Última Hora
BCE sobe juros em 25 pontos base pela segunda vez este ano

Nova espécie de polvo de águas profundas descoberta nas Ilhas Galápagos

Nova espécie de polvo de águas profundas descoberta nas Ilhas Galápagos

Cientistas descobriram uma nova espécie de polvo a quase 1.800 metros de profundidade, perto das Ilhas Galápagos, de cor azul vibrante e do tamanho de uma bola de golfe, segundo uma investigação publicada na revista Zootaxa.

Lusa / Adicionar como fonte informativa
Janet R. Voight

A nova espécie, batizada pelos investigadores de Microeledone galapgensis, foi descoberta pela primeira vez durante uma expedição em águas profundas em 2015 a bordo do E/V Nautilus, numa colaboração entre a Fundação Charles Darwin e o Conselho do Parque Nacional de Galápago.

Uma câmara operada remotamente para varrer visualmente o fundo do oceano, a uma profundidade de 1.773 metros, captou um lampejo azul e ampliou a imagem para localizar a pequena criatura de oito braços, sozinha na água.

As gravações de vídeo e áudio, agora divulgadas, mostram as reações iniciais de entusiasmo dos cientistas à criatura misteriosa: "É minúsculo!", "É azul!".

O polvo foi recolhido para ser catalogado e guardado na coleção da Estação Científica Charles Darwin, onde permaneceu até 2017, quando investigadores contactaram a especialista em invertebrados Janet Voight, do Museu de História Natural em Chicago.

Examinando uma fotografia do polvo, Voight percebeu tratar-se de algo especial e solicitou o envio do espécime para o poder examinar, o que demorou cinco anos até aprovação da estação, tendo sido enviada para Chicago uma amostra em 2022.

O polvo azul da nova espécie Microeledone galapagensis tem braços curtos e grossos com uma única fileira de ventosas, o que o distingue da maioria dos polvos conhecidos, segundo Janet Voight, autora do estudo sobre a nova espécie.

Entre outras espécies com braços curtos e uma única fileira de ventosas, este polvo destaca-se pela coloração e pela pele lisa nas costas, onde o azul é de tom claro enquanto na parte ventral é de um roxo muito escuro, padrão de cores que ajuda o polvo a proteger-se.

"Se o polvo captura uma presa que emite luz, pode atrair predadores que, por sua vez, podem comê-lo. O polvo, portanto, cobre a sua presa com a sua membrana escura, protegendo-se dessa forma", afirma a investigadora no trabalho publicado.

Para a especialista, este polvo representa tudo o que existe nas profundezas do oceano e que nem sequer se sabe que existe.

"Falamos sobre mineração em águas profundas, mas não sabemos o que lá há e estamos a colocar tudo em risco", alertou a especialista, enaltecendo as "coisas extraordinárias" que por lá existem.

 

 

Tópicos
PUB