Número de mortos em Moçambique sobe para 293

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Nos próximos dias, com a descida do nível das águas, o balanço do número de vítimas deverá continuar a subir
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Mais de uma semana após a passagem do ciclone Idai, as autoridades confirmam o novo balanço de 293 vítimas mortais só em Moçambique e um total de 1511 feridos. Os números foram atualizados pelo Instituto Nacional de Gestão de Calamidades de Moçambique. Cerca de 15 mil pessoas continuam em situação de risco, segundo informou o Governo. Esta sexta-feira chega à Beira o primeiro C-130 português para o apoio às operações de socorro.

De acordo com o porta-voz do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades de Moçambique, Paulo Tomás, há pelo menos 293 óbitos confirmados, mais de 1511 feridos e quase 350 mil pessoas afetadas.

Segundo o responsável, há mais de 89 mil pessoas a serem assistidas em cerca de 109 centros de acomodação nas províncias mais afetadas.


A anterior atualização oficial dava conta de 242 vítimas mortais. Nos próximos dias, com a descida do nível das águas, o balanço do número de vítimas deverá continuar a subir.

Em declarações à agência France Presse, o ministro do Ambiente, Celso Correia, confirma que pelo menos 15 mil pessoas estão em risco e têm de ser resgatadas “de imediato”, sendo que grande parte está presa em “casas e telhados”.

“Eles estão vivos, mas precisamos de os resgatar, de os tirar de lá. Cada minuto conta”, afirmou o ministro.

O número total de mortos na sequência do ciclone Idai ultrapassa atualmente os 400, se forem também contabilizadas as vítimas mortais do Zimbabué (139 mortos) e do Malawi (56 mortos).


Cândida Pinto, enviada especial da RTP a Moçambique, conta que a área que continua submersa no centro do país é equivalente à do território do Luxemburgo.

Apoio português chega a Moçambique
Entretanto, chegou à cidade da Beira o primeiro de dois aviões C-130 com apoio português às operações de socorro às vítimas.

O avião transporta a força de reação imediata portuguesa, com 25 fuzileiros, dos quais dez elementos do Exército, três da Força Aérea e dois da GNR.



Os técnicos portugueses que chegaram hoje no centro de Moçambique vão apoiar as operações de busca e salvamento, com uma equipa de fuzileiros que já tinha estado numa missão anterior no país.

Um segundo avião com apoio português partiu na noite de quinta-feira para a Beira.

A bordo seguiu uma equipa avançada de peritos da Autoridade Nacional de Proteção Civil, elementos da Força Especial de Bombeiros, da Guarda Nacional Republicana (GIPS e binómios de busca e socorro), do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e da EDP.

De acordo com números divulgados também na quinta-feira, em Genebra, pelo Programa Mundial Alimentar das Nações Unidas, a passagem do ciclone Idai por Moçambique, Zimbabué e Malawi atingiu pelo menos 2,8 milhões de pessoas.


O ciclone Idai atingiu a Beira, no centro de Moçambique na noite de 14 de março, na altura com chuvas e ventos até 170 quilómetros.

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