Mundo
Obama promete a Francisco "diálogo" sobre medidas anticoncepcionais nos EUA
O Presidente norte-americano reuniu-se com o Papa no Vaticano e anunciou que ficou "muito comovido" pelas declarações do Pontífice sobre as desigualdades, revelando ainda que convidou Francisco a deslocar-se aos Estados Unidos. O encontro entre o Papa e o Presidente dos EUA deveria durar meia-hora mas prolongou-se até aos 52 minutos.
Barack Obama confessou-se "um grande admirador" do Papa Francisco, ao sentar-se à frente do Pontífice. "É uma grande honra. Sou um grande admirador", afirmou sorridente Brack Obama. "Muito obrigado por me receber" acrescentou.
"Fiquei muito comovido pelas suas palavra sobre a importância de todos para abordar os problemas do mundo numa perspetiva moral e que não devemos pensar apenas no nosso próprio interesse", admitiu depois Obama durante uma conferência de imprensa em Roma, ao lado do chefe de governo de Itália, Matteo Renzi.
Liberdade religiosa
O Vaticano diz que o Papa defendeu durante o encontro "o direito à vida" e o "direito à objeção de consciência" para os católicos americanos, confrontados com pedidos governamentais de apoio a programas de apoio médico e social que incluem o aborto.
De acordo com um comunicado do Vaticano, o Papa e o Presidente norte-americano "debruçaram-se sobre questões particularmente importantes para a Igreja do país (Estados Unidos) como o exercício dos direitos à liberdade religiosa, à vida e à objeção de consciência."
Obama afirmou que prometeu a Francisco um "diálogo" com os católicos norte-americanos sobre a aplicação da sua reforma seguro-doença, controversa devido a determinadas disposições quanto à contraceção.
Barack Obama garantiu já que a aplicação da lei tem em linha de conta as objeções de entidades religiosas quanto à cobertura de procedimentos médicos contrários à sua fé. Empresas e associações não têm sido incluidas nesta exceção.
"Pecado e imoral"
Nos Estados Unidos diversas associações de apoio a famílias e obras de solidariedade, além de empresas, têm-se mesmo visto confrontadas com a ameaça de cortes de apoios ou multas elevadas se não fornecerem aos seus colaboradores apoios para realizar abortos ou medicamentos anti-concecionais.
"Hobby Lobby", uma empresa de lojas de artes e trabalhos manuais propriedade de cristãos, tem-se recusado a pagar e colocou mesmo uma ação no Supremo Tribunal dos EUA invocando isenção do pagamento por motivos de liberdade religiosa.
O mesmo fez "Especialidades de Madeira Conestoga" cujos donos, menonitas, afirmam que seria "pecado e imoral" pagar por drogas que provocam o aborto.
Ambos os casos vão ser discutidos no Supremo Tribunal dos EUA. As empresas enfrentam multas de 95.000 dólares por dia.
"Fiquei muito comovido pelas suas palavra sobre a importância de todos para abordar os problemas do mundo numa perspetiva moral e que não devemos pensar apenas no nosso próprio interesse", admitiu depois Obama durante uma conferência de imprensa em Roma, ao lado do chefe de governo de Itália, Matteo Renzi.
Liberdade religiosa
O Vaticano diz que o Papa defendeu durante o encontro "o direito à vida" e o "direito à objeção de consciência" para os católicos americanos, confrontados com pedidos governamentais de apoio a programas de apoio médico e social que incluem o aborto.
De acordo com um comunicado do Vaticano, o Papa e o Presidente norte-americano "debruçaram-se sobre questões particularmente importantes para a Igreja do país (Estados Unidos) como o exercício dos direitos à liberdade religiosa, à vida e à objeção de consciência."
Obama afirmou que prometeu a Francisco um "diálogo" com os católicos norte-americanos sobre a aplicação da sua reforma seguro-doença, controversa devido a determinadas disposições quanto à contraceção.
Barack Obama garantiu já que a aplicação da lei tem em linha de conta as objeções de entidades religiosas quanto à cobertura de procedimentos médicos contrários à sua fé. Empresas e associações não têm sido incluidas nesta exceção.
"Pecado e imoral"
Nos Estados Unidos diversas associações de apoio a famílias e obras de solidariedade, além de empresas, têm-se mesmo visto confrontadas com a ameaça de cortes de apoios ou multas elevadas se não fornecerem aos seus colaboradores apoios para realizar abortos ou medicamentos anti-concecionais.
"Hobby Lobby", uma empresa de lojas de artes e trabalhos manuais propriedade de cristãos, tem-se recusado a pagar e colocou mesmo uma ação no Supremo Tribunal dos EUA invocando isenção do pagamento por motivos de liberdade religiosa.
O mesmo fez "Especialidades de Madeira Conestoga" cujos donos, menonitas, afirmam que seria "pecado e imoral" pagar por drogas que provocam o aborto.
Ambos os casos vão ser discutidos no Supremo Tribunal dos EUA. As empresas enfrentam multas de 95.000 dólares por dia.