Parlamento recomenda ao Governo alívio fiscal nos combustíveis e no gás e chumba IVA zero
O projeto de resolução da IL, entre várias recomendações ao Governo para responder à subida dos preços devido ao conflito no Médio Oriente, pede a redução do ISP de forma a "salvaguardar a neutralidade fiscal" em sede de IVA, a redução do IVA na bilha do gás, o reforço da oferta de transportes públicos e a reposição do IVA reduzido nos equipamento destinados à captação de energias renováveis.
A iniciativa - que não tem força de lei - foi aprovada com os votos a favor de Chega, PS, IL, PAN e JPP, abstenção do Livre e BE e votos contra de PSD, CDS-PP e PCP.
Foram rejeitadas outras dez iniciativas apresentadas pelo PS, Chega, IL, Livre, BE e PAN centradas no aumento do custo de vida, com especial incidência nos preços dos combustíveis e dos bens alimentares essenciais.
O PS, através de um projeto de resolução, e o Chega, BE e PAN, com projetos de lei, propunham a isenção de IVA num conjunto de bens alimentares essenciais.
A iniciativa dos socialistas, sem força de lei, que pedia também a redução do IVA dos combustíveis e do gás de 23% para 13% e a criação de um pacote de apoio a empresas de transporte de mercadorias e passageiros, foi chumbada com os votos contra do PSD, Chega e CDS-PP. A IL absteve-se.
Os projetos de lei no mesmo sentido de Chega, BE e PAN também ficaram pelo caminho, com os socialistas a absterem-se em todos os projetos, inviabilizando a sua aprovação em conjunto com os votos contra dos partidos do Governo. A IL apenas votou contra a iniciativa do BE.
O Chega levou ainda a votação a redução do IVA sobre os combustíveis para a taxa intermédia, os bloquistas propunham a descida do IVA dos combustíveis e do gás e o PAN queria um reforço da monitorização dos preços dos alimentos essenciais e o combate a condutas especulativas.
O Livre - que agendou o debate - apresentou dois projetos de resolução em que recomendava ao Governo a fixação das margens máximas de combustíveis e o reembolso integral do IVA pago em bens essenciais para famílias de baixos rendimentos.
O PCP viu rejeitada uma resolução em que recomendava ao Governo que aplicasse um sistema de controlo de preços dos produtos do cabaz alimentar, a fixação de margens máximas e a definição de um preço de referência nos combustíveis,
Conversações em risco? Irão só negoceia se houver cessar-fogo no Líbano
O Irão só vai participar nas negociações com os Estados Unidos se houver cessar-fogo no Líbano. A informação está a ser avançada pela agência de notícias iraniana.
Países do Atlântico Sul evitam contaminação bélica e vetam armas atómicas
Os países do Atlântico Sul dizem "não" à guerra no Irão e comprometem-se em manter a região livre de armas nucleares. No encontro, no Rio de Janeiro, exigiram ainda uma reforma urgente das Nações Unidas para que seja mais representativa e eficiente.
Vance espera negociações positivas com o Irão
"Estamos ansiosos pela negociação. Penso que será positiva", disse Vance aos jornalistas antes de partir de Washington para o Islamabad.
"Como disse o presidente dos Estados Unidos, se os iranianos estiverem dispostos a negociar de boa-fé, estaremos certamente dispostos a estender a mão", acrescentou Vance.
No entanto, deixou o alerta: "Se nos tentarem enganar, vão descobrir que a equipa de negociação não está muito recetiva."
Mais de dois milhões de mulheres deslocadas no Irão e Líbano
Segundo as autoridades locais, pelo menos 204 mulheres morreram em ataques no Irão - incluindo 168 raparigas no ataque à escola em Minab - e outras 102 no Líbano, sendo que este último número ainda não inclui as vítimas do intenso bombardeamento de 08 de abril ao território libanês, disse a porta-voz da ONU Mulheres, Sofia Calltorp, em uma conferência de imprensa em Genebra.
Foram também relatadas mortes de mulheres noutros países da região, incluindo o Bahrein, o Iraque, Israel, o Kuwait e os Emirados Árabes Unidos, assim como nos Territórios Palestinianos Ocupados, acrescentou.
Além disso, muitas mulheres e raparigas da região correm o risco de insegurança alimentar devido ao aumento dos preços e às perturbações nas cadeias de abastecimento.
Neste contexto, as organizações regionais de defesa dos direitos das mulheres estão cada vez mais ameaçadas numa altura de redução do espaço cívico em muitos países. Muitas ativistas "sofreram intimidação, detenções arbitrárias e, em alguns casos, violência letal", acrescentou Sofia Calltorp.
Hezbollah pede às autoridades libanesas que não façam "concessões gratuitas" a Israel
"Pedimos às autoridades que parem de fazer concessões gratuitas", disse Naim Qassem num comunicado escrito, cujo texto foi lido pelo canal de televisão do Hezbollah, Al-Manar. Denunciou os "crimes sangrentos" de Israel, incluindo os ataques aéreos maciços contra o Líbano na quarta-feira, que mataram mais de 300 pessoas.
Navios ligados ao Irão impulsionam o tráfego no Estreito de Ormuz
Três petroleiros – um superpetroleiro com capacidade para dois milhões de barris de crude, um petroleiro de abastecimento e um petroleiro mais pequeno – abandonaram as águas iranianas nas últimas 24 horas, com base em análises de dados separadas das plataformas Kpler e Lloyd’s List Intelligence.
Quatro navios graneleiros – incluindo um que carregou minério de ferro do Irão com destino à China – também zarparam no último dia, segundo os dados.
Israel planeia estabelecer mais de 30 colonatos na Cisjordânia
"O gabinete de segurança decidiu criar secretamente 34 novos colonatos", afirma um relatório da ONG anti assentamentos Paz Agora.
Estes 34 novos colonatos vão juntar-se aos 68 já estabelecidos pelo governo de direita de Benjamin Netanyahu desde a sua formação no final de 2022.
Hezbollah reivindica responsabilidade por ataque com mísseis contra base militar em Ashdod
Em comunicado, o grupo pró-Irão afirmou que esta foi uma "resposta" aos ataques mortais de quarta-feira em Beirute e no resto do Líbano, que fizeram mais de 300 mortos. Acrescentou que "esta resposta continuará até que a agressão cesse".
Países árabes saúdam decisão do Governo libanês de manter monopólio das armas
O secretário-geral da Liga Árabe, Ahmed Aboul Gheit, afirmou, em comunicado, que falou por telefone com o primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, a quem transmitiu apoio às “decisões corajosas tomadas pelo Governo libanês para fortalecer a plena autoridade do Estado na província de Beirute”.
A medida, anunciada na quinta-feira após uma reunião do Conselho de Ministros libanês, inclui também “limitar a posse de armas exclusivamente às forças estatais legítimas”, observou Aboul Gheit, sublinhando que tanto o Estado libanês como o Exército devem cumprir as suas responsabilidades na implementação da medida.
Por sua vez, o responsável do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), Jassim Mohamed al-Budaiwi, afirmou que a decisão “representa um passo importante para consolidar a soberania do Estado libanês e fortalecer as suas instituições legítimas”, algo que contribui para “proteger a segurança dos cidadãos e residentes”.
Depois de condenar os ataques israelitas de quarta-feira no Líbano, que também afetaram áreas densamente povoadas de Beirute, o secretário-geral da Liga Árabe reiterou “a necessidade de incluir o Líbano no acordo de cessar-fogo recentemente alcançado entre os Estados Unidos e o Irão”.
Aboul Gheit transmitiu ainda a Salam o seu apoio à decisão do seu Governo de iniciar negociações diretas com Israel para "alcançar uma solução duradoura”, expressando também a sua esperança de que “todas as partes envolvidas se comprometam a criar as condições adequadas para que estes esforços deem frutos e sejam bem-sucedidos”.
Kuwait acusa Teerão de ataque que atingiu instalações da guarda nacional
Em comunicado divulgado esta sexta-feira, o Ministério condenou “os ataques atrozes perpetrados pela República Islâmica do Irão e pelos seus aliados, incluindo fações, milícias e grupos armados afiliados, utilizando drones contra várias instalações vitais do Kuwait na noite de quinta-feira”.
A guarda nacional do Kuwait afirmou, na quinta-feira à noite, que uma das suas instalações sofreu “danos materiais significativos”, embora não tenha havido relatos de mortes.
“A continuidade destes ataques flagrantes da República Islâmica do Irão e dos seus aliados contra o Kuwait e outros países da região mina os esforços regionais e internacionais que culminaram recentemente no anúncio de um cessar-fogo entre os Estados Unidos e a República Islâmica do Irão”, referiu o Ministério dos Negócios Estrangeiros.
Os ataques da última noite aconteceram poucas horas depois de o Ministério da Defesa do Kuwait ter anunciado, em comunicado, que não se tinham registado “novos desenvolvimentos ou alterações operacionais” durante o dia.
Keir Starmer e Donald Trump discutiram opções militares para o Estreito de Ormuz
"Temos reunido uma coligação de países... a trabalhar num plano político e diplomático, mas também a analisar as capacidades militares e... a logística para a passagem de navios pelo Estreito", disse Starmer durante a sua visita ao Golfo.
"Esse foi o foco da discussão de ontem à noite: refletir sobre o que tenho discutido aqui, mas também focar-me num plano prático em relação à navegação pelo Estreito”, acrescentou o primeiro-ministro do Reino Unido sem fornecer mais detalhes.
Questionado sobre se tinha discutido com Trump as ameaças dos EUA de se retirarem da NATO, Starmer não respondeu diretamente, mas disse que a aliança era do interesse tanto dos EUA como da Europa.
"A NATO é uma aliança defensiva que, durante décadas, nos manteve muito mais seguros do que estaríamos de outra forma", disse.
Exército israelita afirma ter eliminado combatentes do Hezbollah
Em comunicado, as Forças de Defesa de Israel (IDF) disseram que as tropas da 91ª Divisão identificaram uma “célula” de combatentes nas proximidades das tropas que operavam na área no início da semana. O ataque matou um dos membros do grupo que se estava a abrigar "na vegetação" e atingiu um veículo que transportava outras pessoas que tentavam fugir, alegaram as Forças de Defesa de Israel.
Comer para ajudar: restaurantes em Lisboa apoiam deslocados no Líbano
Até 17 de abril, a associação Caram Portugal está a mobilizar restaurantes libaneses em Lisboa numa iniciativa solidária. Chama-se "Dine & Donate" e parte das receitas angariadas, nas refeições feitas nesses restaurantes aderentes, reverte para ajudar os deslocados da guerra no Líbano, que já ultrapassam o milhão. É comer para ajudar.
De acordo com as últimas contas das Nações Unidas, já morreram, nos ataques israelitas em território libanês, mais de 1500 pessoas, e o número de deslocados ultrapassa o milhão. É a esses, àqueles que tiveram de abandonar as casas onde viviam, que a Caram Portugal quer chegar. Bassima Jamaleddine, membro da associação, explica que a prioridade é garantir-lhes alimentos, abrigo e medicamentos. No fundo, falta tudo aos deslocados libaneses. "A nossa maior preocupação é a segurança das pessoas. Quando vemos famílias e crianças a dormir na rua, a nossa única prioridade é encontrarmos formas de diminuir o seu sofrimento", afirma.
Encontramos Bassima Jamaleddine à mesa do Sumaya, restaurante de comida libanesa no Príncipe Real, em Lisboa. É um dos restaurantes que aderem, até dia 17 de abril, à iniciativa "Dine & Donate", cujas verbas revertem para organizações que trabalham com os deslocados libaneses. "O valor vai totalmente para a ajuda humanitária. A Caram Portugal envia essas doações para organizações parceiras, de confiança, no Líbano. O dinheiro é usado para ajudar as famílias deslocadas, garantindo que elas têm o básico: comida, um lugar seguro para ficar e cuidados médicos", adianta.
A partir de Portugal, a mais de cinco mil quilómetros de distância, Bassima tenta ajudar como pode; Tarek Mabsoud, proprietário do Sumaya, também. "Esta iniciativa significa muito: é mexer-se, é fazer alguma coisa. É muito importante", considerou.
Tarek Mabsoud vive em Lisboa há 37 anos. Era pequeno quando veio com os pais, nos anos 80, para Portugal, mas nunca deixou a ligação ao Líbano. "Para mim, o Líbano são as pessoas e a maneira como fui acolhido tantas vezes. Não tenho palavras para descrever. Uma coisa que me surpreendeu sempre foi a generosidade das pessoas", explica. E entre elas está a avó, Sumaya - ela que dá o nome ao restaurante, ela que ensinou a Tarek Mabsoud os segredos da cozinha libanesa.
Resta ajudar quem ficou e, desta vez, ajudar significa comer, até 17 de abril, num dos oito restaurantes que aderem à iniciativa da Caram Portugal: o Sumaya, o Mesa, o Bal, o Touta, o Falafoliva, o The Happy Salad, o Maída e o Taza. Era o que Tarek Mabsoud gostava que acontecesse, também, no Médio Oriente. "Vamos largar as armas, vamos sentar-nos à mesa, comer e apoiar aqueles precisam de ser apoiados", concluiu.
TotalEnergies anuncia paragem da refinaria de Satorp, na Arábia Saudita devido a ataques
"Como medida de segurança", as unidades da plataforma, de propriedade conjunta da empresa saudita Aramco (62,5%) e da TotalEnergies (37,5%), "foram paralisadas" após "incidentes ocorridos durante a noite de 7 para 8 de abril, que danificaram uma das duas linhas de processamento da refinaria", lê-se.
Os responsáveis pelo conglomerado energético francês esclareceram que "não houve vítimas" resultantes das ofensivas sofridas no complexo industrial, junto à margem do golfo Pérsico.
Aeroportos europeus enfrentam escassez "sistémica" de combustível
Litro de gasóleo baixa 5,5 cêntimos e de gasolina 3 cêntimos na próxima semana
O preço dos combustíveis vai baixar na próxima semana. A descida contraria a tendência das últimas semanas mas está longe de anular os aumentos.
Os preços dos combustíveis em Portugal vão descer na próxima semana, com o gasóleo simples a recuar cerca de 5,5 cêntimos por litro e a gasolina 95 a baixar três cêntimos.
As previsões de evolução dos preços da Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis (ANAREC), a que a RTP teve acesso, têm já o valor do IVA incluído.
Com base nos valores atuais da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) e tendo em conta as previsões das descidas, a partir de segunda-feira o preço médio da gasolina simples 95 deverá situar-se nos 1,913 euros por litro, enquanto o gasóleo simples deverá fixar-se nos 2,090 euros por litro.
c/ Lusa
Líbano quer participar nas negociações de cessar-fogo em Washington
Segundo o responsável, “a posição do Líbano era de que um cessar-fogo era uma condição prévia para prosseguir negociações que visavam um acordo mais amplo com Israel”.
Líbano enfrenta crise de segurança alimentar
"O que estamos a testemunhar não é apenas uma crise de deslocação, mas está a tornar-se rapidamente uma crise de segurança alimentar", disse a diretora do Programa Alimentar Mundial no país, Allison Oman, falando por videoconferência a partir de Beirute.
Allison Oman alertou que os alimentos estão a tornar-se cada vez mais inacessíveis devido ao aumento dos preços e à crescente procura entre as famílias deslocadas.
Desde março. Quase 600 crianças morreram ou ficaram feridas no Líbano
Mais de 30 crianças foram mortas e quase 150 ficaram feridas na onda de bombardeamentos levada a cabo na quarta-feira pelas tropas israelitas, acrescentou a UNICEF.
“A UNICEF está a receber relatos de crianças que foram retiradas dos escombros, enquanto outras permanecem desaparecidas e separadas das suas famílias. Muitas estão traumatizadas, tendo perdido entes queridos, as suas casas e qualquer sensação de segurança. Em todo o país, mais de um milhão de pessoas foram desalojadas, incluindo cerca de 390 mil crianças, muitas pela segunda, terceira ou até quarta vez”, lê-se no comunicado da agência da ONU.
A UNICEF recorda que, “o direito internacional humanitário é claro: os civis, incluindo as crianças, devem ser protegidos em todos os momentos”.
"Forças de Defesa de Israel estão em estado de guerra"
“As IDF estão em estado de guerra, não estamos em cessar-fogo, continuamos a combater aqui neste sector, este é o nosso principal sector de combate. No Irão, estamos em cessar-fogo e podemos retomar os combates a qualquer momento, e de forma muito intensa”, afirmou Eyal Zamir, durante uma visita à localidade de Bint Jbeil, no sul do Líbano.
França e Paquistão condenam `violações do cessar-fogo no Líbano`
Os comentários, feitos após uma conversa telefónica na manhã desta sexta-feira, são significativos porque o Paquistão — que mediou o cessar-fogo entre os EUA e o Irão — afirmou que a trégua abrange o Líbano, uma alegação contradita pelos EUA e por Israel.
A França argumentou que o cessar-fogo deveria incluir o Líbano.
Dar e Barrot “destacaram a importância da plena implementação e do respeito pelo cessar-fogo” na sua conversa, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Paquistão.
Zelensky confirmou participação ucraniana no conflito contra o Irão
Zelensky fez o primeiro reconhecimento público das operações internacionais na quarta-feira, em declarações à imprensa que estiveram sob embargo até hoje de manhã.
Segundo o Presidente da Ucrânia, as forças de Kiev participaram em operações no estrangeiro utilizando aparelhos aéreos não tripulados de interceção de fabrico ucraniano, eficazes contra drones Shahed de fabrico iraniano utilizados pela Rússia na Ucrânia.
"Não se tratava de uma missão de treino ou de exercícios, mas sim de apoio na construção de um sistema de defesa aérea moderno que realmente funcionasse", disse Zelensky.
A Ucrânia participou nas operações defensivas antes do cessar-fogo provisório no Médio Oriente, alcançado entre o Irão e os Estados Unidos.
Zelensky não identificou os países envolvidos, mas afirmou que os efetivos ucranianos operaram "em várias nações", ajudando a reforçar os respetivos sistemas de defesa aérea.
Anteriormente, Zelensky tinha declarado que 228 especialistas ucranianos estiveram destacados na região do Médio Oriente.
Espanha pede ao Irão que negocie "de boa-fé"
"Encorajo o Irão, como já comuniquei ao seu Ministro dos Negócios Estrangeiros, a participar nestas negociações e a participar de boa-fé", disse Albares aos jornalistas, acrescentando que falou com o seu homólogo iraniano "anteontem" (quarta-feira) e pediu-lhe que parasse de "lançar mísseis e drones".
José Manuel Albares voltou a criticar Israel por continuar a bombardear o Líbano apesar do cessar-fogo: "O que está a acontecer no Líbano é uma vergonha para a consciência da humanidade. O nível de violência, a violação do direito internacional, do direito internacional humanitário, por parte de Israel, é inaceitável."
Hezbollah ataca colonatos israelitas com bombardeamentos de rockets
Num comunicado divulgado na rede social Telegram na manhã desta sexta-feira, o Hezbollah prometeu que “estes ataques continuarão até que a agressão israelo-americana contra o país e o povo cesse”.
Coreia do Sul envia representante especial a Irão por incertezas em Ormuz
O ministro dos Negócios Estrangeiros sul-coreano, Cho Hyun, acordou na quinta-feira à noite, num telefonema com o homólogo iraniano, Abbas Aragchi, o envio de um funcionário especial a Teerão "para tratar da situação no Médio Oriente e dos assuntos bilaterais" entre os países, de acordo com um comunicado ministerial.
De acordo com Seul, Aragchi "acolheu favoravelmente a iniciativa" das autoridades sul-coreanas e defendeu a necessidade de manter uma comunicação fluida, além de explicar a posição iraniana relativamente à "situação atual" na região, incluindo Ormuz.
Durante a conversa, Cho saudou o acordo de cessar-fogo, que "abriu caminho para o reinício da navegação no Estreito de Ormuz", e manifestou esperança de que as negociações entre as partes sejam concluídas com sucesso.
Neste sentido, o ministro sul-coreano salientou a necessidade de retomar "de forma rápida e segura" a livre navegação por Ormuz de todos os navios, incluindo os sul-coreanos, e instou Aragchi a "continuar a zelar pela segurança dos cidadãos coreanos no Irão".
O chefe da diplomacia iraniana esclareceu que a navegação pelo estreito de Ormuz "será possível, em coordenação com as Forças Armadas do Irão e tendo em conta as limitações técnicas existentes", desde que "a outra parte cumpra os compromissos durante o período de cessar-fogo".
No entanto, Aragchi salientou que a "base para o fim total da guerra em todas as frentes" passa pelo facto de "todas as partes respeitarem" o pacto de trégua, "tal como" referiu o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, mediador do conflito.
A Coreia do Sul importa cerca de 70% do petróleo bruto desta região em guerra, e mais de 95% do volume passa por Ormuz.
O país asiático elevou recentemente para o nível 3, o segundo mais alto, o alerta de crise de segurança energética.
Casa Branca avisou os funcionários do governo dos EUA para não fazerem apostas no mercado
O jornal disse que o anúncio foi feito um dia depois de o presidente norte-americano, Donald Trump, ter dito na Truth Social que iria ordenar aos militares que adiassem quaisquer ataques contra centrais elétricas e infraestruturas energéticas iranianas.
A Casa Branca já confirmou a autenticidade do alerta.
China autoriza refinarias estatais a utilizar reservas comerciais
Refinarias como a Sinopec e a China National Petroleum poderão utilizar os stocks comerciais mantidos em fábricas de processamento ou em instalações de armazenamento, acrescentou o relatório.
Crescimento das economias na Ásia-Pacífico desacelera para 5,1%
O conflito no Médio Oriente "agravou as tensões geopolíticas globais" e as "perturbações" no setor energético, "aumentando a inflação e travando ainda mais o crescimento em toda a região", indicou o BAD no seu principal relatório anual de perspetivas, Asian Development Outlook (ADO).
A instituição multilateral, com sede em Manila, antecipa que a guerra no Médio Oriente "afete negativamente as perspetivas dos países em desenvolvimento da Ásia e do Pacífico", cujo crescimento deverá moderar-se para 5,1%, tanto em 2026 como em 2027, num cenário otimista de "estabilização precoce".
Neste contexto, o BAD prevê um crescimento do PIB de 4,6% na China em 2026; de 6,9% na Índia; e de 4,7% no conjunto dos países do Sudeste Asiático.
No entanto, num cenário hipotético em que as perturbações no Médio Oriente se prolonguem até ao terceiro trimestre de 2026, o crescimento regional poderá cair para 4,7%, em 2026, e 4,8%, em 2027.
Paquistão prepara-se para receber delegações iranianas e americanas para negociações
Estes ataques israelitas são os mais mortíferos no Líbano, onde Israel luta contra o Hezbollah pró-Irão, desde o início da guerra no Médio Oriente, que começou a 28 de fevereiro com um ataque conjunto israelo-americano contra o Irão.
"A realização de negociações com o objetivo de pôr fim à guerra depende do respeito dos Estados Unidos pelos seus compromissos de cessar-fogo em todas as frentes, particularmente no Líbano", disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmail Baghai, conforme noticiado pela agência de notícias ISNA.
Na altura em que o cessar-fogo foi anunciado, o Paquistão, país mediador no conflito, afirmou que a trégua se aplicava "em todo o lado, incluindo o Líbano". Isto foi posteriormente negado tanto por Israel como pelos Estados Unidos.
Sob um forte esquema de segurança, Islamabad transformou-se numa cidade fantasma, onde as negociações serão realizadas num hotel de luxo.
O vice-presidente JD Vance vai liderar a delegação americana para as conversações sobre o Irão no sábado, ao lado do enviado especial Steve Witkoff e de Jared Kushner, genro de Donald Trump, anunciou a Casa Branca.
Maior flotilha de sempre para Gaza sai de Barcelona no domingo
Pretende ser "a maior missão marítima em defesa da Palestina" da história, com os organizadores a sublinharem que apesar de a atenção internacional se ter desviado de Gaza, Israel mantém o bloqueio ao território, assim como ataques, que se intensificaram também na Cisjordânia.
"À medida que a atenção mundial se deslocou para o conflito regional mais alargado, o regime israelita intensificou a sua agenda genocida, reforçando o cerco, restringindo a ajuda humanitária, expandindo os colonatos, acelerando a apropriação de terras, implementando uma lei de pena de morte de 'apartheid' que se aplica exclusivamente aos palestinianos e ocultando os seus crimes de guerra no meio do caos", defendeu a Flotilha Global Sumud, num comunicado divulgado na quarta-feira.
Para a organização, "cada barco, cada delegação, cada momento de ação cívica internacional pode ajudar a devolver a Palestina ao centro da atenção global".
A nova Flotilha Global Sumud deve sair no domingo de Barcelona com cerca de 70 barcos, mais 20 do que a anterior, a que partiu em outubro passado da mesma cidade e acabou intercetada pela marinha israelita, sem que nenhuma embarcação tenha conseguido aproximar-se de Gaza.
Mais de 70 países condenam ataques contra capacetes azuis e população civil no Líbano
Embaixadores de uma dezena de países expressaram "profunda preocupação com a escalada da tensão no Líbano desde 02 de março de 2026 e o impacto na segurança das forças de paz", na sequência da morte de três capacetes azuis indonésios e depois de militares de França, Gana, Nepal e Polónia terem ficado feridos.
As missões diplomáticas sublinharam que "as forças de paz nunca devem ser alvo de ataques" e alertaram que estes factos "podem constituir um crime de guerra", ao mesmo tempo que fizeram um "apelo à ONU para que continue a investigar todos os ataques".
Estas delegações também deram ênfase à "situação humanitária no Líbano, especialmente devido ao elevado número de vítimas civis, à destruição generalizada de infraestruturas e à deslocação em massa de mais de um milhão de pessoas".
Japão vai colocar no mercado 20 dias de reservas estratégicas de petróleo
A libertação, confirmada esta sexta-feira pela primeira-ministra, Sanae Takaichi, com início no início de maio, visa garantir que o arquipélago mantenha um abastecimento estável, segundo explicou a chefe do Governo numa reunião do Conselho de Ministros, avançou a estação japonesa de televisão NHK.
Guarda Revolucionária nega ter feito ataques na região durante cessar-fogo
Num comunicado divulgado pela agência iraniana Fars, o corpo militar de elite da República Islâmica afirmou que, caso o Exército ataque algum alvo, tal será anunciado de forma oficial e "corajosa".
A mensagem surge depois de o Kuwait, que tem sido alvo habitual dos ataques iranianos desde o início do conflito a 28 de fevereiro, anunciar ter intercetado nas últimas horas ‘drones’ e mísseis que se dirigiam contra infraestruturas energéticas no país.
A agência noticiosa estatal da Arábia Saudita, SPA, também noticiou ataques contra instalações energéticas horas antes, que provocaram a morte de uma pessoa.
A Guarda Revolucionária acrescentou que, se estas informações forem verdadeiras, "são obra do inimigo", em referência a Israel e aos Estados Unidos.
Portugal e mais oito países do sul da UE pedem trégua efetiva no Líbano e em toda a região
Num comunicado conjunto, os países MED9 apelam a "uma desescalada sustentada" e ao cumprimento da trégua em toda a região, incluindo no Líbano, para se poder "avançar nas negociações rumo a uma paz duradoura e sustentável".
"Preocupa-nos profundamente que, infelizmente, a violência continue em grande escala", acrescentaram os nove países (Chipre, Croácia, Eslovénia, Espanha, França, Grécia, Itália, Malta e Portugal).
Os ministros dos Negócios Estrangeiros ou seus representantes dos MED9, reuniram-se durante o dia em Split, na Croácia, na presença da comissária para o Mediterrâneo, Dubravka Suica, para abordar a situação de instabilidade na região mediterrânica e debater questões de segurança marítima, económica e energética.
O conflito, refere o comunicado final, é "inaceitável" e "pode deteriorar-se ainda mais, com repercussões importantes para a paz e a segurança regionais e mundiais".
Hezbollah dispara míssil e desencadeia alarmes em Israel
O Hezbollah disse ter atacado infraestruturas "militares israelitas" na cidade de Haifa, no norte do país, na noite de quinta-feira.
Israel e a milícia xiita libanesa apoiada pelo Irão, Hezbollah, trocaram tiros repetidamente na quinta-feira.