Netanyahu garante "total liberdade de ação" de exército israelita contra ameaças no Líbano

Netanyahu garante "total liberdade de ação" de exército israelita contra ameaças no Líbano

Israel ocupa atualmente cerca de 570 quilómetros quadrados de território libanês.

Inês Moreira Santos - RTP / Adicionar como fonte informativa
Ronen Zvulun - Reuters

Num comunicado em vídeo, Benjamin Netanyahu anunciou que os soldados israelitas “destacados no sul do Líbano têm total liberdade de ação para neutralizar qualquer ameaça direta ou potencial contra eles ou contra os residentes do norte de Israel".

"O exército israelita não está sujeito a quaisquer restrições sobre este assunto", acrescentou Netanyahu, insistindo ainda que Israel vai manter-se na “faixa de segurança (...) durante o tempo que for necessário” para proteger “os habitantes do norte e todos os cidadãos do país”.
O exército israelita suspendeu, já esta segunda-feira, as restrições de segurança em oito comunidades próximas à fronteira com o Líbano.

Um alto funcionário da segurança libanesa disse à agência de notícias Reuters que a adesão ao cessar-fogo tem sido “quase total” desde a noite de sábado, mas afirmou que um tanque israelita disparou mísseis contra uma vila perto da cidade costeira de Tiro e que as forças de Israel lançaram granadas de efeito moral em outros dois locais no início do dia.

Também esta manhã, o ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, que está entre os que criticaram duramente o acordo Estados Unidos - Irão, afirmou que se “o Líbano permitir que o seu território seja transformado numa base terrorista contra o Estado de Israel, Beirute terá de entender que não pode continuar a agir como se nada estivesse a acontecer”.

“Quem optar pela guerra contra Israel deverá arcar com as consequências. A minha posição é que não podemos tolerar uma única lágrima de uma mãe israelita, mesmo que haja lágrimas de mil mães libanesas, e precisamos continuar”, declarou num discurso no Knesset, o parlamento israelita. 

“Apoio o vice-presidente [dos EUA], mas estou mais comprometido com os nossos soldados e os nossos cidadãos. É com eles que estamos comprometidos. Quero agradecer aos norte-americanos, mas a nossa linha vermelha está a prejudicar soldados e civis”, acrescentou.

Apesar do memorando de entendimento alcançado entre os Estados Unidos e o Irão na semana passada, que inclui a frente libanesa, o Governo de Israel reivindicou o direito de o país continuar a ocupar território do Líbano e a trocar fogo com o movimento xiita libanês Hezbollah, aliado de Teerão.

Este ponto de fricção, que por diversas vezes fez perigar as negociações para o fim da guerra no Médio Oriente, tinha parecido abrandar no fim de semana, quando Israel reduziu a intensidade e a frequência dos seus ataques em território libanês, após uma trégua não-oficial com o Hezbollah, anunciada na tarde de sexta-feira.

O número de mortos da ofensiva israelita no Líbano, desde 2 de março, atingiu os 4.106, ao passo que o número de feridos é 12.153, segundo dados recentes, divulgados pelas autoridades libanesas este domingo.

C/agências
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