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Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito no Médio Oriente

Negociações de paz. Ainda não partiu nenhuma delegação iraniana para o Paquistão

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Negociações de paz. Ainda não partiu nenhuma delegação iraniana para o Paquistão

Teerão avançou que ainda não partiu nenhuma delegação iraniana para o Paquistão para participar nas conversações de paz com os EUA. Já a imprensa norte-americana afirmou que JD Vance vai sair hoje rumo a Islamabad para retomar as negociações. O cessar-fogo termina esta quarta-feira e Trump já avisou que sem acordo, será "altamente improvável" prolongá-lo. Acompanhamos aqui, ao minuto, o evoluir da situação.

Cristina Sambado, Joana Raposo Santos, Ana Sofia Rodrigues - RTP /

Paquistão prepara-se para a segunda ronda de negociações. Foto: Majid Asgaripour - WANA via Reuters

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Colonos israelitas disparam contra palestinianos na Cisjordânia

O Crescente Vermelho Palestiniano anunciou esta terça-feira a morte de duas pessoas, incluindo um adolescente, que foram baleadas durante um ataque de colonos israelitas a uma aldeia na região central da Cisjordânia ocupada.

Num breve comunicado, o Crescente Vermelho reportou duas mortes, "uma de 13 anos e outra de 32, e quatro feridos por munições reais durante um ataque de colonos à aldeia de Al-Moughayer, perto de Ramallah". "Os feridos foram levados para o hospital", acrescentou o comunicado.

Quando contactado pela AFP, o exército israelita, que ocupa a Cisjordânia desde 1967, indicou que estava a investigar os factos.
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RTP /

Exército israelita emite nova ameaça para os residentes do sul do Líbano

O exército israelita emitiu uma ameaça aos residentes do sul do Líbano, alertando-os para “não se deslocarem para sul da linha das aldeias indicada e dos seus arredores” num mapa.

“Além disso, aproximar-se da área do Rio Litani, Wadi Salhania e Saluki não é permitido”, acrescentou o seu porta-voz numa publicação nas redes sociais, enumerando uma série de aldeias que os residentes foram alertados para não atravessarem ou regressarem.
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RTP /

Amnistia Internacional considera que Portugal violou direito internacional humanitário

A violação aconteceu, diz a Amnistia, por Portugal ter permitido a escala de três caças na base das lajes que foram vendidos a Israel pelos Estados Unidos.

Foto: António Araújo - AFP

No relatório anual, a Amnistia destaca ainda os crimes de ódio e, por exemplo, a escassez de habitação como pontos que mais preocupam em Portugal.

No mundo, concluiu que o ano 2025 ficou marcado por ataques às relações internacionais, ao direito internacional e à sociedade civil.

A organização afirma que os líderes mundiais têm sido submissos e critica, em concreto, a União Europeia por apaziguar os ataques dos Estados Unidos ao direito internacional.

A Amnistia alerta ainda que o mundo já vive um novo tempo que é racista, patriarcal e de anti direitos.

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Após 50 dias em terra
RTP /

Iran Air vai retomar voos domésticos na quarta-feira

A Iran Air anunciou a retoma dos seus voos domésticos a partir de quarta-feira, pondo fim a uma paralisação de 50 dias provocada pela guerra, informou a agência de notícias Tasnim.

A primeira rota a voltar a operar será o corredor Teerão-Mashhad, com os voos de regresso a serem também retomados no mesmo dia
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RTP /

Irão condena destruição de locais de minorias religiosas nos ataques dos EUA e Israel

O Alto Conselho de Direitos Humanos do Irão condenou os ataques dos EUA e de Israel contra locais religiosos, culturais e históricos em todo o país, afirmando que os ataques revelam uma tentativa deliberada de destruir símbolos de minorias religiosas no Irão, segundo a agência de notícias estatal IRNA.

A declaração afirmou que a destruição direcionada da Sinagoga Judaica de Teerão, um local histórico de culto, bem como os graves danos na Catedral Ortodoxa de São Nicolau e na Igreja Ortodoxa Grega de Santa Maria, ultrapassaram as violações do direito internacional humanitário e equivalem a um ataque à liberdade fundamental de crença.

“Estes ataques não só demonstram o completo desrespeito destes regimes agressores pelos direitos humanos básicos e pelas normas internacionais, como também evidenciam uma intenção sinistra de eliminar os símbolos de identidade das minorias religiosas no Irão”, referiu o comunicado.

Acrescentou ainda que as minorias religiosas do Irão “usufruem sempre dos seus direitos religiosos dentro da estrutura das leis e do respeito mútuo”.
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Após atravessar Mar Arábico
RTP /

Petroleiro iraniano conseguiu contornar bloqueio dos EUA

Teerão afirmou que um petroleiro iraniano conseguiu entrar nas águas territoriais do país na noite passada, apesar das repetidas ameaças dos militares norte-americanos.

“Apesar dos múltiplos avisos e ameaças da força-tarefa naval do Exército dos EUA… o petroleiro iraniano Sili City, com o apoio operacional da Marinha do Exército… entrou em águas territoriais iranianas na noite passada, após atravessar o Mar Arábico”, afirmou o gabinete de relações públicas do Exército num comunicado divulgado pela agência de notícias iraniana Mehr.

O petroleiro “está ancorado há várias horas numa das zonas de fundeio dos portos do sul da República Islâmica do Irão”, prosseguiu o comunicado.
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Cristina Sambado - RTP /

Ortega acusa Trump de "instabilidade mental" por lançar guerra com o Irão

O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, acusou o seu homólogo norte-americano, Donald Trump, de sofrer de "instabilidade mental" por ter lançado uma guerra contra o Irão que abalou o Médio Oriente e a economia global.

Jairo Cajina - El 19 Digital via AFP

O antigo guerrilheiro de extrema-esquerda, cujo governo é acusado de tendências autoritárias por Washington e por várias organizações internacionais, vinha adotando até então um tom moderado em relação ao ocupante da Casa Branca após a ofensiva iniciada a 28 de fevereiro.

"A guerra travada desta forma pelo presidente norte-americano é típica de alguém que perdeu a cabeça e pensa que pode cometer qualquer ato, qualquer crueldade", declarou Ortega durante uma cerimónia em Manágua transmitida na segunda-feira pelos meios de comunicação estatais.

"É um problema, sejamos francos, de desequilíbrio mental. Como dizemos aqui, ele não está no seu perfeito juízo", acrescentou o líder latino-americano, que criticou ainda Donald Trump por publicar uma imagem sua como Jesus Cristo na plataforma Truth Social.

Ele publicou uma fotografia sua vestido de Cristo, a realizar curas. Quantas pessoas curou realmente? O povo americano e os povos do mundo vão responsabilizá-lo por quantas pessoas matou”, vociferou o presidente da Nicarágua.

Daniel Ortega, antigo líder da guerrilha sandinista que derrubou a ditadura na Nicarágua em 1979, aliado da União Soviética e de Cuba durante a Guerra Fria regressou ao poder em 2007, após eleições contestadas pela comunidade internacional.

No seu discurso, Ortega, que governa o país com a sua mulher Rosa Murillo, denunciou ainda as recentes sanções americanas contra dois dos seus filhos, acusados de participar numa tomada de poder no país. “Estão a ficar sem pessoas para sancionar”, ironizou.No passado domingo, membros da comunidade nicaraguense na Costa Rica e nos Estados Unidos pediram justiça no oitavo aniversário da repressão de uma manifestação que fez mais de 300 mortos em Manágua.

Durante o governo de Daniel Ortega, centenas de milhares de nicaraguenses foram forçados ao exílio, incluindo figuras políticas, intelectuais, líderes religiosos, estudantes, líderes sociais e jornalistas.

c/Agências 
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RTP /

Primeiros funerais coletivos para combatentes do Hezbollah no sul do Líbano

O Hezbollah, um grupo pró-Irão, está a realizar esta terça-feira funerais coletivos para 44 combatentes, os primeiros no sul do Líbano desde o início da guerra com Israel, a 2 de março, após a implementação de um cessar-fogo na sexta-feira.

Os funerais incluirão 15 combatentes e um civil na aldeia de Qlayleh e outros 29 combatentes na aldeia de Kfarsir, detalhou o movimento xiita pró-Irão em comunicado, sem especificar o número total das suas baixas em ataques aéreos israelitas e em combates com tropas que entraram em zonas do sul.

Um cortejo fúnebre passará por várias aldeias antes do enterro, que, segundo o Hezbollah, permitirá que "as almas abençoadas regressem à terra do sul".

Nos subúrbios do sul de Beirute, quatro combatentes do Hezbollah foram sepultados na segunda-feira, segundo um fotógrafo da AFP, na presença de dezenas de familiares e apoiantes, incluindo mulheres e crianças, que transportavam retratos dos falecidos.

Outros três combatentes do grupo armado foram sepultados na segunda-feira em três locais diferentes no Vale do Bekaa, no leste do país, de acordo com o canal de televisão Al-Manar, afiliado do Hezbollah.

Alguns destes combatentes mortos durante a guerra tinham sido inicialmente sepultados temporariamente fora do sul, uma prática muçulmana xiita permitida em circunstâncias excecionais.

Os ataques aéreos e os combates israelitas fizeram 2.387 mortos e um milhão de deslocados no país desde o início de março, segundo um balanço oficial, que não especifica se estes números incluem civis ou combatentes.

Este número inclui pelo menos 274 mulheres e 177 crianças, de acordo com o Ministério da Saúde libanês.
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Afirma deputado iraniano
RTP /

Negociações com os EUA são "inaceitáveis"

O deputado iraniano Mohammad Reza Mohseni Sani, membro da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento, lançou novas dúvidas sobre as negociações com os EUA.

Em declarações divulgadas pela agência de notícias iraniana Mehr, afirmou que “as negociações não são aceitáveis” na “situação atual”, acusando os EUA de serem “excessivamente exigentes” e de perseguirem objetivos ocultos para benefício próprio.

“Dadas as condições atuais, as recentes agressões e o historial que temos com os Estados Unidos em negociações anteriores, a próxima ronda de negociações está, se Deus quiser, descartada”, disse.
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Em troca de criptomoedas
RTP /

Mensagens fraudulentas oferecem passagem segura aos navios pelo Estreito de Ormuz

Mensagens fraudulentas que prometem a passagem segura pelo Estreito de Ormuz em troca de criptomoedas foram enviadas para algumas companhias de navegação cujos navios estão retidos a oeste da via navegável, alertou a empresa grega de gestão de riscos marítimos MARISKS.

Os EUA mantêm o bloqueio aos portos iranianos, enquanto o Irão suspendeu e reimpôs o bloqueio ao Estreito de Ormuz, por onde passava cerca de um quinto do petróleo e gás natural liquefeito do mundo antes do início da guerra no Médio Oriente.

Em plenas negociações de cessar-fogo, Teerão, que controla o ponto de estrangulamento, propôs a cobrança de portagens para que os navios possam transitar em segurança.

Na segunda-feira, a MARISKS emitiu um alerta avisando os armadores de que agentes desconhecidos, alegando representar autoridades iranianas, enviaram mensagens a algumas empresas de navegação exigindo taxas de trânsito em criptomoedas, Bitcoin ou Tether, para "libertação".

"Estas mensagens específicas são um golpe", afirmou a empresa, acrescentando que a mensagem não foi enviada pelas autoridades iranianas.

Não houve comentários imediatos de Teerão.

Centenas de navios e cerca de 20 mil tripulantes permanecem retidos no Golfo.

A 18 de abril, quando o Irão abriu brevemente o estreito sob controlo, os navios tentaram passar, mas pelo menos dois deles, incluindo um petroleiro, relataram que embarcações iranianas dispararam contra eles, forçando-os a regressar.

A MARISKS afirmou acreditar que pelo menos um dos navios, que tentou sair do estreito no sábado e foi atingido por tiros, foi vítima do golpe.

A Reuters não conseguiu verificar as informações nem rastrear as empresas que receberam a mensagem.

"Após o fornecimento dos documentos e a avaliação da sua elegibilidade pelos Serviços de Segurança Iranianos, poderemos determinar a taxa a pagar em criptomoeda (BTC ou USDT). Só então a sua embarcação poderá transitar pelo estreito sem impedimentos no horário pré-acordado", dizia a mensagem citada pela MARISKS.
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RTP /

Presidência da UE quer evitar filas nos postos de combustível perante eventuais problemas

A presidência do Conselho da União Europeia (UE), assumida este semestre por Chipre, disse hoje querer evitar filas nas bombas de gasolina caso o bloco comunitário tenha problemas de abastecimento de combustível devido ao conflito no Médio Oriente.

“Temos diante de nós a possibilidade - e sublinho a palavra possibilidade - de uma escassez de combustível para transporte. Esta crise geopolítica em evolução no Médio Oriente destacou que a Europa pode enfrentar problemas de abastecimento de combustível a curto prazo e isto é algo que precisamos discutir”, disse o ministro dos Transportes, Comunicações e Obras de Chipre, Alexis Vafeades, em Bruxelas.

Em declarações à imprensa antes de uma reunião informal dos ministros dos Transportes da UE centrada nos impactos conflito no Irão, causado pelos ataques norte-americanos e israelitas, o governante cipriota defendeu que a União deve “estar consciente da situação”.

“Mas também temos, a médio e longo prazo, uma questão de procura que precisa de ser neutralizada. Para ser claro, o que quero dizer é que precisamos de estar preparados para evitar filas nos postos de combustível caso isto venha a acontecer, mas também precisamos de eliminar de forma permanente a possibilidade de existirem filas nos postos - e isso faz parte da discussão que espero que tenhamos hoje”, acrescentou Alexis Vafeades.

Questionado sobre eventual escassez de combustível para a aviação, dados os alertas do setor, o ministro de Chipre rejeitou que a UE esteja “numa situação perigosa”.

“Não chegámos a esse ponto, estamos apenas perante uma possibilidade, mas se isso vier a acontecer afetará a conectividade e todos os cidadãos e, portanto, temos de estar atentos e preparados, esse é o ponto principal”, adiantou.
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RTP /

Conduta de Israel no Líbano é "totalmente inaceitável", afirma MNE da Bélgica

As ações de Israel no Líbano são "totalmente inaceitáveis", afirmou esta terça-feira o ministro belga dos Negócios Estrangeiros, Maxime Prevot, antes de uma reunião com os homólogos da UE no Luxemburgo.

"A conduta de Israel é totalmente inaceitável. É claro que devemos condenar firmemente os ataques iniciais do Hezbollah, que, ao procurar mostrar solidariedade com o Irão, arrastaram o Líbano para uma guerra que este não queria, assim como a resposta desproporcionada e indiscriminada de Israel", afirmou.
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RTP /

Ainda não partiu nenhuma delegação iraniana para o Paquistão

A televisão estatal iraniana avançou hoje que ainda não partiu nenhuma delegação iraniana para o Paquistão para participar nas conversações de paz com os EUA.

"Até ao momento, nenhuma delegação iraniana partiu para Islamabad, no Paquistão, quer se trate de uma delegação principal ou secundária", referiu.

A imprensa de Teerão vem, assim, desmentir notícias internacionais que anunciavam a viagem de representantes iranianos a Islamabad e horários previstos para as conversações entre os EUA e o Irão.
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RTP /

Irão responderá a qualquer nova ação hostil

As forças armadas do Irão estão prontas para dar uma "resposta imediata e decisiva" a qualquer nova ação hostil por parte dos seus adversários, disse esta terça-feira um alto comandante militar iraniano, segundo a agência de notícias semioficial Tasnim.

Um cessar-fogo de duas semanas entre o Irão e os EUA expira esta quarta-feira. Os dois países acusam-se mutuamente de violar o cessar-fogo e ambos reforçaram o controlo sobre o trânsito marítimo no Golfo.

Ali Abdollahi, comandante do Quartel-General Central de Khatam al-Anbiya, afirmou que Teerão mantém a vantagem no campo militar, incluindo na gestão do Estreito de Ormuz, e não permitirá ao presidente norte-americano "criar narrativas falsas sobre a situação no terreno".

Ali Abdollahi acrescentou ainda que a Guarda Revolucionária Islâmica do Irão levou Israel e os EUA "ao desespero e à exaustão, forçando-os a solicitar desesperadamente um cessar-fogo".
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RTP /

Israel afirma que Hezbollah libanês será desarmado por "meios militares e diplomáticos"

Israel pretende desarmar o Hezbollah por "meios militares e diplomáticos", declarou esta terça-feira o ministro israelita da Defesa, Israel Katz.

"O objetivo estratégico da campanha no Líbano é o desarmamento do Hezbollah (...) através de uma combinação de medidas militares e diplomáticas", afirmou o ministro, numa cerimónia que comemorava o dia nacional em homenagem aos soldados mortos nas guerras de Israel.

Um cessar-fogo marcado por vários incidentes entrou em vigor na sexta-feira entre Israel e o movimento pró-Irão Hezbollah, e novas negociações "diretas" entre o Líbano e Israel vão decorrer esta quinta-feira em Washington, cerca de dez dias depois da primeira sessão, informou um funcionário do Departamento de Estado norte-americano à AFP esta segunda-feira.

Mas o ministro da Defesa ameaçou o Governo libanês com a continuidade das operações militares caso "continue a desrespeitar as suas obrigações".

"Responderemos na mesma moeda a qualquer ataque" vindo do Líbano, disse Israel Katz.

"O objetivo estratégico da campanha no Líbano é desarmá-lo (...) através de uma combinação de medidas militares e diplomáticas", afirmou Katz. Na segunda-feira, um porta-voz do exército israelita em árabe alertou os residentes de várias aldeias no sul do Líbano para não regressarem, afirmando que as atividades do Hezbollah na zona violavam o cessar-fogo.
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RTP /

Irão executa homem acusado de ligações à Mossad

O Irão executou um homem acusado de ser líder de uma rede ligada ao serviço de informações israelita Mossad e de incendiar uma mesquita em Teerão durante os protestos de janeiro, informou o portal de notícias do poder judicial Mizan.

O Mizan identificou o homem como Amirali Mirjafari, afirmando que tinha sido condenado por incendiar a mesquita Qolhak, em Teerão, e por liderar atividades contra a segurança.

A sua sentença de morte foi confirmada pelo Supremo Tribunal e executada esta terça-feira, acrescentou o Mizan.
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Alerta Agência Europeia da Energia
RTP /

Mundo está a viver a "pior crise" energética da história

A guerra entre os EUA e Israel contra o Irão está a criar a pior crise energética alguma vez enfrentada pelo mundo, afirmou o responsável da Agência Internacional de Energia (AIE), que aconselha 32 países membros em matéria de abastecimento e segurança energética.

“Esta é, de facto, a maior crise da história”, disse Fatih Birol à rádio France Inter numa entrevista transmitida na manhã desta terça-feira.

“A crise já é enorme, se juntarmos os efeitos da crise do petróleo e da crise do gás com a Rússia.”

Birol afirmou que serão necessários cerca de dois anos para recuperar a produção de energia perdida no Médio Oriente devido à guerra.

Em resposta aos ataques dos EUA e de Israel contra o Irão no final de fevereiro, Teerão fechou efetivamente o Estreito de Ormuz às embarcações, permitindo a passagem apenas de um número relativamente reduzido de navios de países “amigos”, como a China, a Malásia e o Paquistão.

O encerramento efetivo do estreito, por onde passa normalmente cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo, e os danos nas infraestruturas regionais provocaram a maior disrupção no mercado petrolífero global da sua história, acrescentou a AIE (Agência Internacional de Energia).

Isto levou a receios de uma recessão global e fez com que os preços globais da energia disparassem, levando os países a implementar o racionamento de combustível e restrições ao consumo de eletricidade.

Os EUA continuam a bloquear o estreito depois de terem apreendido um navio cargueiro de bandeira iraniana no domingo, prolongando ainda mais o sofrimento económico sentido em todo o mundo, especialmente pelos países mais pobres que dependem da importação de energia.
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Lusa /

Preço do petróleo Brent cai 1,55% à espera de negociações entre EUA e Irão

O preço do petróleo Brent estava hoje a cair 1,55, com os mercados à espera de saber se os Estados Unidos (EUA) e o Irão se voltarão a reunir para negociações de paz no Paquistão.

O preço do petróleo Brent, que serve de referência para a Europa, caía 1,55% e estava a ser negociado a 93,98 dólares (79,82 euros) no mercado de futuros de Londres, às 07:00 (mesma hora em Lisboa), de acordo com dados da Bloomberg.

O crude West Texas Intermediate, usado como referência nos EUA, também caiu 1,75% para 85,89 dólares (72,95 euros) por barril, acrescentou a agência de notícias financeiras.

O Brent para entrega em junho tinha recuperado acentuadamente na segunda-feira, com uma subida superior a 5%, no meio de uma nova escalada de tensões entre os Estados Unidos e o Irão.

Isto depois de Teerão ter voltado a fechar o estreito de Ormuz, na sequência do ataque e apreensão, por parte da Marinha norte-americana, de um navio cargueiro de bandeira iraniana que tentou atravessar o bloqueio naval imposto por Washington.

Neste contexto de tensões renovadas entre os dois países, que ameaçam as negociações de paz, o presidente do parlamento iraniano, que lidera a delegação de Teerão nas conversações com os Estados Unidos, advertiu hoje que não aceitarão "negociações à sombra das ameaças".

Mohammad Bagher Qalibaf voltou a denunciar as violações do cessar-fogo vigente pelos EUA e o bloqueio naval imposto aos portos iranianos, e afirmou que o Irão está a preparar novas estratégias para retomar o conflito armado.

Os futuros das principais bolsas europeias registaram uma ligeira subida na aberta da sessão de hoje.

Às 07:30 (06:30 em Lisboa), os futuros da Bolsa de Frankfurt subiam 0,5%, os da Bolsa de Londres 0,23%, enquanto e o índice Euro Stoxx 50, que acompanha o desempenho das 50 maiores empresas por capitalização bolsista na zona euro, registava uma subida de 0,51%.

Antes da abertura das bolsas europeias, os mercados asiáticos apresentaram resultados mistos, com o índice Shanghai Composite a cair 0,07%, enquanto o Nikkei de Tóquio subiu 1,14% e o Hang Seng de Hong Kong ganhou 0,4%.

Os futuros dos EUA subiram ligeiramente depois de terem fechado em baixa ligeira na segunda-feira.

O euro desvalorizou, negociando a 1,178 dólares, enquanto o ouro caiu 0,5% para 4.796,94 dólares (4.074,47 euros) e a prata negociava a 79,32 dólares (67,37 euros), com uma queda de 0,51%.

O Bitcoin, a moeda digital mais popular no mundo, caiu 0,57% para 75.879,1 dólares (64.451,71 euros).

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Conselho de Segurança da ONU condena morte de militar francês no Líbano

Os membros do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) condenaram o ataque que matou um soldado francês e feriu outros três no Líbano, dois em estado grave, no sábado.

Expressando as "mais profundas condolências" às famílias das vítimas, os 15 membros do Conselho reiteraram, em comunicado divulgado na segunda-feira, que "os soldados da paz nunca devem ser alvo de ataques" e pediram que os responsáveis ​​sejam "levados à justiça sem demora".
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Ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia discutem suspensão de acordo de associação com Israel

Os ministros dos Negócios Estrangeiros (MNE) da União Europeia (UE) reúnem-se hoje no Luxemburgo para discutir a suspensão do acordo de associação com Israel e tentar desbloquear o 20.º pacote de sanções à Rússia.

A reunião começa às 10h15, no Luxemburgo, e terá quatro pontos de agenda: os atuais acontecimentos no Médio Oriente, com uma intervenção do primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, a guerra na Ucrânia, o Cáucaso do Sul e a situação no Sudão.

O Governo português estará representado na reunião pela secretária de Estado dos Assuntos Europeus, Inês Domingos.

No que se refere ao Médio Oriente, um dos principais temas em discussão é a suspensão do acordo de associação entre a UE e Israel, que tem sido frequentemente contestado desde o início da guerra na Faixa de Gaza, mas que voltou à ordem do dia com a ofensiva israelita no Líbano, a extensão de colonatos na Cisjordânia e a aprovação, no parlamento israelita, da pena de morte para palestinianos condenados por ataques terroristas.
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Pelo menos quatro pessoas morreram em Gaza após ataques das forças israelitas

Pelo menos quatro pessoas foram mortas hoje em novos ataques do exército israelita contra o sul da Faixa de Gaza, segundo fontes do jornal palestiniano Filastin.

O jornal refere que pelo menos três pessoas foram mortas na sequência de um ataque com um aparelho aéreo não tripulado (drone) na zona de Al Amal, Khan Yunis, no sul de Gaza.

As mesmas informações sobre o ataque com drone foram igualmente difundidas pela agência de notícias palestiniana WAFA que identificou as vítimas.

Segundo o jornal Filastin, além dos três mortos no sul do enclave palestiniano, uma residente de Beit Lahia, norte de Gaza, foi vítima de disparos das forças de Israel.

O Exército israelita ainda não se pronunciou sobre estes ataques.
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Ministros dos Transportes da União Europeia discutem hoje impactos do conflito no Médio Oriente

A maior preocupação é a pressão que a crise dos combustíveis pode ter na aviação, assim como as perturbações nas rotas e os riscos para a logística global. 

Miguel Pinto Luz, o ministro das Infraestruturas, participa neste encontro por videoconferência. Ontem, o ministro garantiu que a TAP não enfrenta uma crise de abastecimento de jet fuel. 

Amanhã, a Comissão Europeia deverá apresentar um pacote de medidas para aliviar a crise energética.
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“Novas cartas” se ataques forem retomados

O presidente do parlamento iraniano afirma que Teerã está preparando "novas cartas na manga" caso os combates com os EUA sejam retomados.
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JD Vance deverá deslocar-se hoje para o Paquistão

Os media nos Estados Unidos afirmam que JD Vance vai sair esta terça-feira dos EUA rumo ao Paquistão com o intuito de retomar as negociações de paz com o Irão. 

Já ontem havia a indicação de que Vance estaria a caminho, que foram entretanto desmentidas. Hoje, volta a haver notícias nesse sentido.
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Negociações em dúvida

Os media nos Estados Unidos afirmam que JD Vance vai sair esta terça-feira dos EUA rumo ao Paquistão com o intuito de retomar as negociações de paz com o Irão. No entanto, não há confirmação por parte do Irão de que vá participar. O cessar-fogo termina esta quarta-feira e Trump já visou que sem acordo, será “altamente improvável” prolongá-lo.

Fontes da CNN avançam que a segunda ronda de negociações poderão decorrer na quarta-feira.
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"É altamente improvável que o prolongue"
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Donald Trump. Cessar-fogo termina quarta-feira e é "altamente improvável" prolongá-lo sem acordo

O presidente norte-americano, Donald Trump, disse que considera agora o cessar-fogo com o Irão irá terminar "na noite de quarta-feira, hora de Washington", mas que é "altamente improvável" que o prolongue caso não seja alcançado um acordo.

O cessar-fogo estava originalmente previsto para expirar na noite de terça-feira, hora do leste dos EUA.

"É altamente improvável que o prolongue", disse Trump à Bloomberg numa entrevista por telefone. O cessar-fogo estava originalmente previsto durar duas semanas e começou na noite de 7 de abril.

"Não me vou precipitar num mau acordo. Temos todo o tempo do mundo", disse Trump na entrevista.

Quando questionado se esperaria que os combates recomeçassem imediatamente caso não chegassem a acordo, Trump respondeu: "Se não houver acordo, certamente esperaria".

Anteriormente, Trump tinha demonstrado hesitação em relação à possibilidade de prolongar o cessar-fogo. Durante uma sessão de perguntas e respostas com jornalistas, na semana passada, foi questionado cinco vezes sobre a possibilidade de prolongar o cessar-fogo e ofereceu três respostas diferentes.

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