Migrantes desaparecidos. Resgatadas 86 pessoas num barco ao largo das Canárias

por Rachel Mestre Mesquita - RTP
Migrantes esperam para desembarcar de um navio da guarda costeira espanhola, no porto de Arguineguin, na ilha de Gran Canaria, em Espanha, a 22 de junho de 2023. Borja Suarez - Reuters

Uma das embarcações que transportava migrantes, desaparecida há mais de uma semana, foi avistada a sul das Ilhas Canárias por um avião da guarda costeira espanhola. Segundo uma porta-voz da agência espanhola de busca e socorro no mar, a Salvamento Marítimo, um dos seus navios foi enviado para ajudar no resgate dos migrantes a bordo, dos quais 80 homens e seis mulheres.

(em atualização)

A 132 quilómetros a sul da Gran Canaria, foi avistado um barco de “grandes dimensões”, confirmou esta segunda-feira a guarda costeira espanhola. Desde o porto de Arguineguín, na Grande Canária, partiu ao início da tarde desta segunda-feira o navio Guardamar Caliope, com aproximadamente três horas de navegação pela frente, para ajudar no resgate.

De acordo com a agência France Presse, 86 migrantes entre os quais 80 homens e 6 mulheres, foram "resgatados num barco ao largo das Canárias". Inicialmente, o Salvamento Marítimo espanhol esperava que se encontrassem "cerca de 200" pessoas nesta embarcação, mas já veio admitir ter-se enganado na sua estimativa.  "O número que indicámos anteriormente provém do avião Sasemar 101, que localizou o barco, mas é difícil para um meio aéreo determinar o número exato de pessoas", explicou a porta-voz.

Os migrantes resgatados deverão chegar, pouco antes das 20h00 (hora de Lisboa) à ilha da Gran Canária no navio de salvamento marítimo.

Na versão da organização Walking Borders, trata-se de um barco de pesca que partiu com 200 pessoas a bordo, entre as quais muitas crianças, desde Kafountine, no sul do Senegal, a 27 de junho, cidade piscatória localizada a cerca de 1.700 quilómetros de Tenerife, uma das Ilhas Canárias.

Não é, no entanto, a única embarcação desaparecida. A ONG alerta para o desaparecimento de outras duas embarcações semelhantes, que transportavam dezenas de outras pessoas, e saíram do Senegal há 15 dias rumo à Europa, explicou Helena Maleno, da Walking Borders, à agência Reuters.

Eles estão na água há muitos dias, mas são barcos de madeira e ainda temos tempo para ter bons meios de resgate para salvar vidas”, afirmou.
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