta a todos os ataques que o Irão tem feito e que também já atingiram a Turquia e o Chipre, o país que neste momento até exerce a presidência rotativa da União Europeia.
Kaja Kallas diz que no que se refere à resposta da NATO a decisão deve ser tomada no seio da Aliança, mas no que se refere à União Europeia existe nos tratados europeus um artigo que permite a um país atacado pedir a ajuda dos outros estados-membros, mas que ainda não foi ativado.
"Quanto aos membros da NATO, é evidente que lhes cabe decidir se a situação se enquadra no artigo 4.º ou no artigo 5.º e se necessitam de ajuda. Até agora, não vimos isso acontecer.
E no que diz respeito aos membros da União Europeia, temos também o artigo 42.º, que garante aos estados-membros o direito de solicitar ajuda a outros. Até agora, essa possibilidade também não foi acionada.
"Para nós, é muito importante que façamos tudo o que estiver ao nosso alcance para reduzir a tensão, para que esta não se agrave, pois a região não precisa de outra guerra".