Mundo
Ministro das Finanças alemão acredita que Zona Euro consegue suportar saída da Grécia
O líder dos socialistas gregos, Evangelos Venizelos, reúniu-se hoje com o líder dos conservadores Antonis Samaras, num derradeiro esforço para conseguir quebrar o impasse deixado pelas eleições. As diligências do Pasok, que ficou em terceiro lugar nas urnas, representam a ultima oportunidade para um governo de unidade na Grécia, depois de terem fracassado as tentativas do Nova Democracia e do partido Syriza, da Esquerda radical, para conseguir uma coligação. No final da reunião, nenhum dos dois líderes fez declarações à imprensa.
Tanto Evangelos Venizelos, do Pasok, como Antonis Samaras, do Nova Democracia, sabem que muito depende de um entendimento entre os dois partidos pois falhar significará, quase de certeza, que o país terá de ir novamente a votos.
Na ausência de um acordo caberá ao Presidente da República chamar os partidos para tentar conseguir um governo de unidade, e se não for possível, convocar novas eleições.
As esperanças de uma solução governamental aumentaram ligeiramente ontem, depois de Venizelos ter chegado a acordo com o líder da esquerda democrática, Fotis Kouvelis.
Kouvelis concordou em participar num governo com o Pasok, desde que este tivesse por missão tentar aliviar as medidas de austeridade na Grécia e renegociar partes do memorando do empréstimo, sendo que a prioridade seria sempre a de manter a Grécia No Euro.
Se o líder do Pasok conseguir convencer o líder do Nova Democracia a aceitar este acordo, os três partidos teriam entre si uma maioria suficiente para formar governo e assim evitar um novo ato eleitoral.
Reunião decisiva para o futuro da Grécia
Dos resultados deste encontro pode depender a eventual bancarrota da Grécia e a permanência do país no Euro.
A Comissão Europeia, a Alemanha e outros países europeus já fizeram saber que suspenderão as tranches do resgate de 130 mil milhões se a Grécia não conseguir um governo estável que se comprometa com a austeridade e as reformas económicas previstas no acordo com a troika.
Syriza ganharia eleições se fossem hoje
Ora tudo indica que a realização de um novo ato eleitoral não iria tornar mais fácil esses objetivos. Uma sondagem ontem divulgada indica que, se as eleições fossem hoje, o Syriza, que defende o fim do acordo com a troika, seria o vencedor .
Segundo a sondagem, o partido da esquerda radical passaria dos16,8 por cento que teve nas eleições de domingo para 27,7 por cento o que, somado ao bónus de 50 deputados que a lei prevê para o partido mais votado, garantiria ao Syriza 128 assentos no parlamento de 300 lugares.
No entanto, continuaria a não existir uma maioria governativa, pelo que o impasse politico se poderia eternizar.
Os partidos de Venizelos e Samaras faziam parte da última coligação grega, mas foram fortemente penalizados pelos eleitores gregos, que favoreceram as forças políticas que se opõe à austeridade.
Alemanha renova avisos a Atenas
A hipótese de a Grécia renegar os compromissos com a troika tem levado a uma sucessão de avisos por parte dos dirigentes europeus, e em particular os alemães, que ameaçam suspender a entrega do resgate se o país se desviar do que ficou acordado.
Esta sexta-feira foi a vez do ministro alemão dos Negócios Estrangeiros, Guido Westerwelle, condicionar a entrega de novas parcelas do pacote de resgate ao respeito de Atenas pelas suas obrigações .
“Contamos cumprir as nossas promessas de ajuda. Mas isso significa que a Grécia deve pôr em prática as reformas que combinámos”, disse Westerwelle falando no parlamento de Berlim.
"Solidariedade não é uma rua de sentido único"
“O futuro da Grécia na Zona Euro está nas mãos dos gregos. Queremos ajudar e ajudaremos a Grécia , mas a Grécia tem de estar pronta para aceitar essas ajuda. Se a Grécia se desviar do caminho de reformas que ficou acordado, o pagamento de futuras tranches da ajuda não será possível. A solidariedade não é uma rua de sentido único”, disse .
Para não deixar quaisquer dúvidas aos os políticos de Atenas, também o ministro das Finanças da Alemanha voltou hoje a dizer que a Zona Euro seria capaz de lidar com uma saída da Grécia.
“A noção de que “a Zona Euro” não será capaz de reagir , rapidamente , a algo imprevisto é errada” disse Wolfgang Schaüble, numa entrevista a um jornal alemão citada pela agência Bloomberg.
O responsável pelas Finanças do governo de Angela Merkel diz que “se fez tudo o que era possível” para salvar a Grécia da bancarrota, mas avisa que “ o país tem de compreender que é necessário respeitar os seus compromissos.
“É perigoso fazer crer aos cidadãos que há outro caminho, mais fácil, para sanear as suas finanças e evitar a austeridade, o que é um disparate”, avisou o ministro alemão.
Na ausência de um acordo caberá ao Presidente da República chamar os partidos para tentar conseguir um governo de unidade, e se não for possível, convocar novas eleições.
As esperanças de uma solução governamental aumentaram ligeiramente ontem, depois de Venizelos ter chegado a acordo com o líder da esquerda democrática, Fotis Kouvelis.
Kouvelis concordou em participar num governo com o Pasok, desde que este tivesse por missão tentar aliviar as medidas de austeridade na Grécia e renegociar partes do memorando do empréstimo, sendo que a prioridade seria sempre a de manter a Grécia No Euro.
Se o líder do Pasok conseguir convencer o líder do Nova Democracia a aceitar este acordo, os três partidos teriam entre si uma maioria suficiente para formar governo e assim evitar um novo ato eleitoral.
Reunião decisiva para o futuro da Grécia
Dos resultados deste encontro pode depender a eventual bancarrota da Grécia e a permanência do país no Euro.
A Comissão Europeia, a Alemanha e outros países europeus já fizeram saber que suspenderão as tranches do resgate de 130 mil milhões se a Grécia não conseguir um governo estável que se comprometa com a austeridade e as reformas económicas previstas no acordo com a troika.
Syriza ganharia eleições se fossem hoje
Ora tudo indica que a realização de um novo ato eleitoral não iria tornar mais fácil esses objetivos. Uma sondagem ontem divulgada indica que, se as eleições fossem hoje, o Syriza, que defende o fim do acordo com a troika, seria o vencedor .
Segundo a sondagem, o partido da esquerda radical passaria dos16,8 por cento que teve nas eleições de domingo para 27,7 por cento o que, somado ao bónus de 50 deputados que a lei prevê para o partido mais votado, garantiria ao Syriza 128 assentos no parlamento de 300 lugares.
No entanto, continuaria a não existir uma maioria governativa, pelo que o impasse politico se poderia eternizar.
Os partidos de Venizelos e Samaras faziam parte da última coligação grega, mas foram fortemente penalizados pelos eleitores gregos, que favoreceram as forças políticas que se opõe à austeridade.
Alemanha renova avisos a Atenas
A hipótese de a Grécia renegar os compromissos com a troika tem levado a uma sucessão de avisos por parte dos dirigentes europeus, e em particular os alemães, que ameaçam suspender a entrega do resgate se o país se desviar do que ficou acordado.
Esta sexta-feira foi a vez do ministro alemão dos Negócios Estrangeiros, Guido Westerwelle, condicionar a entrega de novas parcelas do pacote de resgate ao respeito de Atenas pelas suas obrigações .
“Contamos cumprir as nossas promessas de ajuda. Mas isso significa que a Grécia deve pôr em prática as reformas que combinámos”, disse Westerwelle falando no parlamento de Berlim.
"Solidariedade não é uma rua de sentido único"
“O futuro da Grécia na Zona Euro está nas mãos dos gregos. Queremos ajudar e ajudaremos a Grécia , mas a Grécia tem de estar pronta para aceitar essas ajuda. Se a Grécia se desviar do caminho de reformas que ficou acordado, o pagamento de futuras tranches da ajuda não será possível. A solidariedade não é uma rua de sentido único”, disse .
Para não deixar quaisquer dúvidas aos os políticos de Atenas, também o ministro das Finanças da Alemanha voltou hoje a dizer que a Zona Euro seria capaz de lidar com uma saída da Grécia.
“A noção de que “a Zona Euro” não será capaz de reagir , rapidamente , a algo imprevisto é errada” disse Wolfgang Schaüble, numa entrevista a um jornal alemão citada pela agência Bloomberg.
O responsável pelas Finanças do governo de Angela Merkel diz que “se fez tudo o que era possível” para salvar a Grécia da bancarrota, mas avisa que “ o país tem de compreender que é necessário respeitar os seus compromissos.
“É perigoso fazer crer aos cidadãos que há outro caminho, mais fácil, para sanear as suas finanças e evitar a austeridade, o que é um disparate”, avisou o ministro alemão.