EM DIRETO
Guerra no Médio Oriente. Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito

Irão regista 787 vítimas mortais devido ao conflito

pulse-iconDireto

Irão regista 787 vítimas mortais devido ao conflito

Perante a retaliação iraniana, o Departamento de Estado norte-americano emitiu diretivas para que o pessoal diplomático não essencial e respetivas famílias abandonem o Iraque, a Jordânia e o Bahrein. A partir de Israel, Benjamin Netanyahu sinalizou que a guerra contra o Irão “pode levar algum tempo”, mas não anos.

Joana Raposo Santos, Carlos Santos Neves - RTP /

Emissão da RTP Notícias


Foto: Majid Asgaripour - WANA via Reuters

Mais atualizações Voltar ao topo
Momento-Chave
RTP /

Explosões ouvidas em Jerusalém

Jornalistas da agência France-Presse ouviram há momentos uma série de explosões em Jerusalém, depois de o Exército israelita ter avançado que detetou novos mísseis lançados do Irão.

"O Exército israelita detetou há pouco mísseis lançados do Irão em direção ao território do Estado de Israel. Os sistemas de defesa estão a trabalhar para intercetar a ameaça", anunciou o Exército.
PUB
Momento-Chave
RTP /

Rússia pede provas de que o Irão planeia construir armas nucleares

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergei Lavrov, disse esta terça-feira que Moscovo ainda não viu qualquer prova de que o Irão esteja a desenvolver armas nucleares, questionando onde se encontram essas provas.
PUB
Momento-Chave
RTP /

Caças franceses patrulham bases no Médio Oriente

Os aviões de caça Rafale da forças armadas francesas fizeram "operações de segurança do espaço aéreo" sobre as bases militares do país europeu no Médio Oriente, afirmou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiro da França, Jean-Noël Barrot.

"Temos nos Emirados (Árabes Unidos (EAU) uma base naval e uma base aérea", em al-Dhafra, disse, questionado pela BFMTV sobre a intervenção de aeronaves francesas no fim de semana para neutralizar drones iranianos.

Segundo o responsável governamental francês "esses Rafale e os seus pilotos estão destacados para garantir a segurança" das instalações (...) e "realizaram as suas operações de segurança do espaço aéreo sobre as bases".

Barrot reiterou que Paris "não se furtará" aos seus compromissos com alguns dos países implicados no conflito entre Israel e Estados Unidos e o Irão (Arábia Saudita, EAU, Qatar, Iraque, Bahrein, Kuwait, Omã e Jordânia.

"Um 'hangar' de uma base francesa nos EAU foi atingido por um drone (domingo). Estamos num país com o qual temos acordos de longa data. E, numa situação como esta, como podem imaginar as discussões intensificam-se para determinar como o país se pode defender contra futuros ataques e como a França pode proteger seus interesses ali", continuou.

Jean-Noël Barrot afirmou ainda que "a França está pronta para se proteger, proteger os seus cidadãos, os interesses na região e os seus parceiros".

"Há recursos, alguns dos quais já estão em operação, pois antes da guerra houve exercícios ou operações na área. Outros estão à disposição do Chefe de Estado para, se ele julgar apropriado, fornecer esse nível de segurança, seja para nós mesmos (...) ou aos nossos parceiros", afirmou.

c/ Lusa
PUB
Lusa /

Pequim apela à preservação da segurança no estreito de Ormuz

A China apelou hoje a todas as partes envolvidas na guerra no Médio Oriente para garantirem a segurança da navegação no estreito de Ormuz, advertindo para o risco de impacto na economia mundial.

"A China insta todas as partes a cessarem imediatamente as operações militares, a evitarem uma nova escalada das tensões, a manterem a segurança das rotas de navegação no estreito de Ormuz e a impedirem que a situação tenha um impacto mais amplo na economia global", afirmou a porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros Mao Ning, numa conferência de imprensa regular.

O estreito de Ormuz, que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, é uma das principais artérias energéticas do mundo, por onde transita cerca de um quinto do petróleo comercializado globalmente por via marítima.

No início de 2025, a China era o principal destino do petróleo que atravessa aquela via estratégica. Nos últimos anos, o país foi também o maior importador de crude iraniano, num contexto de estreitamento das relações económicas entre Pequim e Teerão.

As declarações surgem num momento de forte instabilidade regional, após os ataques lançados em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão, que respondeu com mísseis e veículos aéreo não tripulados (`drones`) contra bases norte-americanas e alvos em países do Golfo.

O aumento do risco na região levou várias companhias marítimas a suspender ou desviar rotas no estreito de Ormuz, alimentando receios de perturbações no abastecimento energético e de nova subida dos preços do crude.

Pequim tem reiterado a necessidade de cessar-fogo imediato e de regresso ao diálogo, ao mesmo tempo que sublinha a importância de preservar a estabilidade das cadeias de fornecimento globais.

PUB
RTP /

Agência da UE para o asilo alertou para risco de "fluxo de refugiados"

Os pedidos de asilo caíram quase 20 por cento na UE no ano passado, mas existe o risco de um "fluxo de refugiados" proveniente do Irão em caso de desestabilização desse país, alertou a Agência da União Europeia para o Asilo num relatório da semana passada, antes do início da guerra.

"Com uma população de cerca de 90 milhões de habitantes, mesmo uma desestabilização parcial poderia gerar fluxos de refugiados de uma magnitude sem precedentes", sublinha o documento.

"A deslocação de apenas dez por cento da população iraniana seria suficiente para rivalizar com os maiores fluxos de refugiados das últimas décadas", escrevem ainda os autores.

Questionada pela AFP sobre uma atualização da sua avaliação após o início da guerra, a agência considerou que "a situação continua muito instável e seria irresponsável fazer declarações hipotéticas".
PUB
Momento-Chave
RTP /

Israel anuncia que Exército vai "assumir o controlo" de novas posições no Líbano

O ministro israelita da Defesa anunciou esta terça-feira que autorizou o Exército a "assumir o controlo" de novas posições no Líbano, onde Israel está a realizar uma campanha de ataques contra o movimento pró-iraniano Hezbollah, em paralelo com a guerra contra o Irão.

"O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e eu autorizámos o Exército israelita a avançar e a assumir o controlo de posições estratégicas adicionais no Líbano, de modo a impedir ataques a localidades israelitas fronteiriças", declarou o ministro Israel Katz.
PUB
Momento-Chave
Espaço aéreo
RTP /

A evolução do tráfego aéreo sobre o Irão no último fim de semana

Imagens da plataforma FlightRadar24 mostram como no passado sábado, em poucas horas, o espaço aéreo sobre o Irão ficou vazio.

A sequência vai desde as 6h23 do primeiro dia dos bombardeamentos israelitas e norte-americanos até às 9h03 de domingo.


28 de fevereiro de 2026 | 6h23


28 de fevereiro de 2026 | 11h00


1 de março de 2023 | 9h00
PUB
Momento-Chave
Lusa /

BCE alerta para risco de aumento substancial da inflação com conflito no Médio Oriente

O economista-chefe do Banco Central Europeu (BCE), Philip Lane, considerou que um conflito prolongado no Médio Oriente pode levar à queda persistente no fornecimento de energia e a um aumento substancial da inflação na zona euro.

Numa entrevista ao Financial Times, Philip Lane lembrou que a possibilidade de uma escalada do conflito no Médio Oriente tem sido um dos principais cenários de risco contemplados pelo BCE, cujas análises anteriores apontam para um "aumento substancial da inflação impulsionado pela energia" e uma forte queda na produção se um conflito provocasse uma queda persistente no fornecimento energético.

Além disso, para o economista irlandês, o impacto seria amplificado se a situação também levasse a uma reavaliação do risco nos mercados financeiros.

No caso da zona euro, Philip Lane reconheceu que um aumento dos preços da energia exerce "pressão ascendente sobre a inflação", especialmente a curto prazo, sendo que um conflito destas características seria negativo para a atividade económica.

De qualquer forma, o economista-chefe sublinhou que o impacto e as implicações para a inflação a médio prazo dependem da magnitude e da duração do conflito, pelo que o BCE acompanhará de perto a evolução da situação.

PUB
Lusa /

Embaixada dos EUA em Israel sem condições para ajudar cidadãos a sair

A Embaixada dos Estados Unidos em Israel anunciou hoje que não pode ajudar os seus cidadãos no país a saírem do território devido ao ataque dos EUA e de Israel ao Irão e as suas repercussões no Médio Oriente.

"A Embaixada dos EUA não está em condições, neste momento, de retirar ou auxiliar diretamente os americanos a abandonar Israel", afirmou em comunicado de imprensa, ao mesmo tempo que instou os seus cidadãos a "elaborarem os seus próprios planos de segurança" para abandonar o país, caso considerem necessário.

Assim, salientou que as autoridades israelitas abriram uma rota de autocarros para a passagem fronteiriça de Taba e explicou que aqueles que desejem utilizar esta rota devem registar-se utilizando um documento de evacuação emitido pelo Ministério do Turismo de Israel.

"A Embaixada dos EUA não pode fazer qualquer recomendação, a favor ou contra, em relação a este serviço de autocarros. Se optar por utilizar esta rota para sair do país, o governo dos EUA não pode garantir a sua segurança", observou, sublinhando ainda que "os passageiros que desejam atravessar para a Jordânia podem apanhar o autocarro para Eilat e continuar por conta própria de táxi até à fronteira de Isaac Rabin", conhecida na Jordânia como Wadi Araba.

PUB
Lusa /

Bolsas europeias em forte baixa devido à escalada do conflito no Médio Oriente

As principais bolsas europeias abriram hoje em forte baixa, afetadas pela escalada do conflito no Médio Oriente, que continua a disparar o preço do petróleo e do gás.

Cerca das 08:45 em Lisboa, o EuroStoxx 600 estava a recuar 1,83% para 612,25 pontos.

As bolsas de Londres, Paris e Frankfurt recuavam 1,40%, 1,76% e 2,07%, enquanto as de Madrid e Milão desvalorizavam 2% e 2,31%.

A bolsa de Lisboa também descia, com o principal índice, o PSI, a cair 2,28% para 9.057,34 pontos.

Os mercados europeus continuam em terreno negativo perante a incerteza gerada pelo ataque de Israel e Estados Unidos contra o Irão, cuja retaliação já estendeu o conflito à região do Médio Oriente.

Especialistas citados pela Efe destacam que um dos maiores focos de atenção do mercado está voltado para a energia (petróleo e gás), diante do medo de que a situação no Médio Oriente provoque um bloqueio do Estreito de Ormuz.

Como consequência, o barril de Brent, que chegou a disparar na véspera 10%, valoriza-se hoje mais 4,1%, para 80,59 dólares.

Além disso, o preço do gás natural dispara 27,70%, até 55,75 dólares.

Apesar do conflito, Wall Street conseguiu fechar com tendência mista na segunda-feira, embora os futuros dos principais indicadores antecipem neste momento uma abertura com quedas superiores a 1%.

Na Ásia, as vendas impuseram-se, com o Kospi sul-coreano a cair 7,24%, o Nikkei de Tóquio, 3,06%, a bolsa de Xangai, 1,43%, e o Hang Seng de Hong Kong, 1,24%.

Neste contexto de maior instabilidade, os valores refúgio sobem, nomeadamente o dólar.

O euro está em baixa e a ser negociado a 1,1633 dólares, contra 1,1688 dólares na segunda-feira.

Já o ouro e a prata desciam. A onça de ouro desce para 5.314,95 dólares, contra 5.322,12 dólares na segunda-feira, enquanto a prata cai para 86,3355 dólares, contra 89,3780 dólares.

Hoje será conhecida a estimativa preliminar da inflação na zona euro de fevereiro.

PUB
Momento-Chave
RTP /

FMI a acompanhar situação no Médio Oriente

O Fundo Monetário Internacional afirmou esta terça-feira que está a acompanhar de perto os desenvolvimentos no Médio Oriente, tendo já observado perturbações no comércio e na atividade económica, assim como um aumento dos preços da energia e uma maior volatilidade nos mercados financeiros.

O FMI disse, no entanto, ser muito cedo para avaliar o impacto económico na região ou a nível global, o que dependerá da extensão e duração do conflito.
PUB
Momento-Chave
RTP /

Irão regista 787 vítimas mortais devido ao conflito

Segundo o Crescente Vermelho, o número de mortos no Irão devido ao conflito subiu já para 787.
PUB
RTP /

Banco de França diz que país está pouco exposto ao conflito

O presidente do banco central francês, François Villeroy de Galhau, afirmou que o setor financeiro do país tem pouca exposição à crise no Médio Oriente.

O responsável vincou que a economia francesa tem uma inflação bastante baixa e um crescimento económico resiliente.

Disse ainda que seria um erro o Banco Central Europeu tomar uma decisão sobre as taxas de juro apenas com base nas oscilações dos preços da energia.

"Seria um erro prever precipitadamente um possível movimento nas taxas de juro hoje, e lembro que não tomamos decisões apenas com base nos preços instantâneos da energia", explicou.
PUB
Momento-Chave
RTP /

Exército libanês retira-se das posições na zona fronteiriça

O Exército libanês retirou militares que se encontravam em vários pontos do sul do Líbano, perto da fronteira com Israel, na sequência da "escalada" do Exército israelita, indicou uma fonte militar à AFP.

"O Exército redistribuiu as suas forças em vários pontos onde se tinha posicionado recentemente" no sul, precisou a fonte, acrescentando que a decisão foi tomada para preservar "a segurança" dos militares.

O ministro israelita da Defesa, Israel Katz, anunciou esta terça-feira que autorizou o Exército a "assumir o controlo" de novas posições no Líbano.
PUB
RTP /

França pronta para defender parceiros

O ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Jean-Noel Barrot, assegurou hoje que a França está pronta para defender os seus parceiros caso estes solicitem ajuda, reservando-se o direito de intervir.

"Esta guerra está a arrastar vários países da região para o conflito com os quais temos relações, acordos de defesa e interesses, incluindo bases militares", explicou Barrot à emissora francesa BFM TV.

O responsável acrescentou que caças Rafale franceses realizaram operações aéreas para proteger os céus sobre as bases francesas na região.
PUB
Lusa /

Três instalações da Amazon no Golfo Pérsico fora de serviço devido a ataques

Três instalações do serviço de armazenamento em nuvem da Amazon nos Emirados Árabes Unidos e Bahrein estão "significativamente danificadas" e interromperam o serviço após serem atingidas por drones, informou hoje a gigante norte-americana do comércio eletrónico.

"Nos Emirados Árabes Unidos [EAU], duas das nossas instalações foram atacadas diretamente, enquanto no Bahrein, um ataque com drones nas proximidades de uma das nossas instalações causou danos físicos à nossa infraestrutura", indicou a Amazon Web Services (AWS), numa série de alertas aos clientes na região, de acordo com a emissora norte-americana CNBC.

A AWS associou os ataques ao "conflito atual no Médio Oriente", após a guerra iniciada no sábado pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão, na sequência da qual o país persa lançou uma onda de ataques contra alvos norte-americanos no Golfo Pérsico.

Os ataques às instalações da norte-americana Amazon "causaram danos estruturais, interromperam o fornecimento de energia elétrica" às infraestruturas da empresa "e, em alguns casos, exigiram atividades de extinção que causaram danos adicionais por água", acrescentou a AWS.

Os incidentes ocorreram no domingo, quando a empresa indicou apenas que alguns objetos tinham atingido um centro de dados nos EAU e causado um incêndio, sem confirmar que se tratava de um drone.

A empresa avisou os utilizadores no Médio Oriente que vai demorar a restabelecer os serviços "dada a natureza dos danos" e recomendou que "fizessem uma cópia de segurança dos seus dados" e considerassem migrá-los para serviços na nuvem noutras regiões do mundo.

O serviço na nuvem da empresa liderada por Jeff Bezos - um aliado do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump - alertou que "o ambiente operacional no Médio Oriente" continuará imprevisível por um tempo.

Tanto a Amazon como outras empresas tecnológicas norte-americanas, entre elas a Microsoft e a Nvidia, aumentaram recentemente os investimentos nos Emirados Árabes Unidos, que se posicionaram como fundamentais na computação de inteligência artificial necessária para sustentar serviços como o ChatGPT.

PUB
RTP /

Cerca de cinquenta navios franceses bloqueados no Golfo

"Entre 50 e 55 navios" com bandeira francesa ou pertencentes a empresas francesas continuam bloqueados no Golfo devido ao encerramento do estreito de Ormuz, disse esta terça-feira à AFP o delegado geral da Armateurs de France, Laurent Martens.

Os navios que continuam presos junto ao estreito de Ormuz, ponto nevrálgico do comércio mundial, "estão bem identificados, ancorados nas zonas menos arriscadas", acrescentou.

Trata-se principalmente de porta-contentores, navios de serviço e navios que servem plataformas petrolíferas, detalhou Laurent Martens, falando ainda num "pequeno número" de navios destinados ao transporte de gás.
PUB
Momento-Chave
RTP /

França prepara-se para fretar voos para repatriar os cidadãos mais vulneráveis

A França prepara-se para fretar voos para repatriar os seus cidadãos "mais vulneráveis" nos países do Médio Oriente afetados pela guerra contra o Irão, anunciou esta terça-feira o ministro francês dos Negócios Estrangeiros.

"Estamos a preparar-nos para fretar voos para que as pessoas mais vulneráveis, as pessoas que merecem ser acompanhadas, possam, se necessário, beneficiar deles", declarou Jean-Noël Barrot no canal BFMTV, sem especificar quantas pessoas poderiam ser abrangidas por esses voos.

Segundo o chefe da diplomacia francesa, cerca de 400.000 cidadãos franceses estão neste momento em países afetados pelo conflito.

"Na sua maioria, são franceses que residem na região, incluindo cidadãos com dupla nacionalidade. Outros são franceses de passagem", dos quais cerca de 25.000 já se manifestaram junto do Ministério dos Negócios Estrangeiros, precisou, encorajando todos os franceses a registarem-se "para que possam ser localizados".

As medidas implementadas variam de acordo com os países envolvidos.

"Por exemplo, colocámos em ação, nas fronteiras entre Israel e o Egito e a Jordânia, equipas consulares que, na fronteira, facilitaram a passagem de cidadãos franceses que desejam sair por via terrestre e, em seguida, apanhar um voo a partir do Egito ou da Jordânia", explicou o ministro.

Da mesma forma, os franceses que desejam deixar os Emirados Árabes Unidos poderão fazê-lo nas fronteiras com Omã e Arábia Saudita, "dois países cujo espaço aéreo está aberto até ao momento", acrescentou.
PUB
Lusa /

Preço do gás natural regista forte aumento de 22%

O preço do gás natural registou hoje um forte aumento de 22%, ultrapassando os 53 dólares por megawatt-hora (MWh), o nível mais elevado desde fevereiro de 2025, em pleno conflito no Médio Oriente.

De acordo com os dados da Bloomberg compilados pela agência de notícias espanhola EFE, às 08:17 (07:17 hora de Lisboa), o gás natural para entrega num mês no mercado holandês TTF, de referência na Europa, subiu 22% para 53,14 dólares.

Na segunda-feira, o preço já tinha subido mais de 50%, embora tenha fechado o dia com uma subida de 40,81%.

Os preços do gás estão a subir após os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, um dos principais produtores de crude da OPEP+ e que controla também o Estreito de Ormuz, uma importante via navegável para o tráfego de petróleo e gás.

PUB
Momento-Chave
Lusa /

Presidente paquistanês garante que Afeganistão não será usado para desestabilizar Islamabade

O presidente paquistanês, Asif Ali Zardari, garantiu que o Governo não vai permitir que "nenhuma entidade, nacional ou estrangeira, utilize o território vizinho para desestabilizar" a paz no Paquistão.

Reuters

As declarações foram feitas numa altura em que decorre uma ofensiva militar do Paquistão contra grupos armados na fronteira com o Afeganistão, em que já morreram mais de 400 taliban, de acordo com Islamabade.

O dirigente disse, numa sessão no Parlamento paquistanês, que os últimos meses colocaram o país asiático à prova de "forma profunda e complexa" e, nesse sentido, defendeu que Islamabade respondeu com "moderação estratégica e firme determinação" aos desafios à soberania do Paquistão.

Zardari defendeu o "profissionalismo e a disciplina" demonstrados pelas Forças Armadas do Paquistão perante os "ataques não provocados em ambas as fronteiras, um após o outro", aludindo aos vizinhos Índia e Afeganistão.

"Na fronteira ocidental, quando o regime taliban intensificou uma longa série de ataques, na noite de 26 de fevereiro, as nossas forças de segurança agiram com determinação", declarou, aludindo à campanha de atentados ordenada pelo líder dos taliban paquistaneses, Nur Wali Mehsud, em "defesa do Emirado Islâmico do Afeganistão" - nome oficial do regime fundamentalista talibã.

Assim, destacou que, diante desta ofensiva do grupo Tehrik Taliban Paquistão (TTP), "a liderança política permaneceu unida; o povo, firme" e agradeceu às Forças Armadas paquistanesas "a vigilância, coragem e serviço".

Por outro lado, o líder garantiu que a ação de Islamabade deixou "claras [as suas] limitações" aos ataques vindos do Afeganistão, não apenas do TTP, mas também do Exército de Libertação do Baluchistão, "ambos patrocinados pela Índia".

"Sejamos claros: o solo paquistanês é sagrado. Não permitiremos que nenhuma entidade, nacional ou estrangeira, utilize o território vizinho para desestabilizar a nossa paz", reiterou.

Zardari defendeu ainda que "tentou todas as formas possíveis de diplomacia para evitar uma resposta militar às incursões terroristas do Afeganistão", depois de na sexta-feira ter declarado "guerra aberta" contra o grupo, que não é exatamente correligionário dos afegãos, mas que Islamabad descreve como taliban, de forma generalizada.

"Todas as promessas que fizeram em Doha, de não permitir que estes grupos terroristas operassem a partir do solo afegão, foram convenientemente esquecidas", declarou, aludindo às conversações na capital do Catar.

"Pela nossa parte, nunca tratámos o povo afegão senão como parentes. Nunca nos afastámos do diálogo. O povo afegão precisa de uma pausa nas guerras intermináveis (...). Exorto-os a deixarem de ser usados por outro país como campo de batalha para as suas ambições", afirmou.

De acordo com o balanço divulgado no domingo pelas autoridades paquistanesas, mais de 400 taliban morreram e quase 600 ficaram feridos desde o início da operação militar contra os grupos armados na fronteira entre os dois países e que, segundo o movimento fundamentalista afegão, causou a morte de mais de meia centena de civis.

As hostilidades entre Islamabade e Cabul eclodiram dias depois de as autoridades do Afeganistão terem denunciado ao Conselho de Segurança das Nações Unidas os bombardeamentos levados a cabo pelo Paquistão contra o país e terem assegurado que os ataques causaram a morte de mais de uma dezena de civis.

PUB
Momento-Chave
Em ataques de Israel e EUA
RTP /

Cinco membros da Guarda Revolucionária mortos

Pelo menos cinco efetivos da Guarda Revolucionária iraniana morreram em ataques nas cidades iranianas de Jam e Dir, na província de Bushehr.

"Na sequência do ataque norte-americano e israelita às cidades de Dir e Jam, na província de Bushehr, cinco membros da Força Aérea e da Marinha da Guarda Revolucionária perderam a vida", noticiou o jornal iraniano Shargh.
PUB
Momento-Chave
Antena 1 /

Embaixada dos Estados Unidos em Riade atingida por drones

A embaixada norte-americana em Riade foi atingida por dois drones, que causaram apenas pequenos danos e um incêndio limitado, sem feridos ou vítimas, avança o Ministério da defesa da Arábia Saudita.

Mohamed Azakir - Reuters

A defesa saudita informou também que foram intercetados outros drones com destino ao quarteirão onde se situam as embaixadas de vários países.
João Couraceiro - Antena 1

As autoridades norte-americanas pedem aos seus cidadãos que estão neste país para se manterem em casa. Já para outros países da região a recomendação é de saída imediata através de alternativas comerciais.
PUB
Momento-Chave
Teerão
RTP /

Fortes explosões abalam capital do Irão

Fortes explosões foram ouvidas, nas últimas horas, na zona norte de Teerão, segundo jornalistas da agência France-Presse no terreno. Os media iranianos noticiam também explosões em Karaj, a oeste da capital, e em Isfahan, no centro do país.

Pelo menos 555 pessoas morreram no Irão desde o início dos ataques israelitas e norte-americanos, de acordo com o Crescente Vermelho iraniano. O Pentágono confirmou as mortes de seis militares norte-americanos.

PUB
Momento-Chave
Lusa /

Preço do barril do petróleo Brent continua a subir, ouro e prata caem

Os preços do petróleo Brent registaram esta terça-feira uma subida de 3%, ultrapassando os 80 dólares por barril, o valor mais elevado desde junho de 2025, enquanto o ouro e a prata caíram em pleno conflito no Médio Oriente.

Dado Ruvic - Reuters

Às 7h00 (6h00 em Lisboa), segundo dados da Bloomberg compilados pela agência de notícias espanhola EFE, o preço do Brent, referência europeia, para entrega em maio subiu 2,98% para 80,02 dólares.Durante as primeiras horas do dia, a subida foi ainda mais acentuada, tendo atingido os 80,45 dólares.

No entanto, o aumento desta terça-feira é mais moderado do que na segunda-feira, quando o petróleo Brent disparou 10%, após o início da guerra que começou no sábado com um ataque conjunto dos Estados Unidos e Israel contra o Irão, e que se alargou a toda a região do Médio Oriente.

Os analistas explicam que, dadas as tensões no Médio Oriente, o foco está no Estreito de Ormuz, por onde passa quase 20% do tráfego mundial de crude, e no receio de que o conflito possa provocar uma interrupção no fornecimento.

Por sua vez, o preço do ouro e da prata caiu esta terça-feira, apesar do início do conflito.

Às 7h15 (6h15 hora de Lisboa), o ouro recuava 0,25% para 5.309,52 dólares, enquanto a prata caía de forma mais acentuada, 3,44% para 86,44 dólares por onça.

Segundo dados da Bloomberg, após o início dos ataques conjuntos EUA-Israel contra o Irão, o ouro reagiu positivamente na segunda-feira, subindo mais de 3% durante a sessão e atingindo o preço de 5.419,11 dólares.

No entanto, no fecho da sessão, a subida foi de apenas 0,89%.

No caso da prata, o metal voltou a cair, depois de, na segunda-feira, ter atingido quase 97 dólares e ter fechado a sessão em baixa, com uma queda de 4,7%.

Entretanto, o crude West Texas Intermediate (WTI), uma referência nos Estados Unidos, está atualmente a subir 1,59%, antes da abertura oficial do mercado, cotado nos 72,36 dólares.

PUB
Lusa /

Agência europeia de asilo alerta para "fluxo de refugiados" devido à guerra

Os pedidos de asilo caíram quase 20% na União Europeia (UE), anunciou hoje uma agência especializada, alertando, no entanto, para o risco de um "fluxo de refugiados" proveniente do Irão.

Majid Asgaripour - WANA via Reuters

"Com uma população de cerca de 90 milhões de habitantes, mesmo uma desestabilização parcial pode gerar fluxos de refugiados de uma magnitude sem precedentes", sublinha o relatório da agência da União Europeia para o Asilo, redigido antes do início da guerra no fim de semana.

"A deslocação de apenas 10% da população iraniana seria suficiente para rivalizar com os maiores fluxos de refugiados das últimas décadas", escrevem os autores do documento.

Questionada pela agência France-Presse (AFP) sobre a possibilidade de uma atualização da avaliação após o início da guerra, a agência considerou que "a situação continua muito instável e seria irresponsável fazer declarações hipotéticas".

O número de pedidos de asilo apresentados por iranianos na UE e nos países vizinhos é, por enquanto, bastante baixo. Em 2025, eram 8.000, muito atrás dos afegãos (117.000) ou dos venezuelanos (91.000).

Os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão não provocaram, até agora, uma deslocação maciça da população para fora do país.

Mas "a magnitude do risco potencial é considerável", estima a agência. Tanto mais que o Irão figura entre os países que acolhem uma das maiores populações de refugiados do mundo --- uma situação suscetível de provocar deslocações em cadeia.

Os autores do relatório observam que o cenário de uma grande onda de refugiados iranianos é, até agora, "especulativo" e implicaria que passassem pela Turquia e depois se dirigissem para a Europa.

"Tudo isso é muito volátil", afirmou em declarações à AFP um responsável europeu especialista em imigração, sob condição de anonimato, dado o caráter "delicado" do assunto, que já é objeto de discussões entre os líderes políticos europeus.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, indicou ter trocado ideias sobre a questão com o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.

O mesmo fizeram os 27 ministros dos Negócios Estrangeiros da UE, numa reunião extraordinária no domingo.

Na segunda-feira, o executivo europeu afirmou que iria "reforçar a sua preparação" neste dossier e acompanhar as "tendências" migratórias, reforçando a cooperação com as agências das Nações Unidas.

Em 2025, os países da UE e vizinhos da Noruega e Suíça e receberam cerca de 822.000 pedidos de asilo, o que representa uma diminuição de 19% em relação ao ano anterior. Esse recuo seguiu-se a uma diminuição de 11% em 2024.

A queda registada em 2025 pode ser explicada, em grande parte, pela diminuição do número de pedidos apresentados por sírios, após a queda de Bashar Al-Assad.

O número de requerentes de asilo nunca mais atingiu o nível da crise migratória de 2015, quando centenas de milhares de refugiados sírios que fugiam da guerra chegaram à Europa.

PUB
Lusa /

Ministro chinês dos Negócios Estrangeiros espera que países do Golfo "reforcem a sua independência"

O chefe da diplomacia chinesa apelou hoje aos países do Golfo para reforçarem a sua independência e rejeitarem a ingerência externa, numa conversa com o homólogo de Omã após ataques iranianos contra vários Estados da região.

Segundo um comunicado divulgado pela diplomacia chinesa, Wang Yi afirmou que "a China aprecia a mediação ativa de Omã para promover as negociações entre o Irão e os Estados Unidos, bem como os seus grandes esforços para salvaguardar a paz regional".

O chefe da diplomacia chinesa sustentou que "os Estados Unidos e Israel provocaram deliberadamente uma guerra contra o Irão, o que viola claramente os propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas".

Wang declarou que "a tarefa urgente agora é pôr termo imediato às ações militares para evitar uma maior propagação do conflito e impedir um agravamento irreversível", acrescentando que a China "está igualmente disposta a desempenhar um papel construtivo".

"A China espera que os países do Golfo desenvolvam boas relações de vizinhança e reforcem a solidariedade e coordenação, para que possam controlar plenamente o seu próprio futuro", afirmou.

Sayyid Badr Albusaidi declarou que "as negociações entre o Irão e os Estados Unidos tinham alcançado progressos sem precedentes", mas que, "infelizmente", Washington e Telavive "ignoraram os resultados das conversações e iniciaram uma guerra", segundo o comunicado.

Nas últimas semanas, o sultanato de Omã tinha mediado contactos entre os Estados Unidos e o Irão sobre o programa nuclear iraniano.

O Irão lançou ataques com mísseis e veículos aéreos não tripulados (`drones`) contra bases norte-americanas e alvos em países do Golfo como o Kuwait, os Emirados Árabes Unidos, o Qatar e o Bahrein, em resposta à ofensiva iniciada pelos Estados Unidos e por Israel contra o seu território.

Teerão sustenta que essas ações fazem parte da sua retaliação contra o que considera uma agressão direta e contra a presença militar norte-americana na região.

Wang falou também hoje por telefone com o homólogo iraniano, Abbas Araqchi, a quem assegurou o apoio de Pequim na defesa da soberania, segurança e integridade territorial do Irão, na primeira demonstração firme de respaldo desde os ataques dos Estados Unidos e de Israel.

A China, principal parceiro comercial do Irão e maior importador do seu petróleo, condenou no domingo a morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, durante a ofensiva conduzida por Israel e pelos Estados Unidos.

Desde sábado, Israel bombardeia, em coordenação com Washington, várias posições no Irão, alegando procurar destruir arsenais e capacidades de produção de mísseis balísticos e pôr fim ao regime dos aiatolas.

PUB
Momento-Chave
Ponto de situação
RTP /

Funcionários norte-americanos com ordem de saída de Bahrain, Jordânia e Iraque

  • Diante da dimensão da retaliação iraniana em crescendo, o Departamento de Estado norte-americano emitiu, nas últimas horas, diretivas para que o pessoal diplomático não essencial e respetivas famílias abandonem o Iraque, a Jordânia e o Bahrein. No caso do Iraque, a Administração Trump invoca especificamente “preocupações de segurança”;


  • Washington emitiu, de resto, recomendação de saída para todos os cidadãos norte-americanos de um total de 14 países, incluindo Bahrain, Egito, Irão, Iraque, Israel e os territórios palestinianos, Jordânia, Kuwait, Líbano, Oman, Catar, Arábia Saudita, Síria, Emirados Árabes Unidos e Iémen;


  • A Guarda Revolucionária do Irão reivindicou um ataque a uma base aérea dos Estados Unidos no Bahrain. Tratou-se, de acordo com a força de elite da República Islâmica, de “um ataque em larga escala com drones e mísseis, de madrugada, contra a base aérea de Sheikh Isa;


  • O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, alegou que os Estados Unidos atacaram o Irão depois de saberem que Israel tencionava fazê-lo, o que significaria retaliação contra forças do seu país. “Sabíamos que, se não fossemos atrás deles preventivamente antes de lançarem ataques, sofreríamos mais baixas”, afirmou;


  • A Força Aérea israelita confirma estar a bombardear, em simultâneo, Teerão e Beirute. No Líbano, os alvos são, segundo Telavive, posições do movimento xiita Hezbollah;


  • A embaixada dos Estados Unidos na capital saudita, Riade, confirma ter sido atingida por drones e está temporariamente encerrada;


  • Em declarações à norte-americana Fox News, o primeiro-ministro israelita afirmou que a ofensiva contra o Irão pode levar “algum tempo”. Mas não anos. “Eu disse que poderia ser rápido e decisivo. Pode levar algum tempo, mas não vai levar anos. Não é uma guerra sem fim”, sustentou Benjamin Netanyahu;


  • O presidente dos Estados Unidos veio entretanto admitir que a campanha militar contra o regime iraniano pode prolongar-se para lá das estimativas iniciais. “Primeiro, estamos a destruir as capacidades de mísseis do Irão. Segundo, estamos a aniquilar a sua marinha. Terceiro, estamos a assegurar-nos de que o patrocinador número um do terrorismo mundial não possa jamais obter uma arma nuclear. Finalmente, estamos a garantir que o regime iraniano não possa continuar a armar, financiar e dirigir exércitos terroristas fora das suas fronteiras”, enumerou Donald Trump;


  • Subsiste a confusão relativamente à situação da navegação no Estreito de Hormuz, depois de um general iraniano ter ameaçado “queimar qualquer navio” que procurasse atravessá-lo. O Comando Central dos Estados Unidos, citado pela Fox News, afiança, todavia, que o estreito não está fechado;


  • Subiu para 53 o número de pedidos de repatriamento de cidadãos portugueses em Israel. No Dubai, 73 portugueses estão retidos num cruzeiro por motivos de segurança. O último balanço revela ainda que não há novos pedidos de repatriamento no Irão - dos 13 portugueses, só dois decidiram regressar.


  • Luís Montenegro afirma que o Governo está a acompanhar com preocupação a situação no Médio Oriente. O primeiro-ministro adianta que a prioridade é responder aos cidadãos que precisam de ajuda para regressar a Portugal. O repatriamento está a ser gerido a nível europeu e poderá ter a base de apoio em Chipre;


  • O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, desafiou Luis Montenegro a esclarecer o país sobre os termos a utilização da Base das Lajes para o ataque ao Irão. Por seu turno, o secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, acusou o Governo de hipocrisia, desafiando-o a condenar o ataque ao Irão.
PUB
Momento-Chave
Inês Moreira Santos - RTP /

Ataque ao Irão. Portugal deu "autorização condicional" aos EUA para uso da Base das Lajes

O ministro dos negócios Estrangeiros garantiu que Portugal não deu autorização aos Estados Unidos para utilizarem a Base das Lajes, nos Açores, nos ataques ao Irão. Paulo Rangel esclareceu, em entrevista à CNN Portugal, que foi dada uma "autorização condicional" e negou o envolvimento português no conflito.

Lusa (arquivo)

Portugal deu autorização aos Estados Unidos para utilizar a Base das Lajes, confirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros, numa entrevista esta segunda-feira à noite.

“Uma coisa é o que se passou até sexta-feira, (...) antes do ataque começar”, começou por esclarecer Paulo Rangel. “Todas as autorizações foram dadas ao abrigo não do acordo em si, mas do regime geral”. Isto é, ao abrigo de um decreto que “prevê que todos os sobrevoos e aterragens de voos de Estado – neste caso, voos militares em Portugal – de qualquer país precisem de autorização”. Contudo, há países “que têm uma autorização anual permanente”, como é o caso dos Estados Unidos.

Antes do ataque norte-americano ao Irão, no sábado, “não havia nenhum pedido relativo a qualquer intervenção militar” e “foi ao abrigo dessas autorizações que elas foram dadas”. Eram, explicou Rangel, “autorizações tácitas” e não estão diretamente relacionadas “com o acordo”.

“Tudo foi feito de acordo com aquilo que todos os governos portugueses fazem e que é a interpretação", garantiu o ministro, não negando que a partir de sábado houve, efetivamente, “uma intervenção militar”. “Temos também uma comunicação dos Estados Unidos a dizer que tinha feito a intervenção militar e, portanto, passamos para o regime integral do acordo”.

Questionado se as autoridades portuguesas não interrogam os países quando são notificados, Rangel assegurou que “Portugal faz perguntas quando tem de fazer”, mas que não foi comunicado “que ia haver uma intervenção militar”.

“Estamos a falar de um aliado que é estratégico para nós. Portugal precisa de um aliado atlântico”, realçou. “Do ponto de vista do enquadramento, nós somos extremamente rigorosos. Cumprimos o enquadramento até ao limite”.

Mas a partir do momento em que há comunicação de que os EUA querem fazer “uma intervenção”, Portugal avalia “em que termos pode autorizar” e depois “consultar o presidente da República” e os principais líderes da oposição.

“Portugal não vai estar neste conflito”
, assegurou ainda. E acrescentou que “não houve nenhuma intervenção” nas Lajes, nos ataques de sábado.
"Autorização condicional"
O ministro dos Negócios Estrangeiros negou que os Estados Unidos estejam a “pôr e a dispor” da Base das Lajes.

“Os Estados Unidos têm um tratado que existe há imenso tempo e que está perfeitamente regulado. E cumprem-no com rigor”, esclareceu. 

Paulo Rangel disse ainda que, até sexta-feira, estavam a decorrer negociações e a informação que Portugal tinha era de que “estavam a correr bem”. A partir do momento em que as autoridades portuguesas foram notificadas da intervenção norte-americana, “foi organizada uma resposta aos Estados Unidos”: uma “autorização condicional”.

O chefe da diplomacia portuguesa garantiu que “não houve nenhum meio que, a partir dos Açores, fosse utilizado em qualquer ataque até então”. E reforça que Portugal não foi incluído “em qualquer ação ofensiva”.

Distanciando-se da posição assumida por Espanha e sem dizer se Portugal apoia a intervenção militar norte-americana no Irão, Rangel frisou que o Governo “sempre defendeu que as negociações tomassem o seu rumo e continuassem”.

Há um ponto que o ministro quis sublinhar: “o Irão não é conhecido por respeitar o direito internacional”.

Sobre o conflito, Rangel considerou que a resposta iraniana, em retaliação, mostra como é o Irão, que atacou os países vizinhos. 

“Ao fazer isto, o Irão demonstra também a sua natureza. Está disposto a fazer qualquer coisa”, afirmou o ministro português, admitindo que Portugal “reconhece a ameaça”. “O Irão é uma ameaça gravíssima à paz”, declarou, acrescentando que se dispusesse de armas nucleares seria uma ameaça terrível”.

  Ainda assim, voltou a assegurar que Portugal não é um alvo e que a segurança nacional será reforçada.

Sobre os portugueses nos países afetados, Paulo Rangel garantiu que os processos de repatriamento vão decorrer, priorizando a "segurança". O ministro recusou, contudo, prestar mais informações como exigem os partidos da oposição.
PUB
Momento-Chave
RTP /

Portugueses nos Emirados Árabes Unidos relatam dia mais calmo

A maioria dos portugueses que residem nas zonas mais afetadas pelo conflito afastam, para já, um regresso a Portugal.

Os relatos de maior preocupação vêm dos que residem no Bahrein, onde as sirenes soaram hoje várias vezes.
PUB
Momento-Chave
RTP /

Prevista subida dos combustíveis na próxima semana

Este conflito está a produzir impactos globais a nível económico. As consequências são, desde logo, visíveis nos preços do petróleo.

O Brent, referência para Portugal, estava há pouco a valorizar quase sete por cento, mas chegou a disparar 13 por cento, para mais de 82 dólares por barril.

O preço do gás natural disparou 45 por cento, depois de o Catar, responsável por 20 por cento do gás consumido a nível global, ter anunciado que suspendia a produção.

O dia foi também difícil nas bolsas. Na Europa, as quedas nos principais mercados andaram em torno dos dois por cento.
PUB
Momento-Chave
Catarina Miranda - RTP /

Ataques ao Irão. Organizações condenam EUA e Israel

Várias organizações internacionais condenaram os ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irão e apelam ao regresso do diálogo para evitar uma escalada ainda maior do conflito.
Os ataques foram lançados no sábado 28.02.2026 e levaram à retaliação iraniana com mísseis contra alvos israelitas e norte-americanos, em vários países da região.
PUB
Momento-Chave
RTP /

Rutte diz que NATO não participou nos ataques ao Irão

O secretário-geral da NATO sublinha que a Aliança Atlântica não participou nos ataques ao Irão. Marke Rutte garante também que não há nenhum plano para que a NATO seja arrastada para o conflito.

PUB