Milei grato por convite de Trump para o Conselho Executivo para a Paz em Gaza
O Presidente argentino, Javier Milei, anunciou hoje que recebeu um convite do seu homólogo norte-americano, Donald Trump, para integrar o Conselho Executivo para a Paz em Gaza, gesto que agradeceu publicamente.
Através da sua conta no Twitter, Milei declarou: "É uma honra para mim ter recebido o convite esta noite para que a Argentina se junte, como membro fundador, ao Conselho para a Paz, uma organização criada pelo Presidente Trump para promover a paz duradoura em regiões afetadas por conflitos, começando pela Faixa de Gaza".
O líder de extrema-direita, que tem laços estreitos com Trump e com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, acrescentou: "A Argentina estará sempre ao lado dos países que combatem o terrorismo de frente, que defendem a vida e a propriedade e que promovem a paz e a liberdade. É uma honra para nós unirmo-nos a eles em tão grande responsabilidade".
A publicação de Milei incluía imagens da carta, assinada pessoalmente pelo Presidente americano, convidando-o a integrar o Conselho Executivo, que conta já com o secretário de Estado Marco Rubio, o enviado especial dos Estados Unidos para o Médio Oriente, Steve Witkoff, o genro de Trump, Jared Kushner, o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros da Bulgária, Nickolay Mladenov, e o ex-primeiro-ministro britânico, Tony Blair.
A ligação de Milei a Trump começou antes do segundo mandato do Presidente norte-americano e fortaleceu-se em 2015, quando o Tesouro norte-americano apoiou a Argentina no meio de dificuldades financeiras, além do apoio público de Trump a Milei poucas semanas antes das eleições intercalares.
O anúncio da composição do Conselho Executivo surgiu após a Casa Branca ter anunciado a segunda fase do plano de paz de Trump para Gaza, que passa pela formação de um Governo tecnocrático na Faixa e pelo desarmamento do Hamas.
Esta segunda fase prevê a formação de um novo Governo no enclave, que deverá ser composto por palestinianos que não sejam membros do Hamas, o grupo paramilitar islâmico que deverá ser desarmado, de acordo com as estipulações dos Estados Unidos.
Blair e os restantes membros da junta aplicarão os planos da comissão presidida pelo próprio Trump, que supervisiona a implementação do plano para o enclave e fiscalizará o novo Governo de Gaza.