Oito soldados taiwaneses condenados a prisão por espionagem a favor da China

por Lusa

Oito soldados taiwaneses foram condenados hoje a uma pena de até 13 anos de prisão por espionagem a favor da China e realizada com fins lucrativos, decidiu hoje um tribunal.

Os arguidos condenados eram soldados no ativo "desejosos de recolher informações para a China, o que levou à fuga de segredos importantes", informou em comunicado o Supremo Tribunal de Taiwan, acrescentando que os condenados "foram seduzidos pelo dinheiro".

A pena de prisão mais longa, de 13 anos, foi aplicada a um homem chamado Hsiao, acusado de ser recrutador de soldados para "uma rede para a China" e responsável pela recolha e transmissão de informações.

Outro soldado foi condenado a nove anos de prisão por "conspirar para desertar" para a China a bordo de um helicóptero militar, enquanto um terceiro foi condenado a cinco anos e meio de prisão por ter feito um "vídeo de guerra psicológica indicando a sua vontade de se render ao Exército Popular de Libertação", o exército chinês.

"As suas ações violaram os seus deveres oficiais de lealdade para com o país, de defesa do país e do povo... colocando seriamente em perigo a segurança nacional e o bem-estar do povo de Taiwan", declarou o tribunal.

Os oito homens podem recorrer da decisão judicial.

Em novembro, o Ministério Público tinha inicialmente acusado 10 pessoas no âmbito deste caso de espionagem.

Uma delas foi absolvida por falta de provas, enquanto um outro, um soldado reformado, foi identificado como a pessoa que alistou Hsiao.

O tribunal informou que iria tratar separadamente o caso de Hsiao, que fugiu para a China.

Estas condenações são as últimas de uma série de casos.

No mês passado, um sargento que trabalhava num centro de formação da marinha foi acusado de fotografar e transmitir a Pequim informações confidenciais sobre Defesa.

A China considera Taiwan como parte do seu território, tendo nos últimos anos intensificado a pressão militar e política para colocar a ilha sob o seu controlo.

Os dois territórios separaram-se em 1949, na sequência da guerra civil chinesa e desde então têm-se espiado mutuamente.

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