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Ministro radical israelita anuncia execução de palestinianos condenados à morte

Ministro radical israelita anuncia execução de palestinianos condenados à morte

O ministro israelita da Segurança Nacional, o radical Itamar Ben Gvir, anunciou hoje o início da construção de uma "unidade especializada" para executar "terroristas" palestinianos condenados à morte no país.

Lusa / Adicionar como fonte informativa
Ministro israelita Itamar Ben-Gvir em visita à Mesquita de Al-Aqsa em 23 de julho de 2026

"Prometi promulgar uma lei da pena de morte para terroristas. Foi cumprido. Prometi criar um centro. Está a ser implementado", afirmou Ben Gvir num vídeo publicado na plataforma Telegram, com fundo desfocado, mas mostrando uma estrutura de madeira e ferro sob uma tenda azul.

O ministro acrescenta que a unidade terá "cabines de observação" que permitirão aos afetados e às suas famílias "assistir aos procedimentos, como é habitual em muitos países", e refere que também será garantida "autorização de visitantes", para que supervisionem o processo até à execução.

O Parlamento israelita aprovou em março uma lei que impõe, por defeito, a pena de morte aos palestinianos do território ocupado da Cisjordânia considerados culpados de ataques mortais, equiparados a atos de terrorismo por um tribunal militar.

As execuções devem acontecer no prazo de 90 dias a partir da sentença, segundo a lei, que não se aplica por defeito aos cidadãos israelitas, incluindo os colonos, já que estes são julgados, em tribunais civis e não militares.

"Prometemos e estamos a cumprir. Prometi piorar as condições dos terroristas na prisão e cumprimos. Prometi aprovar a pena de morte para os terroristas e fizemos isso. E agora o corredor da morte e o centro de execução também estão a começar a tomar forma", adianta Ben Gvir.

"Estamos a fazer história. Os nossos terroristas só merecem uma coisa: a morte na forca", sentencia o político, colono e ex-presidiário por crimes de terrorismo, que há alguns dias sugeriu num podcast que Israel deveria matar "30 ou 40" palestinianos cada noite em Gaza.

O partido de Itamar Ben Gvir, Otzma Yehudit (Força Judaica),de ideologia ultranacionalista e supremacista judaica, é atualmente um dos pilares da coligação governamental de Benjamin Netanyahu em Israel.

Em janeiro de 2025, Ben Gvir retirou o seu partido da coligação, em protesto contra o acordo de cessar-fogo em Gaza, deixando o governo com apenas 62 dos 120 lugares do Knesset (parlamento).

Desde março de 2025, voltou a exercer o cargo de ministro da Segurança Nacional, após o Otzma Yehudit retomar o apoio ao governo liderado pelo partido Likud (conservador) de Netanyahu.

Com Netanyahu e Ben Gvir na corrida, as próximas eleições legislativas em Israel estão marcadas para 27 de outubro, estando em disputa os 120 lugares no Knesset.

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