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Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito no Médio Oriente

Moscovo pressiona Teerão a seguir via diplomática e frisa necessidade de cessar-fogo

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Moscovo pressiona Teerão a seguir via diplomática e frisa necessidade de cessar-fogo

O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou à Fox News que o acordo com o Irão será assinado “hoje” no Paquistão, depois de, numa entrevista ao New York Post, ter revelado que Vance e a delegação norte-americana estavam a caminho de Islamabad para as negociações. Teerão continua sem se comprometer mas a Rússia pressiona para o diálogo. Acompanhamos aqui, ao minuto, o evoluir da situação.

Graça Andrade Ramos, Cristina Sambado, Ana Sofia Rodrigues, RTP /

Foto: Majid Asgaripour Reuters via WANA

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RTP /

Novo balanço oficial do Líbano. Guerra com Israel fez quase 2.900 mortos

O balanço das vítimas mortais no Líbano, causados pela guerra de Israel contra o Hezbollah, subiu para 2.387 mortos,referiram fontes oficiais libanesas.
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RTP /

Novas negociações. Islamabad encerra estradas e reforça segurança

As estradas foram bloqueadas e a segurança reforçada em redor da capital paquistanesa, antes da esperada chegada da delegação norte-americana para novas negociações com o Irão.

No entanto, não é claro exatamente quais as negociações, se houver, que ocorrerão.

Donald Trump disse aos meios de comunicação norte-americanos que o vice-presidente JD Vance está "a caminho" com a delegação dos EUA, mas não houve qualquer anúncio formal sobre isso. 

Uma fonte familiarizada com os preparativos disse ainda à BBC que a delegação deverá partir "em breve", embora não tenham sido fornecidas mais informações.

O Irão também ainda não confirmou a sua participação nas negociações, com as autoridades a manterem-se vagas ou em silêncio sobre o assunto.
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RTP /

Trump. Novo acordo nuclear com o Irão será "MUITO MELHOR do que o anterior"

O presidente dos Estados Unidos disse acreditar que o acordo nuclear que os EUA estão a negociar com o Irão será melhor do que o acordo internacional assinado em 2015 para limitar o programa nuclear iraniano.

"O ACORDO que estamos a fazer com o Irão será MUITO MELHOR do que o JCPOA, vulgarmente chamado de 'Acordo Nuclear com o Irão'", escreveu Trump numa publicação nas redes sociais após críticas dos democratas e de alguns especialistas nucleares de que está a apressar as negociações sobre um tema altamente complexo.

Trump negou estar sob pressão para fechar um acordo. "ISSO NÃO É VERDADE!", escreveu, acrescentando que, contudo, "tudo vá acontecer de forma relativamente rápida".
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RTP /

Israel atacou agentes no Líbano que acusa de violarem o cessar-fogo

A Força Aérea de Israel afirma ter abatido "terroristas" que, segundo ela, violaram o cessar-fogo no sul do Líbano.

A Força Aérea diz que dois incidentes ocorreram na área de Bent Jbeil e o terceiro na área de Litani.

Afirma ainda que os agentes visados ​​estavam "dentro da área da linha de defesa avançada e aproximaram-se das forças de forma a constituir uma ameaça imediata".

As forças israelitas estabeleceram aquilo a que chamam uma "zona tampão" que se estende por cerca de 10 quilómetros em território libanês, apesar de o Líbano exigir uma retirada total.
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RTP /

JD Vance em Islamabad na terça-feira

Fontes da Casa Branca confirmaram à Al Jazeera que o vice-presidente JD Vance vai aterrar em Islamabad na terça-feira, juntamente com o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, e o genro do presidente Trump, Jared Kushner.

Esta será uma segunda ronda de negociações, na qual foram trocadas muitas mensagens. Trump publicou mensagens nas redes sociais a falar sobre como o Irão está prestes a viver uma grande oportunidade e a defender que já foi bem-sucedido na promoção de mudanças de regime.

Esta mensagem contraditória, que mistura ameaças e oportunidades, não está a ser bem recebida pelos iranianos.
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RTP /

Qatar e Omã enfatizam a necessidade de continuidade dos esforços de mediação

O primeiro-ministro do Qatar, o xeque Mohammed bin Abdulrahman bin Jassim Al Thani, recebeu um telefonema do ministro dos Negócios Estrangeiros de Omã, Badr bin Hamad Al Busaidi, no qual discutiram os desenvolvimentos na região.

Os dois líderes sublinharam a necessidade dos esforços de mediação entre o Irão e os EUA continuarem de forma a conduzir a um acordo sustentável que previna novos conflitos, segundo um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Qatar.
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RTP /

Teletrabalho, boleias, redução de velocidade: 55 propostas de Bruxelas para a crise energética

A Comissão Europeia vai propor aos Estados membros que avancem com um dia de teletrabalho obrigatório por semana.

Foto: Yves Herman - Reuters

A recomendação faz parte de um plano com 55 medidas que Bruxelas quer implementar para enfrentar a crise energética.

O plano inclui uma série de recomendações alternativas aos carros e aos aviões, bem como às tarifas energéticas.

Tudo para evitar a dependência dos combustíveis fósseis.
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RTP /

Preços do petróleo disparam perante incerteza quanto a negociações de paz EUA/Irão.

Os preços do petróleo subiram cinco por cento na segunda-feira, enquanto os investidores acompanhavam a escalada das tensões entre o Irão e os Estados Unidos, com o cessar-fogo previsto para expirar na quarta-feira.

A ministra dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido, Yvette Cooper, alertou no Japão que o bloqueio do Estreito de Ormuz está a afectar a energia global, a economia e a segurança nacional, sublinhando a necessidade urgente de reabrir a via navegável.

Apesar das preocupações com o fornecimento de energia, os principais índices bolsistas asiáticos avançaram, com os mercados sul-coreanos a recuperarem as perdas acumuladas desde o início do conflito.

Os analistas sugerem que os investidores podem ter precificado o pior cenário possível, embora qualquer alteração no impasse possa desencadear nova volatilidade em toda a região.
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RTP /

Líbano. Agência estatal de notícias reporta "violenta explosão" no sul

A Agência Nacional de Notícias do Líbano, estatal, reportou uma "violenta explosão" entre as cidades de Al-Qussair e Al-Qantara, no sul do Líbano.

A agência afirma que o seu correspondente na região informou que "o inimigo realizou uma violenta operação de bombardeamento".

O incidente ocorre antes de novas negociações de paz entre Israel e o Líbano, agendadas para quinta-feira nos EUA.

Israel não anunciou novos ataques contra o Líbano desde que afirmou ter atingido um lança-foguetes "carregado e pronto a disparar" durante a noite.
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RTP /

Situação internacional. Seguro considera que "Portugal e Espanha convergem no essencial"

O presidente António José Seguro vê as políticas externas de Lisboa e Madrid alinhadas quanto à situação internacional: "Portugal e Espanha convergem no essencial - o mundo precisa de paz".

Foto: Estela Silva - Lusa

Foi a resposta do presidente da República quando questionado em Madrid, durante a visita que está a realizar a Espanha, sobre a forma como os dois parceiros ibéricos estão a reagir ao evoluir de um ambiente internacional marcado pela Administração Trump e pelo conflito no Médio Oriente.

"Há demasiado sofrimento e os dois Estados estão firmemente dispostos a colaborar em todas as iniciativas que promovam o cessar-fogo onde há guerra e que promovam a paz duradoura porque é de paz que o mundo precisa, porque há demasiado sofrimento. E, desse ponto de vista, há uma convergência total", sublinhou António José Seguro.

"E também há uma convergência total no sentido em que o Estreito de Ormuz se abra", acrescentou o chefe de Estado português, lembrando que "nós precisamos dessa abertura para que os bens alimentares cheguem a quem precise, os fertilizantes cheguem aos nossos campos, à nossa agricultura, para que a energia possa chegar de uma forma regular - como antes acontecia - para evitar a escalada de preços e o aumento de custo de vida que tem um impacto muito grande nas famílias portuguesas e nas famílias espanholas".
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RTP /

Presidente de França recomenda calma e redução das tensões

Emmanuel Macron apelou aos EUA e a Teerão que reduzam a tensão mútua no Estreito de Ormuz, e sigam a via diplomática.

“A nossa posição continua a ser a mesma. Precisamos de resolver as coisas através da diplomacia. Todos precisam de se acalmar”, disse o presidente francês, durante uma conferência de imprensa conjunta com o primeiro-ministro polaco, Donald Tusk.

Macron denunciou ainda o bloqueio do estreito como um "erro de parte a parte", norte-americano e iraniano.

"É provável que, após a decisão americana de manter um bloqueio dirigido ao Estreito de Ormuz, particularmente no que diz respeito a tudo o que se relaciona com o Irão, as autoridades iranianas tenham alterado a sua posição inicial (sobre a reabertura do estreito). Penso que é um erro de ambos os lados", disse Emmanuel Macron.

Macron afirmou ainda que, a França não foi alvo específico dos disparos iranianos contra navios no sábado, incluindo um navio porta-contentores da gigante francesa de transporte marítimo CMA CGM, que descreveu os disparos como “tiros de aviso” e afirmou, na altura, que a tripulação estava em segurança.
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RTP /

Lavrov pressiona Araghchi a seguir via diplomática e frisa necessidade do cessar-fogo

O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, falou ao telefone com o seu homólogo iraniano, Abbas Araghchi, esta segunda-feira, informou o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo.

Lavrov reiterou a necessidade de manter o cessar-fogo e enfatizou a importância da continuidade dos esforços diplomáticos, enquanto o lado iraniano confirmou a sua disponibilidade para fazer tudo o que fosse possível para garantir a passagem ininterrupta de navios e cargas russas através do Estreito de Ormuz.

"O lado russo reiterou a necessidade de preservar o cessar-fogo, que deve ser observado dentro dos parâmetros inicialmente definidos e anunciados pelos mediadores paquistaneses", afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo em comunicado após o encontro entre Sergey Lavrov e Abbas Araghchi.

"Foi enfatizada a importância da continuidade dos esforços diplomáticos para evitar que a situação se descontrole e leve a um confronto armado", acrescentou a Rússia.

Moscovo denunciou "o bloqueio naval ilegal do Estreito de Ormuz e a apreensão de um navio porta-contentores iraniano" pelos Estados Unidos.

Segundo a diplomacia russa, o Irão garantiu a livre passagem de todos os navios e cargueiros russos pelo estreito de Ormuz.
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RTP /

Áustria liberta primeiro lote das suas reservas estratégicas de petróleo

O Estado austríaco vendeu 56.000 toneladas de crude das suas reservas estratégicas ao consórcio OMV, libertando assim o primeiro lote com que contribui para o plano da Agência Internacional da Energia (IEA), para estabilizar o mercado petrolífero.

Numa declaração, citada pela agência EFE, o Ministério da Economia do país assegura "está atualmente bem abastecido", embora não se excluam possíveis problemas de abastecimento num futuro próximo, tendo em conta a situação gerada pelo conflito no Irão.

A nota aponta cortes de produção em vários países do Golfo Pérsico causados por ataques iranianos a instalações da indústria petrolífera e o encerramento do estreito de Ormuz.

"Cenários europeus indicam que perturbações prolongadas nas cadeias internacionais de abastecimento serão sentidas na Europa com algum atraso. Se a crise persistir, a Comissão Europeia espera uma diminuição do fornecimento disponível na Europa a partir de maio, especificamente em gasóleo e querosene", afirmou.

Assim, em linha com uma "ação coletiva" acordada pelos países membros da AIE, o parlamento austríaco aprovou a 25 de março a libertação de 325.000 toneladas métricas de crude, equivalentes a cerca de 2,3 milhões de barris, provenientes de reservas estratégicas.

"Numa primeira fase, a empresa OMV adquiriu 56.000 toneladas" a preços de mercado, disse hoje o ministério sem especificar as cotações.

A quantidade libertada representa 2% do total das reservas estratégicas armazenadas na Áustria, que deverão cobrir o consumo interno durante 90 dias, um nível que seria reduzido em 11 dias se a libertação total do volume disponibilizado fosse concluída.

De acordo com o acordo, a OMV, operadora da única refinaria da Áustria, comprometeu-se a comercializar exclusivamente neste país os produtos derivados do 'ouro negro' das reservas.

Lusa
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RTP /

Presidente libanês defende negociações com Israel para uma paz duradoura

O presidente libanês, Joseph Aoun, declarou na segunda-feira que as negociações diretas com Israel visam pôr fim de forma definitiva à guerra e à ocupação israelita no sul do Líbano, uma medida rejeitada pelo Hezbollah.

Um cessar-fogo de 10 dias entrou em vigor no Líbano na sexta-feira, após uma reunião no início da semana passada entre os embaixadores libanês e israelita nos Estados Unidos, o primeiro encontro deste tipo em décadas.

"O objetivo das negociações é pôr fim às hostilidades e à ocupação israelitas em zonas do sul do Líbano e deslocar o exército (libanês) para as fronteiras internacionalmente reconhecidas" com Israel, disse Aoun, segundo um comunicado da presidência.

O antigo embaixador libanês em Washington, Simon Karam, vai liderar a delegação libanesa "nas negociações bilaterais", que serão "separadas" das conversações entre o Irão e os Estados Unidos, continuou, sem especificar quando terão lugar as discussões.

Perante a resistência de parte da população, o presidente enfatizou a soberania do Líbano nestas discussões anunciadas por Donald Trump.

"Ninguém partilhará esta tarefa com o Líbano, nem o substituirá nesta missão", afirmou, apelando a "o mais amplo apoio nacional possível" para que as negociações atinjam os seus objetivos.

"O Líbano tem duas opções: ou a continuação da guerra com as suas consequências humanitárias, sociais e económicas, ou negociações para pôr fim à guerra e alcançar uma estabilidade duradoura", insistiu o chefe de Estado, embora os dois países estejam oficialmente em guerra há décadas.
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RTP /

Segunda ronda de negociações entre Israel e Líbano marcada para quinta-feira nos EUA

Uma segunda ronda de conversações a nível de embaixadores, entre Israel e o Líbano, terá lugar esta quinta-feira, segundo um funcionário do Departamento de Estado norte-americano.

"Os Estados Unidos saúdam o envolvimento produtivo" que começou a 14 de abril, disse o responsável.

"Continuaremos a facilitar discussões diretas e de boa-fé entre os dois governos".

Israel está em guerra com o grupo Hezbollah, apoiado pelo Irão, no sul do Líbano. Atualmente, existe um cessar-fogo de 10 dias após seis semanas de conflito.

Na semana passada, Israel e Líbano realizaram as suas primeiras conversações diplomáticas desde 1993. O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, que mediou o diálogo, disse que se tratava de uma "oportunidade histórica" ​​para acabar com a influência do Hezbollah.

Antes destas primeiras conversações, Israel afirmou que queria desarmar todos os grupos terroristas não estatais – uma referência ao Hezbollah.

O Líbano apelou a um cessar-fogo e a medidas para lidar com a sua crise humanitária.

Os dois países não mantêm relações diplomáticas.
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Ataques israelitas atingem quatro cidades no sul do Líbano apesar do cessar-fogo

Bombardeamentos israelitas atingiram várias cidades do sul do Líbano nas últimas horas, apesar do cessar-fogo de 10 dias em vigor, informou a Agência Nacional de Notícias do Líbano (NNA), empresa estatal.

Um drone atingiu as proximidades do rio Litani, na cidade de Qaqaiyat al-Jisr, disse a NNA, acrescentando que ainda não há informações sobre vítimas.

Um correspondente da NNA em Tiro, por sua vez, reportou um bombardeamento na cidade de Shamaa.

Outro correspondente em Marjayoun informou que as forças israelitas realizaram um bombardeamento na cidade de Taybeh, bem como entre as cidades de Al-Qusayr e Al-Qantara.
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RTP /

Masoud Pezeshkian: Persiste uma "profunda desconfiança histórica" face aos EUA

O presidente iraniano diz que persiste uma “profunda desconfiança histórica” no Irão em relação aos EUA, mas que “honrar os compromissos continua a ser a base de um diálogo significativo”.

“Para além da profunda desconfiança histórica do Irão em relação ao comportamento e desempenho do governo dos EUA, a abordagem não construtiva e contraditória das autoridades americanas nos últimos dias transmite uma mensagem amarga: procuram a rendição do Irão”, escreveu Masoud Pezeshkian no X.

“O povo iraniano não se curvará à coação.”
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RTP /

CENTCOM. Bloqueio naval dos EUA redirecionou 27 embarcações de volta ao Irão

O Comando Central das Forças Armadas dos EUA informou num comunicado divulgado na X, que um total de 27 embarcações foram devolvidas a portos iranianos desde que os militares norte-americanos impuseram um bloqueio em torno do Estreito de Ormuz, a 13 de abril.
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RTP /

Tasnim. Irão não "alterou a sua decisão de se abster" das negociações

A agência de notícias de linha dura Tasnim, afiliada da Guarda Revolucionária Islâmica do Irão (IRGC), referiu que o Irão não "alterou a sua decisão de se abster" das negociações, depois das declarações de Donald Trump de que o acordo seria assinado ainda esta segunda-feira.

O relatório da Tasnim alega que o bloqueio naval norte-americano continua a ser um "obstáculo", mas, além disso, as mensagens americanas ao Irão "contêm exigências excessivas que obscurecem as perspetivas para as próximas negociações".

O Irão "continua totalmente preparado para um confronto militar e para punir os EUA mais uma vez", afirma a agência.

A Tasnim não citou nenhuma autoridade como fonte no seu relatório, não se sabendo ainda se o Irão participará ou não nas negociações.
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RTP /

Ministros dos Negócios Estrangeiros do Irão e do Paquistão discutiram eventuais desenvolvimentos do cessar-fogo

As agências de notícias iranianas relatam uma conversa telefónica entre o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, e o seu homólogo paquistanês, Ishaq Dar.

Isto acontece no meio da incerteza sobre uma nova ronda de negociações entre o Irão e os EUA, que será realizada na capital paquistanesa, Islamabad.
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RTP /

Teerão pode participar nas negociações de paz em Islamabad

O Irão está a considerar participar em conversações de paz com os Estados Unidos no Paquistão, disse um alto funcionário iraniano à Reuters esta segunda-feira, depois de Islamabad ter tomado medidas para pôr fim ao bloqueio dos EUA aos portos iranianos, um grande obstáculo para o Irão se reintegrar nos esforços de paz.

No entanto, o responsável salientou que nenhuma decisão foi tomada.

Com o cessar-fogo de duas semanas prestes a expirar, um alto funcionário iraniano disse que Teerão estava a "analisar positivamente" a sua participação, mas nenhuma decisão final tinha sido tomada. Os comentários transmitiram uma clara mudança de tom em relação às declarações anteriores, que descartavam a participação e prometiam retaliar a agressão dos EUA.
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RTP /

Trump avança que acordo com o Irão será assinado hoje no Paquistão

O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou à Fox News que o acordo com o Irão será assinado “hoje” no Paquistão, complementando uma entrevista anterior ao New York Post, na qual afirmou que Vance e a delegação norte-americana estavam a caminho de Islamabad para as negociações.
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ONU adverte
RTP /

Guerra afeta abastecimento global e atinge agricultura a longo prazo

A guerra no Médio Oriente aumenta a pressão sobre as cadeias de abastecimento globais e terá consequências a longo prazo para a agricultura, advertiu hoje o responsável da organização da ONU para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Durante a abertura da 38.ª Sessão da Conferência Regional da FAO para o Médio Oriente (NERC38), realizada na sede da organização em Roma, Qu Dongyu descreveu o cenário atual como um "momento crítico" para a região, segundo um comunicado da organização citado pela agência espanhola EFE.

O diretor-geral da FAO explicou que a crise afeta "todos os insumos agrícolas", incluindo químicos e maquinaria, e referiu que transmitiu ao secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, que este impacto terá "consequências a longo prazo para a agricultura", mesmo que o conflito terminasse hoje.

Sublinhou ainda a necessidade de manter os fluxos comerciais e garantir o acesso a alimentos adequados para todos, "particularmente nos países dependentes das importações".

Qu alertou ainda que as perturbações na produção, comércio e distribuição alimentar na região são agravadas por efeitos globais, como o aumento dos preços da energia e as perturbações nos mercados de fertilizantes.

Estas dinâmicas, acrescentou, estão a aumentar os custos de produção e a reduzir a produtividade agrícola tanto dentro como fora da região.

Para a FAO, "a paz é um pré-requisito para a segurança alimentar".

"Sistemas agroalimentares eficientes, inclusivos, resilientes e sustentáveis são fundamentais para apoiar a recuperação, reduzir vulnerabilidades e contribuir para a estabilidade e paz a longo prazo no Médio Oriente", concluiu.
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Avança Donald Trump
RTP /

JD Vance e a equipa dos EUA a caminho de Islamabad para negociações com o Irão

O vice-presidente JD Vance e a delegação norte-americana deverão chegar ao Paquistão dentro de poucas horas para negociações sobre o Irão, disse o presidente Donald Trump ao New York Post numa entrevista esta segunda-feira.

"Supostamente, devemos ter as negociações", disse Trump. "Portanto, presumo que, neste momento, ninguém esteja a jogar sujo."

O presidente norte-americano disse ainda ao jornal que a delegação norte-americana – que inclui também o enviado Steve Witkoff e o genro/conselheiro de Trump, Jared Kushner – está a caminho de Islamabad, apesar de Teerão afirmar que "não tem planos para a próxima ronda" de negociações de paz.

"Estão a caminho agora", disse Trump pouco depois das 9h da manhã (hora do leste dos EUA). "Chegarão hoje à noite, no horário de Islamabad."

Vance deixou Islamabad no passado domingo, após 21 horas de negociações de paz falhadas com as autoridades iranianas. Atribuiu o fracasso à aparente recusa do Irão em abandonar o seu programa de armas nucleares, enquanto os delegados iranianos alegaram que os EUA precisavam de fazer mais para conquistar a sua confiança.

Trump acrescentou que estaria disposto a reunir-se com os líderes iranianos, caso se verifiquem progressos.
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RTP /

Hezbollah avisa que vai romper a "linha amarela" israelita

O Hezbollah afirma que vai romper a "linha amarela" de separação que Israel disse estar a estabelecer no sul do Líbano e que ninguém será capaz de desarmar o movimento pró-Irão, segundo um dos seus deputados.

"Romperemos esta linha amarela através da resistência (...) ao afirmarmos o nosso legítimo direito de nos defendermos e defendermos o nosso país", disse Hassan Fadlallah à AFP, acrescentando: "Ninguém, no Líbano ou no estrangeiro", será capaz de desarmar o Hezbollah.

O grupo pró-Irão defende ainda que o presidente libanês deve abandonar as negociações com Israel.
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Emirados Árabes Unidos afirmam ter desmantelado célula terrorista ligada ao Irão

Os Emirados Árabes Unidos afirmaram esta segunda-feira ter desmantelado uma célula terrorista ligada ao Irão e prendido os seus membros por um plano para minar a estabilidade, informou a agência de notícias estatal WAM.

A WAM acrescentou que os membros da célula realizavam operações de recrutamento e mobilização, com o objetivo de obter acesso a locais sensíveis.
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RTP /

UE apoia Palestina. Conferência defende solução de dois Estados

A União Europeia quer relançar a solução dois Estados, Israel e Palestina, e aposta no reforço de uma Autoridade Palestiniana que tem sido marginalizada por Donald Trump. Bruxelas procura afirmar uma linha própria para o Médio Oriente.

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Avança presidente do Líbano
RTP /

Negociações visam pôr fim às hostilidades e à ocupação israelita

O presidente libanês, Joseph Aoun, declarou esta segunda-feira que as negociações diretas com Israel visam um fim definitivo da guerra e da ocupação israelita no sul do Líbano.

"O objetivo destas negociações é pôr fim às hostilidades e à ocupação israelita em zonas do sul do Líbano e deslocar o exército libanês para as fronteiras internacionalmente reconhecidas" com Israel, afirmou.

O antigo embaixador libanês em Washington, Simon Karam, vai liderar a delegação libanesa "nas negociações bilaterais", que serão "separadas" das conversações entre o Irão e os Estados Unidos, continuou Aoun, segundo um comunicado da presidência.

Perante a resistência de alguns segmentos da população, o presidente enfatizou a soberania do Líbano nestas discussões anunciadas por Donald Trump.

"Ninguém partilhará esta tarefa com o Líbano, nem o substituirá nesta missão", afirmou, apelando ao "mais amplo apoio nacional possível" para garantir que as negociações atinjam os seus objetivos.
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RTP /

Netanyahu promete "medidas severas" contra soldado que atingiu estátua de Cristo

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, prometeu esta segunda-feira "medidas severas" contra um soldado filmado a atingir uma estátua de Jesus Cristo com uma marreta no sul do Líbano.

As imagens, cuja autenticidade foi confirmada pelo exército, foram amplamente partilhadas nas redes sociais. Mostram um soldado israelita a golpear a cabeça de uma estátua de Jesus crucificado, que tinha caído da cruz.

"Fiquei chocado e triste ao saber que um soldado das Forças de Defesa de Israel danificou um símbolo religioso católico no sul do Líbano", escreveu Netanyahu no X.

"Condeno este ato nos termos mais veementes possíveis. As autoridades militares estão a conduzir uma investigação criminal e tomarão medidas disciplinares severas contra o perpetrador", acrescentou.

O exército israelita tinha indicado anteriormente que o soldado estava em operações no sul do Líbano e anunciou a abertura de uma investigação.

A estátua está localizada na aldeia cristã de Debel, perto da fronteira com Israel, informou a câmara municipal à AFP, mas não soube dizer se tinha sido danificada. A área está interdita à imprensa.
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RTP /

Estátua de Cristo destruída no Líbano por soldado israelita

Um soldado israelita destruiu uma estátua de Jesus Cristo, à martelada, no sul do Líbano. A confirmação é do próprio exército de Israel.

Foto: Redes sociais via REUTERS

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RTP /

Venda de carros elétricos subiu na Europa

As vendas de carros elétricos dispararam 51 por cento no último mês, no meio do aumento dos preços da gasolina e do gasóleo, provocado pela guerra no Irão.

Os dados mostram que foram registados 224 mil novos veículos elétricos (VE) em março e 500 mil nos primeiros três meses do ano – um aumento de 33,5 por cento face ao ano anterior, de acordo com uma análise de dados de vendas nacionais em 15 países realizada pela New AutoMotive e pela E-Mobility Europe, uma associação comercial.
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No Azerbaijão
RTP /

Israel afirma ter frustrado plano iraniano de atacar oleoduto Baku-Ceyhan

Israel afirmou esta segunda-feira ter descoberto uma rede iraniana que planeava atacar um oleoduto que transporta crude do Azerbaijão para o Mediterrâneo, bem como alvos israelitas e judaicos no Azerbaijão.

Num comunicado conjunto, as agências de informação Mossad e Shin Bet disseram que um plano da Guarda Revolucionária Islâmica do Irão para atacar o oleoduto Baku-Tbilisi-Ceyhan, que passa pela Geórgia e chega à Turquia, há algumas semanas, foi frustrado.

A célula planeava também ataques contra alvos judaicos e israelitas no Azerbaijão, incluindo a embaixada e a sinagoga de Israel em Baku, bem como contra líderes da comunidade judaica no Azerbaijão, acrescentaram as agências.
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RTP /

Hezbollah nega presença na Síria após acusações de Damasco

O grupo xiita libanês Hezbollah rejeitou hoje as acusações das autoridades sírias sobre a alegada ligação a uma célula desmantelada no país, garantindo que não mantém qualquer presença ou atividade operacional na Síria.

Num comunicado citado pela televisão libanesa Al Manar, o Hezbollah negou qualquer relação com os indivíduos detidos pelas autoridades sírias, classificando as acusações como “falsas e fabricadas”.

O movimento sublinhou que “sempre afirmou que não mantém qualquer presença na Síria nem participa em qualquer atividade no país, independentemente da sua natureza”.

O Hezbollah queixou-se do que descreve como um “padrão recorrente” de associação do grupo a incidentes de segurança na Síria, apontando um alegado esforço para “distorcer a imagem da resistência”.

Segundo o grupo, as acusações visam “minar a sua função principal”, que descreveu como sendo o confronto com Israel em defesa do Líbano.

No domingo, o Ministério do Interior sírio anunciou ter frustrado um “plano de sabotagem” atribuído a uma célula ligada ao Hezbollah, alegadamente destinado a desestabilizar a região.
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Lusa /

Bruxelas admite possíveis ações caso falte combustível de aviação na UE

A Comissão Europeia reiterou hoje que não existe uma escassez de combustível, nomeadamente para aviação, na União Europeia (UE), mas assegurou preparação para "possíveis ações" e lembrou a "capacidade significativa" para refinar petróleo bruto no espaço comunitário.

"Não existe qualquer escassez de combustível na UE neste momento. Obviamente, parte da preparação passa por falar com os cidadãos, informá-los, e sabemos que a situação não é ideal", disse a porta-voz do executivo comunitário Eva Hrncirova.

Falando na conferência de imprensa da instituição, em Bruxelas, a responsável apontou que "a disponibilidade de combustíveis de aviação é uma prioridade e é importante dizer que aqui na UE também existe uma capacidade significativa para refinar petróleo bruto e produzir combustível de aviação".

"Estamos a preparar-nos para possíveis ações", assinalou.

Eva Hrncirova admitiu que a crise energética causada pelo conflito no Médio Oriente "obviamente afeta os mercados aqui na União Europeia".

"O nosso papel é sobretudo coordenar e preparar diferentes cenários. Temos o grupo de coordenação do petróleo, que se reuniu na semana passada, e o grupo também voltará a reunir-se no final desta semana", referiu.

Ainda assim, lembrou que "tudo depende da evolução da situação", reforçando que, "nesta fase, não há escassez de combustível na UE".

Na sequência dos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irão e da consequente resposta iraniana, há cerca de dois meses, têm vindo a verificar-se perturbações no estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, o que afeta o combustível para aviação já que este depende diretamente do preço e disponibilidade do petróleo bruto.

Os ministros dos Transportes da UE vão reunir-se na terça-feira, numa videoconferência informal, para debater os impactos do conflito no Médio Oriente para o setor, nomeadamente para a aviação dada a pressão sobre o combustível.

Na passada quinta-feira, o diretor da Agência Internacional de Energia disse que a Europa tem "talvez mais seis semanas de combustível para aviões", alertando para possíveis cancelamentos de voos em breve se o abastecimento de petróleo continuar bloqueado.

No mesmo dia, a Associação das Companhias Aéreas em Portugal disse que, para já, não há impacto na operação, mas admite a possibilidade de cancelamentos de voos e preços mais altos se a crise energética persistir.

As leis da UE obrigam os Estados-membros a manter reservas estratégicas para 90 dias, tanto de petróleo como de gás.

No que diz respeito ao petróleo, cabe aos Estados-membros decidir que parte dessas reservas de 90 dias corresponde a petróleo bruto e que parte corresponde a produtos refinados, incluindo querosene e combustível de aviação.

Uma escalada do conflito que envolve Irão, Estados Unidos e Israel tem impactos diretos no setor dos transportes, nomeadamente marítimo em qualquer perturbação no Estreito de Ormuz.

Na aviação, assiste-se a fecho ou a restrição do espaço aéreo, maior consumo de combustível e custos operacionais mais elevados.

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Lusa /

Israel vai encerrar passagens para Gaza na terça e quarta-feira

Israel encerrará na terça e quarta-feira as passagens por onde entra a ajuda humanitária na Faixa de Gaza devido aos feriados israelitas, dificultando ainda mais a situação dos dois milhões de palestinianos que vivem no enclave, foi hoje divulgado.

"Informamos que as passagens fronteiriças entre Israel e a Faixa de Gaza permanecerão fechadas nesta terça e quarta-feira (21 e 22 de abril) por ocasião do Dia Nacional da Memória e do Dia da Independência de Israel", indicou, em comunicado, o COGAT, o órgão militar israelita que administra os territórios palestinianos ocupados.

O COGAT salientou que, apesar do encerramento, o trabalho de recolha de ajuda humanitária já presente em Gaza continuará.

Este órgão militar já fechou as passagens fronteiriças de Gaza, que Israel controla na totalidade, durante as duas festas judaicas da Páscoa no início de abril.

Também as encerrou desde o início da guerra com o Irão, a 28 de fevereiro, durante dois dias, exceto na passagem de Rafah, na fronteira com o Egito e a única por onde se realizam evacuações médicas de palestinianos. Esta passagem só reabriu a 18 de março.

O COGAT diz que permite a entrada de cerca de 600 camiões de ajuda humanitária em Gaza por dia, embora apenas cerca de 120 deles sejam de agências humanitárias.

O restante é carga comercial, que a maioria dos habitantes de Gaza não consegue pagar.

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RTP /

Companhias aéreas estrangeiras vão retomar as operações no aeroporto internacional do Catar

A Autoridade de Aviação Civil do Catar (QCAA) informou que as companhias aéreas estrangeiras irão retomar gradualmente as suas operações de voos de, para e via Aeroporto Internacional de Hamad.

A QCAA afirmou que a decisão de retomar os voos “segue-se a uma avaliação abrangente da situação, realizada em coordenação com todas as entidades nacionais relevantes, para garantir os mais elevados níveis de prontidão e eficiência operacional”.
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RTP /

Político libanês afirma que Israel causou destruição em 39 aldeias no sul do Líbano

As forças israelitas causaram vários graus de destruição em 39 aldeias no sul do Líbano desde o cessar-fogo na guerra com o Hezbollah na semana passada, afirmou hoje um político aliado ao Hezbollah.

Ali Hassan Khalil, assessor do presidente do Parlamento libanês, Nabih Berri, afirmou que as poderosas explosões provocadas pelas forças israelitas destruíram casas de civis no sul, o que constitui "um claro crime de guerra".
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RTP /

Governo confiante que não haverá cancelamento de voos

O governo acredita que a TAP não vai cancelar voos por causa da escassez de combustível para aviões que se sente na Europa. A convicção é do ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz.

"O governo sabe os limites que temos em stocks nos aeroportos nacionais e o que temos no país. O jet fuel é um problema internacional e à escala europeia que estamos a acompanhar de perto", afirmou o governante.

Miguel Pinto luz deixou ainda a garantia "que nada falhe, nos próximos meses, a esse respeito".
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Momento-Chave
RTP /

Tráfego marítimo continua praticamente paralisado no Estreito de Ormuz

O tráfego marítimo no Estreito de Ormuz permaneceu praticamente paralisado esta segunda-feira, com apenas três travessias num período de 12 horas, de acordo com dados de navegação.

O navio-tanque de produtos petrolíferos Nero, que está sob sanções britânicas por atividades petrolíferas russas, deixou o Golfo Pérsico e estava a navegar pelo Estreito, de acordo com as análises de satélite da empresa de análise de dados SynMax e os dados de rastreio da plataforma Kpler.

Outros dois navios - um navio-tanque de produtos químicos e um navio-tanque de gás de petróleo liquefeito (GPL) - entraram no Golfo Pérsico pela importante via navegável separadamente esta segunda-feira, mostraram os dados.

O navio-tanque de GPL, Axon I, estava sujeito a sanções separadas dos EUA pelas suas atividades comerciais com o Irão.
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Momento-Chave
RTP /

China pede passagem normal no Estreito de Ormuz

O presidente chinês, Xi Jinping, pediu a manutenção da passagem normal de embarcações pelo estreito de Ormuz num telefonema esta segunda-feira com o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, informou a agência de notícias estatal Xinhua.

A China defende um cessar-fogo imediato e abrangente e insiste na resolução dos conflitos no Médio Oriente através de canais políticos e diplomáticos, afirmou Xi Jinping, segundo a agência Xinhua.
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RTP /

Ministros dos Transportes da União Europeia reúnem-se para debater impactos no setor

Os ministros dos Transportes da União Europeia (UE) vão reunir-se na terça-feira, numa videoconferência informal, para debater os impactos do conflito no Médio Oriente para o setor, nomeadamente para a aviação dada a pressão sobre o combustível.

Numa altura em que se assinalam quase dois meses desde os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irão e da consequente resposta iraniana, os ministros dos Transportes da União vão reunir-se numa videoconferência informal para "debater o impacto dos recentes desenvolvimentos geopolíticos no Médio Oriente no sistema e no setor dos transportes da UE", informou a presidência cipriota do Conselho.

Portugal estará representado na reunião virtual pelo ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz.

Apesar da incerteza que o conflito cria para o setor dos transportes, certo é que já existem aumentos de custos e impactos nas operações devido à subida dos preços da energia, perturbações nas rotas e riscos acrescidos para a logística global.

A presidência rotativa do Conselho da União, ocupada este semestre por Chipre, quer assegurar uma forte coordenação da UE, reduzir dependências externas de combustíveis fósseis e adotar medidas concretas e acionáveis.

Na reunião de terça-feira, pretende, por isso, focar-se em garantir o abastecimento de combustível, preservar a conectividade em todos os modos de transporte e evitar respostas nacionais fragmentadas ou descoordenadas.

A discussão surge na véspera de a Comissão Europeia divulgar, na quarta-feira, um pacote de medidas para aliviar a crise energética causada pelo conflito no Médio Oriente.

"Embora a União Europeia não esteja a enfrentar escassez de combustível, o aumento dos preços, especialmente com impacto na aviação, continua a exercer pressão sobre o setor", admite fonte da presidência cipriota.

Quando alguns países já avançam com medidas, Nicósia quer assegurar uma abordagem coordenada, proporcional e compatível com as regras de mercado único da UE.
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Momento-Chave
RTP /

Países árabes vão debater o bloqueio ao estreito de Ormuz

Os 22 estados-membros da Liga Árabe vão reunir-se de urgência na terça-feira para concertarem uma resposta ao bloqueio do estreito de Ormuz e à “ameaça iraniana”, enquanto se aguarda nova ronda negocial entre Irão e Estados Unidos.

No encontro, por videoconferência, os ministros dos Negócios Estrangeiros dos vários países “vão analisar os acontecimentos na região, a guerra entre a República Islâmica e os estados do golfo Pérsico e as ameaças iranianas contra eles”, segundo fontes daquela organização.

Em comunicado oficial, diz-se que a conferência foi convocada pelo governo do Bahrein, que preside à Liga Árabe e tem uma das mais importantes bases militares norte-americanas da região, sem mencionar quaisquer representantes de Washington.

Bahrein e outros parceiros no Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) têm sido alvo de ataques iranianos, com centenas de drones e mísseis balísticos, durante a guerra e até a entrada em vigor do cessar-fogo de duas semanas, que expira quarta-feira.

As ofensivas iranianas, direcionados principalmente a instalações de petróleo e gás, além do bloqueio iraniano do Estreito de Ormuz - a principal rota petrolífera mundial - prejudicaram significativamente as economias do bloco económico e político do CCG, fortemente dependente das exportações de energia. Além do Bahrein, o CCG é composto por Arábia Saudita, Qatar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos (EAU) e Omã.
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Momento-Chave
Um Olhar Europeu com Suspilne /

40 anos de "grandes negociações" sem sucesso: As tentativas dos EUA para chegar a acordo com o Irão

A 11 de abril, os Estados Unidos estabeleceram conversações com o Irão para pôr termo à guerra com Israel. As conversações fracassaram, uma vez que o Irão se recusou a parar o seu programa nuclear.

Spencer Platt / Getty Images via AFP



No dia seguinte, o Presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou o bloqueio do Estreito de Ormuz pela Marinha dos EUA e disse que os iranianos iriam mergulhar no "inferno" por tentarem atacar navios americanos. 

O Estreito tem sido bloqueado pelo Irão desde o início da guerra contra Israel e a América. O bloqueio das exportações iranianas pelos Estados Unidos conduziu a um preço ainda mais elevado do petróleo e do gás.

Trump sublinhou que os Estados Unidos negociaram com o Irão "durante 40 anos" e que tinham sido "grandes negociações". No entanto, os numerosos contactos, manipulações e ameaças não conduziram ao objetivo principal de cancelar o desenvolvimento de armas nucleares pelo Irão. O Suspilne faz uma retrospetiva e conta a longa história das negociações entre os EUA e o Irão e as razões pelas quais não chegaram a acordo.Os anos 80 e a "crise dos reféns"
A revolução de 1979 transformou o Irão de uma monarquia na chamada República Islâmica, dirigida pelo líder religioso Ayatollah Ruhollah Khomeini. Até então, Teerão e Washington mantinham uma relação construtiva: por exemplo, na década de 1950, o Irão fez parte do programa norte-americano Átomos para a Paz, que proporcionava acesso a informações e matérias-primas para a criação de centrais nucleares. Após a revolução, tudo mudou - principalmente por causa do Irão.

A 4 de novembro de 1979, apoiantes da República Islâmica do Irão assaltaram o edifício da Embaixada dos EUA em Teerão. Tratou-se de um protesto de jovens iranianos contra a alegada ingerência dos EUA nos assuntos internos do país, com base numa atitude hostil em relação a Washington. Fizeram reféns mais de 50 americanos, desde o encarregado de negócios até aos funcionários de nível mais baixo. Os novos dirigentes do país tomaram os reféns dos manifestantes para influenciar os Estados Unidos. Para libertar os cidadãos, a administração do Presidente norte-americano Jimmy Carter decidiu negociar com os iranianos.

As negociações falharam. O Irão exigiu que os Estados Unidos extraditassem o Xá, que tinha fugido do país. Os Estados Unidos recusaram-se a fazê-lo porque enfrentava a execução. Outra razão para o fracasso foi a política externa. Em particular, devido à invasão soviética do Afeganistão em dezembro desse ano, que "distraiu" alguns peritos da Casa Branca. Os meios de comunicação social norte-americanos falavam com insistência sobre o destino dos reféns, enquanto as autoridades iranianas partilhavam poucos pormenores. A insatisfação com a situação nos Estados Unidos estava a aumentar.

Em 1980, a administração Carter decidiu libertar os reféns pela força. No entanto, a operação falhou devido às condições meteorológicas: tempestades no deserto impediram a aterragem dos helicópteros. O Irão teve em conta esta situação e levou os reféns para outros locais. Assim, mesmo que os militares americanos tivessem aterrado com êxito no Irão, não teriam podido libertar rapidamente todos os reféns e corriam um risco elevado de serem eles próprios feitos prisioneiros. Carter teve de regressar às negociações.

Em novembro de 1980, com a mediação da Argélia, iniciou-se uma troca de exigências entre os Estados Unidos e o Irão. O Irão exigiu que os seus bens fossem descongelados e que os EUA não interferissem nos seus assuntos internos. Os Estados Unidos recusaram-se a devolver rapidamente todos os ativos do Irão. Para um descongelamento parcial, exigiu a devolução dos reféns.

Apesar da teimosia de ambas as partes, os Acordos de Argel foram assinados em janeiro de 1981. Os Estados Unidos comprometeram-se a não interferir política ou militarmente nos assuntos internos do Irão, a levantar as sanções económicas e a devolver os bens congelados. A de 20 de janeiro, o Irão libertou os reféns quase logo após a tomada de posse do novo Presidente dos EUA, Ronald Reagan.

A crise dos reféns durou 444 dias e minou completamente o último ano da presidência de Jimmy Carter e a campanha eleitoral. Carter perdeu para Reagan. Há quem considere que os iranianos atrasaram deliberadamente as negociações com Carter precisamente para ajudar Reagan na campanha eleitoral. 

Sabe-se que os membros da equipa de campanha de Reagan, Richard Allen e William Casey (que mais tarde viria a ser chefe da CIA), monitorizavam a atividade militar através das suas próprias "fontes" na Força Aérea dos EUA. Foi assim que monitorizaram possíveis preparativos para uma missão de resgate de reféns.

Os meios de comunicação social norte-americanos acusaram Casey de, alegadamente, "manter reuniões secretas" com funcionários iranianos e de "prometer reservas de armas americanas" que Teerão tinha contratado antes da mudança de regime. Os representantes de Reagan também comunicaram alegadamente com funcionários de outros países árabes do Médio Oriente, pedindo-lhes que influenciassem o Irão a manter os reféns durante mais tempo. Em 1993, o Congresso dos EUA efectuou uma investigação sobre esta possível conspiração e concluiu que não existia.

Os funcionários da administração Reagan também negaram a conspiração. Mas em 1996, o líder da Organização para a Libertação da Palestina, Yasser Arafat, disse ao Presidente Carter que tinha falado com os representantes de Reagan sobre os reféns. Estes teriam prometido a mesma coisa: fornecer armas em troca da entrega dos reféns pelo Irão mais tarde, após as eleições americanas. Arafat declarou que, alegadamente, tinha recusado.

No entanto, as relações entre os EUA e o Irão não melhoraram durante a presidência de Reagan. Durante o seu primeiro mandato, o Irão foi adicionado à lista dos Estados patrocinadores do terrorismo.O acordo nuclear de Barack Obama Nas décadas de 1990 e 2000, as relações entre os Estados Unidos e o Irão só se deterioraram. Em 1996, o Presidente Bill Clinton aprovou uma lei que impunha sanções severas a quem comprasse petróleo ao Irão ou investisse mais de 40 milhões de dólares no país durante um período de 12 meses. O objetivo da lei era reduzir a capacidade do Irão para desenvolver mísseis balísticos e armas nucleares.

Em 2002, após o ataque terrorista de 11 de setembro, o Presidente George W. Bush afirmou que o Irão era parte do "eixo do mal" - um Estado que financia terroristas em todo o mundo. 

Bush nomeou o Iraque e a Coreia do Norte como outros países do mesmo eixo e prometeu "impedir" que adquirissem armas nucleares. No entanto, a Coreia do Norte testou o seu primeiro míssil com capacidade nuclear em 2006. O Irão também esteve perto de desenvolver armas nucleares: em 2006, o país iniciou a construção de uma central de enriquecimento de urânio em Fordow, sobre a qual não informou a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA).

O próximo presidente dos EUA, Barack Obama, decidiu resolver a situação diplomaticamente.

Obama iniciou correspondência com o Ayatollah Ali Khamenei. O Presidente norte-americano tencionava travar o desenvolvimento de armas nucleares e incluí-lo no acordo em troca de incentivos económicos e outros por parte de Washington. "A política em relação ao Irão tem de mudar", disseram funcionários da administração Obama aos meios de comunicação social norte-americanos.

Numa carta posterior, Barack Obama apelou aos líderes iranianos para que aceitassem negociar um acordo nuclear ou "enfrentariam sanções". E as sanções não tardaram a chegar: Os Estados Unidos impuseram-nas às exportações iranianas, não só de petróleo mas também de gás, e houve restrições às importações de produtos iranianos ou ao sistema bancário.

No final, em 2013, o Irão encontrou-se com os Estados Unidos a meio caminho. Após as eleições presidenciais de junho, ganhas por Hassan Rouhani, igualmente moderado em relação aos Estados Unidos, o país entrou em negociações. Rouhani era a favor de um acordo nuclear e conseguiu persuadir Khamenei a fazê-lo. Em novembro, o Irão e os Estados Unidos adoptaram um plano de ação conjunto, que foi igualmente assinado pelo Conselho de Segurança da ONU.

No âmbito deste plano, o Irão comprometeu-se a deixar de produzir urânio enriquecido a 20%, a permitir o acesso da AIEA às suas instalações nucleares e a reforçar a vigilância. Em resposta, os Estados Unidos, a União Europeia e o Conselho de Segurança da ONU concordaram em aliviar as sanções económicas contra Teerão.

Os países do Médio Oriente apoiaram o acordo. A Arábia Saudita e o Qatar manifestaram esperança de que o plano "libertasse" o Médio Oriente das armas nucleares. Outro país que possui armas nucleares na região é Israel.

Foi Israel que ficou indignado com o Plano de Ação Comum. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu chamou-lhe um "erro". O país começou a manifestar a opinião de que os Estados Unidos não deveriam ser autorizados a estabelecer regras de segurança na região, e Israel deveria "tomar as questões de segurança nas suas próprias mãos".

O Congresso dos EUA esteve dividido nas suas reações ao acordo. A Câmara dos Representantes, controlada pelos republicanos, manifestou o seu descontentamento. O Presidente da Câmara, John Boehner, exigiu que os signatários do Plano de Ação Conjunto não levantassem as sanções contra o Irão até que o país fechasse completamente todas as instalações de desenvolvimento de armas nucleares. E o líder da maioria, Eric Cantor, manifestou o receio de que o Irão continuasse a enriquecer urânio, uma vez que o plano não exigia que o país abandonasse todas as instalações nucleares. Os democratas do Congresso apoiaram o acordo.

Apesar destas reacções, em 2015, o Plano de Ação Conjunto Global, ou o chamado Acordo Nuclear com o Irão, foi assinado pelo Conselho de Segurança da ONU, pela Alemanha, pela União Europeia e pelo próprio Irão.

O Irão aceitou limitar o seu programa nuclear. Era isto que estava previsto: limitar o número e os tipos de centrifugadoras, os níveis de enriquecimento e as reservas de urânio; converter as principais instalações de Fordow, Natanz e Arak para uso civil; aceitar um maior controlo da AIEA.

Em troca, o Irão foi parcialmente libertado das sanções da ONU, da UE e dos EUA - embora as restrições dos EUA relacionadas com o seu programa de mísseis, o apoio a grupos militantes e as violações dos direitos humanos se mantivessem em vigor. O acordo previa igualmente o levantamento gradual do embargo de armas imposto pela ONU, desde que o Irão cumprisse as suas obrigações.

O Presidente iraniano Hassan Rouhani tornou-se o principal defensor do acordo no país. Afirmou que o país estava a "sofrer com as sanções" e que as concessões no desenvolvimento de armas nucleares eram necessárias para a economia do país. O parlamento do Irão apoiou o acordo em outubro de 2015.

O Congresso dos EUA, por outro lado, rejeitou o acordo. O acordo não necessitava de ratificação parlamentar, mas a administração Obama esperava que fosse aprovado. O Departamento de Estado norte-americano apresentou o acordo ao Congresso juntamente com um relatório com os pontos fortes e fracos. No entanto, os republicanos prometeram "fazer descarrilar o acordo".

Em setembro de 2015, a Câmara dos Representantes fracassou na aprovação de uma resolução que aprovava o acordo com o Irão. Os republicanos votaram contra a resolução na íntegra, com vários congressistas democratas a juntarem-se a eles. A resolução não afetou o acordo enquanto tal, mas foi crucial para o candidato presidencial Donald Trump.

Trump criticou Obama pelo acordo e prometeu que, quando se tornasse presidente, renegociaria o acordo nuclear com o Irão, ou mesmo retiraria os EUA do acordo. Considerou-o um desastre e afirmou que poderia conduzir a um "holocausto nuclear". Uma das primeiras coisas que Trump fez após a sua tomada de posse, a 20 de janeiro de 2017, foi retirar os EUA do acordo.

Em 2017, a administração Trump lançou ultimatos ao Irão para que parasse com os testes de mísseis balísticos e com o enriquecimento adicional de urânio. Para confirmar as suas intenções, os Estados Unidos proibiram a entrada de cidadãos iranianos e impuseram sanções a 25 altos funcionários por realizarem testes de armas. 

O Irão insistiu que estava a cumprir os termos do acordo nuclear, que foi apoiado pela União Europeia, e os países europeus não se colocaram do lado de Washington.

Em abril de 2018, na sequência do discurso do primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu sobre as instalações nucleares do Irão, o Presidente Trump anunciou a retirada dos EUA do acordo nuclear.

A Arábia Saudita, que inicialmente apoiou o plano, desta vez ficou do lado de Washington. O país afirmou que "construiria a sua própria bomba nuclear" se o Irão também o fizesse. 
Jam Sta Rosa / AFP
Bombas antes das negociações
Em 2024, Donald Trump voltou a ser presidente dos Estados Unidos. Inicialmente, até queria concluir um novo acordo com o Irão para abandonar o enriquecimento de urânio e a produção de armas nucleares. 

Trump declarou que queria uma solução diplomática para a situação com o Irão e segurança em todo o Médio Oriente. Na primavera de 2025, as negociações até chegaram a começar. Os Estados Unidos exigiram que o Irão "desmantelasse completamente" as suas instalações nucleares antes da conclusão do acordo, e o Irão exigiu o levantamento de todas as sanções em troca de restrições ao enriquecimento de urânio. Mas o acordo fracassou.

A 9 de junho, o Irão rejeitou todas as exigências dos EUA. Washington não reagiu com uma escalada militar, mas Israel fê-lo: Em 13 de junho de 2025, atacou as instalações nucleares iranianas e apelou aos Estados Unidos para se juntarem à operação. Telavive acusou o Irão de "preparar um ataque de todos os lados" e de pretender "destruir Israel".

Israel estava preocupado com as armas nucleares. Na véspera do ataque, a 12 de junho, a AIEA declarou que o Irão "não estava a cumprir as suas obrigações" em matéria de desenvolvimento de armas nucleares e que continuava a trabalhar nesse sentido, apesar da sua participação no acordo nuclear e no Tratado de Não Proliferação Nuclear.

Trump proclamou inicialmente que iria forçar os dois países a "fazer um acordo" e que não iria impedir Israel de atacar o Irão e as suas instalações nucleares. Os Estados Unidos também ajudaram Israel a intercetar mísseis e drones iranianos desde o primeiro dia de operações em 2025.

E, a 22 de junho, os EUA juntaram-se a Israel nos ataques, atingindo as instalações nucleares do Irão em Fordow, Natanz e Isfahan. Trump afirmou que este era um "momento histórico para os Estados Unidos, Israel e o mundo" e que o Irão "deve agora concordar em acabar com esta guerra".

Os Estados Unidos juntaram-se a esta iniciativa principalmente porque os ataques israelitas não destruíram completamente as instalações nucleares do Irão. O Irão escondeu-as no subsolo e nas montanhas, o que naturalmente as protege de ataques. Os americanos utilizaram armas que "supostamente destroem bunkers" - concebidas especificamente para abrigos subterrâneos - para atacar o Irão.

As reacções do mundo ao ataque dos EUA foram diferentes. A União Europeia, um dos signatários do acordo nuclear, declarou que o Irão deve renunciar às armas nucleares, mas não apoiou a ação militar dos EUA. França, Reino Unido, ou elementos do Conselho de Segurança da ONU, também não apoiaram a operação.

Os ataques às instalações nucleares do Irão não as destruíram. Os serviços secretos relataram que os ataques dos EUA apenas suspenderam a produção de componentes de armamento, colocando o programa nuclear em suspenso durante meses e não anos. Os militares israelitas também disseram o mesmo.

Depois disso, o Irão encetou novas negociações nucleares, mas não com os Estados Unidos. A 20 de junho, representantes iranianos reuniram-se com representantes do Reino Unido, França e Alemanha. No entanto, os europeus exigiram ao Irão o mesmo que Washington: que deixasse de enriquecer urânio e desistisse das armas nucleares.

Em agosto de 2025, soube-se que o Reino Unido, a França e a Alemanha apelaram à ONU para retomar as sanções contra o Irão devido às tentativas contínuas de construir armas nucleares. Em setembro, o Irão retirou-se do acordo de 2015.

Em outubro de 2025, Trump manifestou esperança de "novas negociações" com o Irão sobre um acordo nuclear, e os Estados Unidos chegaram mesmo a iniciar o processo. No entanto, decidiu-se que o Irão já tinha enriquecido urânio a 60%, facto de que os funcionários iranianos se "gabaram" ao negociador especial dos EUA, Steve Witkoff. 

Teerão recusou-se a parar de enriquecer urânio, afirmando ser "um direito". Este facto enfureceu Trump. Em primeiro lugar, lançou um ultimato ao Irão - concluir um acordo no prazo de 10 dias ou enfrentar a guerra. Assim, em 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel lançaram uma nova operação militar, atacando infraestruturas, incluindo instalações militares e nucleares. 

Durante os ataques, Ali Khamenei e muitos outros membros da liderança do país foram mortos. No entanto, até à data, o Irão não respondeu às exigências dos Estados Unidos e de outros países no sentido de renunciar às suas ambições nucleares.

O Irão não vai concordar com as exigências do Ocidente, pouque desistir do seu programa nuclear seria uma rendição, diz Markus Schneider, chefe do Projeto Regional para a Paz e Segurança no Médio Oriente da Fundação Friedrich Ebert, com sede em Beirute. Enquanto o atual regime acreditar que é capaz de oferecer resistência armada a outros Estados e até de atacar em resposta, é impossível persuadi-lo a mudar através de negociações, afirma.

Marija Patoka / 17 abril 2026 16:51 GMT+1

Edição e Tradução / Joana Bénard da Costa
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Para evitar consequências negativas na economia global
RTP /

Kremlin espera que negociações entre EUA e Irão se mantenham

O Kremlin afirmou esta segunda-feira que espera que as negociações que envolvem o Irão continuem para evitar consequências negativas para a região do Golfo e para a economia global, acrescentando que, embora a Rússia não esteja a atuar como mediadora, está pronta para ajudar, se necessário.

"Podemos ver que a situação no Golfo continua frágil e imprevisível. Esperamos que o processo de negociação continue e que possamos evitar uma escalada para um cenário militar", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, aos jornalistas.

Peskov afirmou que a Rússia não está a atuar como mediadora nas negociações sobre o Irão, mas está pronta para ajudar, caso seja solicitada.

"Podemos ver que a Rússia não está a atuar como mediadora nas negociações sobre o Irão, mas está pronta para ajudar, se tal for solicitado". "A Rússia não é atualmente mediadora no processo de negociação, mas estamos prontos para prestar toda a assistência necessária para facilitar uma resolução pacífica e ajudar a chegar a um acordo", disse Peskov.
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RTP /

Exército israelita adverte libaneses contra regresso ao sul

O exército israelita advertiu esta segunda-feira os civis libaneses contra o regresso a dezenas de aldeias no sul do Líbano, afirmando que as atividades do Hezbollah na área constituem uma violação do cessar-fogo.

Desde que a trégua entre Israel e o movimento islâmico pró-Irão entrou em vigor na sexta-feira, milhares de deslocados internos começaram a regressar a algumas cidades do Sul, à medida que o exército libanês iniciava a reabertura de estradas e pontes danificadas por ataques aéreos.

O exército israelita emitiu, contudo, um novo alerta.

"O Hezbollah continuou as suas atividades terroristas durante o cessar-fogo, em violação do acordo. Como resultado, as forças israelitas continuam posicionadas na zona de defesa", disse o porta-voz do exército em árabe, coronel Avichay Adraee, à agência X.

"Para vossa segurança e das vossas famílias, e até novo aviso, pedimos-vos que não viajem para sul da linha de defesa avançada", acrescentou, referindo-se à linha que delimita a área ocupada pelas tropas israelitas... No sábado, um responsável do Hezbollah também pediu cautela aos residentes, alertando-os contra um regresso prematuro ao sul.

O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, declarou no domingo que o exército recebeu ordens para usar “toda a sua força” contra qualquer ameaça no Líbano, incluindo durante o cessar-fogo.
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RTP /

Hezbollah reivindicou ataque contra Exército de Israel no sul do Líbano

O grupo armado xiita libanês Hezbollah reivindicou esta segunda-feira o primeiro ataque contra o Exército israelita desde o cessar-fogo de dez dias que entrou em vigor no dia 16 de abril.

Em comunicado, o Hezbollah ("Partido de Deus") reivindicou a destruição de quatro carros de combate de Israel.

De acordo com a mesma declaração, o ataque envolveu a detonação de várias bombas "previamente colocadas" enquanto oito carros de combate israelitas circulavam perto de Taibe.

Israel ainda não se pronunciou sobre o ataque reivindicado pelo Hezbollah.

(Lusa)
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RTP /

Irão sem internet há 52 dias

A organização de monitorização da Internet NetBlocks afirma que a disrupção no Irão “entrou no seu 52º dia”.

As restrições foram consequência de novos protestos antigovernamentais no início de Janeiro e intensificaram-se após o início da guerra entre os EUA e Israel contra o Irão no final de fevereiro.

O bloqueio afetou empregos e empresas em todo o país.
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RTP /

Trump vai analisar conselho do Paquistão sobre o Estreito de Ormuz

O presidente norte-americano Donald Trump disse ao chefe do exército paquistanês, Asim Munir, que consideraria o conselho de Islamabad sobre o bloqueio aos portos iranianos ser um obstáculo às conversações de paz com o Irão, durante uma conversa telefónica entre os dois, segundo uma fonte de segurança paquistanesa na segunda-feira.
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RTP /

"Capacidades defensivas" de Teerão não estão abertas a negociações

Persistem ainda divergências sobre o programa nuclear de Teerão, disse uma fonte iraniana de alto nível à Reuters esta segunda-feira, enquanto o Irão e os Estados Unidos tentam alcançar uma paz duradoura com o fim iminente do cessar-fogo de duas semanas.

A fonte iraniana afirmou que as "capacidades defensivas" de Teerão, incluindo o seu programa de mísseis, não estão abertas à negociação com os Estados Unidos.

"A continuidade do bloqueio dos EUA no Estreito de Ormuz prejudica as conversações de paz", acrescentou a fonte.
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Momento-Chave
Lusa /

Pelo menos 3.375 pessoas morreram no Irão desde o início do conflito

Pelo menos 3.375 pessoas morreram no Irão, desde o início da guerra desencadeada por Israel e os Estados Unidos, divulgou hoje o chefe da Organização de Medicina Legal iraniana.

Segundo o chefe da Organização de Medicina Legal do Irão, Abbas Masjedi, apenas quatro corpos deste novo número estão por identificar.

Masjedi, citado pela agência de notícias Mizan, órgão oficial de comunicação do poder judiciário do Irão, não detalhou as baixas entre civis e forças de segurança, afirmando apenas que 2.875 eram homens e 496 mulheres.

Segundo disse, 383 tinham menos de 18 anos de idade.

Os novos números divulgados por Masjedi levantaram dúvidas sobre se incluem ou não membros das forças de segurança, especialmente por causa dos intensos bombardeamentos contra bases militares e arsenais no país.

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Após apreensão de navio iraniano
RTP /

Pequim manifesta "preocupação" e pede ao Irão e aos EUA que negociem

Pequim manifestou esta segunda-feira preocupação com a apreensão, pela Marinha norte-americana, de um navio cargueiro iraniano no Golfo de Omã e pediu ao Irão e aos Estados Unidos que "mantenham o ímpeto do cessar-fogo e das negociações", declarando também a sua disponibilidade para contribuir para as mesmas.

"Manifestámos a nossa preocupação com a interceção forçada da embarcação em causa pelos EUA", disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Guo Jiakun.

"A China apoia as partes envolvidas na manutenção do ímpeto tanto do cessar-fogo como das negociações", afirmou, enquanto Teerão indicou que não pretende participar em novas negociações com Washington.
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Momento-Chave
RTP /

Irão não tem planos para novas conversações com os EUA

O Irão afirmou esta segunda-feira que ainda não decidiu se vai participar na nova ronda de negociações de paz com os Estados Unidos, agendada para Islamabad.

"Neste momento, enquanto falo, não temos planos para a próxima ronda de negociações e não foi tomada qualquer decisão sobre o assunto", disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Esmail Baghai, em conferência de imprensa.

Segundo a mesma fonte, os "EUA, ao adotarem comportamentos contraditórios e violarem de forma contínua os termos do cessar-fogo, demonstraram que não têm seriedade no processo diplomático".

Bagaei disse que o bloqueio naval que os EUA impuseram aos portos e navios iranianos e o ataque a uma embarcação daquele país "constituem um claro exemplo de ato de agressão".

O mesmo responsável sublinhou que tudo "intensifica a desconfiança" perante os EUA, que, em menos de nove meses, atacou o Irão em duas ocasiões enquanto decorriam negociações e matou altos dirigentes e cidadãos iranianos.


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RTP /

Petroleiro deixa o Estreito de Ormuz rumo a refinaria sul-coreana

Um petroleiro está a caminho da refinaria sul-coreana HD Hyundai Oilbank para descarregar a sua carga, depois de ter passado pelo Estreito de Ormuz, segundo dados de navegação.

O Odessa, com bandeira de Malta, passou pelo estreito a 13 de abril, segundo dados da Kpler, mas não indicaram onde o petroleiro carregou o petróleo.

O petroleiro Suezmax, com capacidade para um milhão de barris de petróleo, teve o seu localizador AIS desligado e reapareceu a 17 de abril junto ao porto de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, segundo dados da LSEG.
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RTP /

Irão retoma voos internacionais

O Irão vai retomar os voos internacionais esta segunda-feira a partir do aeroporto de Mashhad, no nordeste do país, informou a autoridade de aviação civil iraniana.
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RTP /

Irão executou dois homens por ligações à inteligência israelita

O Irão executou esta segunda-feira dois homens condenados por ligações aos serviços de informação israelitas, anunciou o poder judicial. Esta é a mais recente de uma série de execuções desde o início da guerra com Israel e os Estados Unidos.

"As sentenças de morte de Mohammad Masoom-shahi e Hamed Validi foram executadas de madrugada", informou o Mizan Online, um site ligado ao poder judicial.

Segundo a fonte, que não especificou a data da detenção, os dois homens eram "membros de uma rede de espionagem ligada à Mossad", o serviço de informações israelita.

Foram condenados pelo crime de "guerra contra Deus" e de "colaboração com grupos hostis e o regime sionista".

Teerão realizou várias execuções desde o início da guerra com Israel e os Estados Unidos, a 28 de fevereiro. Um cessar-fogo de duas semanas está em vigor desde 8 de abril.
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Lusa /

Preço do petróleo Brent sobe mais de 5%

O preço do petróleo Brent para entrega em junho subiu hoje quase 5,6%, ultrapassando os 95 dólares por barril no mercado de futuros de Londres, no meio de novas tensões entre os Estados Unidos e o Irão.

Às 07:55 de hoje (06:55 em Lisboa), segundo dados da Bloomberg compilados pela agência de notícias espanhola EFE, o petróleo Brent, referência europeia, estava a subir 5,6%, cotado nos 95,35 dólares.

No entanto, durante a madrugada, chegou a ultrapassar os 97 dólares.

O Brent voltou a subir depois de ter caído mais de 9% na sexta-feira, para pouco mais de 90 dólares, depois do anúncio do Irão sobre a reabertura do Estreito de Ormuz em resposta ao cessar-fogo declarado no Líbano.

Entretanto, o preço do crude West Texas Intermediate (WTI), referência americana, subiu mais de 6%, para 88,9 dólares por barril.

A subida do Brent ao início da manhã ocorreu após uma nova escalada do conflito entre os Estados Unidos e o Irão e o agravamento das tensões no Estreito de Ormuz.

Estas tensões tiveram origem no ataque e na apreensão, por parte dos EUA, de um grande navio cargueiro iraniano no Golfo de Omã, enquanto este tentava contornar o bloqueio imposto por Washington aos portos iranianos.

Hoje de manhã, o Irão denunciou o ataque como uma violação do cessar-fogo entre Teerão e Washington e disse que respondeu com ataques de drones contra navios norte-americanos.

Este incidente ocorre antes da segunda ronda de negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irão no Paquistão, na qual participará o vice-presidente americano JD Vance.

O Irão recusa-se a participar até que os Estados Unidos suspendam o seu bloqueio marítimo.

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Lusa /

Exército israelita confirma que soldado destruiu uma estátua de Jesus no Líbano

O exército de Israel confirmou hoje que o soldado fotografado a destruir uma estátua de Jesus Cristo com um martelo numa aldeia cristã no sul do Líbano é um militar israelita.

"Após uma análise inicial, foi determinado que esta fotografia mostra um soldado israelita em missão no sul do Líbano", escreveram as Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês), na rede social X.

"Serão tomadas medidas apropriadas contra os envolvidos, de acordo com as conclusões da investigação", acrescentou o exército, assegurando que estava a tratar o assunto com "o máximo rigor".

As IDF reiteraram o compromisso de "ajudar a comunidade a recolocar a estátua no seu lugar" e afirmaram que não tinham "qualquer intenção de danificar as infraestruturas civis, incluindo edifícios ou símbolos religiosos".

A imagem tem circulado amplamente nas redes sociais desde que o jornalista palestiniano Yunis Tirawi a partilhou no domingo.

A fotografia ostra um soldado israelita, empunhando um longo martelo, a golpear o rosto de uma estátua de Jesus Cristo crucificado que tinha sido retirada da cruz, deixando-a de cabeça para baixo no chão. A fotografia foi tirada num espaço aberto, não dentro de uma igreja.

Segundo Tirawi e o jornal israelita Yedioth Ahronoth, a estátua estava localizada na aldeia de Debel, na região centro-sul do Líbano, que continua sob ocupação militar israelita.

As tropas israelitas permaneceram na zona e demoliram mais casas no domingo, de acordo com a agência de notícias oficial libanesa ANI.

Israel assumiu o controlo de várias áreas no sul do Líbano, um bastião do Hezbollah, depois de o movimento pró-Irão ter atacado Israel a 2 de março, em retaliação pela ofensiva israelo-norte-americana contra o Irão. Um cessar-fogo entrou em vigor no Líbano na sexta-feira.

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RTP /

Teerão disposto a conversar com Washington mas sem confirmar presença em Islamabad

O presidente da comissão de segurança nacional do parlamento iraniano, Ebrahim Azizi, declarou esta segunda-feira que Teerão vai manter conversações com Washington, mas sem confirmar presença em Islamabad, onde está prevista a chegada da delegação norte-americana.

"Depende se Teerão recebe sinais positivos. Nunca excluímos o princípio da negociação. Quem sabe, hoje ou amanhã (terça-feira), após uma avaliação mais atenta, possamos considerar enviar uma delegação, desde que a equipa de negociações norte-americana e as suas mensagens sejam positivas", disse, em entrevista à televisão Al Jazeera.

Azizi frisou que há `linhas vermelhas` que "devem ser respeitadas" e ameaçou Estados Unidos e Israel com consequências caso "tomem medidas contrárias aos interesses" da República Islâmica, considerando que ir ao Paquistão "não significa negociar a qualquer preço" nem aceitar qualquer proposta da outra parte.

O também ex-comandante da Guarda Revolucionária iraniana afirmou que "a questão do Líbano foi muito importante", acrescentando que "a libertação dos ativos [financeiros] congelados" pelas sanções internacionais é uma "das condições prévias".
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Presidente do Irão destaca importância da diplomacia e sublinha desconfiança em relação aos EUA

O presidente do Irão, Masoud Pezeshkian, afirmou esta segunda-feira que todos os caminhos racionais e diplomáticos devem ser utilizados para reduzir as tensões com os EUA, sublinhando que a vigilância e a desconfiança nas interações com Washington são uma "necessidade inegável", segundo a agência estatal IRNA.

Um cessar-fogo de duas semanas entre o Irão e os EUA expira esta quarta-feira, com representantes norte-americanos a chegarem a Islamabad para negociações com o Irão esta segunda-feira, enquanto Teerão ainda não anunciou se vai enviar uma delegação ao Paquistão.
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RTP /

Preço do petróleo subiu devido à tensão das últimas horas entre Estados Unidos e Irão

Os Estados Unidos apreenderam um navio iraniano e os mercados reagiram. O barril de petróleo Brent, referência para a Europa, voltou a aproximar-se dos 100 dólares. O preço do barril estava abaixo dos 90 dólares.
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RTP /

Hoje há uma descida no preço dos combustíveis em Portugal

O gasóleo deverá ficar mais barato 11 cêntimos e meio. A descida é mais tímida no caso da gasolina, cujo preço deverá descer 3 cêntimos. Esta é a segunda semana consecutiva sem aumentos.
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RTP /

Escalada de tensão. Drones iranianos atacam marinha americana após apreensão de navio

O comando militar do Irão acusa os Estados Unidos de violarem o cessar-fogo, ao terem apreendido um navio iraniano.

Teerão diz que essa ação é uma agressão direta e um ato de pirataria.

Por esse motivo, as forças iranianas retaliaram, atacando também alguns navios militares americanos com drones.

Tudo começou com a marinha norte-americana a travar e a tomar o controlo de um navio com bandeira iraniana.

Donald Trump anunciou na rede Truth Social que a embarcação tentou contornar o bloqueio americano aos portos iranianos e que a força naval americana impediu a passagem do navio, abrindo um buraco na casa das máquinas.

O barco, com o nome Touska, foi interceptado no Golfo de Omã, depois da tripulação ter recusado obedecer.
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RTP /

Irão rejeita participar nas negociações de paz com EUA previstas para hoje

A notícia foi avançada pela agência estatal de noticias iraniana horas depois de Trump ter anunciado o envio de uma comitiva para as conversações no Paquistão. O Irão acusa os Estados Unidos de violarem o cessar-fogo, ao terem apreendido um navio iraniano. A condição do Irão para voltar às negociações, passa pelo fim do bloqueio dos Estados Unidos aos navios iranianos.
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