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MNE chinês pede cessar-fogo em conversas com homólogos do Bahrein e Kuwait

MNE chinês pede cessar-fogo em conversas com homólogos do Bahrein e Kuwait

O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, pediu hoje um cessar-fogo imediato e diálogo para resolver a crise no Médio Oriente, em conversas telefónicas com os homólogos do Kuwait e do Bahrein.

Lusa /
Maxim Shemetov - Reuters

Wang indicou na conversa com o homólogo do Kuwait, Yarrah Yaber al Ahmad al Sabah, que o conflito atual "constitui uma guerra que nunca deveria ter eclodido e que não beneficia nenhuma das partes", de acordo com um comunicado publicado pelo ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.

O diplomata chinês sublinhou que os Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irão sem autorização do Conselho de Segurança da ONU e enquanto as negociações entre Washington e Teerão ainda estavam em andamento, o que constitui uma "violação do direito internacional".

Wang afirmou que a soberania, a segurança e a integridade territorial dos países do Golfo devem ser plenamente respeitadas, ao mesmo tempo que sublinhou que qualquer ataque contra civis ou alvos não militares "deve ser condenado".

"A prioridade imediata é parar as operações militares e evitar que o conflito se alastre ainda mais", acrescentou o ministro.

O chefe da diplomacia chinesa afirmou ainda que vários países do Golfo têm defendido a resolução das tensões através do diálogo, uma posição que Pequim aprecia, e reiterou que a China continuará a promover esforços diplomáticos para reduzir as tensões na região.

Wang indicou que o enviado especial do Governo chinês para o Médio Oriente, Zhai Jun, já se encontra na região para realizar esforços de mediação e que manterá contactos com os países envolvidos.

O ministro chinês lamentou, em conversa com o homólogo do Bahrein, Abdulatif bin Rashid al Zayani, que "a situação no Golfo se tenha deteriorado drasticamente" e que a segurança do país insular "tenha sido comprometida", uma conjuntura que "preocupa profundamente" Pequim.

Wang indicou a Al Zayani que o enviado especial chinês visitará o Bahrein durante a viagem pela região, que já o levou no domingo a reunir-se com o ministro dos Negócios Estrangeiros saudita, Faisal bin Farhan, em Riade.

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Bahrein declarou que o país "sempre defendeu a paz" e "não deve ser afetado por ataques ilegais", de acordo com o comunicado chinês.

O ministro do Kuwait afirmou a Wang que o país "não faz parte" da guerra, embora "tenha sido afetado" pelas repercussões, e sublinhou que os Estados do Golfo "continuam empenhados na resolução de disputas através do diálogo", embora "não renunciem ao seu direito legítimo à autodefesa".

Os diplomatas garantiram a Wang que continuarão a tomar medidas para garantir a segurança das instituições e cidadãos chinesas nos seus territórios, depois de o Irão ter respondido aos bombardeamentos por parte de Israel e dos Estados Unidos com ataques a países da região, entre os quais o Bahrein, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita.

A China, principal parceiro comercial de Teerão e maior comprador de petróleo, condenou repetidamente os ataques ao Irão por parte dos Estados Unidos e de Israel por "violarem a soberania" do país persa.

As autoridades chinesas têm também defendido nos últimos dias a "manutenção da segurança das rotas marítimas", tendo em conta que 45% do petróleo importado pela China chega através do Estreito de Ormuz.

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