ONG de direitos humanos contabiliza pelo menos 192 mortos nos protestos no Irão

Pelo menos 192 manifestantes morreram em duas semanas de protestos no Irão, revelou este domingo uma organização de defesa dos direitos humanos.

Lusa /
Foto: Reuters

"Desde o início dos protestos, a Iran Human Rights confirmou a morte de pelo menos 192 manifestantes", informou a Organização Não-Governamental (ONG) com sede na Noruega, alertando que o número pode ser muito maior, já que o corte da internet durante vários dias dificultou a contagem.

Entretanto, o Presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, abordará a situação económica e as "reivindicações do povo" numa entrevista que será hoje transmitida, anunciou a televisão estatal Irib, duas semanas após o início dos protestos relacionados com o custo de vida.

Segundo mesma fonte, a entrevista aos órgãos de comunicação social iranianos, que já se realizou, aborda "o estado do avanço do programa económico do Governo" e "os acontecimentos recentes e a abordagem do Governo" para responder às expectativas dos iranianos.

De acordo com a Agência de Notícias dos Ativistas pelos Direitos Humanos (HRANA, na sigla em inglês), com sede nos Estados Unidos, o número de detidos também aumentou para mais de 2.600.

Com a internet em baixo no Irão e as linhas telefónicas cortadas, avaliar o impacto das manifestações a partir do estrangeiro tornou-se mais difícil.

O corte da Internet decidido na quinta-feira pelas autoridades iranianas, devido aos protestos contra o Governo, continua em vigor.

A televisão estatal iraniana tem apenas anunciado as mortes entre as forças de segurança, enquanto garante que o regime mantém o controlo sobre a nação, sem mencionar os manifestantes mortos, descritos como "terroristas".

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