Mundo
Número de vítimas entre cartéis de droga em Ciudad Juarez continua a subir
Cerca de 40 pessoas foram mortas nos últimos três dias em Ciudad Juarez, no Norte do México, próximo da fronteira com os Estados Unidos. As autoridades do Estado de Chihuahua atribuem os ataques aos gangues do tráfico de droga, devido ao tipo de armas utilizadas. O número de vítimas mortais registadas no fim-de-semana levam as autoridades federais a admitir que foi um dos mais violentos do último ano naquela cidade mexicana.
“São mortes que têm a assinatura do crime organizado, no que respeita às armas utilizadas e a outros elementos”, referiu o porta-voz do gabinete federal do Estado de Chihuahua.
Na quinta-feira morreram 14 pessoas, incluindo um polícia municipal. No dia seguinte, foram abatidas 20 pessoas, incluindo um outro polícia municipal e um investigador da polícia estatal. No sábado, 19 pessoas morreram em diferentes tiroteios que ocorreram em vários locais de Ciudad Juarez.
Há 10 dias, num ataque a um bar morreram oito pessoas, entre as quais seis empregados. Os disparos “ao acaso” vitimaram 18 pessoas em 24 horas, no âmbito de ajustes de contas entre cartéis de droga ou em confrontos com forças policiais de diferentes agências.
No âmbito da investigação, ainda em curso, foram detidas quatro pessoas.
O porta-voz da política municipal de Ciudad Juarez acrescenta, com base numa análise à mortalidade relacionada com o tráfico de droga, que foram cometidos oito homicídios por dia, em média, nos primeiros 40 dias de 2011. Já este mês morreram 24 mulheres em 20 dias.
Os dados do Estado apontam três mil mortes no ano passado, seis mil se forem contabilizadas as vítimas de 2009. Abandonaram a cidade dezenas de milhar de habitantes e 70 por cento dos estabelecimentos comerciais encerraram.
Desde o início da campanha contra o tráfico de droga, anunciada pelo presidente Felipe Calderón em dezembro de 2006, morreram 34.600 pessoas. Calderón avançava, na altura, que a campanha contra o tráfico de droga iria mobilizar 50 mil militares e milhares de polícias federais.
Violência alastra a outras cidades
No domingo, em Acapulco, morreram 13 taxistas. As autoridades acreditam que a violência em Acapulco, onde morreram mais quatro pessoas durante o fim-de-semana, está relacionada com os cartéis da droga. Nesse sentido, relatam a destruição da iluminação da cidade e das câmaras de segurança, tiroteios fortuitos e grande número de disparos a curta distância contra determinadas vítimas.
A violência tem sido mais forte e constante em Ciudad Juarez, mas outras regiões, nos Estados de Tamaulipas, Nuevo Leon e San Luís Potosi, registam crescentes episódios relacionados com o tráfico de droga. Na passada terça-feira, um agente aduaneiro americano morreu e um outro foi ferido numa emboscada atribuída pelos EUA ao gangue Zetas, com presença mais forte nesta região.
Deputados estaduais querem proibir jogo
O jogo de vídeo “Call of Juarez: The Cartel”, que tem como frase promocional “toma a justiça nas tuas próprias mãos e experimenta a ausência de lei no distante Oeste moderno”, é considerado nocivo pelos deputados estaduais de Chihuahua. O “shoot-em-up” é descrito como uma “viagem sangrenta de Los Angeles para Juarez”.
Os parlamentares aprovaram, por unanimidade, um pedido às autoridades federais para proibir o violento jogo de vídeo, que tem como cenário as ruas e contexto os tiroteios entre os cartéis de droga em Ciudad Juarez.
O congressista estadual Ricardo Boone Salmon refere que o pedido de proibição não visa esconder a realidade mas antes “não expor as crianças a este tipo de cenários, para não cresceram com esta imagem e falta de valores”
O jogo, produzido pela Ubisoft Entertainment, com sede em San Francisco, deverá estar no mercado no próximo verão.
Por seu lado, o congressista Enrique Serrano aponta a contradição de valores, uma vez que é ensinado às crianças que, se começarem tiroteios junto às suas escolas, devem “abaixar-se e esconder-se”.
Na quinta-feira morreram 14 pessoas, incluindo um polícia municipal. No dia seguinte, foram abatidas 20 pessoas, incluindo um outro polícia municipal e um investigador da polícia estatal. No sábado, 19 pessoas morreram em diferentes tiroteios que ocorreram em vários locais de Ciudad Juarez.
Há 10 dias, num ataque a um bar morreram oito pessoas, entre as quais seis empregados. Os disparos “ao acaso” vitimaram 18 pessoas em 24 horas, no âmbito de ajustes de contas entre cartéis de droga ou em confrontos com forças policiais de diferentes agências.
No âmbito da investigação, ainda em curso, foram detidas quatro pessoas.
O porta-voz da política municipal de Ciudad Juarez acrescenta, com base numa análise à mortalidade relacionada com o tráfico de droga, que foram cometidos oito homicídios por dia, em média, nos primeiros 40 dias de 2011. Já este mês morreram 24 mulheres em 20 dias.
Os dados do Estado apontam três mil mortes no ano passado, seis mil se forem contabilizadas as vítimas de 2009. Abandonaram a cidade dezenas de milhar de habitantes e 70 por cento dos estabelecimentos comerciais encerraram.
Desde o início da campanha contra o tráfico de droga, anunciada pelo presidente Felipe Calderón em dezembro de 2006, morreram 34.600 pessoas. Calderón avançava, na altura, que a campanha contra o tráfico de droga iria mobilizar 50 mil militares e milhares de polícias federais.
Violência alastra a outras cidades
No domingo, em Acapulco, morreram 13 taxistas. As autoridades acreditam que a violência em Acapulco, onde morreram mais quatro pessoas durante o fim-de-semana, está relacionada com os cartéis da droga. Nesse sentido, relatam a destruição da iluminação da cidade e das câmaras de segurança, tiroteios fortuitos e grande número de disparos a curta distância contra determinadas vítimas.
A violência tem sido mais forte e constante em Ciudad Juarez, mas outras regiões, nos Estados de Tamaulipas, Nuevo Leon e San Luís Potosi, registam crescentes episódios relacionados com o tráfico de droga. Na passada terça-feira, um agente aduaneiro americano morreu e um outro foi ferido numa emboscada atribuída pelos EUA ao gangue Zetas, com presença mais forte nesta região.
Deputados estaduais querem proibir jogo
O jogo de vídeo “Call of Juarez: The Cartel”, que tem como frase promocional “toma a justiça nas tuas próprias mãos e experimenta a ausência de lei no distante Oeste moderno”, é considerado nocivo pelos deputados estaduais de Chihuahua. O “shoot-em-up” é descrito como uma “viagem sangrenta de Los Angeles para Juarez”.
Os parlamentares aprovaram, por unanimidade, um pedido às autoridades federais para proibir o violento jogo de vídeo, que tem como cenário as ruas e contexto os tiroteios entre os cartéis de droga em Ciudad Juarez.
O congressista estadual Ricardo Boone Salmon refere que o pedido de proibição não visa esconder a realidade mas antes “não expor as crianças a este tipo de cenários, para não cresceram com esta imagem e falta de valores”
O jogo, produzido pela Ubisoft Entertainment, com sede em San Francisco, deverá estar no mercado no próximo verão.
Por seu lado, o congressista Enrique Serrano aponta a contradição de valores, uma vez que é ensinado às crianças que, se começarem tiroteios junto às suas escolas, devem “abaixar-se e esconder-se”.