Mundo
OMS confirma seis casos de hantavírus
Até ao momento, foram confirmados seis casos de hantavírus, de um total de oito casos suspeitos reportados após um surto num navio de cruzeiro no Atlântico, anunciou esta sexta-feira a Organização Mundial de Saúde (OMS).
"Até 8 de maio foram notificados oito casos, incluindo três mortes (taxa de letalidade de 38%). Seis casos foram confirmados em laboratório como infeções por hantavírus, todos identificados como causados pelo vírus andino", conhecido por ser transmissível entre humanos, afirmou a OMS no seu último boletim epidemiológico, especificando que os outros dois casos são considerados "prováveis".
"O risco para os passageiros e tripulantes do navio é considerado moderado", acrescentou a OMS na sexta-feira à noite, enquanto, segundo a companhia de cruzeiros Oceanwide Expeditions, "ninguém a bordo apresenta sintomas" entre os cerca de 150 passageiros.
A origem do surto é ainda desconhecida, mas, de acordo com a agência de saúde da ONU, a primeira infeção ocorreu antes do início da expedição, a 1 de abril, uma vez que o primeiro passageiro a morrer, um holandês de 70 anos, apresentou sintomas logo a 6 de abril. O período de incubação do vírus varia entre uma e seis semanas.
Há também preocupação com a situação na ilha de Santa Helena, onde desembarcaram 29 passageiros a 24 de abril, segundo a companhia de cruzeiros.
"O rastreio de contactos entre os passageiros que desembarcaram em Santa Helena está em curso; os passageiros foram contactados e aconselhados a monitorizar o aparecimento de sintomas. Além disso, os passageiros que viajaram no mesmo voo entre Santa Helena e a África do Sul que um dos casos posteriormente confirmados também foram contactados", acrescentou a OMS.
"Estão em curso investigações adicionais sobre a possível exposição do primeiro caso e a origem do surto, em colaboração com as autoridades argentinas e chilenas", explicou ainda a OMS.
O hantavírus, transmitido principalmente aos humanos por roedores infectados, é endémico em certas regiões da Argentina, particularmente nos Andes, com pelo menos sessenta casos por ano nos últimos anos. Pode causar doenças respiratórias graves.
Até ao momento, acrescentou a organização, quatro doentes estão hospitalizados: "um em cuidados intensivos em Joanesburgo, África do Sul, dois em diferentes hospitais na Holanda e um em Zurique, Suíça".
A OMS esclareceu que a pessoa em tratamento no hospital de Düsseldorf, na Alemanha, testou negativo e "por isso, já não é considerada um caso".
O navio de cruzeiro MV Hondius está no centro de um alerta sanitário internacional desde o passado domingo, embora a OMS, no comando da resposta internacional coordenada, esteja a tranquilizar o público sobre o nível "baixo" de risco epidémico. Este vírus raro é considerado menos contagioso que a Covid-19. O navio, a caminho de Tenerife, nas Canárias espanholas, deverá chegar lá no domingo ao meio-dia, de acordo com o site de rastreio marítimo Marine Traffic, antes de uma evacuação planeada dos passageiros no início da próxima semana.
"O risco para os passageiros e tripulantes do navio é considerado moderado", acrescentou a OMS na sexta-feira à noite, enquanto, segundo a companhia de cruzeiros Oceanwide Expeditions, "ninguém a bordo apresenta sintomas" entre os cerca de 150 passageiros.
A origem do surto é ainda desconhecida, mas, de acordo com a agência de saúde da ONU, a primeira infeção ocorreu antes do início da expedição, a 1 de abril, uma vez que o primeiro passageiro a morrer, um holandês de 70 anos, apresentou sintomas logo a 6 de abril. O período de incubação do vírus varia entre uma e seis semanas.
Há também preocupação com a situação na ilha de Santa Helena, onde desembarcaram 29 passageiros a 24 de abril, segundo a companhia de cruzeiros.
"O rastreio de contactos entre os passageiros que desembarcaram em Santa Helena está em curso; os passageiros foram contactados e aconselhados a monitorizar o aparecimento de sintomas. Além disso, os passageiros que viajaram no mesmo voo entre Santa Helena e a África do Sul que um dos casos posteriormente confirmados também foram contactados", acrescentou a OMS.
"Estão em curso investigações adicionais sobre a possível exposição do primeiro caso e a origem do surto, em colaboração com as autoridades argentinas e chilenas", explicou ainda a OMS.
O hantavírus, transmitido principalmente aos humanos por roedores infectados, é endémico em certas regiões da Argentina, particularmente nos Andes, com pelo menos sessenta casos por ano nos últimos anos. Pode causar doenças respiratórias graves.