Novos bombardeamentos dos EUA contra o Irão após morte de dois militares
Os Estados Unidos lançaram hoje novos bombardeamentos contra o Irão, após a morte de dois militares norte-americanos em ataques com mísseis e drones atribuídos a forças iranianas.
"As forças norte-americanas começaram a lançar novos ataques aéreos contra o Irão por ordem do comandante-chefe" - ou seja, o Presidente dos EUA, Donald Trump -, escreveu o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) na rede social X.
"Estes ataques visam reduzir ainda mais a capacidade do Irão de ameaçar a navegação comercial no estreito de Ormuz e punir rapidamente as forças do Corpo dos Guardas da Revolução Islâmica que lançaram ataques contra militares norte-americanos na Jordânia ontem [sábado] à noite", acrescentou.
Entretanto, as agências de notícias iranianas Mehr e Tasnim noticiaram ataques norte-americanos em Sirik, um porto situado em frente ao estreito de Ormuz, no sul do país.
A agência oficial Irna deu conta de um "ataque militar inimigo norte-americano perto de Hajiabad", na mesma província de Hormozgan.
O exército iraniano anunciou posteriormente ter lançado drones explosivos contra duas bases militares no Kuwait, de acordo com a televisão estatal.
Qualquer ataque norte-americano vai enfrentar "uma resposta decisiva e devastadora por parte dos combatentes leais, corajosos e poderosos das Forças Armadas iranianas", afirmou, ainda segundo a televisão estatal, o general Ali Abdollahi, comandante do exército.
"Infligir-lhes-emos custos ainda mais elevados" do que nas guerras anteriores, continuou.
No sábado, o Centcom anunciou a morte de dois militares norte-americanos --- os primeiros desde o reinício das hostilidades a 07 de julho --- e o desaparecimento de um terceiro, durante "ataques com mísseis e drones iranianos" na sexta-feira na Jordânia.
O número de militares norte-americanos mortos desde o início da guerra, no final de fevereiro, ascende agora a 16.
As hostilidades atingem um novo nível sem precedentes desde o cessar-fogo celebrado em abril para pôr fim à guerra desencadeada pela ofensiva israelo-norte-americana contra o Irão, a 28 de fevereiro.