Reportagem

Nova presidente da Venezuela. Delcy Rodríguez prestou juramento perante a Assembleia Nacional

Em audição num tribunal de Nova Iorque, Nicolás Maduro declarou-se inocente. O Conselho de Segurança da ONU reuniu-se de emergência, enquanto Donald Trump ameaça vários países da América Latina. Acompanhamos aqui todos os desenvolvimentos.

Andreia Martins, Joana Raposo Santos, Ana Sofia Freitas - RTP /

Emissão RTP3


Emissão Antena 1


Foto: Leonardo Fernandez Viloria - Reuters

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Lusa /

Decreto de emergência externa assinado por Maduro entra em vigor

O decreto, publicado com data de 3 de janeiro de 2026, ordena às autoridades que detenham todos os cidadãos envolvidos na promoção do ataque dos EUA contra Nicolás Maduro.

"Declara-se o Estado de Comoção Exterior em todo o território nacional, em razão das circunstâncias de ordem externa expressas através da agressão armada do Governo dos Estados Unidos contra o território nacional, que colocam em grave perigo a segurança da Nação, dos seus cidadãos, assim como das suas instituições, a fim de proceder à implementação das medidas correspondentes para proteger os direitos da população e defender a soberania, independência e integridade do território da República", lê-se no texto.

O decreto, que circulou segunda-feira, com data de 3 de janeiro de 2026, na Gazeta Oficial N. 6.954 extraordinária, equivalente ao Diário da República.

"Se ordena imediatamente a mobilização das Forças Armadas Bolivarianas em todo o território nacional e o uso do potencial existente para repelir a agressão estrangeira" explica o texto do decreto precisando que a mobilização estará sob a autoridade direta do Chefe de Estado, assistido pelo Conselho de Defesa da Nação, pelos Ministérios e demais organismos envolvidos.

O decreto ordena ainda "a militarização da infraestrutura de serviços públicos, da indústria petrolífera e de outras indústrias básicas do Estado", e que "o pessoal desses serviços ou empresas ficará temporariamente sujeito ao regime militar".

Também "o reforço do patrulhamento e da segurança nas fronteiras terrestres, aéreas e marítimas", assim como a implementação "de planos especiais de mobilização da segurança pública que foram elaborados para atender a esta conjuntura".

A Venezuela vai ainda mobilizar o Comando para a Defesa Integral da Nação e dos Órgãos de Direção para a Defesa Integral em todos os estados e municípios do país.

Vai também realizar as previsões orçamentárias e financeiras necessárias para atender à situação extraordinária, as quais serão qualificadas como inerentes à segurança e defesa da  Nação.

O decreto prevê que poderão ser decretadas todas as medidas de ordem política, jurídica, administrativa, económica e social necessárias para restabelecer a situação, incluindo a requisição dos bens necessários para a defesa nacional.

Também restringir a entrada no território nacional ou fechar as fronteiras nacionais, restringir a livre circulação de pessoas ou veículos de qualquer classe ou tipo no território nacional e suspender o direito de reuniões e manifestações públicas.

Ao abrigo do decreto as autoridades podem ordenar a determinadas pessoas físicas ou jurídicas, de caráter público ou privado, a cooperação com as autoridades competentes para a proteção de pessoas, bens e locais, e impor-lhes serviços extraordinários pela sua duração ou natureza.

Também promulgar outras regulamentações excecionais e transitórias que sejam necessárias para repelir qualquer ameaça ou ação hostil externa, restabelecer a ordem interna e proteger os direitos da população.

O decreto prevê ainda "qualquer outra medida que seja necessária para proteger o povo venezuelano, a integridade do território e a soberania venezuelana".

"Os órgãos policiais nacionais e estaduais devem empreender imediatamente a busca e captura em todo o território nacional de todas as pessoas envolvidas na promoção ou apoio ao ataque armado dos EUA contra o território da República, com o objetivo de as colocar à disposição do Ministério Público e do sistema de justiça penal, com vista ao seu julgamento", lê-se no texto do decreto.

O documento sublinha ainda que o cumprimento de todas as garantias processuais inerentes ao devido processo legal e ao direito à defesa. Também os direitos à vida, o reconhecimento da personalidade jurídica, a proteção da família, a igualdade perante a lei, a nacionalidade, a liberdade pessoal ou a proibição da prática de desaparecimento forçado de pessoas, a integridade pessoal, física, psíquica e moral.

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Lusa /

Argentina apela a "transição democrática genuína" e Panamá apoia Gonzalez

Numa reunião do Conselho de Segurança, o embaixador da Argentina nas Nações Unidas, Francisco Tropepi, manifestou o apoio do seu governo à captura do líder do "regime ilegítimo" venezuelano no sábado em Caracas por forças norte-americanas, afirmando que a região enfrenta agora um novo cenário que apresenta um duplo desafio: "apoiar uma transição democrática genuína na Venezuela e contribuir para a restauração duradoura da paz e da segurança". 

A Argentina, adiantou, "está pronta e disposta a colaborar", comprometida com "a plena restauração da ordem institucional e do Estado de Direito na Venezuela, garantindo sempre a liberdade, a dignidade humana e a prosperidade".  

"Estes acontecimentos representam um passo decisivo contra o narcoterrorismo que afeta a região e, ao mesmo tempo, abrem um novo capítulo que permitirá ao povo venezuelano recuperar plenamente a democracia, o Estado de Direito e o respeito pelos direitos humanos, em conformidade com os princípios do direito internacional", adiantou. 

Além disso, afirmou que espera que a detenção de Maduro permita "o fim da opressão exercida durante anos pelo regime autoritário que mergulhou o povo venezuelano na pobreza e obrigou oito milhões de venezuelanos a fugir do país". 

"O regime de Nicolás Maduro não só representou uma ameaça direta aos cidadãos venezuelanos através da violação sistemática dos direitos humanos, da apropriação dos recursos do país e da destruição das instituições democráticas, mas também a toda a região, liderando e exportando as suas redes de narcotráfico e crime organizado", acrescentou o representante argentino. 

O Governo venezuelano é agora liderado Delcy Rodríguez, até agora vice-presidente e nomeada Presidente interina pelo Supremo Tribunal Federal. 

O Presidente o dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Rodríguez terá o seu apoio desde que se "comporte", pondo de parte eleições em breve porque a Venezuela "é um desastre" e precisa ser "preparada".

Na mesma reunião, o embaixador do Panamá nas Nações Unidas, Eloy Alfaro, pediu a formação de um "governo interino com prazo determinado" na Venezuela, para permitir que a presidência seja assumida pelo líder da oposição, Edmundo González Urrutia.

Tal como outros países da região e a generalidade dos países ocidentais, o Panamá considera que González ganhou a Maduro as eleições de julho de 2024, em que as autoridades militares controladas pelo regime declararam Maduro como vencedor. 

O Panamá, cujo mandato de dois anos como membro não permanente do Conselho de Segurança termina em 2026, "faz um apelo claro e firme por um futuro plenamente democrático para a Venezuela a curto prazo", afirmou na ONU o embaixador do país centro-americano. 

O Governo panamiano, liderado pelo presidente José Raúl Mulino, não reconhecerá "qualquer autoridade que não seja a do Presidente eleito", González Urrutia, pois isso "equivaleria a legitimar a fraude eleitoral, normalizar o autoritarismo e minar o princípio universal das eleições livres como fonte de legitimidade", reiterou Alfaro. 

González Urrutia obteve "uma vitória indiscutível com 70% dos votos a 28 de julho de 2024", disse Alfaro, sublinhando que os registos eleitorais que confirmam a sua vitória estão sob custódia no Panamá.  

Lembrou ainda que a líder da oposição, María Corina Machado, vencedora do Prémio Nobel da Paz de 2025, "foi impedida pelo regime de ser candidata presidencial, apesar de ter ganho as primárias com 93% dos votos a 22 de outubro de 2023". 

"A popularidade de ambos os candidatos tem aumentado nos últimos meses, incluindo entre os setores policial e militar. O governo eleito tem as equipas e os programas de trabalho prontos para serem implementados imediatamente, para garantir uma transição ordenada que assegure o Estado de direito, o respeito pelos direitos humanos e a confiança", afirmou. 

O representante panamiano acrescentou que "qualquer tentativa de estabelecer um governo permanente chefiado por figuras do aparelho repressivo, como Delcy Rodríguez, constituiria uma continuação do sistema e não uma transição genuína". 

Os Estados Unidos lançaram no sábado "um ataque em grande escala contra a Venezuela" para capturar e julgar o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e a mulher, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.

Maduro e a mulher prestaram hoje breves declarações num tribunal de Nova Iorque para responder às acusações de tráfico de droga, corrupção e branqueamento de capitais e ambos declararam-se inocentes. A próxima audiência está marcada para 17 de março.  

A vice-presidente executiva Delcy Rodríguez assumiu a presidência interina do país com o apoio das Forças Armadas.

A comunidade internacional dividiu-se entre a condenação ao ataque dos Estados Unidos a Caracas e saudações pela queda de Maduro.

A União Europeia defendeu que a transição política na Venezuela deve incluir os líderes da oposição María Corina Machado e Edmundo González, enquanto o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que a ação militar dos EUA poderá ter "implicações preocupantes" para a região, mostrando-se preocupado com a possível "intensificação da instabilidade interna" na Venezuela.

(Lusa)

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Momento-Chave
RTP /

Guterres "profundamente preocupado". ONU reuniu de emergência para discutir situação venezuelana

A Venezuela acusou os Estados Unidos de ação ilegal. China e Rússia exigiram a libertação de Maduro.

Os Estados unidos foram reforçar a ideia de que não há guerra contra a Venezuela ou contra o povo venezuelano.
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Momento-Chave
RTP /

Estados Unidos estão a preparar reabertura da embaixada em Caracas

Os Estados Unidos estão a preparar-se para o caso de o presidente Donald Trump decidir reabrir a embaixada norte-americana em Caracas, disse esta segunda-feira um alto responsável do Departamento de Estado norte-americano.

"Como disse o presidente Trump, estamos a preparar-nos para permitir a reabertura, caso ele tome essa decisão", disse a fonte à agência Reuters.

No domingo, Trump afirmou que os EUA estavam a ponderar a reabertura da embaixada em Caracas.

A embaixada dos Estados Unidos está fechada há sete anos e desde 2010 que não existe qualquer embaixador dos Estados Unidos na Venezuela. Atualmente existe apenas um encarregado de negócios no país.
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Lusa /

Governo Trump reúne-se com petrolíferas para discutir setor venezuelano

O encontro terá lugar à margem de uma conferência do setor energético organizada pelo banco de investimento Goldman Sachs, em Miami, noticiou a agência Efe.

Executivos de grandes empresas petrolíferas norte-americanas, incluindo a Chevron e a ConocoPhillips, vão participar no simpósio.

A Venezuela possui as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, estimadas em cerca de 300 a 303 mil milhões de barris, representando aproximadamente um quinto das reservas globais conhecidas.

Os Estados Unidos lançaram no sábado "um ataque em grande escala contra a Venezuela" para capturar e julgar o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e a mulher, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.

Após a operação, o Presidente norte-americano, Donald Trump, tem dado grande ênfase ao controlo e à exploração das reservas de petróleo da Venezuela.

Maduro e a mulher prestaram hoje breves declarações num tribunal de Nova Iorque para responder às acusações de tráfico de droga, corrupção e branqueamento de capitais e ambos declararam-se inocentes. A próxima audiência está marcada para 17 de março.  

A vice-presidente executiva Delcy Rodríguez assumiu a presidência interina do país com o apoio das Forças Armadas.

A comunidade internacional dividiu-se entre a condenação ao ataque dos Estados Unidos a Caracas e saudações pela queda de Maduro.

A União Europeia defendeu que a transição política na Venezuela deve incluir os líderes da oposição María Corina Machado e Edmundo González, enquanto o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que a ação militar dos EUA poderá ter "implicações preocupantes" para a região, mostrando-se preocupado com a possível "intensificação da instabilidade interna" na Venezuela.

(Lusa)

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Lusa /

Associação denuncia detenção de oito jornalistas pelas autoridades

Num comunicado nas redes sociais, o CNP especificou que três dos oito detidos já foram libertados e instou as autoridades venezuelanas a libertarem imediatamente os restantes. 

Por sua vez, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Imprensa (SNTP) declarou que "não é possível avançar para uma transição democrática enquanto persistirem a perseguição política, a censura, a prisão arbitrária e a violação sistemática dos direitos fundamentais". 

O SNTP exigiu a libertação de 23 jornalistas e profissionais da comunicação social detidos no país "injusta e arbitrariamente" devido às suas reportagens.  

Alertou ainda para o bloqueio de mais de 60 órgãos de comunicação online, o que considera ser uma "forma de censura estrutural que restringe o pluralismo mediático".  

Após a captura do líder venezuelano, Nicolás Maduro, e da sua mulher pelas forças norte-americanas no sábado, a Assembleia Nacional, dominada pelo regime, reelegeu hoje Jorge Rodríguez como presidente, numa sessão que contou com novas figuras da oposição. 

O presidente reeleito da Assembleia empossou depois como Presidente interina a sua irmã, Delcy Rodríguez, que se tornou a primeira mulher a chefiar o poder executivo no país sul-americano. 

Os Estados Unidos lançaram no sábado "um ataque em grande escala contra a Venezuela" para capturar e julgar Nicolás Maduro e a mulher, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder. 

Maduro e a mulher prestaram hoje breves declarações num tribunal de Nova Iorque para responder às acusações de tráfico de droga, corrupção e branqueamento de capitais e ambos declararam-se inocentes. A próxima audiência está marcada para 17 de março.    

A comunidade internacional dividiu-se entre a condenação ao ataque dos Estados Unidos a Caracas e saudações pela queda de Maduro. 

A União Europeia defendeu que a transição política na Venezuela deve incluir os líderes da oposição María Corina Machado e Edmundo González, enquanto o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que a ação militar dos EUA poderá ter "implicações preocupantes" para a região, mostrando-se preocupado com a possível "intensificação da instabilidade interna" na Venezuela.

(Lusa) 

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RTP /

Vários países condenam ação dos Estados Unidos no Conselho de Segurança

Na reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas, vários países - incluindo aliados - condenaram a captura de Nicolás Maduro. 

Em Nova Iorque, o vice-embaixador francês na ONU, Jay Dharmadhikari, mostrou-se crítico em relação ao Governo venezuelano, mas considerou que este ataque norte-americano "minava os próprios alicerces da ordem internacional". 

“A operação militar que levou à captura de Nicolás Maduro contraria o princípio da resolução pacífica de conflitos e o princípio da não utilização da força", afirmou ainda.

Outros países, como Espanha, Brasil, China, Colômbia, Cuba, Eritreia, México, Rússia e África do Sul condenaram a decisão de Donald Trump.

"Os bombardeamentos em território venezuelano e a captura do presidente ultrapassam os limites do aceitável", afirmou Sérgio França Danese, embaixador do Brasil junto da ONU. 

Acrescentou que tais atos "constituem uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e estabelecem um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional". 

O embaixador norte-americano na ONU defendeu as ações dos Estados Unidos. Mike Waltz afirmou que se tratou de um ato legítimo de "aplicação da lei" para levar a cabo acusações criminais antigas contra um líder "ilegítimo".
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Momento-Chave
RTP /

Venezuela. Quem são os acusados pela justiça norte-americana?

Diosdado Cabello foi vice-presidente e é ministro do Interior, Justiça e Paz desde 2024 Foto: Federico Parra - AFP

O presidente venezuelano deposto, Nicolás Maduro, e a esposa, Cilia Maduro, apresentaram-se esta segunda-feira no Tribunal Federal norte-americano. Esta foi a primeira audiência desde a sua detenção, na madrugada do dia 3 de janeiro, por narcoterrorismo, conspiração para a importação de cocaína e posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos.

A acusação de que são alvo engloba outros membros da elite venezuelana, indiciados dos mesmos crimes de importação de cocaína para os Estados Unidos e território aduaneiro americano, fabrico e importação ilegal, posse de droga em aeronaves registadas nos Estados Unidos e uso, porte e posse de armas de fogo.

O Tribunal alega que Nicolás Maduro, Diosdado Cabello Rondón, Ramón Rodríguez Chacín e Hector Flores (niño guerrero) estão envolvidos em operações com grupos de narcotráfico desde 1999.

De acordo com o documento, entre 2003 e 2011, Diosdado Cabello Rondón, ex-vice presidente da Venezuela e atual ministro do Interior, Justiça e Paz, trabalhou com Os Zetas, grupo de narcotráfico mexicano, também conhecido como Cártel del Noreste.

Diosdado Cabello está acusado de proteger o transporte de cocaína desde os portos da Venezuela até ao México, que seguiam depois para os Estados Unidos. Tal como Ramón Rodríguez Chacín, ex-ministro do Interior, Justiça e Paz, Cabello está indiciado de aceitar subornos para proteger o tráfico.

Atualmente, Diosdado Cabello continuava a negociar planos e a receber lucros das remessas, às quais permitia a passagem através de pistas de aviação clandestinas, segundo o caso que está a ser analisado no Tribunal Federal de Nova Iorque.

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) entraram nesta rede de operações em 2011, lê-se na acusação. Nove anos mais tarde, num negócio estabelecido com Maduro Guerra, filho de Nicolás Maduro, as FARC eram responsáveis pelo transporte de grandes quantidades de droga e armas para a Colômbia e para os Estados Unidos.

A rede de narcotráfico que engloba o regime de Nicolás Maduro estende-se ainda a um dos maiores traficantes da Venezuela, Hector Rusthenford Guerrero Flores, também conhecido como Niño Guerrero, que é acusado de trabalhar com traficantes e protegê-los com homens armados no transporte de cargas, em 2008, recebendo uma taxa por quilograma de cocaína enviada. 

A partir de 2013, Hector assumiu a liderança por mais de uma década do “Tren de Aragua” (TdA), classificado como uma organização terrorista pelos EUA. 

De acordo com o procurador federal Jay Clayton, em 2019, o líder da TdA, trabalhou com o regime venezuelano em serviços de escolta de cargas de drogas, uma vez que a organização tinha controlo sobre a costa marítima do estado venezuelano de Aragua.
Para além da escolta aos carregamentos de droga, o Departamento de Justiça norte-americano acusa Maduro de planear o envio de droga para Miami, com o apoio de outros traficantes.

Em 2015, outros familiares do presidente, agora deposto, admitiram em reuniões gravadas o plano de enviar remessas de cocaína através do abrigo presidencial no Aeroporto de Maiquetía, com o objetivo de arrecadar 20 milhões de dólares para apoiar uma campanha nas eleições para a Assembleia Nacional da Venezuela.

O Tribunal Federal dos Estados Unidos deverá confiscar todos os bens utilizados pelos réus nestas práticas, lê-se no documento de acusação. A próxima audiência com Nicolás Maduro e Cilia Maduro está marcada para 17 de março.
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Momento-Chave
RTP /

Pentágono diz que operação em Caracas contou com quase 200 soldados norte-americanos

Quase 200 soldados norte-americanos participaram na operação em Caracas durante a madrugada de sábado para capturar Nicolás Maduro, anunciou o secretário da Defesa norte-americano, Pete Hegseth, esta segunda-feira.

"Quase 200 dos nossos principais militares norte-americanos entraram no centro de Caracas" durante a operação que levou à captura do presidente do país, disse Hegseth num discurso esta segunda-feira, acrescentando que nenhum dos soldados perdeu a vida.

Por sua vez, 32 membros dos serviços de segurança cubanos foram mortos durante a operação norte-americana, informou Havana, aliada de Caracas.
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Momento-Chave
Graça Andrade Ramos - RTP /

Primeiro-ministro da Gronelândia recusa ceder ao "pânico" pela possível anexação dos EUA

Primeiro-ministro da Gronelândia recusa ceder ao "pânico" apesar de ameaças de Trump Ritzau Scanpix - Reuters

"A situação não é de modos que os Estados Unidos possam conquistar a Gronelândia. Não é esse o caso. Por isso, não devemos entrar em pânico. Devemos restabelecer a boa cooperação que tínhamos", disse Nielsen.

Apesar da proposta, o primeiro-ministro prometeu firmeza na cooperação.

O seu governo "adoptará agora uma postura mais firme, porque não estamos satisfeitos com a situação em que nos encontramos", disse. "Basta que a comunicação seja feita pelos media e por diversos meios indiretos", acrescentou. Numa primeira mensagem nas redes sociais, este domingo, Nielsen já tinha criticado a forma como o presidente dos EUA, Donald Trump divulga as suas pretensões e opiniões, através das redes sociais e das televisões.

Depois da operação norte-americana para capturar Nicolás Maduro na Velezuela, na madrugada de sábado, debate-se abertamente a eventualidade de um ataque semelhante contra a Gronelândia.

​Jens-Frederik Nielsen fez notar esta noite que a situação é muito diferente.

"O nosso país não se compara à Venezuela. Somos um país democrático. E temos sido assim há muitos e muitos anos", insistiu.

A primeira-ministra da Dinamarca, país a que pertence a ilha do Ártico, com estatuto autónomo, reagiu igualmente à hipótese armada.

"Se os Estados Unidos optarem por atacar militarmente outro país da NATO, será o fim de tudo. Incluindo da nossa NATO e, por conseguinte, da segurança implementada desde o final da Segunda Guerra Mundial", declarou Mette Frederiksen, à estação TV2. A Gronelândia é uma ilha enorme na área do círculo polar Ártico e tem uma população de apenas 57.000 habitantes. Além da sua localização estratégica, mais próxima de Nova Iorque do que de Copenhaga, possui recursos minerais significativos, a maioria dos quais ainda inexplorados.
Os Estados Unidos mantêm ainda na ilha uma pequena base militar e operaram ali cerca de outras dez durante a Guerra Fria.

Donald Trump afirma que a anexação da ilha é vital para a "segurança nacional" dos EUA e acusa a Dinamarca de não ter meios para garantir a segurança ou para a defender. O presidente norte-americano afirma ainda que o local está "cheio de navios russos e chineses".

A chefe do Governo dinamarquês respondeu esta tarde a Trump, contrariando esta versão.

"Discordo da afirmação de que a segurança no Ártico não está garantida", afirmo, sublinhando que a Dinamarca destinou cerca de 90 mil milhões de coroas dinamarquesas (1,2 mil milhões de euros) para a segurança na região até 2025.

A UE já se solidarizou com os Governos de Copenhaga e de Nuuk, frisando a necessidade de serem respeitadas a unidade territorial e a legislação internacional.

Apesar dos gronelandeses já terem rejeitado a anexação dos Estados Unidos como pretende Trump, querem também ser independentes da Dinamarca. Essa poderá ser eventualmente um fator de negociação para Washington. 
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Momento-Chave
RTP /

Milhares de apoiantes de Maduro manifestam-se em Caracas

Segundo a agência France Presse, milhares de apoiantes de Nicolás Maduro estão a protestar em Caracas, exigindo a libertação do presidente deposto.

A manifestação foi organizada a pedido do Governo, adianta a AFP.

"Maduro, aguenta-te, a Venezuela está a levantar-se!", foram algumas das palavras de ordem.

Nicolás Maduro Guerra, filho de Nicolás Maduro, juntou-se aos manifestantes após a tomada de posse de Cilia Rodríguez na Assembleia Nacional.

"Estamos a marchar porque queremos mostrar ao mundo que o nosso presidente, Nicolás Maduro, e a nossa primeira combatente, Cilia Flores, não estão sozinhos. Há um povo pronto a dar a vida por eles", afirmou o filho.
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RTP /

Administração Trump vai reunir-se com grandes petrolíferas norte-americanas

A administração Trump vai reunir-se com executivos de grandes empresas petrolíferas norte-americanas, segundo uma notícia da Reuters, que cita uma fonte familiarizada com o assunto.

De acordo com a Reuters, as três maiores petrolíferas norte-americanas - Exxon Mobil, ConocoPhillips e Chevron - ainda não falaram com a Administração Trump sobre a deposição de Maduro.

No sábado, Donald Trump tinha indicado que já se tinha reunido com "todas" as petrolíferas norte-americanas, não só antes mas também depois da detenção do presidente venezuelano.
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Momento-Chave
RTP /

RTP e Sky impedidas de entrar na Venezuela

A partir de Cucutá, na Colômbia, contam que as autoridades venezuelanas negaram a entrada e fizeram várias perguntas, incluindo sobre o posicionamento dos jornalistas perante o regime do país.
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RTP /

Nicolás Maduro e a mulher declaram-se inocentes em tribunal

Enfrentam quatro acusações relacionadas com o tráfico de droga e posse de armas.
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RTP /

Nova presidente da Venezuela promete cooperar com os EUA

Depois de uma primeira reação em que acusou os Estados Unidos de quererem roubar a Venezuela, admite agora cooperar com Washington mas com respeito pela soberania nacional.
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RTP /

Nicolás Maduro acusado de quatro crimes

Maduro é acusado de liderar o Cartel dos Sóis que integra altos funcionários venezuelanos e tem ligações à Colômbia. O grupo utilizaria a cocaína como arma contra os Estados Unidos.

Para facilitar o crime, os acusados utilizavam armas, incluindo metralhadoras bem como "dispositivos destrutivos".
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Momento-Chave
Paulo Alexandre Amaral - RTP /

Maduro escolhe para defesa o advogado que libertou Julian Assange

Foto: Jane Rosenberg - Reuters

A Justiça americana terá pela frente um adversário duro na defesa de Nicolás Maduro. Barry Pollack, a escolha do ex-presidente venezuelano, é um nome célebre na advocacia criminal dos Estados Unidos, sendo uma das suas grandes vitórias o processo que culminou na libertação de Julian Assange. Um processo que poderia ter dado em prisão perpétua ou mesmo a pena de morte para o fundador do WikiLeaks.

Eram cerca das cinco da tarde (hora de Lisboa) quando o agora ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e a mulher, Cilia Flores, chegaram ao tribunal federal Daniel Patrick Moynihan, em Manhattan, Nova Iorque.

Nicolás Maduro enfrenta acusações de narcoterrorismo no Distrito Sul de Nova Iorque e será defendido por Barry Pollack, um dos mais conhecidos advogados na área do crime, com muitos processos célebres no currículo.Com mais de 30 anos de experiência, Barry Pollack é reconhecido como um dos principais advogados de defesa criminal nos Estados Unidos.

Muitos processos e muitas vitórias, talvez a mais conhecida de todas, em 2024, a do processo que envolveu Julian Assange, o fundador do WikiLeaks, primeiro refugiado na embaixada do Equador e depois detido numa cadeia em Londres e cuja pena se estimava – havendo extradição e julgamento nos Estados Unidos - poderia ir da prisão perpétua à pena de morte.

A mulher de Maduro, Cilia Flores, será representada por Mark Donnelly, procurador federal de Houston.

Barry Pollack é membro honorário do American College of Trial Lawyers e da American Board of Criminal Lawyers. Presidiu à associação de advogados na área criminal e é professor adjunto no Georgetown University Law Center.
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Lusa /

Protesto contra agressão norte-americana juntou 1.500 pessoas em Lisboa

Jorge Mantilla / Nurphoto via AFP

Numa concentração organizada pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC), os manifestantes condenaram com veemência a "agressão militar norte-americana" com palavras de ordem como "Pela paz! Não à agressão dos Estados Unidos contra a Venezuela" ou "América Latina não é o quintal dos Estados Unidos".

O Presidente norte-americano foi especialmente visado, ressaltando a palavra de ordem: "Donald Trump, sua besta assassina, tira as tuas mãos da América Latina".

Presentes na manifestação entre uma vasta comunidade sul-americana, sobretudo composta por brasileiros, estiveram representantes de partidos políticos como o PCP e Bloco de Esquerda, bem como o candidato presidencial André Pestana.

Numa intervenção, a presidente do CPPC, Isabel Camarinha, antiga líder da central sindical CGTP, considerou a agressão "totalmente ilegal à luz do direito internacional", sublinhando que "não cabe aos Estados Unidos determinar as opções políticas e económicas de nenhum Estado".

Com críticas à incapacidade de atuação da UE e sobretudo à "fraca reação do Governo português", Isabel Camarinha sublinhou que os EUA "pretendem apoderar-se dos imensos recursos naturais da Venezuela, país que tem as maiores reservas petrolíferas do mundo".

Ainda sobre o Governo português, a líder do CPPC reclamou do executivo "uma clara condenação da agressão militar dos Estados Unidos à Venezuela, em consonância com os princípios da Constituição portuguesa, que preconiza o respeito pela soberania e os direitos dos povos e a eliminação de todas as formas de dominação nas relações entre Estados".

Rodeada por algum aparato policial, a manifestação na avenida da Liberdade decorreu pacificamente a partir das 18:00 e começou a desmobilizar pelas 19:20.

No sábado, os EUA lançaram "um ataque em grande escala" para capturar e julgar o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e a mulher, Cilia Flores. Trump anunciou que os EUA vão governar o país até se concluir uma transição de poder.

Maduro e Flores prestaram já breves declarações num tribunal de Nova Iorque para responder às acusações de tráfico de droga, corrupção e branqueamento de capitais e ambos declararam-se inocentes. Vão continuar detidos até à próxima audiência marcada para 17 de março.

A comunidade internacional dividiu-se entre a condenação ao ataque dos Estados Unidos a Caracas e saudações pela queda de Maduro.

A UE defendeu que a transição política na Venezuela deve incluir os líderes da oposição Maria Corina Machado e Edmundo González e o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que a ação militar dos EUA poderá ter "implicações preocupantes" para a região, mostrando-se preocupado com a possível "intensificação da instabilidade interna" na Venezuela.

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RTP /

Delcy Rodríguez presta juramento perante a Assembleia Nacional da Venezuela

Delcy Rodríguez tomou posse como presidente interina da Venezuela. 
A responsável foi a vice-presidente do país até à captura de Maduro e prestou juramento esta segunda-feira perante a Assembleia Nacional. 

"Estou aqui com tristeza pelo rapto de dois heróis que estão reféns nos Estados Unidos. (...) Tenho também a honra de prestar juramento em nome de todos os venezuelanos", disse Rodríguez.

O Supremo Tribunal venezuelano indicou Delcy Rodríguez como chefe de Estado por um mandato renovável de 90 dias.

Tanto o Exército como a Assembleia Nacional reconheceram Delcy Rodríguez como presidente em substituição de Nicolás Maduro. 
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Momento-Chave
Graça Andrade Ramos - RTP /

Gronelândia. Ataque dos EUA a um parceiro da NATO "será o fim de tudo"

Gronelândia. Ataque dos EUA a um parceiro da NATO "será o fim de tudo", avisa primeira-ministra da Dinamarca Mads Claus Rasmussen - Reuters

"Se os Estados Unidos atacarem outro país da NATO, será o fim de tudo", afirmou Matte Frederiksen. "Incluindo da nossa NATO e, portanto, a segurança implementada desde o fim da Segunda Guerra Mundial". A Dinamarca e os EUA são parceiros na Aliança e a Gronelândia, autónoma face a Copenhaga, está englobada na organização.

Donald Trump, que acusa a Dinamarca de não ter recursos para garantir a segurança da área, recusou até agora afastar a possibilidade de uma intervenção armada contra a maior ilha do mundo, território autónomo da Dinamarca.

A questão voltou a surgir após o ataque à Venezuela, sábado passado, para capturar o presidente Nicolás Maduro e levá-lo a julgamento nos EUA.

Questionado domingo, pela revista The Atlantic, sobre as possíveis implicações de uma acção semelhante contra a Gronelândia, o presidente norte-americano respondeu que caberia aos seus parceiros avaliá-las. "Deverão formar a sua própria opinião", referiu.

Trump revelou contudo este fim de semana, que a ilha do Ártico não é a sua prioridade imediata, referindo que irá tratar do assunto "dentro de cerca de dois meses". "Falemos da Gronelândia dentro de 20 dias", propôs aos jornalistas.

Só que o presidente norte-americano nomeou há duas semanas um novo representante especial para a Gronelândia, Jeff Landry, implicando que o assunto não foi esquecido. Nada foi dito sobre o que irá Landry propôr ao governo gronelandês, eventualmente ajuda à independência pretendida por Nuuk em troca de mais bases militares dos EUA.
Em Mar-a-Lago, na Florida, Trump repetiu domingo os argumentos de "segurança nacional" invocados para os Estados Unidos anexarem a ilha.

Voltou a elencá-los horas depois, a bordo do Air Force One, em trânsito para a Base Aérea Andrews.
"Agora basta"
A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, reagiu esta segunda-feira com preocupação.

"Infelizmente, penso que o presidente norte-americano deve ser levado a sério quando diz que quer a Gronelândia", afirmou. Acrescentou que “os EUA não têm direito de anexar nenhuma das três nações do reino dinamarquês”. Mette Frederiksen lembrou também que a própria Gronelândia já disse "repetidamente" que "não quer fazer parte dos Estados Unidos".
Por sua vez, nas redes sociais, o primeiro-ministro gronelandês, Jens-Frederik Nielsen, disse "agora basta" e descreveu as pretensões norte-americanas de anexação do território  como uma "fantasia".

Nielsen apelou ao diálogo, afirmando que este "deve ser feito através dos canais adequados e de acordo com o direito internacional".

A União Europeia mostrou-se solidária com Copenhaga e com Nuuk e avisou que a Gronelândia não é "um bocado de terra que esteja à venda".

Já o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, considerou esta segunda-feira que o futuro do território não deve ser deixado à mercê de Washington.

"Vou ser muito claro sobre a Gronelândia: o futuro da Gronelândia cabe à Gronelândia [e] ao Reino da Dinamarca", vincou, em declarações à estação televisiva britânica Sky News.
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Apenas 33 por cento da população norte-americana aprova operação dos EUA

Um em cada três norte-americanos aprovam a intervenção norte-americana na Venezuela que retirou Nicolás Maduro do país. 

Segundo a sondagem da Reuters/Ipsos, 72 por cento da população temem o envolvimento excessivo dos Estados Unidos no futuro do país. 

A nível partidário, 65 por cento dos republicanos defendem a operação militar, enquanto apenas 11 por cento dos democratas dizem ter a mesma opinião e 23 por cento de independentes. 

A sondagem, que inquiriu 1.248 adultos nos Estados Unidos, mostrou que a taxa de aprovação de Trump atingiu os 42 por cento, a mais elevada desde outubro e acima dos 39 por cento registados em dezembro. 

Esta sondagem, realizada online, teve uma margem de erro de cerca de 3 pontos percentuais.
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Assembleia Nacional promete usar "todos os procedimentos" para o regresso de Maduro

O presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, prometeu utilizar "todos os procedimentos possíveis" para garantir o regresso de Nicolás Maduro à Venezuela.

"A minha principal função nos próximos dias (...) como presidente desta Assembleia Nacional será utilizar todos os procedimentos, todas as plataformas e todos os meios para conseguir trazer de volta Nicolás Maduro Moros, o meu irmão, o meu presidente", afirmou.

O deputado e filho de Nicolás Maduro, Nicolás Maduro Guerra, declarou "apoio incondicional" à vice-presidente Delcy Rodríguez. Assegurou ainda que o pai e a madrasta, Cilia Flores, "regressarão" à Venezuela. 
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Jorge Rodríguez, irmão da presidente interina, reeleito presidente da Assembleia Nacional

O irmão de Delcy Rodríguez, Jorge Rodríguez, foi reeleito esta segunda-feira como presidente da Assembleia Nacional da Venezuela.

A reeleição ocorreu sem surpresa na primeira sessão do Parlamento que resultou das eleições de maio de 2025, um sufrágio que foi boicotado por grande parte da oposição.

Jorge Rodríguez, próximo de Nicolás Maduro, é uma das principais figuras de poder na Venezuela. A irmã, Delcy Rodriguez, que foi vice-presidente do país até à captura de Maduro, foi inidicada pelo Supremo Tribunal e reconhecida pelo Exército como a presidente interina do país. 
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Venezuela. MNE recebeu "notícias tranquilizadoras" da comunidade portuguesa

Foto: António Pedro Santos - Lusa

Em declaração aos jornalistas a partir de Lisboa, Paulo Rangel sublinhou a necessidade de uma posição responsável por parte dos representantes portugueses.

"A nossa primeira preocupação é com a comunidade portuguesa", vincou.

Salientou, por isso, que Portugal deve trabalhar para construir uma solução democrática para a Venezuela" que traga "estabilidade, segurança e um processo democrático".

"Temos a responsabilidade por 300 mil portugueses e muitos mais, mais de 200 mil lusodescendentes", afirmou Paulo Rangel.  

Sobre o futuro da Venezuela, o ministro português defende que o país deveria "respeitar os resultados de 28 de julho de 2024", entregando a presidência a Edmundo González Urrutia, ou partir para "um novo processo eleitoral". 
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Cilia Flores apresenta "lesões graves" após captura, diz o advogado

O advogado de Cilia Flores, Mark Donnelly, afirmou durante a sessão que a sua cliente sofreu "lesões graves" aquando da captura. 

De acordo com os repórteres norte-americanos que acompanharam a sessão, a mulher de Maduro apresentou-se com um penso junto à têmpora esquerda e um aparente hematoma perto do olho direito. 

Quando se levantou para apresentar a sua defesa, pareceu apoiar-se num agente federal.
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"Sou um prisioneiro de guerra", afirmou Nicolás Maduro à saída da audiência

À saída da sala de audiências, Maduro disse em castelhano que é "um prisioneiro de guerra".
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Primeira audiência já terminou. Próxima sessão marcada para 17 de março

Barry Pollack, advogado de Nicolás Maduro, disse perante o juiz que "existem questões quanto à legalidade da sua captura militar". 

O advogado de Maduro esclareceu ainda que não irá pedir libertação sob fiança "neste momento", mas que poderá fazê-lo mais tarde.

O juiz indicou entretanto que a próxima sessão está marcada para 17 de março.


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Cilia Flores declara-se "completamente inocente"

Também a mulher de Nicolás Maduro, Cilia Flores, disse ser "não culpada, completamente inocente".
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"Sou inocente. Não sou culpado. Sou um homem decente", declara Nicolás Maduro em tribunal

O juiz pediu a Nicolás Maduro que se identificasse. Respondeu em espanhol, afirmando-se como "presidente" da Venezuela e dizendo que foi "sequestrado" e após a captura na sua casa, em Caracas.

“Sou inocente. Não sou culpado. Sou um homem decente”, disse Maduro, quando questionado sobre a sua declaração após conhecer as acusações de que é alvo. 

"Ainda sou presidente do meu país", vincou. 
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Audiência a Maduro e à mulher já começou

O juiz Alvin Hellerstein começou por afirmar que é sua função garantir um processo justo e um julgamento imparcial, caso chegue a essa fase. 

"É essa a minha função e é essa a minha intenção", declarou.
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Trump quer ser "procurador, juiz e polícia do mundo". Assembleia Nacional da Venezuela reúne-se após captura de Maduro

A nova Assembleia Nacional da Venezuela, eleita em maio último, tomou posse esta segunda-feira numa sessão que já estava prevista há algum tempo, mas que ficou marcada pela captura de Nicolás Maduro no último sábado.

O partido no poder conquistou 256 dos 286 lugares. Na sessão desta segunda-feira, o slogan "Força, Nico" foi repetido por muitos parlamentares.

"O presidente dos Estados Unidos, senhor Trump, autoproclama-se o procurador, o juiz e o polícia do mundo. A partir da Venezuela bolivariana, dizemos: ‘Não terá sucesso’", afirmou Fernando Soto Rojas, o mais antigo deputado da Assembleia Nacional venezuelana.

Acrescentou ainda que os deputados esperam o "regresso vitorioso" do presidente "legítimo" da Venezuela.
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Corina Machado: "Os venezuelanos agradecem a Donald Trump"

A Nobel da Paz de 2025 disse esta segunda-feira que os venezuelanos "agradecem ao presidente Donald Trump e à sua administração pela firmeza e determinação no cumprimento da lei".

"A Venezuela será o principal aliado dos Estados Unidos em matéria de segurança, energia, democracia e direitos humanos", vincou.

Numa publicação na rede social X, María Corina Machado afirmou ainda que "o bravo povo da Venezuela saiu às ruas em 30 países e 130 cidades do mundo para celebrar um passo enorme que marca a inevitabilidade e a iminência da transição na Venezuela".

"A liberdade da Venezuela está próxima e, em breve, vamos celebrar na nossa terra. Vamos gritar, rezar e abraçar-nos-emos em família, porque os nossos filhos voltarão para casa", afirmou.
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Gronelândia. Primeira-ministra dinamarquesa afirma que a ameaça de Trump é séria

A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, afirmou na segunda-feira que considera "séria" a ameaça de Donald Trump em assumir o controlo da Gronelândia, território soberano dinamarquês.

"Infelizmente, penso que o presidente norte-americano deve ser levado a sério quando diz que quer a Gronelândia", afirmou a chefe de Governo dinamarquês. 

Mette Frederiksen acrescentou que a Dinamarca e a própria Gronelândia já disseram "repetidamente" que "não quer fazer parte dos Estados Unidos". 

"Se os Estados Unidos atacarem outro país da NATO, será o fim de tudo", concluiu. 
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Arrancou o Conselho de Segurança da ONU. Guterres pede respeito pela "independência política" dos Estados

Já começou o Conselho de Segurança da ONU solicitado pela Venezuela para discutir a situação no país.

No arranque, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, manifestou preocupação com a eventual intensificação da instabilidade na Venezuela e na região. 

"Em situações tão confusas e complexas como a que enfrentamos, é importante respeitar os princípios", incluindo "o respeito pelos princípios da soberania, da independência política e da integridade territorial dos Estados", indicou o chefe da ONU em comunicado. 

O responsável disse ainda estar alarmado com o precedente que a operação lançada pelos Estados Unidos pode ter criado.

"Estou muito preocupado com uma possível escalada da instabilidade no país, o potencial impacto na região e o precedente que isso pode criar para a forma como as relações entre os Estados são conduzidas", acrescentou. 

Guterres declarou ainda que o ataque norte-americano não respeitou as normas do Direito Internacional.

“A situação é crítica, mas ainda é possível evitar uma conflagração mais ampla e destrutiva”, insistiu. 

O chefe da ONU pediu a todos os venezuelanos envolvidos que contribuam para um diálogo inclusivo e democrático.

António Guterres assegurou que está pronto para apoiar todos os esforços destinados a ajudar os venezuelanos a encontrarem um caminho pacífico para o futuro.
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Presidente colombiano pronto a "retomar as armas" face a ameaças de Trump

O Presidente colombiano, Gustavo Petro, antigo guerrilheiro, afirmou-se hoje pronto para "retomar as armas" face às ameaças de ataques ao país feitas pelo homólogo norte-americano, Donald Trump.

As palavras de Petro surgem num contexto de tensão crescente entre os dois países após o ataque militar norte-americano de sábado na Venezuela para prender o Presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

"Jurei não tocar em armas desde o acordo de paz de 1989, mas pela pátria voltarei a pegar em armas", escreveu o Presidente colombiano de esquerda na rede social X.

No domingo, a bordo do Air Force One, Trump declarou que uma operação na Colômbia semelhante à realizada na Venezuela lhe parecia "uma boa ideia" e acusou Gustavo Petro de tráfico de drogas para os Estados Unidos, avisando que "não continuaria a fazê-lo por muito tempo".
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UE defende inclusão de Maria Corina Machado e Edmundo González na transição política venezuelana

A União Europeia (UE) defendeu esta segunda-feira que a transição política na Venezuela deve incluir os líderes da oposição Maria Corina Machado e Edmundo González, após o ataque dos Estados Unidos, que prenderam o Presidente Nicolás Maduro.

A UE reiterou ainda que o Governo de Nicolás Maduro não está legitimado por uma eleição democrática, destacando através da porta-voz do executivo comunitário, Paula Pinho, que os acontecimentos de sábado "dão uma oportunidade para uma transição democrática liderada pelo povo venezuelano", destacando ainda a necessidade de respeito pelo Direito Internacional e a Carta das Nações Unidas.

Os Estados Unidos lançaram no sábado "um ataque em grande escala contra a Venezuela" para prender e julgar o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e a mulher, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.

A comunidade internacional dividiu-se entre a condenação ao ataque dos Estados Unidos a Caracas e saudações pela queda de Maduro e o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que a ação militar dos EUA poderá ter "implicações preocupantes" para a região.

A UE emitiu no domingo um comunicado apoiado por 26 Estados-membros exceto a Hungria, apelando a uma transição pacífica na Venezuela e ao evitar a escalada do conflito com os Estados Unidos.

Lusa
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Suíça congela ativos ligados a Nicolás Maduro sediados nesse país

A Suíça decidiu congelar quaisquer bens mantidos na Suíça por Nicolás Maduro e outras pessoas associadas a ele com efeito imediato. Ao fazer isso, o Conselho Federal visa evitar uma saída de ativos.

“Com efeito imediato, a Suíça está a congelar todos os ativos sediados na Suíça ligados a Nicolás Maduro. Se algum ativo for considerado de origem ilícita, a Suíça fará o possível para garantir que ele beneficie a população venezuelana”, lê-se numa publicação do Governo Federal na rede social X.

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Nicolas Maduro já está no tribunal


Maduro e a mulher chegaram ao tribunal. 

Com uma forte escolta policial, o Presidente deposto da Venezuela chegou ao tribunal do Distrito Sul de Nova Iorque. 

Está prevista uma primeira audiência pelas 12h locais (17h em Lisboa). 

Nicolás Maduro vai responder por crimes de corrupção e narcotráfico
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Nicolás Maduro está a deixar o centro de detenção em Brooklyn

Nicolás Maduro está a deixar o centro de detenção em Brooklyn. Vai ser ouvido esta tarde às 17h (hora de Lisboa). 

O Presidente deposto da Venezuela e a mulher sairam do centro de detenção de Brooklyn onde estiveram detidos nos últimos dois dias. 



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A Gronelândia não é "um pedaço de terra que esteja à venda"

A União Europeia avisa que a Gronelândia não é "um bocado de terra que esteja à venda", após renovadas ameaças dos Estados Unidos sobre o território autónomo da Dinamarca.

"Estamos em contacto com a Gronelândia e o seu primeiro-ministro, Jens Frederik Nielsen, e garantimos que o território não é um pedaço de terra que esteja à venda", referiu na conferência de imprensa diária a porta-voz do executivo comunitário, Paula Pinho.

Por seu lado, a porta-voz para a Política Externa Annitta Hipper reiterou que a UE "continuará a defender os princípios de soberania nacional, de integridade territorial e da inviolabilidade das fronteiras".

"E ainda mais se a integridade territorial de um Estado-Membro da União Europeia for posta em causa", acrescentou.

A Gronelândia é cobiçada pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, para grande desagrado da Dinamarca, e as tensões entre os dois países foram reativadas pelo anúncio, no final de dezembro, da Casa Branca, sobre a nomeação de um enviado especial para este vasto território autónomo dinamarquês.
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Macron não aprova os "métodos" dos EUA

O presidente Francês, Emmanuel Macron, condena o "método utilizado" por Washington para capturar Nicolás Maduro. A declaração foi feita esta segunda-feira, à margem da reunião do Conselho de Ministros francês, pela porta-voz do governo, Maud Bregeon.

O chefe de Estado francês expressou a defesa do país do "direito internacional e a liberdade dos povos", e reiterou o apoio à "soberania popular expressa em 2024", referindo-se às polémicas eleições presidenciais venezuelanas, cuja vitória foi atribuída a Nicolás Maduro, mas a que os observadores independentes e internacionais reconhecem a Edmundo Gonzalez.

No passado sábado, o presidente francês limitou-se a apelar a uma "transição pacífica" do poder no país, enquanto afirmava que os venezuelanos "só podem celebrar" a captura de Maduro.

https://x.com/EmmanuelMacron/status/2007525843401154891


Já o ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Jean-Noël Barrot, havia condenado a captura de Maduro, afirmando que "viola o princípio da não utilização da força, que está na base do direito internacional".
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Primeira ministra italiana considera que saída de cena de Maduro "traz esperança"

Uma "nova página de esperança" para o povo venezuelano com a "saída de Maduro".

A primeira ministra italiana Giorgia Meloni considera que a saída de Nicolas Maduro representa para os cidadãos venezuelanos "a esperança" de poderem voltar a "usufruir dos princípios básicos da democracia e do Estado de Direito".
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Juiz de 92 anos vai presidir audiência a Maduro

O juiz federal que irá presidir a audiência a Nicolás Maduro em Nova Iorque, esta tarde, será Alvin Hellerstein, de 92 anos.

Este juiz, nomeado pelo antigo presidente Bill Clinton em 1998, tem um extenso currículo, já tendo lidado com casos de grande repercussão.

A comparência de Maduro em Tribunal está agendada para as 12h00 locais (17h00 em Lisboa).
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Presidente interina pede colaboração de Trump

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodriguez, convidou os Estados Unidos para uma “agenda de cooperação” com o país. A carta aberta foi publicada nas redes sociais da governante venezuelana, após a captura de Nicolás Maduro e de ameaças de Donald Trump.

“Uma mensagem da Venezuela para o mundo e para os Estados Unidos”. Foi assim que Rodriguez começou a sua carta dirigida principalmente para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmando o “comprometimento” do país para “a paz e coexistência pacífica” entre os dois Estados.

A presidente interina pediu o respeito pela soberania da Venezuela e pela não ingerência nos assuntos internos do país, mas convidou a Administração norte-americana a colaborar “numa agenda de cooperação, visando o desenvolvimento compartilhado no âmbito do direito internacional para fortalecer a coexistência comunitária duradoura”.

A mensagem chega um dia após a captura de Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, que será julgado esta segunda-feira nos Estados Unidos, acusado de vários crimes, entre os quais alegado envolvimento em redes de narcoterrorismo, importação de cocaína para os Estados Unidos e posse de armas.

O ataque à Venezuela durou cerca de duas horas e meia, com explosões registadas na capital Caracas e em duas regiões do país.

Desde a captura de Maduro que Donald Trump já ameaçou outros países, entre os quais a Colômbia, cujo presidente foi acusado pelo seu homólogo norte-americano de ser um "homem doente que gosta de fazer cocaína e vendê-la aos Estados Unidos".
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Filho de Nicolás Maduro pede mobilização para libertação do pai

O filho do Presidente venezuelano deposto Nicolás Maduro apelou hoje à população para se mobilizar contra o ataque realizado no sábado pelos Estados Unidos contra a Venezuela e a prisão do seu pai pelas forças norte-americanas.

"Estamos bem, estamos calmos. Vão ver-nos nas ruas, ao lado do povo", disse Nicolás Ernesto Maduro.

O filho de Maduro sublinhou que a mobilização popular deve centrar-se em "erguer as bandeiras da dignidade" e rejeitar qualquer perceção de fraqueza.

"Não nos verão fracos", afirmou o filho de Maduro.

"Vamos erguer as bandeiras do [antigo Presidente venezuelano Hugo] Chávez e trabalhar para trazer Nicolás Maduro para casa são e salvo", disse, segundo a Rádio Miraflores.

"Estamos firmes (...). Estamos a avançar", sublinhou, numa mensagem dirigida aos membros do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV, partido de Maduro) e aos movimentos sociais.

Nicolás Ernesto Maduro convocou a participação nas manifestações organizadas nos últimos dias para denunciar a operação norte-americana na Venezuela.

Lusa
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Governo da Gronelândia condena pressões de Trump sobre anexação

O primeiro-ministro da Gronelândia, Jens Frederik Nielssen, disse que chegou a altura do Presidente dos Estados Unidos parar com as pressões sobre a anexação da região autónoma dinamarquesa no Ártico.

"Basta! (...) Chega de pressões. Chega de insinuações. Chega de fantasias de anexação. Estamos abertos ao diálogo. Estamos abertos a discussões. Mas isto deve ser feito através dos canais adequados e de acordo com o direito internacional", escreveu durante a noite o líder da Gronelândia nas redes sociais.

Em entrevista no domingo à revista The Atlantic, Donald Trump, reafirmou a vontade de anexar o território autónomo da Gronelândia, que pertence à Dinamarca e a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, exortou os Estados Unidos a pararem com as ameaças "contra um aliado histórico" por causa da Gronelândia.

A intervenção militar norte-americana na Venezuela no sábado, que destacou o interesse de Donald Trump pelos vastos recursos petrolíferos do país, reacendeu os receios em relação à Gronelândia, cobiçada pelo presidente norte-americano pelos recursos minerais e a localização estratégica.

"Precisamos da Gronelândia do ponto de vista da segurança nacional", reiterou o presidente norte-americano aos jornalistas.

Lusa
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Edmundo González pede libertação de presos políticos e apoio a militares

O dirigente da oposição venezuelana Edmundo González apelou às Forças Armadas do país para reconhecerem o resultado das eleições presidenciais no país de julho 2024, de que se diz vencedor, e à libertação de todos os presos políticos.

"A normalização real do país só será possível quando se respeitar sem ambiguidades a vontade maioritária expressa pelo povo venezuelano" em 28 de julho de 2024 e quando "se libertarem todos os venezuelanos privados de liberdade por razões políticas", disse Edmundo González, que encabeçou a lista da oposição ao regime de Nicolás Maduro nas eleições de 2024.

Edmundo González Urrutia fez estas declarações num vídeo publicado na rede social X no domingo à noite, nas suas primeiras palavras públicas após a captura do Presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, pelos EUA, em Caracas, no sábado.

"Este momento é um passo importante, mas não suficiente", disse Edmundo González sobre a queda de Maduro.

O dirigente político venezuelano insistiu em que só com o reconhecimento do resultado eleitoral real de julho de 2024 e a libertação "imediata e sem condições" dos presos políticos civis e militares poderá iniciar-se "de maneira séria e responsável" um "verdadeiro processo de transição" na Venezuela.

Edmundo González, que vive exilado em Espanha, na sequência das eleições de 2024, fez "um apelo sereno e claro" às forças armadas e aos corpos de segurança do Estado, sublinhando "que o seu dever é cumprir e fazer cumprir o mandato soberano expresso em 28 de julho de 2024".

"Como chefe supremo [das Forças Armadas] lembro-lhes que a sua lealdade é com a Constituição, com o povo e com a República", disse, afirmando assim que se considera o vencedor das últimas eleições venezuelanas e o presidente eleito e legítimo do país.

Edmundo González encabeçou a lista da oposição venezuelana e do movimento da hoje Nobel da Paz Maria Corina Machado nas eleições de 2024, cujos resultados oficiais - que deram nova vitória a Maduro - não foram reconhecidos também por toda a comunidade internacional, incluindo a União Europeia ou os EUA.

"Quem usurpou o poder já não se encontra no país e enfrenta a justiça", o que "configura um novo cenário político", mas "não substitui as tarefas fundamentais" que os venezuelanos têm de pela frente, disse Edmundo González no vídeo publicado no X.

O dirigente venezuelano insistiu em que o movimento político que integra tem hoje uma legitimidade que "provém do mandato popular e do apoio claro de milhões de venezuelanos" nas eleições de 2024.

"Esse apoio é profundo, maioritário e sustentável e jamais será traído". acrescentou.

Lusa
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Preço do petróleo cai depois da intervenção dos EUA

Os preços do petróleo caíram hoje, após o Presidente dos EUA ter exigido "acesso total" aos recursos naturais da Venezuela, e de a OPEP+ confirmar a manutenção dos níveis de produção até abril.

O Brent, o petróleo bruto de referência na Europa, descia 0,6% às 06:00 (hora de Lisboa, para cerca de 60,4 dólares (51,67 euros) por barril, enquanto o West Texas Intermediate, referência nos EUA, descia 0,5% antes da abertura formal do mercado, para cerca de 57 dólares (48,76 euros) por barril.

Os preços do petróleo tinham subido no início da sessão, mas caíram nas horas seguintes.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exigiu, no domingo, à nova líder venezuelana, Delcy Rodríguez, "acesso total" aos recursos naturais da Venezuela.

"O que precisamos (de Delcy Rodríguez) é de acesso total. Acesso total ao petróleo e a outras coisas no país que nos permitirão reconstruir o país", sublinhou.

O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, explicou que um dos principais interesses da Administração Trump é refinar o petróleo bruto pesado da Venezuela, o país com as maiores reservas de petróleo do mundo, nas refinarias dos EUA.

"As nossas refinarias na Costa do Golfo dos EUA são as melhores para refinar este petróleo bruto pesado. De facto, tem havido escassez de petróleo bruto pesado em todo o mundo, por isso penso que haveria uma enorme procura e interesse por parte da indústria privada se lhes fosse dada a oportunidade de o fazer", disse Rubio à televisão norte-americana ABC News.


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Irão pede libertação de Nicolás Maduro

O Irão, que mantém laços estreitos com a Venezuela, apelou hoje à libertação do presidente Nicolás Maduro, levado para os Estados Unidos após uma intervenção militar americana em Caracas.

"O presidente de um país e a sua esposa foram raptados. Não há motivo para [Donald Trump] se orgulhar, é um ato ilegal", disse o porta-voz da diplomacia iraniana, Esmaïl Baghaï.

Na conferência de imprensa semanal, o responsável acrescentou: "Como salientou o povo venezuelano, o seu presidente deve ser libertado".

O Irão considera ainda que as suas relações com a Venezuela permanecem inalteradas, apesar da saída de Maduro. 

Lusa
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China alerta para risco de instabilidade na América Latina

A China voltou hoje a reclamar a "libertação imediata" do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, capturado no sábado por forças dos Estados Unidos durante uma operação militar em Caracas, e alertou para o risco de instabilidade na América Latina.

"O uso da força pelos EUA viola claramente o direito internacional e os princípios fundamentais das relações internacionais", afirmou o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Lin Jian, durante uma conferência de imprensa em Pequim.

Lin manifestou "profunda preocupação" com a detenção de Maduro e da sua esposa, Cilia Flores, e instou Washington a "garantir a sua segurança pessoal" enquanto permanecerem fora da Venezuela, além de exigir a sua libertação.

O porta-voz denunciou o "uso descarado da força" contra um país soberano, acusando os EUA de "ameaçar a paz e a estabilidade na América Latina e nas Caraíbas", região que a China considera uma "zona de paz".

Pequim reiterou a sua oposição ao uso ou ameaça de uso da força nas relações internacionais e às práticas de "assédio hegemónico".

Lin apelou à resolução da crise na Venezuela através do diálogo e negociação, e manifestou apoio à convocação de uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Lusa
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Conselho de Segurança das Nações Unidas reúne-se de emergência

O Conselho de segurança da ONU vai discutir a operação norte-americana na Venezuela. A reunião foi pedida pelo representante venezuelano, com o objetivo de abordar o que Caracas considera um ataque ilícito dos Estados Unidos à soberania nacional.

O ministro dos Negócios Estrangeiros do país destaca o papel deste órgão das Nações Unidas como o responsável máximo por defender o direito internacional.

A reunião está marcada para as 15 horas (horário de Lisboa).

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Trump ameaça a Colômbia com uma operação militar e chama "doente" ao Presidente

A bordo do Air Force One, Donald Trump afirmou que o Presidente da Colombia, Gustavo Petro é "um homem doente que gosta de fazer cocaína e vendê-la aos Estados Unidos".

Trump deixou ainda claro que "ele não vai andar a fazer isso durante muito tempo", ameaçou. "Ele tem moinhos de cocaína e fábricas de cocaína. Não vai continuar a fazê-lo."

O Presidente norte-americano está a intensificar as ameaças contra vários países da América Latina. Depois de já ter dirigido vários avisos ao líder da Colômbia, Donald Trump voltou ao ataque.

Nesta conversa com os jornalistas Trump acusou ainda Cuba de sobreviver à conta da Venezuela prevendo que a queda do regime cubano está para breve.

A Gronelândia voltou a ser tema com o Presidente dos Estados Unidos a reafirmar que o território é essencial à segurança dos EUA e que por isso deve
estar sob controlo americano e não sob controlo da Dinamarca. O assunto vai voltar à agenda do presidente daqui a dois meses.

Lusa
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China rejeita papel dos EUA como "juiz do mundo" após captura de Maduro

O ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi, afirmou hoje que a China "não aceitará que nenhum país se assuma como juiz do mundo", após a detenção do Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, numa operação norte-americana.

"Nunca considerámos que algum país possa agir como `polícia do mundo`, nem aceitaremos que se autoproclame `juiz do mundo`", declarou Wang, numa reunião em Pequim com o homólogo paquistanês, Ishaq Dar.

A declaração surge após os Estados Unidos terem detido Maduro e a esposa, Cilia Flores, no sábado, numa operação militar surpresa, transportando-os para Nova Iorque, onde aguardam julgamento por "narcoterrorismo".

"O panorama internacional está cada vez mais turbulento e complexo", disse Wang Yi, denunciando o que classificou como fenómenos de "unilateralismo" e "abuso hegemónico" nas relações internacionais.

Pequim reiterou que se opõe "de forma consistente" ao uso ou ameaça do uso da força, bem como à imposição da vontade de um Estado sobre outros.

Wang acrescentou que a China está disposta a trabalhar com a comunidade internacional, "incluindo o Paquistão", para defender a Carta das Nações Unidas, "salvaguardar a linha mínima da moral internacional" e promover a construção de uma "comunidade de destino comum da humanidade".

Horas antes, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da China já havia manifestado "grave preocupação" com a detenção de Maduro e exigido a sua "libertação imediata".

A diplomacia chinesa apelou ainda para que os EUA garantam a segurança pessoal do casal venezuelano e defendeu que a crise venezuelana deve ser resolvida através de "diálogo e negociação", sem anunciar medidas adicionais.

Pequim mantém estreitos laços diplomáticos e económicos com Caracas, reforçados durante os mandatos dos líderes dos dois países Xi Jinping e Maduro, e tem defendido sistematicamente os princípios de soberania e não ingerência nos assuntos domésticos de outras nações. 

Lusa
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Petro critica EUA por ser primeiro país a bombardear uma capital sul-americana

O Presidente da Colômbia criticou os Estados Unidos por serem o primeiro país a bombardear uma capital sul-americana, após o ataque de sábado a Caracas, dizendo que nem Netanyahu, Hitler, Franco ou Salazar o fizeram.

"Os EUA são o primeiro país do mundo a bombardear uma capital sul-americana em toda a história da humanidade. Nem Netanyahu o fez, nem Hitler, nem Franco, nem Salazar. Que medalha terrível essa, porque os sul-americanos não a esquecerão durante as próximas gerações", escreveu no domingo Gustavo Petro, na rede social X.

Para o Presidente colombiano, "a ferida fica aberta durante muito tempo", mas "a vingança não deve existir" porque "mata o coração".

"Os parceiros comerciais têm de mudar e a América Latina tem de se unir ou será tratada como um servo e escravo e não como o centro vital do mundo. Uma América Latina com capacidade para compreender, negociar e unir-se a todo o mundo. Não olhamos apenas para o norte, mas em todas as direções", escreveu o dirigente, numa longa mensagem.

Pedro disse que pediu ao homólogo brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, que procure uma aliança - "antes de tudo deve ser a própria América Latina, que está sendo bombardeada" -, após observar que a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), da qual a Colômbia detém a presidência temporária, não é um fórum com capacidade de atuação.

"A CELAC atualmente não nos serve de nada por causa da sua regra de consenso absoluto, o que não falta é um ou uma presidente que prefere continuar a ser escravo de governos estrangeiros, que anseia ajoelhar-se perante o rei", afirmou, referindo-se a uma reunião virtual de ministros dos Negócios Estrangeiros convocada pela Colômbia para lidar com a situação na Venezuela, na qual não se chegou, no domingo, a qualquer acordo.

Horas antes da publicação da mensagem, o Presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou Petro, a quem acusou de "fabricar cocaína", com o envio para a Colômbia de uma missão norte-americana como a que atacou vários pontos da Venezuela e capturou Maduro.

Trump disse aos jornalistas a bordo do avião presidencial que, tal como a Venezuela, "a Colômbia também está muito doente", acrescentando que o país é "governado por um homem doente que gosta de fabricar cocaína e vendê-la aos Estados Unidos, e isso é algo que ele não vai fazer durante muito tempo".

A este respeito, Petro disse: "Rejeito profundamente que Trump fale sem saber, o meu nome em 50 anos não aparece nos ficheiros judiciais sobre tráfico de droga, nem antes nem agora. Pare de me caluniar, senhor Trump".

"Não lê a história da Colômbia e é por isso que falha quando nos critica. Só deve reunir-se com os seus funcionários especializados em investigações sobre drogas na Colômbia a quem eu ajudei com as minhas próprias investigações como senador da República de esquerda da Colômbia e do seu povo", acrescentou o presidente do país andino.

Numa outra conferência de imprensa realizada no sábado, na Florida, após a operação na Venezuela, Trump aproveitou para enviar advertências mais duras a Petro, com quem tem tido vários desentendimentos e a quem acusou diretamente de estar envolvido no tráfico de droga regional.

No evento de sábado, Trump avisou o líder colombiano que ele deveria "tomar cuidado". 

Lusa
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RTP /

Presidente interina cria comissão para libertação de Maduro

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, criou no domingo uma comissão para a libertação do líder deposto, Nicolás Maduro, e da mulher do dirigente, Cilia Flores, capturados e levados para os Estados Unidos.

Acusado de tráfico de drogas e terrorismo, Maduro está detido numa prisão de Nova Iorque e deve comparecer hoje perante um juiz federal num tribunal da cidade.

Uma comissão "de alto nível" foi apresentada pelo ministro da Informação, Freddy Ñáñez, que fará parte da mesma, e que vai ser liderada pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, e pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Iván Gil.

Rodríguez defendeu no domingo relações "equilibradas e respeitosas" com os Estados Unidos, numa mensagem na plataforma de mensagens Telegram.

A presidente interina também juntou no domingo o primeiro Conselho de Ministros, um dia após assumir o cargo, com o apoio do Supremo Tribunal da Venezuela e das forças militares.

Os Estados Unidos lançaram no sábado "um ataque em grande escala contra a Venezuela" para capturar e julgar o líder venezuelano e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.

Horas depois do ataque, e não sendo ainda claro quem vai dirigir o país após a queda de Maduro, o Presidente norte-americano, Donald Trump, admitiu uma segunda ofensiva contra o país se for necessário.

A comunidade internacional dividiu-se entre a condenação ao ataque dos Estados Unidos a Caracas e saudações pela queda de Maduro e o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que a ação militar dos EUA poderá ter "implicações preocupantes" para a região. 

Lusa
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Lusa /

Venezuela. Cinco países da América Latina e Espanha rejeitaram "qualquer tentativa de controlo"

"Expressamos a nossa preocupação face a qualquer tentativa de controlo governamental, administração ou apropriação externa dos recursos naturais ou estratégicos [venezuelanos]", indicam no comunicado, publicado pelo ministério colombiano dos Negócios Estrangeiros.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou no sábado que autorizaria as empresas petrolíferas norte-americanas a explorar os recursos petrolíferos da Venezuela, que detém 17% das reservas mundiais de petróleo bruto.

Estes seis países expressaram também preocupação com a estabilidade regional após os bombardeamentos aéreos levados a cabo pelas forças norte-americanas e a captura do Presidente Nicolás Maduro, levado à força e que deve ir na segunda-feira a tribunal, em Nova Iorque, no âmbito de acusações de "narcoterrorismo".

Os Estados Unidos lançaram no sábado "um ataque em grande escala contra a Venezuela", capturando o Presidente venezuelano e a mulher, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.

Na sua posição comum, os seis países afirmam que a ação dos Estados Unidos "é incompatível com o direito internacional e ameaça a estabilidade política, económica e social da região".

Entretanto, o Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela entregou a presidência interina à vice-presidente executiva, Delcy Rodriguez, "de forma a garantir a continuidade administrativa e a defesa integral da nação".

A comunidade internacional tem-se dividido entre a condenação da ação dos Estados Unidos e o júbilo pela queda de Maduro.

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Lusa /

Tribunal federal confirma comparência de Maduro esta segunda-feira

Durante a sessão, serão oficialmente comunicadas as acusações contra o líder venezuelano.

Maduro é acusado pela justiça norte-americana de "narcoterrorismo", importação de cocaína para os Estados Unidos e posse de armas.

Os Estados Unidos lançaram no sábado "um ataque em grande escala contra a Venezuela" para capturar e julgar o líder venezuelano e a sua mulher, Cilia Flores.

Maduro passou a primeira noite sob custódia numa prisão federal em Brooklyn, Nova Iorque.

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