Mundo
Nova ronda negocial entre Irão e EUA termina sem resultados e com ameaças de Khamenei
Terminou sem resultados concretos mais uma ronda de negociações entre os Estados Unidos e o Irão sobre o programa nuclear iraniano. Embora Teerão e Washington tenham concordado com um "conjunto de princípios orientadores", não há sinais de que um acordo esteja iminente. O líder supremo do Irão, por sua vez, endureceu o tom perante a crescente ameaça americana.
Teerão e Washington retomaram as discussões pela primeira vez desde o bombardeamento americano contra instalações nucleares iranianas durante a guerra de 12 dias que começou em junho, com um ataque israelita ao Irão.
No final do encontro, que decorreu na Suíça e durou aproximadamente três horas e meia, o chefe da diplomacia iraniana disse que foi possível alcançar "princípios orientadores" para um acordo sem, no entanto, terem fixado uma data para uma nova ronda negocial.
A mesma fonte classificou as negociações de Genebra como "construtivas" o que, em linguagem diplomática, significa um impasse negocial.
"Conseguimos chegar a um acordo alargado sobre um conjunto de princípios orientadores, com base nos quais avançaremos e começaremos a trabalhar no texto de um potencial acordo", disse Abbas Araghchi à televisão estatal.
"Isto não significa que possamos chegar rapidamente a um acordo", alertou o ministro, reconhecendo que "será necessário tempo para ultrapassar" a divergência entre as posições de ambos os lados.
“Ainda há muito a fazer”, disse, acrescentando que ambas as partes continuariam a trabalhar nos textos preliminares e que será depois definida uma data para uma terceira ronda de negociações. Telejornal | 17 de fevereiro de 2026
À entrada para esta reunião, o secretário de Estado norte-americano continuava a apontar divergências políticas e religiosas entre as duas partes, enquanto o Irão afirmava querer um acordo "justo", sem ceder a ameaças.
Ameaças de Khamenei
A segunda ronda de negociações ocorreu após repetidas ameaças militares dos EUA contra o Irão devido à repressão violenta aos protestos antigovernamentais e à disputa em curso sobre o programa nuclear.
No preciso momento em que as duas delegações se encontravam em Genebra, o ayatollah Ali Khamenei prometeu, num discurso, que os Estados Unidos nunca conseguiriam destruir a República Islâmica.
De forma a pressionar Teerão a fazer concessões na disputa nuclear que se arrasta há décadas, os EUA enviaram uma força de combate para o Médio Oriente e o presidente Donald Trump sugeriu que uma "mudança de regime" em Teerão pode ser a melhor solução.
"Poderíamos ter chegado a um acordo em vez de enviar os B-2 para destruir o potencial nuclear deles. E tivemos que enviar os B-2", disse o presidente norte-americano aos jornalistas na segunda-feira. Os EUA destacaram o porta-aviões americano USS Abraham Lincoln para o Golfo, encontrando-se atualmente a cerca de 700 quilómetros da costa iraniana. Para além disso, os EUA enviaram também o USS Gerald R. Ford, o maior navio de guerra do mundo, para o Médio Oriente, que, segundo a BBC, poderá chegar à região nas próximas três semanas.
Perante estas ameaças, o líder supremo do Irão endureceu o tom. “Um navio de guerra é certamente uma arma perigosa, mas a arma capaz de o afundar é ainda mais perigosa”, afirmou Khamenei esta terça-feira.
"Ele [Trump] diz que o exército dos EUA é o mais forte do mundo. O 'exército mais forte do mundo' pode, às vezes, sofrer um golpe tão duro que não é capaz de recuperar", declarou.
Khamenei acusou os EUA de estarem a tentar predeterminar o resultado das negociações e disse que isso seria "uma coisa errada e insensata de se fazer".
Enquanto isso, a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) está a realizar manobras militares no Estreito de Ormuz, um ponto estratégico crucial para o comércio global de petróleo.
Como medida de "segurança" durante estes exercícios, o estreito — que Teerão ameaçou repetidamente bloquear em caso de ataque — será parcialmente encerrado durante "algumas horas", informou a televisão estatal iraniana esta terça-feira.
c/ agências
No final do encontro, que decorreu na Suíça e durou aproximadamente três horas e meia, o chefe da diplomacia iraniana disse que foi possível alcançar "princípios orientadores" para um acordo sem, no entanto, terem fixado uma data para uma nova ronda negocial.
A mesma fonte classificou as negociações de Genebra como "construtivas" o que, em linguagem diplomática, significa um impasse negocial.
"Conseguimos chegar a um acordo alargado sobre um conjunto de princípios orientadores, com base nos quais avançaremos e começaremos a trabalhar no texto de um potencial acordo", disse Abbas Araghchi à televisão estatal.
"Isto não significa que possamos chegar rapidamente a um acordo", alertou o ministro, reconhecendo que "será necessário tempo para ultrapassar" a divergência entre as posições de ambos os lados.
“Ainda há muito a fazer”, disse, acrescentando que ambas as partes continuariam a trabalhar nos textos preliminares e que será depois definida uma data para uma terceira ronda de negociações. Telejornal | 17 de fevereiro de 2026
À entrada para esta reunião, o secretário de Estado norte-americano continuava a apontar divergências políticas e religiosas entre as duas partes, enquanto o Irão afirmava querer um acordo "justo", sem ceder a ameaças.
Ameaças de Khamenei
A segunda ronda de negociações ocorreu após repetidas ameaças militares dos EUA contra o Irão devido à repressão violenta aos protestos antigovernamentais e à disputa em curso sobre o programa nuclear.
No preciso momento em que as duas delegações se encontravam em Genebra, o ayatollah Ali Khamenei prometeu, num discurso, que os Estados Unidos nunca conseguiriam destruir a República Islâmica.
De forma a pressionar Teerão a fazer concessões na disputa nuclear que se arrasta há décadas, os EUA enviaram uma força de combate para o Médio Oriente e o presidente Donald Trump sugeriu que uma "mudança de regime" em Teerão pode ser a melhor solução.
"Poderíamos ter chegado a um acordo em vez de enviar os B-2 para destruir o potencial nuclear deles. E tivemos que enviar os B-2", disse o presidente norte-americano aos jornalistas na segunda-feira. Os EUA destacaram o porta-aviões americano USS Abraham Lincoln para o Golfo, encontrando-se atualmente a cerca de 700 quilómetros da costa iraniana. Para além disso, os EUA enviaram também o USS Gerald R. Ford, o maior navio de guerra do mundo, para o Médio Oriente, que, segundo a BBC, poderá chegar à região nas próximas três semanas.
Perante estas ameaças, o líder supremo do Irão endureceu o tom. “Um navio de guerra é certamente uma arma perigosa, mas a arma capaz de o afundar é ainda mais perigosa”, afirmou Khamenei esta terça-feira.
"Ele [Trump] diz que o exército dos EUA é o mais forte do mundo. O 'exército mais forte do mundo' pode, às vezes, sofrer um golpe tão duro que não é capaz de recuperar", declarou.
Khamenei acusou os EUA de estarem a tentar predeterminar o resultado das negociações e disse que isso seria "uma coisa errada e insensata de se fazer".
Enquanto isso, a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) está a realizar manobras militares no Estreito de Ormuz, um ponto estratégico crucial para o comércio global de petróleo.
Como medida de "segurança" durante estes exercícios, o estreito — que Teerão ameaçou repetidamente bloquear em caso de ataque — será parcialmente encerrado durante "algumas horas", informou a televisão estatal iraniana esta terça-feira.
c/ agências